Momentos #41

Aproveitando o facto de lhe ser conhecida uma faceta intelectual e uma cultura geral bastante acima da média, a Marca perguntou a Xabi Alonso no lançamento deste jogo qual seriam os estilos de musica se existisse um termo de comparação possível entre a arte musical e a arte do futebol para as equipas de Bayern e Real Madrid. O jogador de 33 anos respondeu de forma muito pertinente: o Real Madrid seria Rock´n´ Roll, descrevendo o jogo dos madridistas como vertiginoso e a sua atitude como um fenómeno popular similar ao rock´n´roll enquanto o estilo de jogo do Bayern se assemelharia ao Jazz, um estilo mais calmo, mais paciente, com um toque de charme e classe superior, mas, quando acelerado, também ele vertiginoso e avassalador.

A prestação dos bávaros em Roma foi parecido com o heavy metal. Ao invés de se espancarem guitarras com sons estridentes, melodicamente bem construídos e bem executados tecnicamente, a equipa de Guardiola espancou literalmente a equipa da Roma (uma clara candidata a meu ver aos quartos-de-final da prova) com um futebol ofensivo avassalador, tão avassalador que motivou de imediato um pedido de desculpas por parte de Francesco Totti, Daniele DeRossi e Rudy Garcia aos seus adeptos na flash-interview (no caso do capitão) e post-match conference no caso do sub-capitão e do timoneiro da equipa.

A equipa do Bayern conseguiu alcançar 13 golos em duas partida. No fim-de-semana passado para a Bundesliga, a equipa de Guardiola já tinha espancado o lanterna vermelha da prova (Werder Bremen) com um esclarecedor 6-0.

breves #27

fernando santos 8

Selecção Nacional – Boas notícias para a Selecção Nacional. Confirmou-se aquele que era previsto até há bem poucos dias como um milagre. Fernando Santos poderá sentar-se no banco no jogo contra a Dinamarca. Apesar do Tribunal Arbitral do Desporto não ter concluído o processo resultante do recurso que a FPF apresentou aquele organismo relativo à suspensão de que o seleccionador português foi alvo depois de ter sido expulso nos oitavos-de-final do mundial (Grécia vs Costa Rica) ainda como seleccionador grego, o TAS decidiu “suspender temporariamente” o castigo aplicado pela FIFA ao seleccionador de 8 jogos, permitindo que Santos exerça, segundo nota oficial, as suas novas funções de forma livre até nova decisão no próximo mês.

Trata-se de uma decisão inédita. Nunca antes este organismo tinha suspenso o castigo aplicado por uma 1ª instância de decisão. Apesar do processo sumário não estar concluído (em teoria, mantem-se os 8 jogos de suspensão para o técnico português) existe uma réstia de esperança quanto a uma resolução do problema mais de acordo com os interesses da FPF, ou seja, a redução do castigo aplicado pelo organismo que tutela o futebol mundial.

Michael Essien –

michael essien

Foi lançado um rumor no universo informativo italiano de que o ganês do AC Milan Michael Essien poderia ter contraído Ébola durante a visita da sua selecção à Guiné-Conacri. O jogador já confirmou pelo Twitter que o rumor é falso e que quem o plantou quis ser sensacionalista e criar alarmismo no país. O ganês reiterou que hoje já treinou com os restantes colegas de equipa em Milão.

Pedro Proença\Jerome Boateng –

proença boateng

É uma das imagens da ronda europeia. No Polónia vs Alemanha, jogo que os polacos venceriam de forma surpreende por 2-0 (grande exibição do “alemão” Robert Lewandowski) Pedro Proença mostrou o amarelo a Jerome Boateng por uma falta mais dura sobre um jogador polaco. O alemão não gostou e fez peito ao árbitro português que não cedeu…

Hector Herrera –

Situação fora do comum para o que estamos habituados a ver do mexicano ao serviço do FCP. A finta de Herrera sobre um jogador do Panamá no jogo amigável que opôs as duas selecções.

