breves #12

Benfica – José Mourinho confessou em entrevista que caso Anderson Talisca “obtivesse licença de trabalho, já estaria em Inglaterra”. O técnico português confessou ao Mais Futebol que o brasileiro contratado pelo Benfica ao Bahia foi desejado por várias equipas inglesas, segundo o técnico, algumas do topo do futebol daquele país. Porém, o facto do jogador não ser passível de obter neste momento uma licença de trabalho levou à desistência desses clubes na sua contratação. O treinador do Chelsea manifestou que um esteve bastante próximo de contratar o jogador mas só não o fez porque iria precisar que ele rodasse numa equipa de menor dimensão noutro campeonato até poder ser internacional brasileiro e ter a licença de trabalho para residir e trabalhar em Inglaterra.

Vitória de Guimarães –

white angels

Como um defensor do lema “support your local team”, por um lado tiro o chapéu ao espectáculo realizado pelos adeptos do Vitória de Guimarães no D. Afonso Henriques. A rivalidade contra as equipas do Minho e do Porto são sobejamente conhecidas de toda a gente. A massa adepta do Vitória é fiel, apaixonada e fervororosa, características que fazem dela uma das massas adeptas mais sui-géneris no futebol mundial. Este fervor não pode ser nada mais nada menos do que ultra positivo para os cofres do clube e para o desenvolvimento da marca Vitória de Guimarães, numa altura em que 60% dos clubes profissionais queixam-se constantemente nas reuniões da Liga dos obstáculos com que se deparam para ter assistências minimamente compostas nos jogos em casa e, consequentemente, receitas que permitam aos clubes ter um mínimo de viabilidade financeira.

Porém, não posso deixar de censurar e criticar as repetidas situações de mau comportamento e falta de civismo que são praticadas pelos adeptos deste clube ao longo dos anos. Por várias vezes, o Vitória já sofreu duras penalizações ao nível de utilização do seu estádio. Nenhuma das penalizações serenou a atitude violenta com que a sua claque hostiliza alguns jogos. Contra o Braga, contra a Académica, contra o Benfica, contra o Sporting, contra o Porto, contra o Boavista e até contra o modesto Beira-Mar sempre que a equipa aveirense se desloca à cidade berço, um adepto do clube visitante que se desloque aquele estádio para assistir serenamente à partida incorre no risco de ser agredido de forma barbara por adeptos locais. Se por um lado, é a paixão que atrai tantos vimaranenses ao estádio numa atitude que torna o clube viável do ponto de vista financeiro, por outro lado são claramente este tipo de atitudes que afastam as pessoas do espectáculo.

Selecção Nacional – O brasileiro Tite, treinador que se destacou no futebol brasileiro no comando de clubes como oInternacional de Porto Alegre (Copa Sul-Americana em 2009) e Corinthians (campeonato brasileiro em 2011, Libertadores em 2012, Campeonato do Mundo de Clubes e Recopa Sul-Americana em 2013) afirmou que foi sondado pela Federação Portuguesa de Futebol para substituir Paulo Bento. O brasileiro de 53 anos afirmou que ninguém lhe apresentou uma proposta concreta.

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4 thoughts on “breves #12

  1. Boa tarde.

    Sou adepto e sócio do Vitória de Guimarães e olho, infelizmente, para o seu texto como apenas mais um texto desinformado que segue uma etiqueta que a imprensa portuguesa decidiu colar aos adeptos do Vitória.

    É óbvio que existem episódios de violência a mais na “ficha” dos adeptos do Vitória, mas é também óbvio que estes são transversais aos clubes com alguma massa associativa.

