cavalgadura do dia (2)

ribery 3

Novamente Platini. O presidente da UEFA afirmou que Franck Ribery (assim como outros jogadores que renunciem a jogar pelas suas selecções) devem ser sancionados com 3 jogos de castigo pelo seu clube. Não tem pés nem cabeça. Se um jogador com trinta e poucos anos achar que já não tem nada a oferecer à selecção ou nem sequer está predisposto a abdicar de tempo que pode passar com a família durante as duas semanas que tem “livres” durante as janelas internacionais, porque é que há de ser castigado por causa de uma decisão de semelhante espécie?

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Sérvia vs Albânia – o busílis da questão

O que se passou na passada terça-feira em Belgrado no jogo que opôs a Selecção da Sérvia à Selecção da Albânia não foi só, digamos, o alívio de tensões nacionalistas que tem perdurado naquela região do globo nos últimos 20 anos. O que se passou na terça-feira em Belgrado foi só e simplesmente um enorme atropelo a competição salutar que consubstancia a essência da prática desportiva.  A culpa do que se passou é não é da UEFA. Tanto a UEFA como os dois países na contenda deverão ser responsabilizados pelos erros cometidos.

A UEFA não é culpada por não ter precavido um sorteio capaz de separar as duas equipas porque ninguém esperaria que um confronto entre estas duas selecções terminasse da maneira que terminou. No entanto, ao impingir apenas limitações de sorteio a 4 países (Azerbeijão e Arménia não podiam calhar no mesmo grupo assim como Espanha e Gibraltar), a UEFA ignorou por completo outros cruzamentos que poderiam ditar o mesmo desfecho do jogo de terça-feira, nomeadamente se a selecção Russa por exemplo calhasse no mesmo grupo da Ucrânia, se a Croácia calhasse no mesmo grupo da Sérvia (na fase de qualificação para o Mundial 2014 existiram diversos focos de tensão nos 2 jogos realizados entre estas duas selecções) ou se a selecção Russa calhasse em sorte no grupo da Geórgia ou da Arménia. No entanto, depreende-se que a prática desportiva saudável está, por conseguinte, acima de todos os fervores nacionalistas. Se a UEFA tivesse que condicionar o sorteio por tricas nacionalistas, geopolíticas ou históricas, não confiando que a prática desportiva é mais saudável que qualquer quezília daqueles géneros, a Sérvia não poderia calhar em nenhum grupo com nenhuma das suas antigas repúblicas, a Rússia não poderia calhar num grupo com outras tantas ex-repúblicas da URSS, a Irlanda do Norte não poderia calhar no mesmo grupo da Inglaterra, a Inglaterra não poderia calhar no mesmo grupo da Escócia, a Grécia não poderia calhar no mesmo grupo da Turquia, a Polónia não podia calhar no mesmo grupo da Alemanha e a Alemanha não poderia calhar no mesmo grupo da Holanda ou da Inglaterra por exemplo.

Contudo, a UEFA também tem algumas culpas no cartório. Como um organismo que tem como missão estar vigilante a todo o cenário desportivo, social, político e geopolítico europeu, ao observar, com alguma antecedência as trocas de acusação que foram feitas durantes vários dias entre órgãos de comunicação social, dirigentes desportivos e dirigentes políticos dos dois países, poderia ter feito mais para evitar a vergonha que se passou em Belgrado, ora anulando e adiando a partida em questão, ora não acimentando ainda mais os ânimos com medidas contrárias às que tomou. O jogo poderia ter sido perfeitamente adiado para outra data em campo neutro assim como a UEFA exagerou ao proibir a entrada de adeptos Albaneses dentro do estádio onde se realizou o jogo. O que a UEFA fez, com as ordens ditadas à polícia sérvia, foi o contrário daquilo que deveria ter feito. Ao proibir a entrada de adeptos da selecção forasteira dentro do recinto, e ao aconselhar de ânimo leve a detenção de todos aqueles que o tentassem fazer, a UEFA provocou a ira dos adeptos albaneses e incentivou-os a executar algo da parte de fora do estádio. Como todos sabemos, o futebol tem servido nos últimos tempos, pelo seu mediatismo, para o mais infinito rol de protestos sociais e acções de activismo. Quem lançou o drone para dentro do estádio não fez mais do que servir-se desse mesmo mediatismo para dar a conhecer a sua causa, neste caso, as pretensões que um grupo nacionalista defende: a anexação do Kosovo, protectorado da ONU, ao território albanês, dado que esse território é maioritariamente habitado por albaneses e co-habitado por minorias sérvias. A velha questão balcânia das maiorias, das minorias, das diferenças ideológicas e das diferenças religiosas.

