Profissional acima de tudo

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Rendo-me a esta imagem dos adeptos do Valência em pleno Mestalla, para confirmar um facto que já toda a gente conhece, João Pereira é um profissional, que apesar de não ser um jogador excepcional, consegue cativar os adeptos do clube que defende. Foi assim em Alvalade depois de ter passado pelo maior rival, Benfica (onde foi formado) e foi assim em Braga e Gil Vicente. Apesar da condição de não titular do Valência esta época, os adeptos apreciam a entrega do jogador e a sua garra e mesmo depois de ser demasiado agressivo, ser expulso por situações que não lembram a ninguém de protagonizar e mesmo quando consegue fazer tudo mal, os adeptos estão lá para o apoiar, porque afinal João Pereira é tudo o que se quer numa equipa, um jogador que defende a sua cor, custe o que custar, seja contra quem for.

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Momento do dia

Dificilmente este momento vai passar despercebido ao mundo, logo após a intervenção do capitão da selecção, foi um corropio de Tweets e publicações no Facebook sobre o assunto. Já antes desta intervenção, Cristiano Ronaldo ao ser-lhe pedido para comentar uma notícia que havia saído no referido órgão de comunicação social tinha destratado essa mesma publicação, poucos minutos depois deu-se este acontecimento caricato. É caso para dizer que se querem respeito devem dar-se ao respeito!

Markus Rosenberg

Já não é um jogador jovem, conta com os seus 32 anos e com um currículo modesto na Europa do futebol. Deu os primeiros passos para a bola no Malmö e hoje voltou a fazer história nesse que é o clube do seu coração, afinal nunca o Malmö tinha conseguido marcar um golo na Champions e Markus foi o primeiro a consegui-lo, como se isso não bastasse, foi o primeiro a bisar na prova com a camisola azul bebé dos nórdicos.
A história começa em Janeiro de 2001 quando Markus Rosenberg subiu de junior à equipa principal do Malmö, talvez um dos jovens mais talentosos que a formação dos Suecos tivera até então. Durou 3 anos este enlace e a escassez de jogos fez com que o jovem Rosenberg pedisse para sair, foi emprestado ao Halmstads. Em Janeiro de 2005 voltou a casa, mas em Julho o talento do miúdo que era a esperança para suceder a Henrik Larsson na selecção Sueca, despertou o interesse do Ajax que prontamente o levou para a Holanda. Durou 2 anos esta aventura e no pico da carreira o Werder Bremen quis e levou para a Alemanha o matador nórdico, numa transferência que valeu 5M€, uma pechincha.
Após a aventura Alemã a sua carreira estagnou, foi emprestado ao Racing Santander, foi para a Premier League para o WBA numa transferência livre e por fim, no último Verão voltou a casa para ajudar o Malmö, o seu clube do coração a garantir o acesso à Champions.
No maior desafio da sua carreira, Rosenberg respondeu positivamente logo no seu primeiro jogo após regresso, onde entrou logo com um brilhante golo que haveria de colocar o Malmö na fase de grupos da Champions. Hoje, voltou a deixar os adeptos nórdicos em delírio, além de ter apontado o primeiro golo de sempre da equipa na Champions, bisou e deu a primeira vitória na Liga Milionária, só por isto já valeu a pena o seu regresso ao clube do coração e mais importante que isso, esta é a prova que o coração e o amor incondicional a um clube ainda vale um pouco mais que os milhões de ordenado que se ganham por aí…

Quem sucede a Paulo Bento?

