Resumo da 3ª eliminatória da Taça

No jogo grande da ronda, disputado no Estádio do Dragão, o Sporting de Marco Silva voltar a demonstrar muita ambição perante um FC Porto de Lopetegui completamente desarrumado, desorganizado e acima de tudo intranquilo.

O Sporting mereceu por completo a vitória. Foi a equipa com mais ocasiões de golo, voltou a entrar em campo (assim como já o tinha feito no jogo a contar para o campeonato) com mais ofensividade, com mais força e com mais assertividade no meio-campo, quer no posicionamento, quer na batalha das 2ªs bolas e ressaltos, quer nos processos de construção de jogo, quer na pressão. Ao pressionar alto nos momentos-chave do jogo, a equipa orientada pelo antigo técnico do Estoril, condicionou desde logo a saída de bola a partir de trás da equipa nortenha, e limitou-se a aproveitar cabalmente duas falhas de Ivan Marcano e Casemiro. Se no lance do primeiro golo, o espanhol poderia ter feito muito melhor (não tendo opositores nas costas só teria que ter deixado aquela bola para a saída dos postes de Andrés Fernandez), no lance do golo de Nani, o brasileiro ficou muito mal na fotografia ao cometer um erro que decerto nem um iniciado o faria.

Este Porto de Lopetegui é uma equipa bastante segura. Defensivamente, a equipa não consegue fazer a devida pressão tanto no meio-campo como na defensiva. Se a dupla Adrien e João Mário jogaram e organizaram o que quiseram durante os 90 minutos por inexistência de pressão a meio-campo por parte de Herrera e Casemiro, Nani, por exemplo, jogou com total liberdade, não sendo pressionado imediatamente assim que tinha bola. Logo ao primeiro minuto poderia ter marcado naquele remate que embateu no poste de Andrés Fernandez, e ao 38º minuto marcou, aproveitando a falha do antigo jogador do Real Madrid devidamente explorada por Freddy Montero, sem que qualquer opositor nas imediações saísse imediatamente ao seu encontro para condicionar ou até mesmo bloquear o remate.

Ao nível ofensivo, os efeitos da rotatividade fazem-se sentir. Este Porto para já não tem quem carregue o piano, ou seja, não tem um verdadeiro organizador de jogo a meio-campo, capaz de ir buscar a bola aos centrais, pegar no jogo a meio-campo e organizar o jogo da equipa com criterio. No sector ofensivo, é uma equipa cujos jogadores ainda não sabem bem que terrenos ocupar. Quintero começou no meio mas encostou-se várias vezes ao flanco direito. Adrian deveria ter começado na esquerda, mas foram várias as vezes em que tentou colocar-se nas costas de Jacksou ou explorar o flanco direito, Oliver acabou por descair muitas vezes para o flanco esquerdo quando Adrian tentou procurar outros terrenos. A mobilidade é defendível em qualquer equipa, mas, a de Lopetegui peca por desposicionalidade. A equipa está desrotinada, facto que é motivado pela não-utilização de vários jogadores de forma consistente por vários jogos. À falta de rotinas teremos que somar, a falta de um organizador de jogo e as constantes perdas de bola que esta equipa promove no passe. Tudo défices provocados pela inexistência de rotinas. E as rotinas de jogo só se atingem quando existem: 1. um onze base previamente definido e trabalhado pelo treinador. 2. quando todos os jogadores sabem o que é que o treinador e os seus colegas esperam de si ao nível de posicionamento, funções, mecanismos, movimentos e comportamentos. 3. quando o modelo é finalmente trabalhado em conjunto. Se Lopetegui quer inserir um modelo parecido com o modelo do tiki taka no qual todos os jogos são controlados pelo domínio na posse de bola, isso implica que a equipa começasse antes de qualquer outro departamento de jogo, a treinar uma apurada circulação de bola, coisa que, de momento, não está nem por sombras optimizada nesta equipa do FC Porto.
E isso viu-se no sábado frente ao Sporting. Sempre que a equipa do Sporting pressionou e tapou as linhas de passe, quer na saída pelos centrais, quer no meio-campo, Herrera e Casemiro falharam imensos passes e a equipa do Porto tentou invariavelmente, porque a linha defensiva montada por Marco Silva assim o permite, jogar a bola para as costas da defesa. Foi graças a esse tipo de jogo que o Porto criou as suas maiores oportunidades de golo. Na 1ª parte Adrian apareceu por uma vez na cara de Patrício (na segunda, um assistente de Jorge Sousa assinalou mal fora-de-jogo) e Jackson aproveitou as facilidades concedidas pelos centrais do Sporting (não só o puseram em linha como nenhum deles estava a marcá-lo) para fazer o golo do empate.