    Dizer coisas como “um adepto do clube visitante que se desloque aquele estádio para assistir serenamente à partida incorre no risco de ser agredido de forma barbara por adeptos locais” apenas para Guimarães e para os adeptos do Vitória só pode ser má fé. Pergunto-lhe se algum adepto vai ao Dragão, sem escolta, com um cachecol do Benfica, ou se vai à Luz nas mesmas condições com um cachecol do Porto ou do Sporting, ou se ousaria andar em Braga com uma camisola do Vitória… Eu, que já vi muitos jogos de futebol, em casa, fora e pelo caminho, respondo-lhe. Não. Infelizmente, não. Infelizmente neste nosso país pontificam as mentes pequenas e mesquinhas que não têm capacidade para separar uma rivalidade desportiva de um comportamento animalesco e indigno para os nossos dias. Isso acontece, indubitavelmente, em Guimarães, mas acontece em quase todos os restantes estádios por esse país fora. Omiti-lo como o Sr. faz neste seu post é má fé. Dizer que isso acontece em Guimarães como se acontecesse apenas em Guimarães é uma manipulação da verdade em favor de uma retórica que infelizmente pegou de estaca na comunicação social em Portugal.

    Mas dizê-lo em relação aos acontecimentos de ontem, sobre os quais pairam ainda imensas dúvidas e sobre os quais existe uma forte suspeita de que tenha havido uma gestão errada dos acontecimentos por parte da polícia, é ainda mais grave. É ainda mais grave essencialmente porque ignora completamente os factos e apenas atira pedras ao elo mais fraco da cadeia.

    Como ainda ontem me diziam. neste país onde já vimos o estádio da Luz a arder, guarda redes a serem atingidos por bolas de golfe e petardos a serem lançados para cima de jogadores em aquecimento, os arruaceiros são, e provavelmente serão, sempre os de Guimarães.

    Ficam aqui alguns exemplos das obras de arte que alguns dos adeptos de outros clubes já fizeram, para que de uma vez por todas os opinion makers e a imprensa portuguesa vejam que é o país que tem um problema, não é Guimarães.

    Porto
    “Super Dragões provocam três feridos e destroem pastelaria em Lagoa”
    http://www.publico.pt/noticia/super-dragoes-provocam-tres-feridos-e-destroem-pastelaria-em-lagoa-1389135

    “Super Dragões julgados por violência no desporto”
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=672923

    Benfica

    “Tiros e violência antes do Benfica – FC Porto 03/04/11”

    “Violência de Adeptos do Benfica no Estádio Axa”

    Sporting

    “FC Porto-Sporting: incidentes violentos duas horas antes do jogo”
    http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-sporting-incidentes-violencia-adeptos-dragao-policia/526d5853e4b03eb1dfaf302b.html

    “Confrontos entre adeptos do Sporting e Atlético”
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=1522252

    “Estádio da Luz a arder”

    E até o Braga, que leva consideravelmente menos adeptos aos Estádios, tem cenas de violência no seu reportório….

    Red Boys atacam adeptos do Paços de Ferreira

    “Cenas de violência no Marítimo-Sp. Braga”
    http://video.pt.msn.com/watch/video/cenas-de-violencia-no-maritimo-sp-braga/295ot5ccx?cpkey=1e9031cb-b2be-41bb-8fc7-e55bbebbcb04%257c%257c%257c%257c

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    • Pedro,
      Peço-lhe que repare mais uma vez nas palavras que escrevi. Em nenhum lado do texto você encontra uma afirmação do género “os adeptos do Vitória de Guimarães são os únicos que protagonizam acções violentas no futebol português” – apenas tive o bom senso de afirmar que perante uma massa adepta fervorosa cuja presença constante num estádio é benéfica para as finanças de um clube, não pode ser arruinada por um bando de desordeiros que está constantemente a praticar atitudes que afastam as pessoas dos estádios de Futebol. Só e somente isso. Tomo as acusações que você me fez no comentário como uma oportunidade em que o Sr. tentou sacar uma leitura extensiva das minhas palavras e colocar palavras na minha boca.
      Eu sou associado de dois clubes (Sporting e Beira-Mar). Já tive problemas em vários estádios. Já tive problemas até com elementos de outra claque do meu clube. Já tive problemas no Porto, em Guimarães, em Coimbra, em Alvalade e, durante o período em que estudei em Itália, praticamente em todos os campos do futebol italiano quando me desloquei para ver a Fiorentina. Provocados por adeptos desse clube, já passei mal em 3 situações. Se quiser que eu as decreva, assim o farei com todo o gosto.

