Momentos #15 – O golo olímpico de Recoba

A vontade não era muita, sabemos. Mas a técnica individual do jogador, a forma como tratava por tu a bola, coladinha ao pé naquele jeito tão elegante, naqueles passes milimetricamente colocados no colega, naqueles dribles nos quais o uruguaio, do nada, criavam sempre uma situação de perigo. Assim como os livres que o uruguaio fazia encaminhar certeiramente em arco perfeito para o fundo das redes da baliza contrária, os passes em desmarcação para isolar Vieri, os cruzamentos perfeitos para o local exacto onde o seu companheiro pretendia aproveitar aquela bola.

Alvaro Recoba era tudo isso. Alvarov Recoba era, apesar de molengão, um jogador que empenhava magia no seu futebol e em pequenos pormenores decidia. Podia passar 90 minutos ao lado do jogo. Quando quisesse, decidia o jogo num pequeno pormenor de classe.

Ainda continua a decidir nesses pequenos pormenores recheados de virtuosismo, aos 38 anos, pelo clube que o fez despontar ao mais alto nível, o Nacional de Montevide0 (a equipa de formação deste ex-internacional uruguaio, conhecido no seu país por El Chino, é o Danúbio, equipa por onde passou novamente em 2010\2011 antes de voltar ao Nacional), equipa pela qual leva desde 2011 16 golos em 68 jogos disputados e um título na bagagem, o de campeão uruguaio em 2011\2012.

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