Crónica: França – Portugal

Portugal foi (mais uma vez) derrotado pela França. Desta vez por 1-2, num jogo de carácter amigável realizado no Stade de France e que marcou a estreia de Fernando Santos ao leme da Seleção Nacional.

Portugal entrou em 4-4-2 losango, com Rui Patricio; Eliseu, Bruno Alves, Pepe, Cédric; Tiago, Moutinho, André Gomes, Nani; Ronaldo, Danny. Um onze inédito, uma táctica inédita, mas que começou mal. A França entrou fortíssima, criou superioridades numéricas nas alas e lá marcou, num bom lance de ataque, onde Benzema concluíu após uma defesa incompleta de Rui Patrício. Estava feito o 0-1. Portugal sentiu a entrada francesa e o golo. A equipa estava num colete de forças e defendia demasiado de Ronaldo para esticar o jogo. Estava difícil quebrar a primeira linha de pressão francesa e a excelente entrosão entre o trio francês Pogba (que jogo!), Matuidi e Cabaye. Aos poucos, a equipa foi começando a impor o seu jogo, principalmente a partir do momento que Moutinho e Danny começaram a subir de rendimento. Portugal criou duas excelentes oportunidades para marcar, por Danny e Nani, mas faltou sempre “um danoninho”…

Na segunda parte, Fernando Santos mudou alguns jogadores, entrou Ricardo Carvalho para o lugar de Bruno Alves e William Carvalho para o lugar de André Gomes. A equipa manteve o 4-4-2 losango, Tiago subiu para 8 e a equipa melhorou imenso. William Carvalho tomou conta do centro do terreno, Tiago ficou com mais liberdade para soltar a bola com um-dois toques. A equipa começou a carburar, começou a jogar no último terço atacante e criou 2 boas oportunidades de golo. Quando estávamos por cima…golo da França. Mais uma infantilidade do lado direito de Portugal (Cédric…) a dar espaço a Evra, bom cruzamento, Benzema segura bem a bola e solta para Pogba que colocou a bola fora do alcance de Rui Patricio. Game Over?

Diriam muitos. João Mário entra e logo a seguir, consegue “sacar” um penalti por falta inexistente de Pogba. Na conversão do mesmo, Quaresma não perdoou e voltou a fazer Portugal acreditar no empate (que a meu ver, era merecido). Mas a França, a partir do golo sofrido, aumentou os índices de concentração e, já com as saídas de Ronaldo, Nani e com o desgaste acumulado de Danny, ficámos com menos espaço para marcar a diferença no último terço. Resultado final: 2-1.

Em suma, um jogo que, a meu ver, deixa boas perspetivas para o jogo contra a Dinamarca. Ofensivamente, estamos a carburar relativamente (mal seria, com tanto talento), temos um meio-campo que fez frente a um dos melhores trios internacionais da atualidade, e parece-me que vamos conseguir um resultado frente à Dinamarca.

Rui Patricio (3) – Sem culpa nos golos, era difícil fazer mais no primeiro e faltava uma apoio mais próximo a impedir a recarga de Benzema. Seguro com os pés.

Eliseu (2) – Notou-se que estava com falta de confiança e cometeu um erro grave, que felizmente não deu golo. Aos poucos foi-se soltando, e já na segunda estava completamente envolvido na manobra atacante de Portugal…mas sempre com dificuldades a defender. Uma exibição globalmente abaixo do razoável.

Pepe (4) – Apesar de termos sofrido dois golos, foi o melhor em campo de Portugal. Interceptou inúmeras bolas na grande área, ganhou quase todos os duelos aéreos e também teve momentos onde apoiou o ataque na construção. Goste-se ou não do estilo, continua a ser um grande central. O nosso melhor central.

Bruno Alves (2) – Apoiou bem Pepe mas falta-lhe capacidade de construção. Também me pareceu algo lento a recuperar a posição. Deveria estar a cobrir Benzema no lance do primeiro golo.

Cédric (2) – O elo mais fraco da defesa, apesar de ter a mesma nota de Eliseu. Imensas dificuldades a defender. Continua a não cruzar bem. Nota positiva para a circulação de bola na sua zona, melhor do que no flanco contrário.

Tiago (3) – Na primeira parte, assumiu a posição de 6 e não esteve no seu melhor. Fernando Santos pediu-lhe para circular a bola com 1-2 toques e cometeu alguns erros devido às linhas de pressão da França. Na segunda parte, com a entrada de William, subiu para 8, a sua melhor posição, e o seu rendimento melhorou muito. Foi importante na forma como assumimos o jogo na segunda parte.

Moutinho (3) – Sempre em alta rotação, apesar de ter feito um jogo menos conseguido em termos individuais. Trabalhou sempre em prol da equipa, assumiu o jogo na primeira parte e na segunda parte ajudou em assumir o controlo da partida. Acabou desgastado.

