O Olheiro #1 – Rúben, o menino prodígio.

ruben neves

“O Rúben é, como dizem aqui em Portugal, um miúdo. Tem apenas 17 anos, e nem sequer passou pela equipa de sub-19 do clube. É um rapaz que vimos na pré-temporada, começou a treinar connosco e ficou. Se está connosco é porque conquistou esse direito. Ninguém lhe ofereceu um só minuto de jogo. Mas, insisto, tem 17 anos, pelo que necessita continuar tranquilo para ir queimando etapas. É certo que já as está a queimar mais rapidamente pelo facto de ter jogado os cinco jogos oficiais. Não vou esconder, estamos encantados com ele” – Julen Lopetegui.

 

Ainda há dois dias era juvenil do FCP. Há quem tenha trabalho com o novo talento do FCP que o jovem centrocampista de 17 anos, nem era, quando se apresentou a treinos no clube portista há uns anos atrás, aquele a quem os responsáveis da formação do clube vislumbravam maior futuro. Rúben manteve-se humilde e trabalhou. Trabalhou imenso. Diz quem sabe que no final de todas as partidas é aquele jogador que procura analisar o desempenho ao pormenor e não se coibe de perguntar ao treinador quais foram os pontos positivos revelados na partida assim como os negativos. É um daqueles jogadores que gosta de trabalhar com afinco os departamentos do jogo onde não se sente confortável, daí o facto de poder vir a ser um jogador capaz de desempenhar (aliando a sua inteligência à sua personalidade, às suas características enquanto jogador, à sua ambição de ser cada vez melhor, à sua fácil adaptação a qualquer função no meio-campo mercê da sua qualidade de passe, da sua resistência física, da sua visão de jogo e do seu interessante remate de meia-distância) qualquer papel no meio-campo. A sua humildade tem sido mais que reconhecida no balneário do FCP: trata os mais velhos por você, mostra vontade de aprender e colher a experiência adquirida pelos mais velhos do plantel, traz frescura e juventude nas brincadeiras de balneário mas tem noção dos limites a que está sujeito por pertencer, em primeiro lugar, a uma equipa profissional que joga em cada partida um avultadíssimo investimento realizado para a época desportiva, e em segundo lugar, à mística de pertencer à primeira equipa do FCP. Tem também plena noção que conquistou o lugar por direito e está numa posição a que muitos recrutados\formados do clube dão tudo para lá chegar mas nunca chegarão.

O futebol português agradece a escolha do FCP neste menino de 17 anos e espera que o jogador não se perca em derivado da aposta precoce e evolua convenientemente até ao patamar que merece. Tomara que mais exemplos destes surjam no futebol português para bem da sua própria sobrevivência enquanto potencia da modalidade.

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