A maior fatia de responsabilidades deve-se imputar aos agentes no terrenos. Aos jogadores porque não souberam controlar-se no momento. Ao pisar a bandeira Albanesa que foi enviada no respectivo drone, o avançado do Anderlecht Aleksander Mitrovic semeou o ódio, acirrou os jogadores albaneses e fez explodir o ódio nacionalista vivo e presente nas bancadas. Se pudesse sancionar o jogador, Mitrovic não teria qualquer pejo em castigar o jovem avançado de 20 anos por 1 ano. Os restantes também serão a meu ver, responsáveis pelo acontecimento por terem reagido violentamente. Os stewards, cuja missão é preservar a segurança dentro do recinto desportivo, agiram contrariamente: as imagens mostram alguns a agredir jogadores albaneses. Em suma, o castigo para as duas federações não poderá ser brando. A UEFA tem como exemplo aquilo que fez no Euro de 1992: em plena guerra dos balcãs, a “desmembrada” Jugoslávia não pode participar na prova em virtude da guerra civil em decurso e dos massacres étnicos que os Sérvios e Croatas realizavam naquele período na Bósnia Herzegóvina. Porque não aproveitar a jurisprudência então criada para dar o exemplo a quem tente no futuro realizar actos análogos ao que aconteceu, punindo as duas selecções com a exclusão imediata da prova em questão e com um castigo que impeça qualquer das suas selecções ou clubes de jogar as provas organizadas pela UEFA por um largo período de anos? Aproveitando o facto da Albânia ter pela primeira vez na sua história a possibilidade de lutar por uma vaga na fase final de uma grande competição internacional por selecções, porque é que a UEFA não deve desde já dar o exemplo com a possível exclusão dos albaneses da prova (e dos sérvios também) de forma a agir preventivamente para que tais exemplos não se voltem a repetir?

Restar-nos-á esperar pela decisão que saíra da reunião do Comité de Controlo de Ética e Disciplina da UEFA no próximo dia 23 para saber o desfecho deste episódio que indirectamente também diz respeito à nossa selecção e à caminhada que esta está a fazer rumo ao próximo Europeu de Futebol.

A fantástica selecção de sub-21

A selecção de sub-21 está de parabéns pela conquista obtida em Paços de Ferreira ao apurar-se pela 9ª vez para o europeu da categoria desde a sua criação em 1978!

Em primeiro lugar, Rui Jorge está de parabéns. O seleccionador português fez um trabalho fantástico, mesmo quando a Selecção A lhe foi roubando atletas fruto das suas necessidades ao longo dos últimos meses (Bruma, João Mário, André Gomes, William Carvalho, Ricardo Horta, Cedric, Ivo Pinto, Anthony Lopes, Ruben Vezo, Rafa, Ivan Cavaleiro), manteve um discurso coerente assente na prosecução de um objectivo que tinha que ser atingido a qualquer custo (a qualificação), moralizou as tropas de que dispôs em redor desses objectivos e no final conseguiu o melhor de dois mundos: a qualificação só com vitórias (a bom da verdade, esta Holanda mostrou muito mais no jogo de Paços de Ferreira do que no jogo de Alkmaar e vendo bem as coisas esteve bastante perto em duas ocasiões de liderar a qualificatória por golos fora) e o desenvolvimento ao mais alto nível de jogadores que, a meu ver, terão quase todos o seu espaço na próxima geração da selecção A.  Pode-se até dizer que esta equipa até fica melhor sem os jogadores que entretanto deixaram de participar no trajecto por terem subido aos AA, mas, para uma fase-de-qualificação daquele nível de exigência, não levar o trio do meio-campo que a Selecção A “roubou” à selecção de sub-21 poderá considerar-se um crime.