André Gomes (2) – Nota-se que está em boa forma, com a confiança em alta, mas não fez um bom jogo. O André tem uma imensa facilidade em esticar o jogo com o passe e está cada vez melhor na forma com aborda os lances no último terço, mas acabou engolido pelo meio-campo francês. Teve uma boa oportunidade na primeira parte, que concretizou pessimamente. Saiu ao intervalo.

Nani (3) – Nani jogou numa posição entre o flanco direito e o centro, mas no papel assumiu o vértice adiantado do 4-4-2 losango. Fez uma exibição acima do razoável, bons momentos técnicos e de entrosamento com Danny e criou uma boa oportunidade na primeira parte. Na segunda parte perdeu fulgor e foi eventualmente substituído.

Danny (3) – Apesar de ter falhado duas boas oportunidades, foi fundamental na ligação entre o meio-campo e o ataque. As triangulações aconteceram muito devido a ele.

Ronaldo (2) – Não fez um bom jogo. Varane tapou-o muito bem. Não teve a sorte do jogo quando precisava dela, mas nunca virou a cara à luta. Um bom cabeceamento para uma excelente defesa de Mandanda. Que se esteja a guardar para a missão Dinamarca.

William Carvalho (4) – Excelente exibição do médio do Sporting. Impôs a sua lei com uma circulação de bola assertiva no passe curto e longo, e deu robustez à zona central do meio-campo.

Ricardo Carvalho (3) – A idade, quando se tem esta qualidade, ainda é um posto. Podia ter sido mais agressivo no remate de Pogba para o 2-0, mas esteve sempre bem a guardar a sua zona.

Eder (2) – Entrou para dar mais presença na área e apoio frontal na saída para a transição. Esteve bem no último aspecto, não adicionou nada no primeiro.

Quaresma (1) – Marcou o golo. Em todas as intervenções que fez, péssimo. Até dava nota não fosse o golo.

João Mário (3) – Excelente entrada do médio do Sporting. “Sacou” o penalti, deu capacidade de transporte no segundo terço do campo e fez um excelente remate colocado que não entrou por pouco. Aos poucos, começa-se a ganhar noção que poderá estar nele um grande futuro.

Vieirinha (-) – Sem tempo.

Premier League 5ª Jornada – Aston Villa x Arsenal & West Ham x Liverpool

Aston Villa x Arsenal

Um dos jogos que acompanhei durante a tarde desportiva foi o Aston Villa x Arsenal. A equipa de Paul Lambert estava a fazer, até à data do jogo, um campeonato de sonho. Com 3 vitórias e 1 empate, logo atrás do Chelsea na liderança da Premier League e embalados de uma vitória fora frente ao Liverpool (1-0), é o melhor começo do Villa desde a longínqua época de 98/99.

O Arsenal ainda não perdeu para a Liga, mas teve um começo de campeonato algo atribulado: uma vitória em casa frente ao Crystal Palace com um golo nos últimos minutos (2-1), 3 empates consecutivos (um deles frente ao Manchester City em casa), e exibições pouco convincentes. Tiveram a primeira derrota oficial da época frente ao Dortmund para a Liga dos Campeões (0-2 fora), e seria de esperar um jogo complicado frente a um Villa em bom momento.

Wenger optou por deixar no banco Alexis Sanchez e Jack Wilshere, titulares habituais. Para os seus lugares entraram Arteta e Oxlade-Chamberlain. Mas o desenho táctico indicava que Ozil estava de volta à sua melhor posição: a número 10 (finalmente!), com Cazorla a cair mais vezes nos flancos. Já Paul Lambert, surpreendentemente e talvez com medo do meio-campo do Arsenal, colocou Sanchez a titular e relegou Charles N’Zogbia para o banco.

O jogo começou com o Aston Villa por cima. O meio-campo do Arsenal entrou muito adormecido e o Villa estava motivado depois do último resultado. Fabian Delph (em grande forma) e Tom Cleverley estavam a estancar o meio-campo dos Gunners e a puxar a equipa para a frente. Agbonlanhor sempre muito activo, não deu uma bola por perdida e os defesas centrais do Arsenal tiveram algumas dificuldades inicialmente. Contudo, aos poucos e poucos, o Arsenal impôs o seu jogo e equilibrou a contenda, mesmo sem criar muito perigo. Mas em 5 minutos, um jogo que se assumiu difícil para o Arsenal, tornou-se fácil. Um excelente passe de Ramsey apanhou a desmarcação de Ozil que, na cara de Brad Guzan não perdoou. Estava feito o 1-0. Mas sem tempo para respirar, uma excelente jogada de futebol do Arsenal culminou no primeiro golo de Danny Welbeck pela camisola dos Gunners, e 2-0. Como se não bastasse, após 2 minutos, Cissokho (ex-FC Porto) faz um auto-golo na tentativa de parar um cruzamento do adversário. E 3-0. O jogo parecia completamente decidido.

