Crónica #14 – Palermo 0-4 Lazio

No Renzo Barbera em Palermo, a equipa da casa recebeu a Lazio no jogo que tinha a missão de fechar a 5ª jornada da Série A. Duas equipas em apuros (ambas com 3 pontos conquistados em 4 jornadas) e dois treinadores em apuros, imensamente criticados na última semana e até com o lugar em risco (Giuseppe Iachini no Palermo; Stefano Piolo no banco da Lazio) tinham a obrigatoriedade de conquistar os 3 pontos na partida.

Com Bruno Pereirinha (Lazio) e João Silva no banco (ambos não iriam sair do banco) assisti a um jogo desenvolvido numa toada lenta (principalmente no primeiro tempo), demasiado disputado a meio-campo (muitas bolas perdidas pelos elementos das duas equipas neste sector do terreno) e acima de tudo, disputado sob uma falta de criatividade imensa de parte a parte. Apesar do Palermo ter merecido um golo na primeira parte, fruto de variadíssimas situações construídas pelo seu segundo avançado Paulo Dybala (um dos únicos jogadores em destaque na equipa do Palermo; é um avançado muito móvel que gosta de ir buscar jogo fora-da-área e utilizar a sua velocidade para criar desequilíbrios e situações de finalização para si ou para o avançado Andrea Belotti) que o próprio Dybala ou Andrea Belotti não conseguiram concretizar.

Do outro lado, a Lazio demonstrou pouca velocidade nas suas transições (exemplo claro foi a quantidade de bolas que o bósnio Sead Lulic perdeu por ter sido quase sempre demasiado lesto a soltar a bola para um companheiro) e uma apetência quase exclusiva para atacar pelo lado direito, flanco onde o lateral belga Luis Pedro Cavanda e o ala Antonio Candreva combinaram vastas vezes entre si ao longo dos 60 minutos em que o internacional italiano esteve em campo. Dele viria, contra a corrente do jogo, numa altura em que o Palermo construiu várias oportunidades de golo, o cruzamento para o primeiro golo da partida, precisamente, um dos 3 golos do avançado sérvio Filip Djordjevic na partida aos 44″.

Na segunda parte, Stefano Piolo optou por entregar a posse de bola aos homens de Iachini e por recuar as suas linhas. Com uma defesa profunda e muito pressionante a meio-campo de forma a impedir que Edgar Barreto pudesse organizar o jogo dos sicilianos de forma a furar as linhas baixas da equipa Romana, nos minutos finais, quando o Palermo já apostava tudo para chegar ao golo do empate, a Lazio aproveitou um considerável balanceamento ofensivo da equipa da casa para sair a alta velocidade para o meio-campo desta e conseguir obter mais 3 golos potr intermédio de Djordjevic aos 75 e 83 minutos e Marco Parolo aos 90. Pelo meio ficou uma grande penalidade por marcar por parte do árbitro da partida Marco Di Bello na área da Lazio.

O resultado final foi exageradíssimo mas, acima de tudo, foi penalizador para a falta de eficácia demonstrada pelo Palermo na 2ª parte. Stefano Pioli ganhou um novo balão de oxigénio com a vitória que fez ascender a Lazio ao 9º lugar com 6 pontos, os mesmos da Fiorentina que é 10ª da classificação. Conhecendo o presidente do Palermo como conheço (o excentrico Maurizio Zamparini), este não deverá demorar muitos dias até despedir Giuseppe Iachini. O Palermo continua na penúltima posição com 3 pontos, os mesmos de Empoli, Parma e Sassuolo.

 

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