Arsène Wenger –

“Deram demasiada importância a essa história. Olhando para o que aconteceu, não devia ter reagido daquela forma. Não é a forma de alguém se comportar num campo de futebol. Sempre lamentei sinais de violência e peço desculpa mas faz parte do jogo em que tudo é louco – depois existe um passado entre nós.”

O treinador do Arsenal pediu desculpa sobre o incidente que protagonizou com Mourinho mas admitiu que foi provocado para o efeito. José Mourinho voltou a estar no top da ordem do dia da imprensa inglesa nos últimos dias visto que Roy Keane (actualmente treinador-adjunto do Aston Villa) também teceu duras críticas aos comportamentos que são tomados no banco de suplentes por parte do técnico português.

Taça de Portugal – A Sporting SAD fez chegar a público que pagou 44 mil euros à FC Porto SAD pela compra (sem direito de devolução) de 4 mil bilhetes para o encontro do próximo fim-de-semana para o jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal. O presidente do Sporting Bruno de Carvalho espera vender os 4 mil ingressos de forma a ter uma grande representação de adeptos no estádio no apoio à equipa.

Selecção Uruguaia –

Luis Suarez voltou a marcar pela selecção uruguaia na vitória por 3-0 frente à selecção de Omã no jogo realizado hoje naquele país do Médio Oriente.

Maurício – O central brasileiro do Sporting afirmou ao site brasileiro UOL Esportes que o Manchester United sondou o seu empresário com vista à possibilidade de contratar o jogador.

“Sim, eles (os Red Devils) procuraram o meu empresário, Carlos Gonçalves. Mas sou uma pessoa centrada, focada e muito tranquila. Não foi uma coisa muito certa pois procuraram saber quanto é queríamos ganhar.”

O jogador do Sporting continua a tentar recuperar para o clássico depois de ter sofrido duas lesões na cara, uma contra o FC Porto que o obrigou a sair mais cedo do terreno e outra, poucos dias depois num treino do Sporting. O central poderá jogar de máscara no Dragão.

Fabio Sturgeon – Nos últimos dias, o jovem jogador do Belenenses tem sido associado a Benfica e Liverpool. Brandon Rodgers deverá enviar um olheiro aos jogos do Belenenses para avaliar o jogador. Sturgeon é filho de pai inglês, sendo elegível para a selecção daquele país. No entanto, o Benfica está melhor colocado para adquirir o passe do jogador português. No dia 10 de Outubro, a SAD do Belenenses, comandada por Rui Pedro Soares, chegou a acordo com a Benfica SAD num negócio que permitiu ao Belenenses encaixar 600 mil euros por troca pelos direitos de preferência de 5 jogadores: Matt Jones, Filipe Ferreira, Fabio Sturgeon, Fredy e Tiago Silva. A SAD do clube da cruz de cristo justificou a venda destes direitos como a forma possível de contornar as dificuldades financeiras (em específico de tesouraria) que é sentida nestas últimas semanas. O Belenenses obriga-se ao direito de informar o Benfica sempre que existirem propostas por estes jogadores, devendo o Benfica ter preferência na aquisição destes se cobrir a proposta de outro clube.

José Mourinho – O treinador português afirmou recentemente que rejeitou duas propostas para orientar o PSG. O português teve conhecimento do projecto dos parisienses por intermédio do seu director desportivo (Leonardo) mas mesmo assim preferiu rejeitar as duas abordagens que lhe foram feitas.

Leonardo Jardim – O treinador português deu uma entrevista ao L´Equipe na qual desvalorizou as críticas que tem sido feitas pela imprensa ao desempenho de João Moutinho no Mónaco:

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Sobre o projecto do Mónaco, o treinador português afirmou que se sente algo enganado pela equipa monegasca: “Quando assinei contrato, o projeto era forte, para ganhar com jogadores como o James Rodríguez e Falcão. Mas depois as coisas evoluíram e o Vadim Vasilyev indicou que as coisas mudaram. Mas eu sou treinador do Monaco e apoio este projeto da mesma maneira que apoiava a versão inicial. O meu papel é ajudar o clube e estes jovens a progredir”

