O Olheiro #3 – Jonas, o incansável guerreiro

jonas

Instigado pela necessidade manifestada por Jorge Jesus da equipa encarnada possuir um avançado que acrescente golos, necessidade essa deixada em aberto pelas saídas de Rodrigo e Óscar Cardoso, Luis Filipe Vieira viu fora do mercado de transferências uma oportunidade de ouro para satisfazer o apelo do seu treinador. Pode-se dizer que a contratação de Jonas por parte da equipa da Luz é um autêntico negócio ao custo de oportunidade: dado o seu potencial e aquilo que pode acrescentar à equipa encarnada, a sua contratação a custo zero fora da janela de mercado, é uma daquelas contratações que só acontecem 1 vez a cada 20 anos da história de um clube. Por outro lado, também se pode dizer que o projecto do Benfica foi aquele que aos olhos do brasileiro se tornou o mais apelativo, daí ter sido veículado o facto do brasileiro ter revisto em baixa as suas exigências salariais para envergar a camisola da turma portuguesa.

Jonas é um daqueles avançados que corresponde na íntegra à tipologia do avançado brasileiro: é muito rápido de processos, gosta de se imiscuir na construção de jogo da equipa, é um finalizador q.b (basta ver o rácio de golos\jogos pelos clubes por onde passou) e acima de tudo é um avançado raçudo, cujas movimentações constantes são um autêntico quebra-cabeças para as defesas adversárias. Jonas é um daqueles avançados que não se coibe de ir buscar jogo atrás ao meio-campo, aos dois flancos, capaz de se orientar muito bem junto da linha defensiva num primeiro momento para criar linha de passe num segundo para as costas desta, capaz de elaborar portentosos lances individuais em velocidade com finalização, e, frio na hora de atirar à baliza. O Benfica tem aqui, portanto, um avançado completo, capaz de acrescentar muita velocidade ao futebol encarnado (ideal para jogar ao lado de um avançado com características semelhantes como o é Lima; apesar de Lima não ter o seu poder de finalização; e atrás de uma linha média que Jesus pretende, a médio-prazo, jogar a uma velocidade estonteante como de resto é, uma das características do futebol ofensivo dos encarnados desde que o técnico nascido na Amadora está no comando técnico do clube)

Jonas rescindiu com o Valência no último dia de mercado. Sem espaço num plantel que conta com 3 alternativas de peso capazes de garantir à equipa orientada por Nuno Espírito Santo uma soma espectável de 40 golos (Paco Alcacer, Rodrigo; o primeiro já é um convocado indiscutível de Del Bosque para o próximo ciclo de 2 anos da selecção espanhola; o 2º poderá ter o seu espaço na selecção espanhola e só o não o tem desde já porque na titularidade da Roja existe um fenómeno chamado Diego Costa) e fruto do facto de ser extra-comunitário, o Valência não teve outra solução senão reduzir a sua folha salarial e dispensar o brasileiro nas últimas horas do último dia do mercado de transferências. Acredito que o brasileiro tenha escolhido o projecto do Benfica por 3 razões:
– A 1ª e mais importante, pelo facto de vir para Lisboa ser titular da equipa encarnada, possibilidade que não lhe era granjeada por outros interessados europeus aos seus concursos como o caso do Tottenham (a equipa londrina tem Soldado e Harry Kane como pretendentes principais à frente do ataque dos Spurs).- A 2ª e não menos importante é a possibilidade de aos 30 anos poder jogar num clube que tem a ambição de renovar o seu título numa liga competitiva como é a Portuguesa e na Liga dos Campeões.
– A competitividade poderá devolver o avançado à canarinha. Jonas não esconde o desejo de voltar à selecção brasileira, agora orientada novamente por Dunga. Apesar do próximo mundial ser um sonho quase impossível (em 4 anos, não só o futebol brasileiro renova-se a uma velocidade estonteante, facto que levará a que jovens talentos surjam e se constituam como escolhas mais adequadas para a sua selecção, como o jogador já será apanhado pela idade em 2018), dada a escassez de opções para a posição existente actualmente no futebol brasileiro, Jonas poderá aproveitar bem esta lacuna caso consiga render satisfatoriamente na equipa portuguesa para se constituir como uma alternativa à equipa que Dunga levará à próxima Copa América.

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