A turma portuguesa desenvolveu-se, ganhou experiência internacional, praticou um futebol vistoso e mereceu por inteiro esta qualificação pelo futebol desenvolvido, pelo brilhantismo individual demonstrado por alguns dos seus actores (Bernardo Silva foi sem dúvida aquele que demonstrou mais talento neste trajecto) e pelo trabalho desenvolvido no plano mental. Mesmo a um passo da eliminação quando a Holanda vencia, os jogadores portugueses souberam quase sempre dar a volta por cima e encontrar forças para vencer o jogo.

Esperemos que a caminhada vitoriosa se mantenha na República Checa. Depois deste prodigioso apuramento, é difícil não esconder a ambição que rodeia esta selecção: vencer o Europeu que será disputado no próximo mês de Junho naquele país do centro da europa. No entanto, é preciso ter noção da realidade que esta selecção irá encontrar na República Checa: assim como nós temos um leque de jogadores a jogar ao mais alto nível em grandes ligas europeias e até em grandes clubes europeus (alguns deles são opções regulares em clubes que estão no topo das principais ligas europeias e em clubes que disputam a champions), as outras selecções também os tem e, até tem jogadores muito mais calejados ao nível de experiência internacional como são os casos de Federico Bernardeschi (Itália\Fiorentina), Ter Stegen (Alemanha\Barcelona), Jonas Hoffman (Mainz\Borussia de Dortmund\Alemanha), Bernd Leno (Alemanha\Bayer Leverkusen), Max Meyer (Schalke\Alemanha), Nemanja Radoja (Sérvia\Celta de Vigo), Lucas Andersen (Dinamarca\Ajax), John Guidetti (Celtic\Manchester City\Suécia), Luke Shaw (Manchester United\Inglaterra), Tom Ince (Crystal Palace\Inglaterra) ou a dupla do Tottenham Eric Dier e Harry Kane. Isto não contando com a possibilidade de virmos a ter no Europeu jogadores cujas idades ainda permitem jogar esta competição, mas que já passaram há muito para as selecções principais dos seus países como são os casos de  Milos Jojic e Lazar Markovic (Sérvia), Skodran Mustafi, Erik Durm, Mathias Ginter, Leon Goretzka, Emre Can (Alemanha), Pierre-Emile Hojbjerg e Youssuf Poulsen (Dinamarca) ou Calum Chambers e Raheem Sterling (Inglaterra). Este europeu será sem dúvida a rampa de lançamento de muitos talentos para a alta roda do futebol europeu.

Tempos e Resultados – Euro 2016

Findas as duas jornadas europeias realizadas nos últimos dias, é hora de olhar para as classificações dos grupos:

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Com 3 jornadas disputadas no Grupo A, a Holanda terá forçosamente que vencer na próxima jornada que irá disputar em Novembro para amenizar os estragos provocados pelas duas derrotas somadas em três jogos frente à República Checa e Islândia, fora. Na próxima jornada, os Holandeses recebem a Letónia enquanto a Turquia (no último lugar do grupo) também terá que fazer pela vida frente ao Casaquistão em Istambul. A República Checa recebe a Islândia em Praga com a liderança do grupo no horizonte. Quem vencer a partida não só isola-se no comando do grupo como conseguirá manter ou aumentar a diferença pontual em relação à Holanda, a principal candidata à vitória no grupo.

No Grupo B, Gales lidera com 7 pontos. Os galeses irão à Bélgica jogar contra uma selecção que concedeu à 2ª jornada um empate frente a outro candidato ao apuramento, a Bósnia Herzegovina. A Bósnia irá a Telavive defrontar a selecção Israelita que para já conta com um dos melhores marcadores da fase de apuramento, o avançado do Austria de Viena Omer Damari com 4 golos. Damari tem os mesmos golos de Gylfi Sigurdson (Islândia) e Robert Lewandowski (Polónia).

Israel e Bélgica tem um jogo em atraso por disputar.

euro 7

No Grupo C, a Espanha recebe a Bielorussia a 15 de Novembro. A Ucrânia terá uma deslocação fácil ao Luxemburgo enquanto a Eslováquia terá uma deslocação também fácil à Macedónia. Eslováquia, Espanha e Ucrânia serão sem dúvida as selecções capazes de lutar pelos dois lugares que dão apuramento directo para o Europeu.

Grupo D

Grupo com muitas surpresas. Depois da Alemanha ter concedido uma derrota na 2ª jornada frente à Selecção Polaca (exibição incrível de Lewandowski), a 3ª jornada do grupo trouxe mais duas surpresas: a Alemanha empatou frente à sensacional Irlanda em casa enquanto a Polónia viu fugir-lhe a liderança isolada do grupo com um empate frente à reveladora Escócia que também pretende imiscuir-se na luta pelos lugares de apuramento.