Muito pouco se tem falado na sucessão do seleccionador nacional e o pânico já começa a rondar os comentadores desportivos e os programas da nossa praça, afinal vamos para uma quinzena sem seleccionador e daqui a três semanas há jogos importantes para a selecção.
Na altura que a bomba caiu surgiram algumas hipóteses de sucessão do mercado nacional, nomeadamente José Peseiro, Vitor Pereira, Fernando Santos, Manuel José, Rui Jorge e poucos mais vieram à baila das conversas típicas pós saída de Paulo Bento. Mas o grave da situação é que a poeira assentou e com a poeira também o tema sucessão se ficou. No entanto os oportunistas apareceram (leia-se Roberto Mancini) e tudo volta à tona. Urge-se encontrar uma solução e em Itália já se fala na imprensa que a FPF está mesmo a negociar com o Italiano, que a meu ver é curto para ser seleccionador e só o quer para incluir no seu currículo que treinou Cristiano Ronaldo, além de querer mandar mais umas farpas a José Mourinho.
José Peseiro continuou com o seu cargo no Al-Whada e a menos que os cofres da FPF estejam dispostos a compensar a diferença, dificilmente este será o próximo seleccionador.
Vitor Pereira é um nome interessante, actualmente sem clube, tem características que podem ajudá-lo a suceder a Paulo Bento, mas falta-lhe talvez alguma experiência a mais para atingir este patamar, no entanto será a opção mais óbvia e provável.
Fernando Santos é um sonho quase impossível. O treinador terá de cumprir um castigo de 8 jogos e privar a equipa do técnico em jogos importantes e onde é preciso ganhar como é preciso água para beber pode não agradar aos dirigentes. No entanto este seria o homem que reuniria o perfil ideal para ser neste momento o seleccionador português.
Manuel José o eterno homem que aparece sempre que uma vaga se abre na selecção ou num dos grandes de Lisboa. Reclama para si o facto de ser o melhor treinador português desde que venceu tudo com o Al-Ahli do Egipto, inclusivé chegou a dizer que era melhor que Mourinho. Reconheço-lhe mérito, mas o seu tempo já lá vai.
Rui Jorge seria a escolha económica, o homem que está ao leme dos sub-21 demonstrou que com jovens é bom e a necessitar-se de uma revolução seria a escolha óptima por já conhecer a matéria prima que tem à sua disposição para a renovação, no entanto privar a caminhada excelente dos sub-21 rumo ao Europeu da categoria seria um enorme erro, pelo que esta opção nem deveria ser ponderada.

Em breve saberemos quem será o próximo homem forte da selecção nacional, eu aposto Vitor Pereira, os Italianos apostam Mancini, para bem de todos espero estar no cavalo certo!

Primeira Liga – Vitória Guimarães X FCP

Final de tarde de Domingo, estádio composto, uma atmosfera envolvente à volta do campo e todos os ingredientes reunidos para um grande jogo entre as duas equipas sensação deste início de campeonato. Em casa o Vitória revolucionado com os jogadores da formação, provando que as equipas B têm uma função fulcral no desenvolvimento dos jogadores, no lado dos visitantes o super Porto que foi uma sombra a época passada e que este ano apareceu renovado, com um vinco espanhol imprimido pelo seu novo treinador.
Do jogo jogado a realçar a grande vontade com que o Vitória entrou em campo o que acabou por dar o domínio do jogo aos vimaranenses durante toda a primeira parte, com várias ocasiões de perigo por parte de Bernard, André André, e Tomané. De resto o vitória não entrou com medo, entrou aguerrido e com vontade de disputar o jogo, com uma pressão alta que acabou por fazer com que o Porto ficasse encostado no seu meio campo e evitando que conseguisse sair para o ataque organizado.
À meia hora de jogo, o pior momento de toda a tarde, fruto da atmosfera envolvente e de alguns excessos, os adeptos do Vitória e do Porto envolvem-se em confrontos na bancada, obrigando à intervenção da polícia que inclusive teve de lançar tiros para o ar para acalmar os confrontos que se vinham a verificar, o que levou a que alguns adeptos tentassem saltar para o relvado de forma a evitar danos. Esta situação levou à interrupção do jogo durante cerca de 10 minutos até que se resolvesse a situação e houvesse restabelecimento de condições para continuar com a partida. Durante este tempo aproveitou o treinador do Porto para juntar a equipa e corrigir alguns pormenores que foi anotando durante os trinta minutos decorridos até então.
Nos momentos antes do intervalo apareceu o melhor Porto da primeira parte, com duas boas oportunidades, uma de Jackson e outra de Maicon, mas mesmo assim não foi suficiente para se ver golos neste bom jogo de futebol.
Após o intervalo as equipas voltaram sem alterações e o nível de jogo manteve-se aguerrido, no entanto as oportunidades foram escasseando, uma vez que o jogo passou a ser mais disputado no terreno central. De tal modo o jogo ficou longe das balizas que aos 54′ o treinador do porto apostou em Evandro, retirando de campo o médio mais recuado do porto, Ruben Neves.
Aos 61′ e na melhor fase do Porto no jogo o inevitável Jackson Martinez acaba por chegar ao golo através da conversão de uma grande penalidade arrancada por Brahimi, numa grande arrancada, que leva Bruno Gaspar a cometer falta. Na conversão do castigo Jackson engana Douglas e o Porto fica em vantagem. Ainda assim a vantagem não durou muito tempo e logo aos 65′ André André na área do Porto foi inteligente e soube ganhar a posição a Jackson, que acabou por prender a perna do jogador vimaranense, concedendo penalty à equipa da casa. Chamado a marcar Bernard não acusou a pressão e atirou a bola a meia altura para o centro direito da baliza, Fabiano quase a defende, mas o empate foi mesmo restabelecido. Com esta série de acontecimentos em menos de 10 minutos o jogo mexeu e acordou e as oportunidades foram-se dividindo, mas sempre com mais Porto que aos 68′ viu Braihmi ser bem isolado e conseguir introduzir a bola na baliza, mas a bandeirola já estava levantada e o fora de jogo marcado, de resto um lance que deixa algumas dúvidas no ar.
Até ao final do jogo mais uma tripla de oportunidades para cada lado a não conseguirem ser concretizadas e a divisão de pontos a ser mesmo o resultado final.