Na segunda-parte, o momento decisivo foi claramente o penalty falhado por Jackson (discutível e precedido de posição irregular do avançado) quando a equipa do Porto estava próxima de obter o empate. Pode-se dizer que esta poderia ter beneficiado novamente de uma grande penalidade (com expulsão) a castigar um braço na bola de Jonathan Silva. Admito que sim. Ao cortar o livre com os pés, o jogador do Sporting demonstra uma certa intencionalidade de erguer os braços e aumentar o volume do corpo para não deixar passar aquele livre de qualquer maneira. No entanto, tal resultado seria injusto para aquilo que o meio-campo do Sporting fez (William recuperou muitas bolas e foi sereno na hora de iniciar as transições ofensivas do Sporting, ora guardando muito bem a bola quando não teve linhas de passe, ora abrindo o jogo por várias vezes para os flancos; Adrien e João Mário foram duas formiguinhas tanto no plano ofensivo como no plano defensivo; os três pressionaram imenso durante toda a partida, obrigando o meio-campo do FC Porto a errar; e sempre que o Porto furava a pressão do meio-campo do Sporting, tanto Adrien como William não tiveram pejo nenhum em matar vários lances ofensivos da equipa de Lopetegui com pequenas faltas a meio-campo impassíveis de sanção disciplinar).

Depois do penalty de Jackson, entraram Tello e Brahimi. O argelino foi duramente travado por Cedric. O lateral do Sporting fez duas faltas preciosas sobre o argelino que num lance individual, rodeado de vários jogadores do Sporting na área, quase fez o empate. Do outro lado, Jonathan Silva recorreu sempre à falta quando viu a sua posição ameaçada, demonstrando que esta equipa do Sporting não é de modas no que toca à agressividade.
Marco Silva respondeu com a entrada de Slimani para o lugar de Freddy Montero. Montero foi muito trabalhador. Não recebeu muito jogo na área, preferindo sair fora desta para colaborar com a circulação de jogo da equipa e abrir espaços, sobretudo para as incursões de Nani pelo corredor central\área. Nani, João Mário e Cedric entendem-se às mil maravilhas pelo flanco direito. E dos pés do argelino, nasceria o último golo da partida. O trabalho individual (com os pés) de Slimani frente a Marcano é fantástico (mostra a evolução que Marco Silva está a fazer com o jogador) oferecendo literalmente o golo a Carrillo que aparece muito bem na área para colher o ressalto vindo do remate do argelino.

Na Covilhã, os Leões da Serra, equipa da 2ª liga, colocaram imensas dificuldades ao plano B de Jorge Jesus para esta temporada e estiveram muito perto de fazer Taça. Excelente exibição da equipa orientada por Francisco Chaló. O Sporting da Covilhã não se deu como batido após o lance do primeiro golo, colocou muita intensidade no seu jogo, saíndo muito bem em transições rápidas, aproveitando os erros do adversário (especialmente de Loris Benito no lance do primeiro golo) e foi uma equipa extremamente pressionante em redor da sua área. Quase sempre, durante o primeiro tempo, sempre que um jogador do Benfica tinha a bola era imediatamente pressionado por um ou vários jogadores da equipa serrana.

Claro está que estas equipas são incapazes de aguentar estes ritmos de jogo mais do que 50 ou 60 minutos. A quebra física dos homens da Covilhã, permitiram que Pizzi e Jonas resolvessem o jogo com duas lindas jogadas de ataque.

Fiquei com boa impressão de 3 jogadores do Sporting da Covilhã: o trinco Nana K (sempre muito agressivo embora faltoso), o médio Traquinas e o médio que entrou para o lugar de Nana K depois deste ter visto o amarelo e não se ter controlado nas faltas (Checa; ex-Sporting de Braga B). Pareceram-me claramente jogadores com nível para alinhar na 1ª Liga.

O jogo da Covilhã deu também para entender que Jorge Jesus tem um plantel muito curto e com poucas soluções. Jonas afirmar-se-á como titular nesta equipa do Benfica. É um jogador com uma capacidade de trabalho imensa. Pizzi é uma interessante alternativa quer nas alas, quer nas costas do ponta-de-lança. Ola John poderá num ou noutro momento vir a ser decisivo com uma das suas arrancadas em velocidade. Bebé precisa de mais minutos e consequentemente mais entrosamento com os companheiros. Gonçalo Guedes, apesar de verdinho, é um jogador que tem condições para entrar na rotação do Benfica.