Na segunda parte, tivémos um jogo antítese da Premier League: aborrecido e sem grandes motivos de interesse, mas muito por culpa do Aston Villa. Se há algo que treinador do A. Villa revelou hoje foi a sua falta de capacidade para assumir planos tácticos diferentes consoante a partida. Deu a sensação de que o Villa entrou para jogar de uma forma específica durante os 90 minutos, quando se assistiu a um Villa, na segunda parte, a entregar a bola ao Arsenal e assumir o bloco baixo que tinha até ao 0-0. Infelizmente, pouco mais há a contar do jogo na segunda parte.

Os Gunners, sem terem feito um jogo muito convincente, valeu pelos 5 minutos onde decidiram a partida, e a partir daí foi gestão da posse com muita tranquilidade. Os pupilos de Arsene Wenger tiveram 68% (!) da posse de bola, o que demonstra bem o controlo total que tiveram deste jogo do início ao fim. Com esta vitória sobem temporariamente ao 4º lugar da classificação, com 9 pontos. Já este Villa parece-me uma equipa com alguma falta de soluções no banco, um onze razoável que dará para lutar por um campeonato tranquilo, e nada mais. Paul Lambert trouxe a estabilidade que faltava ao clube desde a saída de Martin O’Neil, mas é preciso algo mais para lutar pelas competições europeias.

West Ham x Liverpool

O outro jogo de interesse desta tarde realizou-se 2 horas e meia depois, e opôs frente-a-frente os comandados de Sam Allardyce frente ao Liverpool. O West Ham não tem tido um começo fácil, com 2 derrotas caseiras (0-1 Tottenham; 1-3 Southampton), 1 empate fora (Hull 2-2) e vitória forasteira frente ao Crystal Palace (3-1). As equipas de Big Sam costumam subir de rendimento com o avançar da temporada, portanto não é completamente inesperado este início, embora estejam a mostrar um nível ofensivo bastante acima do esperado, e comparativamente com a época anterior.

Já o Liverpool continua uma equipa bastante inconsistente, à imagem do início do ano passado. Ora ganha, ora perde, e agora sem Luis Suarez, demonstra um futebol muito amorfo e dependente de 2/3 individualidades. Neste momento, o Liverpool não pode contar com Sturridge, para mim o melhor jogador inglês da atualidade, e a veia goleadora da equipa têm-se ressentido dessa falta. No seu lugar tem atuado Borini, sem convencer minimamente. Na última terça-feira, a equipa de Anfield Road teve imensas dificuldades para superar uma equipa bastante abaixo em termos individuais e coletivos (Ludogorets 2-1), o que também demonstra alguma incapacidade individual e coletiva neste momento. Alguns jogadores que foram comprados na silly season também ainda não parecem completamente adaptados à Premier League e ao estilo de jogo de Brendan Rogers (por exemplo, Markovic, Lallana, até mesmo Balotelli), e quando comparamos os plantéis de ataque ao top-4 da Premier, reparamos que o Liverpool tem um plantel, no global, muito inferior a Chelsea, City e United, e algo inferior a Arsenal.

Brendan Rogers promoveu uma ou outra alteração, tendo em conta o desgaste acumulado. Lucas Leiva foi a surpresa no onze, provavelmente para soltar Sterling e Henderson para funções mais atacantes. Manquillo, com exibições pouco convincentes, continuou a receber a confiança do treinador do Liverpool. Sakho, desta vez, começou no banco.

O West Ham surpreendou e chegou à vantagem muito cedo, logo aos 2′, num livre do lado direito, a bola pingou sem dificuldades ao segundo poste, onde um jogador encostou de cabeça para o centro da área, onde estava o central Reid completamente desmarcado, e que só teve que encostar para fazer o 1-0. Este golo teve um efeito anímico devastador no Liverpool, que se mostrou muito ansioso e sem conseguir construir jogo ofensivo de forma continuada. O West Ham aproveitava todas as oportunidades para contra-atacar, e aos 13′ voltou a marcar, através de um momento genial do extremo Sakho. Após conseguir entrar na grande área, fez um chapéu perfeito a Mignolet.

A verdade é que o West Ham estava a fazer o melhor jogo da época. Num bloco baixo e compacto, muito organizados, são eficientes quando contra-atacam e conseguem arranjar momentos de finalização exterior ou interior com relativa facilidade.

Já o Liverpool, 20 minutos iniciais medíocres. Chegou ao ponto de Brendan Rogers mudar a táctica aos 25′, com a entrada de Sakho para o lugar de Manquillo. Adaptou um 3-5-2 com Alberto Moreno na esquerda e Sterling no flanco direito. E foi mesmo Raheem Sterling, sempre irrequieto entre o flanco direito e o centro, que lá consegui marcar. Numa investida de Balotelli (muito mal durante o jogo todo), tentou rematar, a bola ressaltou em Reid e veio parar a Sterling, que à entrada da área mandou um remate potente, sem hipótese para Adrian. Estava feito o 2-1 e esperava-se um Liverpool pronto para arrancar para a reviravolta. Enganem-se. O Liverpool continuou amorfo, sem ideias, num 3-5-2 que parecia ainda pouco trabalhado para ser solução para os problemas da equipa.