O golo de Toni Kroos no empate da Mannschaft frente aos irlandeses.

Os 4 golos do empate a 2 bolas entre Polónia e Escócia.

Na próxima jornada em Novembro, a Polónia vai a Tiblissi jogar contra a Geórgia. Escócia e Irlanda disputam um derbi Celta em terreno escocês com a Escócia a espreitar os lugares de apuramento directo caso vença os Irlandeses. Os Irlandeses tem sido catapultados para os primeiros lugares graças às boas exibições de Robbie Keane. A Alemanha recebe Gibraltar, esperando-se uma vitória fácil por parte dos comandados de Joachim Low.

euro 8

No Grupo E, a Inglaterra lidera com 3 vitórias em 3 jogos. A Suiça conquistou na terça os seus primeiros 3 pontos em 3 jornadas ao derrotar a selecção de São Marino naquele país encostado ao território italiano. Vida difícil para a selecção orientada por Vladimir Petkovic. Seria uma catástrofe a Suiça não se qualificar neste grupo sabendo de antemão que esta geração suiça estará no seu prazo de maturidade no França´16, ou seja, capaz de lutar por uma posição nas meias-finais (mínimo) do Europeu.

Na próxima jornada, os Suiços terão que ganhar à Lituânia para recuperar a desvantagem que tem na tabela classificativa. A Inglaterra poderá cimentar a sua liderança na recepção em Wembley à Eslovénia. A Estónia poderá chegar-se aos primeiros lugares do grupo caso vença como se prevê a equipa de São Marino.

No Grupo F, a Irlanda do Norte lidera de forma surpreendente um grupo que tem como cabeças-de-série a Grécia e a Roménia. Os Norte-Irlandeses bateram a Grécia por 2-0 fora. A selecção Grega ainda só somou 1 ponto em 9 possíveis. A Roménia distanciou-se da Finlândia ao bater os finlandeses em Helsinquia por 2-0.

Na próxima jornada, a Grécia recebe em Atenas as Ilhas Faroes. A Irlanda do Norte tem um enorme teste de fogo às suas capacidades na deslocação à Roménia. Finlândia e Hungria tentarão colar-se às primeiras do grupo no jogo que terá lugar em Budapeste no belíssimo Estádio Nacional Ferenc Puskas.

euro 9

No grupo G, liderado pela Áustria, prevê-se uma 4ª jornada de decisões. Será provavelmente o grupo mais renhido de todos os grupos de qualificação. A selecção austriaca recebe a selecção russa em Viena, podendo cavar uma diferença pontual assinalável de 5 pontos caso vença. A Suécia tem uma deslocação bastante difícil a Montenegro.

No Grupo H, Croácia e Itália ainda não perderam qualquer ponto. A Noruega é 3ª. Na próxima jornada, a Itália recebe a Croácia num dos jogos que irá ajudar a estabelecer quem é que vence o grupo. A Noruega vai ao Azerbeijão tentar não perder o contacto com os dois da frente.

Grupo I

Euro 10

O grande golo de Cristiano Ronaldo, a materializar a fantástica acção individual e cruzamento de Ricardo Quaresma na direita foi um autêntico balão de oxigénio para as aspirações nacionais em marcar presença na maior prova europeia de selecções. Os dois resolveram com um lance de génio um jogo que parecia talhado ao empate.

Servia

O jogo que seria realizado entre a Sérvia e a Albânia na terça-feira foi interrompido antes do final da primeira parte devido a vários acontecimentos que revelaram a tensão que os dois países tem acumulado durante duas décadas. Recordo que a Albania foi uma das Repúblicas que se tornou independente após a queda da antiga Federação Jugoslava.