Por outro lado, César e Benito são jogadores sem nenhuma classe para actuar na equipa encarnada.

Os tomba-gigantes…

Foram 5 as equipas de 1ª liga que caíram. Porto e Arouca perderam naturalmente frente a adversários do mesmo escalão (Sporting e Vitória de Setúbal, respecticamente). Estoril, Boavista, Académica tombaram frente a equipas de escalões secundários.

O Estoril de José Couceiro, equipa europeia, perdeu no Estádio do Mar frente ao Varzim do Campeonato Nacional de Séniores. A turma poveira, apesar de ser um natural candidato à subida de divisão nas zonas norte desta competição (está em 2º na Série B), é uma equipa que tem passado por graves problemas financeiros nas últimas temporadas, e deverá ter os seus dirigentes a rezar para que o sorteio da 4ª eliminatória traga um grande ao Estádio do Mar ou a realização de um jogo na casa de Benfica ou Sporting. Os estorilistas poderiam ter na Taça uma excelente oportunidade para esta temporada visto que, pelo campeonato, dadas as ambições e até os planteis de Braga, Marítimo e Guimarães terem muito mais qualidade que o estorilista, muito dificilmente conseguirá a equipa da linha mais do que um campeonato tranquilo a meio da tabela.

Escandalosa foi a goleada de 4-1 sofrida pela equipa de Petit na Vila das Aves frente aquela equipa da 2ª Liga. A equipa Boavisteira até entrou melhor na partida com um golo de Idris aos 6″ mas teve dois momentos na partida que a arrasaram por completo: o final da primeira parte (dois golos de Higor Platiny aos 30 e 45+2″) e um arranque de segunda desastrosa com mais dois golos do Aves.

Escandalosa também foi a eliminação da Académica no terreno do Santa Maria (Barcelos). A equipa de Galegos de Santa Maria, militante na Serie B do CNS, é uma equipa que aposta imenso na Taça. Na última época, equipa na qual fez a sua formação Hugo Vieira, em 2013\2014 eliminou ali, no Estádio das Devesas, o Nacional da Madeira por 1-0 (ficando perto de eliminar o Setúbal no Bonfim na eliminatória seguinte) e na época anterior.

De entre as 13 equipas da 2ª liga presentes na ronda (5 já tinham sido eliminadas na 2ª eliminatória; Santa Clara, Académico de Viseu, União da Madeira, Leixões, Farense e Portimonense), a Taça trouxe mais 4 eliminações, quase todas em confronto directo entre equipas deste escalão. O Atlético já tinha eliminado o Beira-Mar na Tapadinha por 3-0 na sexta-feira. A Olhanense foi eliminada no Algarve pelo Oriental de Lisboa. O Tondela forçou o Penafiel da 1ª liga às grandes penalidades no Estádio 25 de Abril e Sporting da Covilhã foi eliminado pelo Benfica.

Já não continua em prova qualquer equipa dos distritais do futebol português. As equipas dos distritais tem acesso à Taça pela vitória na Taça de cada distrito. As últimas equipas a cair foram o Amora da AF de Setúbal (derrota na Feira por 5-1), o Real Massamá da AF Lisboa (perdeu 2-1 em Barcelos frente ao Gil Vicente num jogo que foi muito complicado para a equipa de José Mota; o Real empatou o jogo aos 80 minutos e o Gil só venceu graças a um golo de Diogo Viana aos 87″) e o Alcaíns da AF de Castelo Branco, equipa que foi goleada em Braga por 4-1.

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O Olheiro #3 – Jonas, o incansável guerreiro

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Instigado pela necessidade manifestada por Jorge Jesus da equipa encarnada possuir um avançado que acrescente golos, necessidade essa deixada em aberto pelas saídas de Rodrigo e Óscar Cardoso, Luis Filipe Vieira viu fora do mercado de transferências uma oportunidade de ouro para satisfazer o apelo do seu treinador. Pode-se dizer que a contratação de Jonas por parte da equipa da Luz é um autêntico negócio ao custo de oportunidade: dado o seu potencial e aquilo que pode acrescentar à equipa encarnada, a sua contratação a custo zero fora da janela de mercado, é uma daquelas contratações que só acontecem 1 vez a cada 20 anos da história de um clube. Por outro lado, também se pode dizer que o projecto do Benfica foi aquele que aos olhos do brasileiro se tornou o mais apelativo, daí ter sido veículado o facto do brasileiro ter revisto em baixa as suas exigências salariais para envergar a camisola da turma portuguesa.