Na segunda parte, saiu Lucas Leiva e entrou Lallana, ainda longe do patamar físico desejado. Contudo, a entrada de Lallana deu outra vivacidade ao meio-campo e à construção das jogadas do Liverpool, como sempre. Lallana transformou-se, nos primeiros 25 minutos da segunda parte, num verdadeiro motor e participou em diversas boas jogadas. Contudo, a equipa foi perdendo gás, o West Ham foi-se acomodando cada vez mais nas suas sete quintas. Até que aos 88′, já perto do fim e numa completa fase de desespero do Liverpool, um contra-ataque eficaz do West Ham, onde Downing encontrou Amalfitano, que tinha entrado na segunda parte, e que à entrada da área, finalizou de bica, à Romário, para o 3-1 final. Com esta vitória, o West Ham ultrapassa o Liverpool na classificação, ficando com 7 pontos, enquanto que os Reds ficam com 6 pontos, resultantes de 2 vitórias e 3 derrotas.

Grande jogo de Mark Noble no meio-campo do West Ham, para mim o MoM. O capitão é um verdadeiro líder, joga e faz jogar. Esteve também na assistência para o 2-0. Adrian (GR) muito seguro cá atrás, Reid e o Kouyate impecáveis no plano defensivo. Enner Valencia muito atrevido, mas algo inconsequente.

Já o Liverpool parece sem saída possível desta espiral descendente. A equipa apresenta dificuldades de construção notórias contra qualquer adversário, desde o Ludogorets até ao City. Nota-se que há jogadores sem qualidade para serem soluções (Manquillo, Lucas, Borini), outros fora do nível físico que se pretende (Sturridge, Lallana), outros que ainda não estão adaptados (Markovic, Balotelli) e outros que continuam a fazer erros a mais (Sakho, Lovren). Além disso, a atitude táctica de Brendan, um treinador que admiro muito, é no mínimo estranha. Parece que ainda procura encontrar a melhor solução para potenciar a sua equipa ao máximo, quando a pré-época já lá vai há cerca de 1 mês. Rogers tem de encontrar rapidamente uma forma de manter o mínimo de equilibrio da equipa, estabilizá-la emocionalmente e deixar os esquemas de 2 pontas de lança para um canto. Um 4-3-3 poderia resultar melhor e esconder as graves debilidades na construção da equipa do Liverpool. Notas positivas apenas para Alberto Moreno (flanco esquerdo sempre bem preenchido), Henderson (regular) e Sterling (não deu por barata a derrota).

Crónica: Benfica x Zenit

O Benfica começou a fase de grupos da Liga dos Campeões com o pé esquerdo, após ter sido derrotado em casa pelo Zenit de São Petersburgo do português André Villas Boas por 0-2, com golos de Hulk e Witsel. Foi de resto, a primeira derrota caseira do Benfica em 51 jogos!

O jogo começou com um Zenit muito personalizado, e com a estratégia muito bem definida: linha defensiva alta, equipa curta e a encher o meio-campo, rápida nas transições e a explorar as costas da defensiva do Benfica. O Zenit avisou, uma, duas, três vezes com as bolas nas costas, o Benfica não se adaptou e aos 5 minutos, Rondon recupera a bola no meio-campo do Benfica, passa para Shatov que encontrou espaço para colocar em Hulk na direita, e que em posição frontal colocou a bola com classe e fora do alcance de Artur. Estava feito o 1-0 para os russos.

O Zenit não recuou de imediato as linhas e continuou à procura de mais um golo. Samaris e Perez não conseguiam aguentar com os três médios do Zenit e havia muito espaço no centro do terreno. A armadilha de fora-de-jogo não está a sair tão bem como saía em anos anteriores, e a defesa revela-se demasiado lenta. Foi uma questão de tempo. Mas antes, aos 18′, Danny encontra espaço nas costas da defesa Benfiquista (outra vez), passou por Artur e o guarda-redes do Benfica obstruiu o luso-venezuelano de um golo certo. O árbitro decidiu (e bem, a meu ver) por dar um cartão vermelho a Artur Moraes. Paulo Lopes entrou para o seu lugar (saiu Talisca), e na sequência, o livre de Hulk tira tinta ao poste, e acaba por dar canto. E nesse canto, o 2-0. Witsel apareceu ao primeiro poste e coloca a bola dentro da baliza. Paulo Lopes ainda socou a bola para fora, mas o árbitro validou o golo. E pela repetição, decidiu bem.