O jogo de Belgrado foi antecedido de vários episódios: seria a primeira vez que as duas selecções se iriam encontrar após a queda da Federação Jugoslava. Os órgãos de comunicação social dos dois países incitaram ao ódio durante toda a semana. Os adeptos albaneses estavam impedidos de viajar pela UEFA para impedir que a situação fugisse ao controlo, e não seria de prever mais do que provocações ou insultos. A UEFA alertou as entidades policiais servias para deter todos os adeptos albaneses que tentassem entrar no estádio. Só que, mesmo fora do estádio, alguém encontrou uma forma de incendiar o ambiente: o intervalo aproximava-se quando um drone, que segundo informações da polícia sérvia citada pela Associated Press terá sido lançado a partir de uma igreja perto do estádio, sobrevoou o relvado com um estandarte da denominada “Grande Albânia”, um projecto nacionalista que pretende reunir todas as comunidades albanesas num território mais alargado do que o actual território albanês. Essas mesmas comunidades vivem na Sérvia, na Croácia, na Bósnia e no Kosovo.

A ocorrência provocou um enorme mal estar nas duas comitivas, assistindo-se a cenas de pugilato no relvado e nas bancadas depois de um jogador sérvio ter puxado o drone com a bandeira para o chão.

Os jogadores albaneses foram obrigados a correr rapidamente para os balneários em virtude da chuva de cadeiras e objectos que os adeptos servios arremessavam das bancadas.

A UEFA já reagiu ao incidente com a abertura de um processo disciplinar. O delegado da UEFA ao jogo Harry Been já relatou a situação no seu relatório, podendo sair daquele organismo uma sanção disciplinar exemplar para todos os intervenientes da partida: os sérvios já são reincidentes em desacatos. Na fase de qualificação para o Mundial de 2014, mais precisamente na recepção à Croácia, a Federação Sérvia já tinha sido multada por mau comportamento dos seus adeptos aquando do hino croata. O processo de investigação lançado pela UEFA terá em conta todos os acontecimentos, desde o lançamento de objectos para o relvado por parte do público sérvio à acção individual de todos os jogadores envolvidos nas escaramuças e ao facto da selecção albanesa se ter recusado a jogar após os incidentes. Os castigos a serem aplicados vão desde a anulação da partida à subtracção de todos os pontos conquistados pelas duas equipas (4 pela Albânia, 1 pela sérvia) sem prejuízo ou benefício de terceiros, à obrigação das duas selecções terem que jogar os seus restantes compromissos em casa em campo neutro. Alguns jogadores de ambas as selecções também podem sofrer castigos internacionais que vão dos 2 aos 8 jogos. A Comissão de Controlo, Ética e Disciplina na UEFA irá reunir-se no próximo dia 23 de Outubro para avaliar os resultados da investigação que ordenou e decidir sobre as sanções a aplicar ou não aplicar às duas federações.

A UEFA também fez chegar em comunicado que não colocou qualquer entrave ao sorteio destas soluções por razões políticas, como por exemplo o fez com as selecções de Azerbeijão, Espanha, Gibraltar e Arménia. Segundo o organismo: “Por razões políticas, o Azerbaijão não pode calhar com a Arménia e a Espanha não pode jogar contra Gibraltar”, divulgou na altura o organismo que tutela o futebol europeu. Um porta-voz da UEFA, citado pelo diário britânico The Guardian, defendia a decisão: “Não havia razão clara para separar as duas equipas.”

Já o presidente da UEFA realçou que o organismo deverá ter que efectuar um mea-culpa na situação porque talvez existissem razões que motivassem a situação que se veio a verificar. O principal dirigente daquele organismo afirmou que a tensão política existente entre os dois países poderia ser prejudicial à partida. Recorrendo a um exemplo, Platini afirmou que caso o drone transportasse uma bomba e não uma bandeira albanesa, o incidente de Belgrado poderia ter tomado proporções dramáticas.

Os Ministérios que tutelam a pasta do desporto dos dois países trocaram imensas acusações durante o dia de ontem.

Momentos #37

O médio ofensivo do Swansea Gylfi Sigurdson “protagonizou” uma das maiores surpresas da jornada internacional de hoje ao apontar os 2 golos que derrotaram a Holanda no jogo disputado em Rejkjavik. A selecção Holandesa, agora orientada por Guus Hidink perdeu pela 2ª vez nesta fase de qualificação. Na 1ª jornada já tinha perdido na República Checa que hoje venceu por 4-2 no Casaquistão a selecção local. Islândia e República Checa lideram o grupo com 9 pontos, mais 6 que a Holanda que é 3ª com 3.

Há quanto tempo é que a Holanda não perdia 2 jogos numa fase de qualificação para uma grande competição internacional?