Jonas é um daqueles avançados que corresponde na íntegra à tipologia do avançado brasileiro: é muito rápido de processos, gosta de se imiscuir na construção de jogo da equipa, é um finalizador q.b (basta ver o rácio de golos\jogos pelos clubes por onde passou) e acima de tudo é um avançado raçudo, cujas movimentações constantes são um autêntico quebra-cabeças para as defesas adversárias. Jonas é um daqueles avançados que não se coibe de ir buscar jogo atrás ao meio-campo, aos dois flancos, capaz de se orientar muito bem junto da linha defensiva num primeiro momento para criar linha de passe num segundo para as costas desta, capaz de elaborar portentosos lances individuais em velocidade com finalização, e, frio na hora de atirar à baliza. O Benfica tem aqui, portanto, um avançado completo, capaz de acrescentar muita velocidade ao futebol encarnado (ideal para jogar ao lado de um avançado com características semelhantes como o é Lima; apesar de Lima não ter o seu poder de finalização; e atrás de uma linha média que Jesus pretende, a médio-prazo, jogar a uma velocidade estonteante como de resto é, uma das características do futebol ofensivo dos encarnados desde que o técnico nascido na Amadora está no comando técnico do clube)

Jonas rescindiu com o Valência no último dia de mercado. Sem espaço num plantel que conta com 3 alternativas de peso capazes de garantir à equipa orientada por Nuno Espírito Santo uma soma espectável de 40 golos (Paco Alcacer, Rodrigo; o primeiro já é um convocado indiscutível de Del Bosque para o próximo ciclo de 2 anos da selecção espanhola; o 2º poderá ter o seu espaço na selecção espanhola e só o não o tem desde já porque na titularidade da Roja existe um fenómeno chamado Diego Costa) e fruto do facto de ser extra-comunitário, o Valência não teve outra solução senão reduzir a sua folha salarial e dispensar o brasileiro nas últimas horas do último dia do mercado de transferências. Acredito que o brasileiro tenha escolhido o projecto do Benfica por 3 razões:
– A 1ª e mais importante, pelo facto de vir para Lisboa ser titular da equipa encarnada, possibilidade que não lhe era granjeada por outros interessados europeus aos seus concursos como o caso do Tottenham (a equipa londrina tem Soldado e Harry Kane como pretendentes principais à frente do ataque dos Spurs).- A 2ª e não menos importante é a possibilidade de aos 30 anos poder jogar num clube que tem a ambição de renovar o seu título numa liga competitiva como é a Portuguesa e na Liga dos Campeões.
– A competitividade poderá devolver o avançado à canarinha. Jonas não esconde o desejo de voltar à selecção brasileira, agora orientada novamente por Dunga. Apesar do próximo mundial ser um sonho quase impossível (em 4 anos, não só o futebol brasileiro renova-se a uma velocidade estonteante, facto que levará a que jovens talentos surjam e se constituam como escolhas mais adequadas para a sua selecção, como o jogador já será apanhado pela idade em 2018), dada a escassez de opções para a posição existente actualmente no futebol brasileiro, Jonas poderá aproveitar bem esta lacuna caso consiga render satisfatoriamente na equipa portuguesa para se constituir como uma alternativa à equipa que Dunga levará à próxima Copa América.

Breves #11

Benfica 1 – Benfica e Jonas chegaram a acordo. O internacional brasileiro de 30 anos será reforço do Benfica, assinando pelo clube encarnado numa transferência a custo zero. Relembro que apesar do mercado de transferências ter sido encerrado no passado dia 1 de Setembro, a Liga Portuguesa assim como algumas ligas estrangeiras aceitam inscrições de jogadores que estejam sem contrato no momento da sua contratação. O Jornal A Bola bem como a TSF avançam que o jogador deverá ter reduzido o seu ordenado base em Valência em 40% para assinar pela equipa encarnada, podendo vir a auferir um valor próximo dos 600 mil euros anuais.

Benfica 2 – O Benfica inaugura a 4ª jornada da Liga Portuguesa no Bonfim, defrontando às 20:30 o renovado Vitória de Setúbal de Domingos Paciência.