A partir daqui, e até final da partida, adivinhava-se que o Zenit podia embalar para 3-0, 4-0. Mas foi aqui que o Zenit desceu um pouco as linhas, limitou-se a gerir o jogo e em partir em contra-ataque. E mesmo apesar de terem tido muitas chances para aumentar a vantagem, deve-se destacar a atitude do Benfica após ter ficado com 10 jogadores. A equipa soube unir-se e foi sem medos à procura do milagre, sempre com mais coração do que cabeça. Contudo, não conseguiram marcar até ao apito final, embora se possam queixar de um penalti por marcar a favor das Águias, aos 52′, numa falta de Criscito sobre Salvio. Aos 90′ houve outro lance polémico, mas a repetição mostra que o defesa do Zenit tocou na bola e não havia motivos para grande penalidade.

Do lado do Benfica, bons jogos de Enzo Perez e Salvio. Mau jogo da defesa do Benfica, desta vez nem Luisão se safa. Mas apesar de tudo, de destacar o enorme coração que a equipa teve, mesmo apesar de ter descurado a defesa em demasia (mas não havia hipótese).

Do lado do Zenit, de destacar o excelente jogo de Danny, para mim o homem do jogo. Com 32 anos, não se nota a idade a passar por ele, praticamente. Continua explosivo, forte no drible, e agora com outra maturidade em termos de temporização e capacidade de passe curto e longo. Bons jogos de Hulk (por vezes demasiado individualista), Witsel (um dos melhores médios da atualidade, para mim) e de Criscito (muito acertado defensivamente, mesmo apesar de ter feito um penalty sobre Salvio). Shatov também esteve bem a espaços. De enaltecer a bela estratégia montada por André Villas Boas. Este Zenit jogou bem, está imparável no campeonato russo, e parece-me que teremos um Zenit a fazer coisas boas nesta temporada. Parece-me, contudo que lhes falta um defesa direito e talvez um avançado mais matador.

Esta derrota, em conjunto com a vitória do Monaco em casa frente ao Bayer Leverkusen (para mim, o outro favorito além do Zenit para seguir em frente) complica e muito as contas do grupo. Na próxima jornada o Benfica vai a casa do Bayer Leverkusen, e a equipa de Schmidt tem andado fortíssima neste início de temporada, mesmo apesar da derrota frente aos Monegascos. Aliás, quem viu o jogo, sabe que o resultado até foi relativamente injusto pela primeira parte que os alemães fizeram.

Com uma derrota na próxima jornada, o Benfica seria obrigado a vencer ambos os jogos frente ao Mónaco para relançar as suas possibilidades. Já de calculadora na mão…

Fernando Santos será o próximo na guilhotina?

Já tinha noticiado o Jornal de Notícias durante a edição diária, mas durante a tarde estão a chegar rumores em fontes noticiosas não-oficiais de que Fernando Santos poderá estar por horas e até poderá ser já apresentado amanhã como o novo treinador da Seleção Nacional de Futebol.

Não o considerei há cerca de 1 semana atrás porque não acho sensato considerar-se um treinador que nem sequer estará no banco durante os jogos de qualificação. Para quem não sabe, o Fernando Santos está com uma multa imposta pela FIFA de 8 jogos de castigo após a expulsão do banco da seleção da Grécia nos oitavos de final do Mundial 2014, num jogo frente à Costa Rica. Isto fará com que Fernando Santos, caso seja o novo treinador, não possa estar presencialmente no banco durante quase toda a fase de qualificação. Apesar disso, continua em marcha um processo de redução da pena, e que ainda não foi resolvido.

Fora essa pequena (grande) questão, Fernando Santos é um treinador bastante competente e acho que irá ajudar-nos a marcar presença no Euro 2016. Tenho as minhas dúvidas se jogaremos um bom futebol com ele, mas pior do que já estava será impossível. Resta também saber se será uma opção a curto-prazo ou a longo-prazo, isto porque não considero o Fernando Santos o treinador de transição que esta Seleção precisa neste momento. Julgo que Jesualdo Ferreira / Vítor Pereira eram mais indicados para essas tarefas.

Por fim, espero que o trabalho que Fernando Santos desenvolver não seja deslavado quando for a altura de sair da cadeira. Isto porque o que mais temos visto ultimamente são treinadores portugueses que desenvolveram um trabalho meritório a ficarem com as carreiras completamente manchadas devido ao percurso na Seleção Nacional. Scolari, por exemplo, fez 2 campanhas brilhantes, uma média, e ainda saiu como culpado porque saiu da forma que saiu, ou porque não renovou a seleção. Carlos Queiroz, o mesmo que trabalhou e ajudou a desenvolver a Geração de Ouro, fez um Mundial aquém do esperado e os jogadores devoraram-no vivo. Agora, Paulo Bento, que ressuscitou a Seleção em 2010 depois da saída de Queiroz, fez um Europeu 2012 brilhante e conseguiu 2 qualificações, é “violado” na praça pública como se nunca tivesse feito nada para a Seleção e pela Seleção. Todos fizeram os seus erros, todos têm os seus defeitos, e considerei a saída destes 3 treinadores acertada e no momento certo. Apenas condeno a má imprensa que se fez e se faz à custa deles, negando qualquer benefício que tenham dado à Seleção Nacional. Mas não são os únicos, nem em Portugal nem no Mundo. E espero que isso não aconteça com o Fernando Santos caso ele faça um trabalho meritório.