Notas: A qualidade de Bernard deste Vitória de Guimarães é inegável, bem como a raça e a vontade dos miúdos que Rui Vitória tão bem soube aproveitar da equipa B. Este é um modelo a ter em conta por todos os clubes Portugueses dadas as dificuldades económicas e dada a falta de matéria prima lusa e jovem nos clubes. Além disto, o ambiente no estádio, ir a Guimarães é sempre uma deslocação difícil e com um ambiente fenomenal como o de hoje ainda torna tudo mais complicado, veremos se em futuros jogos em casa esta moldura humana e este apoio se mantém.
Do lado do Porto, a primeira perda de pontos pode ter um efeito bomba neste plantel recheado de qualidade, veremos como Lopetegui consegue lidar com isto e como motivará os jogadores para o jogo da semana que vem da Liga dos Campeões.

Ligue 1 – Rennes X PSG

Esta tarde o PSG deslocou-se a casa do Rennes para o jogo da 5ª jornada da Ligue 1 e continuou a mostrar que os jogos longe do Parc des Princes ainda são uma dor de cabeça para a equipa de Paris, averbando mais um empate (o terceiro em cinco jogos realizados).
Foi um jogo que não encheu o olho e que apenas a espaços mostrou jogadas interessantes. Logo no início Ibrahimovic conseguiu as melhores jogadas de perigo, primeiro num lance ao seu estilo conseguiu um remate acrobático de uma bola alta, no entanto caiu no chão junto do guarda-redes adversário que defendeu a bola para gáudio dos fantásticos adeptos do Rennes que foram incansáveis durante toda a partida, logo depois conseguiu uma desmarcação perfeita através de um passe em profundidade muito bem executado de Verrati que acabou por dar num estrondoso remate à barra. No entanto o homem que viria a marcar seria mesmo Zoumara Camara, num lance muito bem executado na direita por Lucas Moura, após o batimento de um livre no meio campo, o central apareceu na frente entre os seus oponentes e só teve de encostar para o golo que daria vantagem aos parisienses, isto já muito perto do intervalo.
Na segunda parte o domínio do PSG continuou, mas isso não foi suficiente para dilatar a vantagem. Cavani conseguiu algumas boas oportunidades, mas a linha avançada esteve sempre muito perdulária e quem aproveitou foi o Rennes que ao minuto 55′ através de N’Tep num lance de sorte conseguiu o empate, o avançado Doucouré entre os centrais conseguiu manter-se em jogo (Camara não subiu com a defesa do PSG) fez uma diagonal e N’Tep na direita lançou a bola para a desmarcação de Doucouré, mas esta foi de tal forma que o avançado do Rennes nem chegou a desviá-la, sendo que o cruzamento de N’Tep acabou mesmo no fundo das redes de Sirigu, erros crassos da defesa e depois do guarda-redes que acabaram por ditar o resultado final. Entretanto N’Tep ainda dispôs de mais uma excelente oportunidade, visto que na fase final do jogo o PSG lançou homens para a frente e abriu bastantes espaços à procura de dar largura ao jogo e conseguir uma brecha na defensiva do Rennes e o homem que saltou do banco para empatar a partida apareceu cara a cara com Sirigu, mas desta vez o Italiano levou mesmo a melhor desviando para canto. Nesta fase final do jogo, foi a única altura em que as equipas se esforçaram mesmo por procurar um resultado que desse os três pontos, mas esse acabou mesmo por não acontecer, sendo que a divisão de pontos acabou por penalizar mais o PSG.

A destacar deste jogo só mesmo os adeptos do Rennes que deram cor ao seu estádio e estiveram sempre ao lado da equipa. Do outro lado destaque para as dificuldades que o PSG encontra em conseguir finalizar especialmente a dificuldade que sente quando o homem mais diabólico da equipa, Javier Pastore se encontra limitado devido à astúcia dos treinadores adversários.
Veremos como será a resposta a mais este empate, mas neste momento o Bordéus tem uma excelente hipótese de se destacar na frente com 4 pontos de vantagem sobre os parisienses.