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  2. Caro João Branco,

    Peço-lhe que repare melhor no que escreveu. Em momento algum faz, no seu texto, referência a casos similares que aconteceram noutros estádios, condição, em minha opinião essencial, para expor clara e desapaixonadamente a problemática que aqui decidiu abordar.

    “Porém, não posso deixar de censurar e criticar as repetidas situações de mau comportamento e falta de civismo que são praticadas pelos adeptos deste clube ao longo dos anos.”

    Repare que disse “deste clube”, e não falou da “falta de civismo” praticadas pelos adeptos deste e de outros clubes. Disse “deste clube”. E esta é a questão essencial. É que num post em que deveria abordar a problemática da violência no futebol, preferiu abordar os arruaceiros dos adeptos do Vitória.

    Há-os. Já o disse. Alguns, infelizmente. Mas aquilo que descreve no seu post são problemas transversais a vários clubes, e não apenas ao Vitória. Teve oportunidade de o dizer e de escrever um excelente post sobre a violência nos recintos desportivos, mas a verdade é que preferiu reduzir uma problemática que vai muito além do futebol a meia dúzia de arruaceiros de Guimarães. Mas, infelizmente, aquilo que o João fez é o que faz um qualquer jornalista numa qualquer redação, e esse é o problema maior. Não se pense que é por eu ser do Vitória que o digo, mas é antes por perceber que enquanto ninguém colocar o problema como ele realmente é, e enquanto o tratarmos como focos isolados que vão acontecendo, eles nunca vão cessar. Enquanto acharmos que são meia dúzia de arruaceiros em Guimarães, 10 ou 15 spotters de Alvalade, meia dúzia de gandulos da Ribeira ou uns quantos malucos da Amadora, nunca vamos conseguir identificar, estudar e acabar com o verdadeiro problema.

    E o mais triste disto tudo, é que continuaremos sem poder levar os nossos filhos ao futebol descansados…

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  3. Caro Pedro,

    Respeito a sua opinião e aceito a sua crítica. Tem razão quando afirma que isolei o caso e esqueci-me de referir as centenas deles. Creia você que não tive qualquer intenção de dar um toque apocalíptico à atitude dos adeptos do Guimarães. Não são os únicos a praticar a violência constantemente, apesar de o terem feito variadíssimas vezes. Não são o problema, mas, em conjunto com outros grupos violentos que encontram no futebol o seu nicho (caso é o caso dos Casuals do Sporting) partilham-no e devem, para bem de um espectáculo saudável que é pago a peso de ouro, ser erradicados de uma vez por todas. Assim como devem ser emendadas as atitudes que são tomadas pelos superintendentes da PSP destacado para estas partidas de alto risco. Como os desordeiros já são mais que conhecidos e os elementos da PSP já tiveram noutras ocasiões várias rixas com os mesmos, é natural que o polícia, ser humano antes de tudo, não se controle perante a repetição de um comportamento desviante de alguém com quem poderá ter contas antigas a ajustar. Se assim for, o erro é perdoável porque todos temos emoções e nem sempre as sabemos controlar. Outra coisa é, por exemplo o que acontece constantemente em Alvalade, com cargas policiais constantes nas zonas das claques e, como se pode perceber no sábado passado, nas zonas do estádio frequentadas por adeptos ordeiros. Na carga policial executada no sábado, relata quem lá esteve e assistiu a tudo que a PSP carregava em civis mesmo ao lado do ponto em que um adepto (fulminado por um ataque cardíaco; motivo que fez levantar uma parte daquela zona do estádio e que provocou a intervenção policial) era assistido pelos profissionais do dispositivo de emergência médica presentes no estádio.
    Não dúvido portanto que os adeptos do Vitória tenham sido carregados fortuitamente pela PSP. Se assim for, apurem-se as responsabilidades que tiverem de ser apuradas, castigue-se quem estragou o espectáculo e colocou em risco a segurança do mesmo.

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