Selecção Nacional – Opinião e de calculadora na mão

Tudo já se disse sobre a Seleção Nacional após a derrota com a Albânia, quando nem muito há para dizer. Foi uma vitória vergonhosa, um “new low” da Seleção das Quinas. Os culpados estão à vista de todos (sim, não é só um, que já foi bem despedido como podem ver as notícias), mas a incompetência e falta de vergonha que abunda pela Federação é demasiada e já se arrasta há demasiado tempo. Está comprovado que a renovação do Paulo antes do Mundial e a sua subsequente manutenção no posto após a campanha do Mundial foram dois dos maiores erros de sempre da história da Federação. E agora nem foi preciso esperar duas ou três jornadas: bastou uma para já estarmos com a famosa calculadora na mão.

Mas vamos meter os problemas da Federação e da Seleção de parte por um momento, e concentrar na qualificação em si. Mas sabe que um treinador minimamente competente consegue colocar a seleção nos eixos, não olhar a um catálogo de jogadores e potenciar alguns jovens prontos para a seleção A, e é isso que espera do próximo treinador, seja quem for. Os três nomes mais cogitados são bons, cada um com as qualidades e defeitos:

Vitor Pereira – Se a Seleção fosse um clube, era a opção lógica e a melhor opção. O Vitor Pereira esteve 2 anos no FC Porto, num momento em que o clube não estava no seu melhor em termos organizacionais nem tinha a qualidade individual que tinha na era – André Villas Boas ou agora na era Lopetegui. Com o Vitor Pereira, o FC Porto tinha alguma dificuldade em carburar ofensivamente, principalmente na segunda temporada, mas demonstrava uma coesão defensiva e um entendimento das linhas de pressão e das transições ataque – defesa, a meu ver, do melhor que anda por aí. Teve dificuldades em ganhar troféus além dos 2 campeonatos e as campanhas europeias foram instatisfatórias, mas o objetivo principal foi sempre assegurado. Ao longo dos seus tempos no FC Porto, desenvolveu a comunicação e está mais maduro.

O seu maior problema poderá ser a inexistência de uma faceta de seleccionador, para já. Ele próprio já revelou, à RTP Informação, que não quer ser seleccionador a curto-prazo e que não consegue viver sem aquela paixão do dia-a-dia, do treino, das conferências de imprensa. E pessoalmente, não lhe vejo como possível seleccionador, mas se vier terá todo o meu apoio e acredito que somos capazes de conseguir boas coisas com ele.

José Peseiro – Por muitas fontes, a possível escolha para suceder a Paulo Bento pode ser, segundo esse mestre Jaime Pacheco, uma faca de dois legumes. José Peseiro sempre fui um treinador do “quase”, mesmo apesar de colocar as suas equipas a jogar à bola como poucos jogam. Infelizmente, é um treinador que não sabe nem equilibrar o ataque para estar pronto para uma transição defensiva, nem coordenar as movimentações defensivas. Se soubesse meter a equipa portuguesa com Ronaldo a jogar à rola compressor, na máxima de marcar 4 e sofrer 3, seria um risco e seríamos uma nação de encher o olho, mas que poderia continuar a ter dificuldades em obter resultados.

José Peseiro tem outra falha grave, que lhe custou o lugar no Sporting, por exemplo: falta de capacidade de comunicação para com a imprensa (uma das razões por ter má imprensa) e de pulso no balneário. Não sei se seria fácil comandar os destinos da Selecção, ainda para mais sobre a enorme pressão em que está, mas é sem dúvida uma opção legítima, neste momento.

Jesualdo Ferreira – A meu ver, possivelmente a opção mais equilibrada e que poderá fazer mais sentido numa possível fase de transição. O talento nos sub-21 abunda, e deve ser bem aproveitado já a curto-prazo. Julgo que Portugal poderia aproveitar as facilidades que são dadas para se qualificar para o Campeonato Europeu, agora com 24 equipas, e começar a preparar essa transição. O Jesualdo Ferreira sempre foi um treinador capaz de efetuar transições de momentos e lançar novos jogadores desde que tenham qualidade. Sempre foi capaz de montar esquemas e modelos eficazes para vencer, sabe potenciar os seus jogadores e ao que parece, tem uma enorme empatia com eles. Aliás, se formos ver as declarações dos jogadores, o Jesualdo Ferreira é sempre muito acarinhado por quem o treinador.

O problema do Jesualdo poderá ser o “clutch factor”, já que sempre foi um treinador com dificuldades para vencer em momentos onde tem mesmo que vencer. Também me parece um treinador desatualizado metodologicamente.