Manchester United – Alguns órgãos de comunicação social britânicos tem afiançado que o Manchester United já terá inquirido o seu parceiro de negócios Jorge Mendes, empresário de Cristiano Ronaldo, quanto à possibilidade do astro português regressar à equipa britânica na próxima temporada. Os Red Devils deverão ter uma verba de 68 milhões disponível para oferecer ao Real Madrid pelos serviços do português. O Guardian afirma na sua edição online que Ronaldo não pretende mudar-se para Manchester, mas, tudo indica que Mendes já estará a tentar convencer o jogador a pressionar a direcção do Real a vendê-lo no próximo verão. A contratação de Ronaldo também poderá estar inserida na estratégia da Adidas, novo patrocinador do clube a partir da próxima temporada, para a América do Norte, região do globo onde a marca alemã tem vindo a perder alguma quota de mercado. A presença de Ronaldo em Manchester poderá enquadrar-se na estratégia de recuperação de perdas que a marca alemã pretende para aquele mercado.

Barcelona

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A equipa catalã pediu autorização à Liga Espanhola para utilizar pela primeira vez em Nou Camp o equipamento Senyera, 3º equipamento do clube, no jogo deste fim-de-semana frente ao Athletic de Bilbao. Depois do Guardian ter afirmado que actuais e antigos jogadores da equipa catalã como Andrés Iniesta, Gerard Piqué, Carles Puyol, José Maria Bakero ou Sergi terem estado ontem na marcha pela independência que ocorreu nas ruas da cidade condal nos festejos do Dia Nacional da Catalunha, o clube negou ontem que a utilização de um equipamento com as históricas cores da bandeira catalã tenha interesses políticos. Contudo, o referendo da independência que será levado a cabo pelo governo regional catalão aos cidadãos daquela região está próximo.

Por mais que o clube catalão tente negar o seu envolvimento em jogadas políticas de cariz separatista e independentista, é inegável o seu papel na causa e o poder de mobilização que o clube tem junto da sociedade catalã.

Barcelona 2 – Xavi afirmou ontem que nos últimos dias de mercado recebeu uma chamada do seu antigo treinador no clube catalão Pep Guardiola onde este o tentou convencer a transferir-se para o clube bávaro. O técnico espanhol prometeu ao jogador, segundo palavras do próprio, dobrar o salário que actualmente aufere no clube culé. O fervoroso fã do Barcelona, único clube que conheceu na carreira de jogador, recusou a proposta e afirmou estar feliz com as suas novas funções no plantel orientado por Luis Enrique.

Breves #6

Liga de Clubes – Mário Figueiredo, preto no branco, sobre Joaquim Oliveira e a Olivedesportos e a pressão que certos clubes estão a sentir para ceder aos interesses do grupo que detém grande parte dos direitos televisivos da Liga Portuguesa – “Os clubes que me apoiam têm sido crucificados. Há uma pressão muito grande. Eu não tenho inimigos, defendo princípios, os interesses dos clubes e a integridade das competições. Não se justifica que uma pessoa que não tem nada a ver com futebol é que decida quanto paga ao clube A ou B. Há filhos e enteados”.

Benfica – Segundo o Jornal Record, o irmão de Jonas aterra amanhã em Lisboa para negociar a possível transferência do brasileiro para a Luz. Existe o rumor que uma equipa do Qatar terá feito proposta ao avançado de 30 anos.

Breves #1

No Sporting, Islam Slimani deverá renovar nos próximos dias com o clube de Alvalade. O argelino irá auferir o triplo daquilo que aufere actualmente no clube leonino. A proposta salarial rondará os 600 mil euros liquidos no clube de Alvalade. Para tal, o jogador foi persuadido a ficar mais uma temporada, devendo ser vendido assim que existir uma proposta nunca inferior a 15 milhões de euros. O jornal A Bola noticia na edição de hoje que o Hull deverá ter feito uma proposta a rondar os 12 milhões de euros, proposta essa que foi declinada pelo presidente Bruno de Carvalho.

No Benfica, Sunderland, Tottenham, Corinthians, São Paulo, Grémio, Villareal e Lazio são algumas das equipas que se juntaram ao clube encarnado na disputa por Jonas, avançado brasileiro de 30 anos que rescindiu com o Valência às 23 horas espanholas de segunda-feira. O principal problema dos encarnados na contratação do avançado é o avultado vencimento que o jogador pretende para se tornar jogador da equipa encarnada: cerca de 1 milhão de euros anuais líquidos. O jogador mostrou-se agradado com a ideia de vestir as cores do Benfica. No entanto, o Tottenham também apresentou uma proposta ao jogador e este não descarta uma passagem pela Premier League. O Grémio também terá uma palavra a dizer visto que tem capacidades financeiras para cobrir as exigências do jogador e é, como se sabe, o clube de lançamento do avançado. No Grémio, o brasileiro marcou 108 golos em 131 jogos nas duas passagens pelo clube entre 2006 e 2008 e 2009 e 2011.