A remodelação de Santos

Não me chocou nadinha a remodelação pincelada pelo novo seleccionador nesta primeira fase de chamadas. Não considero que o novo seleccionador tenha revolucionado ou renovado o quer que seja com a inclusão de jogadores que neste momento acrescentam experiência (a média de idades dos convocáveis até subiu quase 2 anos para os 29) e qualidade (derivado da forma que alguns atravessam nos seus clubes, caso de José Fonte, Ricardo Carvalho ou Tiago). O momento é duro e obriga a selecção a uma resposta fortíssima contra a França e contra a Dinamarca. Se o primeiro, amigável, servirá para Fernando Santos testar o lado esquerdo da defesa (Antunes e Eliseu deverão jogar meio tempo cada um; pessoalmente prefiro a regularidade de processos do jogador do Málaga à instabilidade defensiva e dificuldade que o jogador do Benfica tem nos processos defensivos, em específico na defesa 1×1 e no posicionamento; jogar para as costas de Eliseu parece tarefa fácil para qualquer flanco direito adversário da equipa de Jorge Jesus), experimentar tacticamente os re-seleccionados e dar minutos internacionais a jovens que indiscutivelmente irão ganhar o seu espaço nos convocados, casos de André Gomes, Ivo Pinto e João Mário, o segundo, a doer, obriga, pela obrigação de nos qualificarmos para o Europeu, a um tratamento de choque que só pode ser realizado por quem neste momento tem a experiência e a forma necessária para enfrentar este tipo de desafios. Danny, Quaresma, Tiago e Carvalho são jogadores habituadíssimos a lidar com esse tipo de pressão e tem todas as condições no momento para cumprir os objectivos que (volto a considerar) obrigatórios para uma selecção do nosso nível.

Quanto aos que ficaram de fora: Não tenho uma única crítica a fazer contra o seleccionador nacional. Saíram todos aqueles que estão a mais (só Paulo Bento é que continuava a chover no molhado) e aqueles que para já, não tem neste de perto nem de longe o estatuto de seleccionáveis para a AA, casos de Cavaleiro, Ricardo Horta. Juntando a estes, Ruben Vezo também foi preterido por causa dos compromissos da selecção de sub-21 (playoff de apuramento para o Europeu do escalão frente à Holanda. Se os dois primeiros não tem espaço nesta selecção, assim como Pedro Tiba (claramente a 6ª opção para a posição depois de Adrien, João Mário, Moutinho, André Gomes e Raúl Meireles), já Ruben Vezo tem lugar nesta equipa pelas exibições de altíssimo nível que tem realizado em Valência e pelo facto de Pepe e Ricardo Carvalho estarem bastante perto do adeus à selecção (o primeiro poderá renunciar em 2016, o segundo pode nem sequer jogar esse Europeu caso seja novamente achatado a lesões).

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