Alex Sandro – À agência espanhola EFE, o jogador abordou o novo estilo de jogo dos dragões com Julen Lopetegui: “Temos o estilo espanhol (tiki-taka), como todos conhecem. Temos a noção da posse de bola. Quanto mais tempo tivermos a bola, menos riscos corremos de sofrer um golo. Trabalhamos para não entregar a bola de qualquer maneira, para ganhar as bolas divididas e acertar os passes. Estamos adaptados e prontos para responder às exigências do treinador. Já estamos todos a falar a mesma língua” – disse o brasileiro que ainda está na Ásia ao serviço da selecção Brasileira. O Brasil joga na madrugada de terça para quarta contra a selecção Japonesa em Singapura.

Liverpool – Os Reds preparam-se para segurar uma das suas maiores pérolas. Tem sido descrito no Mirror que os Reds estarão dispostos a renovar com o internacional inglês Raheed Sterling até 2017. A equipa de Liverpool irá oferecer uma renovação salarial para perto dos 6,5 milhões por temporada.

Relacionada também com o Liverpool está a publicação de Mario Balotelli nas redes sociais durante o dia de ontem. O avançado pediu “paciência” aos adeptos do clube, frisando que está disposto a elevar os seus índices de forma física para ter melhor rendimento pela equipa de Liverpool.

Sporting – Shikabala continua no Egipto sem autorização da estrutura profissional do Sporting. O jogador partilhou nas redes sociais uma fotografia com a camisola do Sporting, indiciando que deverá voltar a Alvalade em breve. Caso regresso, o jogador egípcio não deverá escapar a uma punição disciplinar exemplar.

O búlgaro Simeon Slavchev, jogador que ainda não foi utilizado em qualquer jogo oficial dos leões por Marco Silva aproveitou a pausa competitiva para os jogos internacionais para afirmar que não tem tido melhor rendimento na turma leonina “por culpa própria”. O búlgaro poderá estar a ter problemas em adaptar-se ao país e à nova realidade da sua carreira.

Theo Walcott – O jogador do Arsenal regressou aos treinos esta segunda-feira, 9 meses depois de ter sido submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo.

Renovações no futebol mundial – Maicon renovou com a Roma até Junho de 2016. O brasileiro prolongou o vínculo por mais 1 temporada.

– Oscar de Marcos renovou com o Athletic de Bilbao até 2019. O jogador poderá estar na mira de Van Gaal para reforçar o Manchester United. A nova cláusula de rescisão do extremo basco foi fixada em 40 milhões de euros.

Raphael Varane deverá renovar com o Real Madrid até 2019. O jogador poderá estar a ser fortemente cobiçado por José Mourinho. O treinador português pretende juntar Varane a Kurt Zouma, jogador contratado na temporada passada ao Saint-Ettiène de forma a formar uma dupla que poderá ser a titular da selecção francesa no Euro 2016.

 

Crónica #17 – Juventus 3-2 AS Roma

Empatadas na liderança da prova com 15 pontos após 5 jornadas, totalmente vitoriosas no que ao plano doméstico concerne, Juventus e Roma enfrentaram-se num primeiro tira-teimas em Turim. Com um record de golos de 10-0 para a Juve em 5 jogos e 9-1 para a Roma, esperava-se o melhor de dois mundos, futebolísticamente falando: um interessante jogo de ataque entre duas equipas com uma mentalidade diferente (a Juve de Allegri é uma equipa que privilegia acima de tudo equilíbrio enquanto a Roma de Garcia é claramente uma equipa de ataque) no qual as defesas também pudessem firmar os seus créditos. O jogo cumpriu os requisitos do primeiro objectivo mas não cumpriu os objectivos do 2º, pois apesar de Mbiwa por exemplo, ter sido um dos melhores da Roma em campo, 3 dos 5 golos da partida foram alcançados da marca de grande penalidade a castigar faltas na área. No final da partida fiquei com a sensação que são as únicas equipas capazes de lutar pelo título da Serie A