Falando agora da qualificação. De referir, para quem não sabe, que os dois primeiros classificados dos nove grupos qualificam-se automaticamente. O terceiro melhor classificado dos nove grupos também se qualifica, sendo que para verificar qual o melhor terceiro classificado nos outros grupos, os resultados frente ao último classificado são eliminados na decisão do melhor terceiro classificados. As restantes oito nações vão a play-off.

Parece, portanto, que as hipóteses de Portugal são boas mesmo apesar desta derrota. Mas já que temos a massa no sítio certo, vamos fazer contas quanto a isso. Sim, muitas contas. Vou propôr uma simulação minimamente realista da campanha de qualificação de Portugal para o Europeu 2016. Com uma pequena definição dos resultados mais possíveis da minha parte (obviamente que será sempre subjectivo), esta simulação poderá ajudar a verificar quais as reais hipóteses de qualificação para o Europeu aos leitores. É óbvio que tudo isto é difícil de aferir “à priori” para qualquer uma das selecções envolvidas, até porque podem surgir factores externos, até lesões (a do Ronaldo, no nosso caso, ia complicar muito as contas devido à dependência), mas serve apenas como simulação académica.

Vamos a isso. Avanço desde já que também acho que a Dinamarca e a Sérvia também vão escorregar, principalmente com a Arménia, que é uma selecção muito mais complicada do que parece à primeira vista. E a caminhada deles também não será perfeita.

Dia 11 de Outubro 2014
Arménia 1 – 1 Sérvia
Albânia 1 – 2 Dinamarca

Os nossos oponentes diretos (Sérvia e Dinamarca) têm uma jornada complicada, porque deslocações nestas campanhas nunca são fáceis. A Arménia também é uma selecção muito complicada e poderá também complicar as contas. Vou assumir que a Sérvia empata na Arménia, um terreno sempre muito complicado. A Arménia, de resto, deixou excelentes indicações contra a Dinamarca.
Já a Dinamarca, irá defrontar uma Albânia super-motivada após a vitória histórica frente a Portugal, mas as debilidades da Albânia vão ficar expostas. A Dinamarca poderá até sofrer um golo, mas irá ganhar com mais ou menos dificuldades.

  1. Dinamarca 6
  2. Albânia 3
  3. Sérvia 1
  4. Arménia 1
  5. Portugal 0

Já estamos em último.

Dia 14 de Outubro 2014
Sérvia 2 – Albânia 0
Dinamarca 2 – Portugal 2

A segunda jornada irá revelar uma equipa Portuguesa sob pressão, a ter que ir ao campo mais complicado da qualificação para vencer. A Dinamarca é uma equipa que normalmente nos coloca dificuldades quando os defrontamos nestas fases (e não só), e espero o mesmo. As condições do terreno são sempre complicadas, o factor casa dos nórdicos é sempre muito forte. Contudo, espero uma boa reacção da Seleção e acho que vamos empatar. A Dinamarca em casa será demasiado forte para conseguir vencer, de qualquer forma, e a sua força nas bolas paradas revelar-se-á fulcrar em obter 1 ponto.
Já no outro jogo, a poderosa Albânia irá cair frente a uma Sérvia cheia de talento e que tem um bom factor casa. As debilidades da Albânia ficarão expostas e será o início do fim para os Albaneses.

  1. Dinamarca 7
  2. Sérvia 4
  3. Albânia 3
  4. Portugal 1
  5. Arménia 1

Dia 14 de Novembro 2014
Portugal 3
– Arménia 0
Sérvia 2 – Dinamarca 1

Portugal terá a primeira vitória frente à Arménia. Vamos fazer uma exibição convincente frente a uma selecção muito complicada pelo talento que tem na frente, mas vamos entrar fortes, expor a linha defensiva do adversário aos nossos pontos mais fortes e obter uma vitória tranquila.
Do outro lado, a Sérvia obterá uma vitória importante que poderá complicar as contas para todos neste grupo.

  1. Sérvia 7
  2. Dinamarca 7
  3. Portugal 4
  4. Albânia 3
  5. Arménia 1

Dia 29 de Março 2015
Albânia 1 – Arménia 2
Portugal 2 – Sérvia 1

Portugal dará continuação à vitória sobre a Arménia do ano passado com uma vitória complicada frente à Sérvia. Naturalmente uma nação com dificuldades em vencer nos momentos complicados, até pela inexperiência da maioria dos seus jogadores, julgo que isso voltará a acontecer frente a um Portugal mais maduro e competitivo.

Do outro lado, a Arménia irá vencer a Albânia fora, mas um empate também poderá ser possível caso um ou outro jogador importante da Arménia não esteja disponível.

  1. Portugal 7
  2. Sérvia 7
  3. Dinamarca 7
  4. Arménia 4
  5. Albânia 4

Dia 13 de Junho 2015
Arménia 1 – Portugal 1
Dinamarca 2 – Sérvia 1

A nossa viagem à Arménia vai-se revelar complicada, e julgo que vamos empatar. Já o fizemos há uns tempos atrás e eles agora estão mais fortes. Com final de época, a maioria dos nossos melhores jogadores vão estar desgastados e já a pensar nas férias e isso também irá ajudar.

