Breve rescaldo do clássico.

Primeira parte de alto nível do Sporting:
– entrada a matar com um golo resultante de uma excelente abertura de Nani para Carrillo e de Carillo para Jonathan Silva, com a defesa do Porto aos papeis no lance.
– ascendente do Sporting na primeira meia-hora provocado por um assertivo meio-campo que recuperou imensas bolas e ganhou praticamente todos ressaltos aliado a uma pressão alta muito bem efectuada que obrigou os centrais do Porto a jogar feio na saída de bola e o meio-campo do Porto a falhar muitos passes. O meio-campo do Porto não foi eficaz no capítulo do passe.
– Duas defesas de Fabiano: uma a remate de Nani, outra a remate de João Mário. O guarda-redes do Porto brilhou nestes dois momentos na primeira parte, juntando-lhe duas saídas corajosas no 2º tempo que evitaram o 2º golo do Sporting quando o jogo já se encontrava recuado.
– João Mário: pela primeira vez nesta temporada vimos o Sporting a jogar para os flancos com muito critério. Tal critério deve-se ao oportunismo no passe de João Mário. O médio é fantástico na contemporização que dá ao jogo do Sporting, executando os passes para o sítio certo na hora certa.
– Alvíssaras para Bruno Martins Indi. Esteve sempre muito atento e sobretudo muito bem posicionado. À passagem da meia-hora faz dois cortes decisivos a dois passes que iriam colocar Nani e Slimani isolados na cara de Fabiano.
– Marco Silva deveria saber que o ritmo imposto pelo Sporting nos primeiros 15 minutos não dura para o resto da partida. Nenhum jogador é fisicamente capaz de aguentar 90 minutos (talvez nem 60) naquele ritmo. Em vez de começar a recuar as suas linhas e dar a posse ao Porto, mandam os livros que a equipa em vantagem deve pegar na bola e manter a posse do esférico de forma a adormecer o jogo.

2ª parte:
– Reacção previsível do FC Porto perante uma equipa do Sporting que tendencialmente iria dar a posse à equipa do FC Porto. O ascendente do Porto na 2ª parte também se deveu ao facto da equipa do Sporting ter perdido o meio-campo a partir do minuto 60. A juntar a esse facto, nenhum jogador do meio-campo do Sporting fez a devida cobertura ao lado esquerdo da defensiva, obrigando Sarr a compensar as subidas de Jonathan Silva. Foi desse preciso flanco que saíram as principais acções de perigo do Porto na 2ª parte.
– O jogo tanto poderia cair para um lado como para o outro: Adrien mandou aquela bazooka à trave e Capel respondeu no ressalto com aquele remate a rasar o poste direito da baliza de Fabiano. Slimani teve tudo para executar uma cabeçada triunfal para a baliza de Fabiano.
Do outro lado, o Porto reagiu muito bem por intermédio de duas acções individuais e de dois erros da defensiva leonina:
– O lance do auto-golo de Sarr é um daqueles lances de manifesto azar. Todavia, alguns minutos antes, ao tentar mais uma vez executar a estratégia que a defesa tinha vindo a por em prática desde o início de jogo que objectivava a colocação de Jackson em fora-de-jogo com uma subida rápida das 4 unidades defensivas, Naby Sarr não subiu e deixou o ponta-de-lança do Porto na cara de Patrício. O guardião internacional português resolveu bem o lance assim como fez a defesa da noite a remate de Herrera à entrada da área.
– Tello desperdiçou clamorosamente na cara de Rui Patrício depois de ter tirado Jonathan Silva da frente com bastante classe.

Péssima arbitragem de Olegário Benquerença:
– No lance do golo do Sporting não consegui esclarecer pelas imagens televisivas se Martins Indi corta o cabeamento com a mão fora ou já depois da linha de golo. O holandês dá uma palmada na bola. Se o faz dentro da baliza, o golo deve ser validado. Se o faz em terreno útil, o árbitro não pode dar a lei da vantagem, o golo deveria ser invalidado, sendo a acção passível de cartão vermelho e marcação de grande penalidade.
– A agressão de Slimani – vermelho directo para o jogador do Sporting.
– A agressão de Fabiano na 2ª parte – o guarda-redes do Porto dá um chega para lá em Carlos Mané num lance em que o jogador do Sporting lhe acerta quando tenta finalizar uma bola em velocidade. O guarda-redes do Porto manifesta a intenção a agredir o jogador do Sporting, sendo a acção passível de vermelho directo.- Bola no braço de Maurício: Tendo sido o remate quase à queima roupa, as imagens televisivas em camara lenta mostram que o jogador não mexe o braço ou seja, não tem intenção de cortar o lance com o braço.

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