Os dois treinadores puderam contar com quase todo o plantel disponível para o embate. Do lado da Juve, Max Allegri não contou com nenhuma ausência de peso dentro do seu plantel. Já Rudy Garcia apenas não pode contar com os lesionados Daniele De Rossi e Kevin Strootman. Allegri fez alinhar o seu onze-tipo, esquematizado no habitual 3x5x2. Rudy Garcia também não modificou o onze que tem apresentado nos últimos jogos da equipa Romana, voltando a encher o meio-campo com Seydou Keita e Raja Naingollan e um tridente de ataque formado por Iturbe, Gervinho e Francesco Totti. Na baliza Romana voltou a jogar o jovem polaco Lukasz Skorupski.

O árbitro da partida foi Gianluca Rocchi. Rocchi teve o condão de ajuizar quase certeiramente todos os lances passíveis de actuação da arbitragem num jogo em que os jogadores complicaram imenso a vida ao experiente árbitro italiano fiorentino de 41 anos, quer no campo das acções técnicas quer no campo das acções disciplinares, com uma postura muito faltosa e sobretudo muito quezilenta. Sentindo a tensão do momento, na minha opinião, o árbitro tentou preservar o jogo com 11 jogadores de cada lado até ao fim. Agindo com assertividade nos 3 penaltis que assinalou (o da Roma foi assinalado por indicação do auxiliar) e nas expulsões de Alvaro Morata e Kostas Manolas, Rocchi descomplicou um jogo difícil e teve critério. Dúvidas apenas restaram no lance do primeiro penalty assinalado à Juve, no sentido em que não ficou por esclarecer o posicionamento de Maicon quando cortou o livre de Pirlo com o braço. Depois de ver as imagens televisivas por várias vezes, parece-me que o jogador corta em cima da linha de grande área, havendo lugar à marcação do castigo máximo.

A Juventus iniciou o jogo por cima, como de resto lhe competia pelo facto de estar a jogar em casa. Correndo o risco de deixar muito espaço no miolo para o meio-campo da equipa romana circular a bola em progressão (Naingollan por exemplo foi ávido a fazê-lo) a equipa da casa tratou de montar o cerco à baliza adversária nos primeiros minutos, tanto ofensiva como defensivamente, através de um jogo mais vocacionado para o poder de fogo de Fernando Llorente e de uma pressão asfixiante a todo o terreno que não deixava a Roma sair a jogar a partir de trás.
Só a partir dos 16 minutos é que o meio-campo romano começou finalmente a desempenhar a sua função distributiva, tendo para efeito os seus jogadores que sair de um jogo posicional estático para um jogo posicional muito móvel, no qual até Gervinho e Totti por exemplo, vieram bastas vezes a meio-campo procurar jogo e oferecer linhas de passe aos companheiros com bola. Nesta primeira parte, a Roma tomou um ascendente maior na partida quando Pjanic começou a pegar no jogo e a variar a bola entre flancos à procura de alguém capaz de criar desequilíbrios pelas alas. Quase sempre esse desequilibrador foi Gervinho, se bem que, no primeiro tempo Iturbe aproveitou bem as subidas de Asamoah e a falta de comunicação entre o ganês e Chiellini (tanto Chiellini como Cáceres tem a obrigação de fechar as alas quando os alas estão mais balanceados no ataque) e teve algum espaço para atacar o flanco ou flectir para dentro na folga de espaço existente nas costas do ganês que o central não cobriu com a sua atenção ao eixo central onde Totti e Gervinho tentavam atrair as marcações sempre que a bola era jogada pelo flanco direito da Roma.

A primeira grande oportunidade para a Juve viria apenas ao minuto 21 num lance em que Bonucci, sentindo-se confortável a transitar o meio-campo com bola aplicou um dos seus portentosos passes longos para uma incursão de Marchisio à área. Recebendo a bola do seu central com conta, peso e medida, o médio distribuidor da Juve conseguiu soltar-se da oposição de 2 jogadores romanos e atirou cruzado para fora da baliza da Roma.