A Dinamarca irá superar uma Sérvia sobre pressão. Não costumam perdoar em casa, e espero o mesmo.

  1. Dinamarca 10
  2. Portugal 8
  3. Sérvia 7
  4. Armenia 5
  5. Albânia 4

Dia 4 de Setembro 2015
Sérvia 1 – Arménia 2
Dinamarca 2 – Albânia 0

Numa jornada onde Portugal não joga, a Sérvia será surpreendida pela Arménia em casa, para mais um choque neste grupo, e assumindo que todos os jogadores estão disponíveis para ambas as equipas.

A Dinamarca irá passar por dificuldades frente à Albânia mas eventualmente irá desbloquear o jogo na segunda parte.

  1. Dinamarca 13
  2. Portugal 8
  3. Arménia 8
  4. Sérvia 7
  5. Albânia 4

Dia 7 de Setembro 2015
Arménia 1 – Dinamarca 1
Albânia 0 – Portugal 2

Praticamente fora das contas, a Albânia irá encarar este jogo de forma menos competitiva, mas será um adversário muito complicado. Quando nos deslocamos a estes países, temos sempre dificuldades em marcar o primeiro, mas julgo que o iremos conseguir eventualmente, possivelmente na segunda parte. Ainda iremos marcar mais um para fechar as contas do dia.

A Dinamarca e a Arménia terão um jogo decisivo para ambas, principalmente a Arménia. Contudo, acho que vão empatar 1-1.

  1. Dinamarca 14
  2. Portugal 11
  3. Arménia 9
  4. Sérvia 7
  5. Albânia 4

E com tudo isto, mesmo assim, os jogos mais importantes estão nas últimas duas jornadas.

Dia 8 de Outubro 2015
Albânia 0 – 0 Sérvia
Portugal 1 – 0 Dinamarca

  1. Portugal 14
  2. Dinamarca 14
  3. Arménia 9
  4. Sérvia 8
  5. Albânia 5

A Sérvia terá uma oportunidade excelente para passar para a frente da Arménia mas irá desaproveitar a oportunidade frente a uma Albânia já pouco competitiva, mas muito coesa defensivamente.

Já Portugal tem o jogo mais importante neste dia. Frente à Dinamarca, já qualificada, irá vir desinteressada mas sempre profissional e com coesão defensiva. Portugal tem sempre muitas dificuldades em quebrar as linhas defensivas nórdicas em casa, e acaba sempre por ficar 1-0, e será isso que irá acontecer. Um jogo fechado, um GR dinamarquês inspirado, mas finalmente Ronaldo é capaz de marcar. E Portugal qualifica-se.

Dia 11 de Outubro 2015
Sérvia 2 – Portugal 1
Arménia 2 – Albânia 1

Portugal irá, na minha opinião, para este jogo já qualificado, ou a lutar pelo segundo lugar. Mesmo com o primeiro escorregão de Aveiro. Assumindo que neste caso já estamos qualificados, Portugal irá desinteressado, irá fazer muitas mudanças e Ronaldo não jogará. Vamos ser uma equipa com sangue novo e irreverente, mas inexperiente frente a uma Sérvia que precisa vencer e esperar que a Albânia ajude.

  1. Portugal 14
  2. Dinamarca 14
  3. Arménia 12
  4. Sérvia 11
  5. Albânia 4

Cheia de subjetividade, como já tinha referido, esta simulação ajudou a definir as conclusões que se impõem considerando as variáveis impostas previamente:

1 – O calendário é benéfico.

2  Mesmo com a derrota caseira frente à Albânia, será quase impossível Portugal não se qualificar assumindo que conseguiremos vencer os jogos em casa (obrigatório) e ganhar em casa da Albânia (fulcral). Assumindo que nesse caso, chegaríamos ao último jogo frente à Sérvia com os 12 pontos e assumindo que perderíamos em casa da Arménia e da Dinamarca, Dinamarca já estaria qualificada e Arménia teria 12 pontos. Portugal poderia acabar a lutar pelo 3ºlugar com a Sérvia, ou não, e até poderia ser que a Sérvia estivesse eliminada e Portugal a lutar a sério pela vitória para assegurar o 3ºlugar. Sim, porque com 12 pontos, a probabilidade de ser o melhor terceiro já é muito elevada, com 15 seremos o melhor terceiro quase de certeza.

3 – E mesmo se não formos o terceiro lugar com mais pontuação, temos o play-off onde iremos apanhar equipas menos cotadas, e seremos cabeças-de-série (Portugal se vai a play-off, a UEFA define cabeças-de-série, campeonato europeu sem Ronaldo…).

4 – A conclusão que quero chegar: vamos estar no Campeonato Europeu.