Defensivamente, a Roma foi baixando o bloco para defender o intenso jogo entre linhas que a Juve gosta de incutir durante as partidas. Totti teve a missão neste primeiro tempo de ser o homem mais avançado da equipa romana, quase sempre posicionado junto de Andrea Pirlo. Na primeira parte foi comum ver o histórico capitão a perseguir Pirlo e a tentar anular o seu efeito construtivo. A pressão de Totti a Pirlo fez com que Seydou Keita e Naingollan conseguissem interceptar alguns passes a meio-campo. No entanto, foi precisamente num lance em que Totti derrubou Pirlo no flanco esquerdo a 30 metros da baliza que surgiu o lance que iria dar o primeiro golo aos bianconeri: Pirlo cobrou a falta e atirou à barreira da Roma. Maicon saiu da barreira para abordar o lance e, apesar de ter a cara para trás, cortou a bola com o braço. Rocchi assinalou de imediato penalty e Tevez não falhou na cara de Skorupski com um penalty clássico: guarda-redes para a direita, bola para a esquerda. Num primeiro momento, como o jogador brasileiro tem a cara para trás e tenta proteger a mesma com o uso do braço, pensa-se que o lance não foi intencional. Contudo, nota-se num 2º momento que Maicon já tinha saído da barreira com o intuito de proteger a sua baliza com um acto fora das regras. Os jogadores da Roma protestaram muito com o árbitro da partida, mas, ao fim ao cabo, deveriam mostrar mais no ataque do que aquilo que estavam a mostrar até então. Do banco da Roma, Rudy Garcia fez para o árbitro o gesto de um “violinista” como que a dizer que os beneficiados em itália são sempre os mesmos. O gesto valeu-lhe imediata expulsão do banco de suplentes.

O jogo recomeçou e a Roma balanceou-se mais no ataque muito por graças da velocidade de pensamento de Raja Naingollan. O belga fez uma enorme exibição: recuperou bolas a meio-campo, deu velocidade aos processos de jogo da equipa através da rapidez com que pensou e executou cada lance onde teve a bola nos pés e pelas suas rápidas incursões pelo corredor central. À passagem da meia-hora seria numa falta dura de Marchisio sobre o belga de origem indonésia que a Roma chegaria à igualdade: livre batido para a área e, após o corte de um defesa da Juve, o árbitro assistente comunicou com o árbitro principal e viu aquilo que Rocchi não viu – um puxão ostensivo (e infantil, diga-se) de Stephen Lichsteiner a Francesco Totti longe do sítio para o qual Pjanic bateu o livre. A cena digna de um wrestler valeu o empate aos Romanos e como se o erro de Lichsteiner não fosse completamente despropositado só por si, valeu um cartão amarelo a Leonardo Bonucci por protestos. Francesco Totti também levou um amarelo depois de ter comemorado o golo junto dos adeptos da Roma.

Depois da abertura de hostilidades, o jogo ficou quentinho e cheio de picardias. Melhor, menos bem jogado e bem mais durinho. Tevez e Holebas protagonizaram uma cena (o grego derrubou o argentino numa disputa no ar e o argentino respondeu com um empurrão no solo) que levaria os 22 jogadores a envolver-se numa troca de empurrões e palavras mais azeda.

O defesa actuou…

Aos 35″ e 40″ minutos, o central Mapou Mbiwa (que exibição fantástica deste internacional francês com origem na República Central Africana) negou o 2º golo da Juve na sequência de dois livres batidos por Andrea Pirlo: no primeiro, negou o golo quase certo a Pogba com uma antecipação de cabeça. No segundo, tirou o golo a Tevez no ressalto de um mau alivio da defensiva Romana para os pés de El Apache. O central revelou imensa coragem ao oferecer o corpo ao morteiro que o argentino tinha disferido. Impecável no jogo aéreo e no desarme, o central que a Roma contratou ao Newcastle foi um dos homens em destaque na equipa Romana. Só não me arrisco a dizer que foi o homem do jogo da turma de Rudy Garcia porque Gervinho tinha planos para fazer mais e melhor até ao final da partida.

Faria 3 minutos depois: bola na esquerda, recepção de Gervinho, flecção em progressão do costa-marfinense para o miolo e um fabuloso passe para a diagonal de Iturbe perante a passividade da defensiva bianconera. O argentino não desperdiçou aquela bola e consumou a reviravolta no marcador aos 43″.
Com o gás todo, o costa-marfinense voltou a enfrangalhar a muralha defensiva da Juve com um rapidíssimo lance em contragolpe pela esquerda no qual deixou Cáceres para trás (o uruguaio não aguentou o esforço de perseguição ao costa-marfinense e reabriu a lesão na coxa que o tem impedido de contribuir mais para a equipa no último mês; já é a 2ª vez no espaço de poucas semanas que sai a queixar-se da coxa) correu meio-campo com a bola sem qualquer pressão vinda de um jogador da Juve, flectiu para o meio e atirou por cima da baliza de Buffon. Se o compatriota de Didier Drogba, a cumprir a 2ª época em Roma depois de uma experiência frustrante em Londres tinha dado outro destino ao seu remate, a Juve dificilmente voltaria a re-entrar na discussão da partida…

Como reentrou naquela falta inútil

de Pjanic sobre Pogba num lance em que Seydou Keita ainda estava à frente do francês e poderia facilmente ter anulado a investida do jogador da Juve. Tevez não perdoou e voltou a colocar a bola no lado esquerdo da baliza da Roma, desta vez com um remate mais puxado ao ângulo, restabelecendo a igualdade a 2.

Na 2ª parte, o jogo recomeçou com a substuição que imperava no lado da Juve. Ogbonna voltou a substituir Cáceres a meio de um partida já que o uruguaio saiu ainda antes do fim da primeira parte directamente para os balneários.

Depois de uma primeira parte intensa, o jogo baixou de ritmo. A diminuição do ritmo de jogo permitiu, por exemplo, que Paul Pogba entrasse na partida. Até aos 55″ o francês mal se viu na partida e quando pode ter a bola nos pés encostado ao lado esquerdo do ataque da Juve, congelou todas as investidas ofensivas da Vecchia Signora. Aos 50″ rematou por cima da baliza da Roma e 5 minutos depois, tomando o gosto, recebendo à entrada da área um passe de Marchisio por entre as linhas defensivas da Roma, passou pelo meio de 2 defensores romanos baqueando ao terceiro com um remate desconchabado para a linha lateral.

A Roma voltou a pegar na partida, temporariamente, a partir deste lance. Com um futebol muito simples, bem flanqueado e com diversas soluções promovidas pelas investidas individuais de Gervinho na esquerda, pela variação de jogo constante feita por Pjanic e pela rapidez de processos e soluções promovida por Naingollan, os Romanos voltaram a incomodar a baliza de Gigi Buffon quando Gervinho na esquerda arrancou em velocidade para ganhar a linha de fundo a Ogbonna e tocou para trás para Pjanic com o bósnio totalmente solto de marcação a atirar para defesa de Buffon. A Roma poderia começar a lamentar-se do seu triste fado: só perdeu em Turim porque foi uma equipa incapaz de fazer capitular a Juventus em dois momentos chave: o lance de Gervinho após o 2-1 e este de Pjanic que decerto iria quebrar os níveis anímicos da equipa da casa.

Prevendo a possibilidade de vencer em Turim, Rudy Garcia arriscou e fez entrar Florenzi para o lugar de Iturbe. O internacional italiano sub-21 poderia dar a dinâmica aquele flanco que Iturbe já não estava a dar, aproveitando a maior tendência de Asamoah para subir no terreno e o facto de Giorgio Chiellini já ter um amarelo. Allegri respondeu com a entrada de Morata.

O espanhol haveria de ficar ligado a uma das incidências negativas da partida com a expulsão após entrada duríssima sobre Manolas, a que o grego, à boa maneira dos gregos não se deixou ficar e respondeu com um empurrão seguido de uma cabeçada ao antigo jogador do Real Madrid. Pelo meio, o internacional espanhol haveria de cabecear à trave após cruzamento de Stephen Lichsteiner na direita. Foi o único registo ofensivo de destaque do suiço na partida. Nota-se que ainda não tem a melhor das formas físicas ao não promover a correria intensa e a capacidade de cruzamento que promove no lado direito do ataque da Juve e que tantas assistências para golo criou naquele flanco com o seu verticalíssimo jogo.

Até que, baralhando e dando novamente, aos 85″ veio o momento do jogo: numa combinação entre Vidal (entrado no jogo minutos antes para o lugar de Andrea Pirlo) e Tevez, o argentino rodopiou sobre Manolas já em desequilíbrio e rematou para corte do grego para canto. Do canto, a defesa romana haveria de aliviar a bola para o centro do terreno onde apareceu Leonardo Bonucci a finalizar de forma espectacular com um volley que daria os 3 pontos e a liderança isolada do campeonato à 6ª jornada para a equipa de Allegri. Não foi de espantar portanto, os efusivos festejos que o central da Juve efectuou assim que o árbitro da partida deu esta por terminada.

As 38 vidas de Totti

Totti

O rei dos calciatore faz hoje 38 anos.

totti 2

Totti é um dos raros exemplos hodiernos de paixão a um único clube, a AS Roma. Portanto, considere natural personificar a história dos últimos 20 anos do clube na pele do seu eterno capitão. Totti poderia ser hoje um dos jogadores com mais títulos no futebol italiano. Não o é porque nunca abdicou de jogar pelo seu clube do coração, mesmo em anos em que a Roma apresentou planteis manifestamente curtos ao nível de qualidade para lutar pelos títulos ou noutros em que Totti teve que arcar nas suas costas com a responsabilidade de carregar o orgulho romano. Restou-lhe a satisfação de saborear o scudetto em 2001 numa equipa maravilhosa que contava com grandes nomes do futebol mundial da altura como Gabriel Omar Batistuta, Aldair, Walter Samuel (hoje ainda joga ao mais alto nível na Champions pelo Basileia aos 36 anos) Cafú, Cristiano Zanetti, Eusebio DiFrancesco (na altura com 31 anos; hoje é treinador do Sassuolo), Emerson, Hidetoshi Nakata, Marcos Assunção, Dammiano Tommasi, Vincenzo Montella (actual treinador da Argentina) Marco Delvecchio ou o argentino Abel Balbo. Curiosamente esta também seria a época de estreia no clube de Daniele De Rossi, outro dos indiscutíveis hall-of-famers da equipa Romana.

Aos 38 anos, aqui fica o legado de Totti na equipa Romana e na Selecção Italiana:
– 1 Serie A em 20o0\2001
– 2 Coppa de Italia em 2006\2007 e 2007\2008
– 1 Supercopa de Itália em 2001
– Campeão Mundial em 2006
– Campeão Europeu de sub-21 em 1996
– Jogador jovem do ano na Série A em 1999
– 4 prémios de homem do jogo no Euro 2000
– Posição no melhor onze do Mundial de 2006
– Posição no melhor onze do Euro 2000
– Jogador do ano na Serie A em 2000 e 2003
– Jogador italiano do ano em 2000, 2001, 2003, 2004 e 2007
– 100 Melhores de sempre da FIFA
– 2 dos seus golos foram os melhores do ano na Serie A em 2005 e 2006
– Melhor marcador da Serie A em 2006\2007
– Bola de Ouro europeu em 2006\2007
– 5º na Bola de Ouro de 2001
– 710 jogos pela Roma
– 290 golos pela Roma
– 181 assistências pela Roma
– 58 internacionalizações séniores e 9 golos pela Squadra Azzurra
– 49 internacionalizações jovens pelas selecções italianas de sub-15 a sub-23 com 18 golos.
– Jogador com mais jogos realizados da Roma.
– Melhor marcador de sempre da história da Roma.
– Jogador com mais assistências realizadas pela Roma.
– Melhor marcador da Roma na Serie A com 235 golos
– Melhor marcador da Roma nas competições europeias com 37 golos; 16 na Champions onde também é o melhor da história dos Romanos e 21 na Liga Europa; idem.
– Jogador do clube com mais jogos realizados na Champions, na Taça UEFA\Europa League e com mais jogos realizados nas competições europeias.
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Momentos #11

FC Porto 6-0 BATE Borisov

Segundo palavras do próprio, este foi o melhor jogo da carreira de Yacine Brahimi até agora. Absolutamente demolidor.

AS Roma 5-1 CSKA Moscovo

Em Roma, Gervinho e Juan Manuel Iturbe estilhaçaram a armada russa do CSKA. Sergei Ignashevic, histórico capitão da equipa moscovita admitiu no final da partida que foi o maior pesadelo que teve em toda a sua vida. Esta equipa da Roma, é, desculpem simplesmente perfeita e demolidora do meio-campo para a frente (De Rossi, Naingolan, Strootman, Pjanic, Ljajic, Florenzi, Destro, Gervinho, Leandro Paredes. Totti e Borriello) – há mais de 10 anos que a Roma não tinha um plantel assim do meio-campo para a frente. Rudy Garcia tem a meu ver, as condições que nenhum outro treinador “romano” que tenha treinado no clube nos últimos 10 anos para finalmente devolver o scudetto à capital, cidade de Remo e Rómulo.

Breves #5

Benfica – A Benfica SAD comunicou hoje à CMVM a opção de compra de 85% da parte que não detinha da Benfica Stars Funds, fundo que será extinto no final deste mês.  A 31 de Julho, a carteira de jogadores detida pela Benfica Stars Fund, um fundo de mercado mobiliário fechado, estava cifrada em 50,4 milhões de euros contendo 15% dos direitos económicos de Nico Gaitán, 50% de Ruben Amorim, 10% de Franco Jara, 30% dos direitos económicos de Maxi Pereira, 40% dos direitos económicos de Sidnei, 20% dos direitos económicos do sérvio Filip Djuricic, 25% do sérvio Miralem Sulejmani, 25% do avançado Nélson Oliveira e 20% do uruguaio Urretaviscaya.

FC Porto – O médio Casemiro revelou ontem ao Jornal O Jogo que já se sente bem adaptado no clube azul e branco e na cidade do Porto, referindo que a transferência para o FC Porto não foi um passo atrás mas sim “3 passos para a frente”

Manchester United 1 – A imprensa inglesa aponta que os Red Devils poderão estar a preparar uma investida por Cristiano Ronaldo. O regresso de CR7 a Manchester é muito desejado pela direcção do clube e por Louis van Gaal. A proposta que a equipa de Manchester deverá fazer à equipa madrilena deverá rondar os 68 milhões de euros.

Manchester United 2 – Na sequência do altíssimo valor dispendido pela equipa de Manchester nas transferências de Falcão e Angel DiMaria, José Mourinho questionou o cumprimento das regras de fairplay financeiro por parte da equipa de Manchester. Porém, é de relembrar ao técnico português que a equipa do Norte de Inglaterra terá um encaixe fortíssimo nas suas receitas no próximo verão quando entrar em vigor o patrocínio com a Adidas. A equipa de Inglaterra afirmou que irá receber da marca alemã perto de 200 milhões de euros a pronto no próximo verão pelo contrato assinado de 4 temporadas com a marca de equipamentos desportivos, sendo que esses 200 milhões entram directamente para as receitas acumuladas na próxima temporada.

Manchester United 3\PSG – Apesar do mercado estar fechado, Louis van Gaal já pensa na abertura em Janeiro. Para o efeito, o holandês deseja dois reforços: o holandês Kevin Strootman da Roma (desejado também pelo PSG; surgiu hoje um rumor que o PSG estará disposto a dar 22 milhões de euros pelo internacional holandês mais o jovem médio Rabiot; jogador que já pediu para sair do clube parisiense) e o médio da Juventus Arturo Vidal. Para conseguir os dois médios, van Gaal e a direcção de Manchester pretendem vender já em Janeiro Juan Mata, extremo\avançado adquirido em Janeiro ao Chelsea por 45 milhões de euros.