breves #32

Liga dos Campeões – Na sequência da exposição do Sporting à UEFA, o organismo já fez chegar em comunicado à direcção do Schalke 04 a manifestação promovida pelos leões. A SAD do Sporting Clube de Portugal queixou-se à UEFA da arbitragem do russo Serguei Karasev na partida em questão, manifestando todo o interesse em uma de duas soluções: a repetição do jogo ou a indeminização (por parte da UEFA ou do clube adversário) em 500 mil euros, valor a que o Sporting tinha direito caso o erro de arbitragem no lance da bola na de Jonathan Silva não fosse cometido. O empate na Champions League vale precisamente a atribuição de um prémio pecuniário no respectivo valor. A direcção do Schalke está a estudar a situação, tendo um dos seus mais altos dirigentes feito um comentário irónico contra o sistema de árbitros de baliza inserido nas provas organizadas por aquele organismo. Horst Heldt criticou Michel Platini, afirmando que o líder da UEFA está de parabéns porque o sistema “realmente funciona”.

A repetição da partida será a meu ver um facto praticamente impossível. Nunca naquela competição, dados os erros de arbitragem grosseiros que foram praticados em tantas partidas, algumas delas em fases muito adiantadas da prova (lembro-me daquele Chelsea vs Barcelona ou do roubo descarado que foi a passagem do Borussia de Dortmund às meias-finais em 2013 naquela eliminatória contra o Málaga com 2 erros de arbitragem escandalosos cometidos a favor da equipa alemã nos minutos finais da partida da 2ª mão; no ano passado, aconteceu uma situação semelhante em Amesterdão num Ajax vs Milan com a marcação de um penalty fantasma que deu o empate ao Milan no último minuto) ocorreu existir uma repetição de uma partida por culpa de um erro de arbitragem grosseiro. A repetição da partida seria a criação de um fenómeno novo da prova, fenómeno ao qual a UEFA manifesta-se completamente contra, apesar dos incentivos que tem manifestado ao fairplay ao longo dos anos de existência da competição.

Por outro lado, a “ficção jurídica” de um empate (não-desportivo) por intermédio de uma indeminização de meio milhão de euros, aplaude-se do ponto de vista financeiro mas desvirtua por completo o objectivo da verdade desportiva e camufla os erros cometidos pela arbitragem, não sancionando quem deve ser sancionado. Ou seja, neste caso, os 6 árbitros presentes na partida.

A UEFA já anunciou que vai decidir na terça-feira o protesto apresentado pelo Sporting. Um porta-voz da UEFA explicou à Lusa que a queixa tem por base  o artigo 50 do regulamento disciplinar da entidade que tutela o futebol europeu e que enquadra três alíneas: «Erro evidente do árbitro, clara violação das regras por parte do árbitro com influência decisiva no resultado final» e ainda «qualquer outro incidente que tenha influência decisiva no resultado».

 O Sporting também já respondeu às declarações de Jorge Jesus. O treinador do Benfica lamentou-se que o clube também já foi prejudicado gravemente nas provas da UEFA (referindo-se à eliminatória de há 2 anos frente ao Chelsea nos quartos-de-final e ao jogo de Leverkusen da edição desta época). Bruno de Carvalho aproveitou as declarações para afirmar que o Sporting está disponível para conversar “seja com quem for” em prol de uma visão comum para melhorar o futebol português.

Liga Europa –

As cenas são lamentáveis. Há muito que o hooliganismo dos adeptos britânicos não se fazia sentir na Europa. Os adeptos do Everton envolveram-se em escaramuças com os adeptos do Lille e com a polícia daquela cidade, antes e depois do jogo da Liga Europa que opôs as duas equipas (empate a 0 bolas). Tudo deverá começado na quarta-feira quando um grupo afecto aos Ultras do Lille atacou violentamente várias dezenas de adeptos da equipa inglesa numa zona de esplanadas da cidade. A resposta dos ingleses não demorou muito, provocando um autêntico cenário de batalha durante a tarde e noite de ontem.

O comportamento verificado pelos adeptos dos dois clubes está a ser investigado pela UEFA. O organismo poderá executar sanções contra os dois clubes, sanções essas que podem ir desde a punição básica de realização de jogos à porta fechada para os mesmos ao impedimento expresso de venda de bilhetes para os adeptos dos dois clubes nos jogos que terão que realizar fora.

FC Porto –

lopetegui

As declarações do treinador do Porto na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Arouca:

“Não acredito em verdades absolutas. Tratamos sempre de apresentar a equipa que achamos que vai ser melhor para cada jogo em específico. Não queremos terminar a primeira volta com cinco pontos de vantagem, queremos é ganhar a Liga e para isso traçamos um caminho e queremos seguir nele. Estamos bem na Champions e cada onze depende das necessidades de cada jogo. Todos no FC Porto são iguais. Há uns que jogam mais, mas isso não garante nada”.

A rotatividade do plantel será, portanto, para manter. Essa mesma rotatividade de plantel é a principal crítica dos adeptos ao trabalho do espanhol no comando técnico do clube. Aproveitando as declarações de Jackson Martinez, nas quais o colombiano pedia aos adeptos para não assobiarem os jogadores (referindo no entanto que compreende o descontentamento destes), o espanhol aproveitou o momento para frisar que prefere “ser assobiado” em detrimento dos jogadores.

Servia

Euro 2016\UEFA – A UEFA anunciou em comunicado oficial a decisão pendente para a reunião de ontem em relação aos acontecimentos do Sérvia vs Albânia e as respectivas sanções que as cenas mereceram por parte da Comissão de Controlo de Ética e Disciplina daquele organismo.

Pelo facto dos albaneses terem abandonado o terreno de jogo e se terem recusado a jogar, os albaneses perderam o jogo por 0-3 sendo ainda multados em 100 mil euros. Os Sérvios vencem ficticiamente a partida visto que os 3 pontos também lhes serão subtraídos pelos actos cometidos por jogadores e adeptos. (Justiça salomónica). Os sérvios também foram multados em 100 mil euros e punidos com 2 jogos à porta fechada, jogos que serão cumpridos frente à Dinamarca e Arménia. Nenhum jogador das duas selecções foi punido com jogos de castigo.

Juventus – O clube italiano anunciou a renovação de Paul Pogba até 2019. O jogador irá auferir um ordenado líquido de 4,5 milhões de euros por temporada, 3 vezes mais do que aquele que auferia no clube de Turim até hoje.

Sporting – Shikabala ainda não compareceu em Alvalade mas reapareceu publicamente no Cairo num jogo de futebol de 5 com estrelas mediáticas daquele país. O jogador também informou que tem a sua mansão à venda, facto que pode indiciar que o Sporting não lhe tem pago o ordenado. O jogador está sob alçada disciplinar do clube de Alvalade.

Marco Silva continua a preparar a recepção ao Marítimo para a 8ª jornada da Liga. Islam Slimani será a grande ausência da partida do lado da equipa lisboeta. O departamento médico do Sporting reavaliou o estado físico do jogador, concluíndo que este não abandonou a partida frente ao Schalke por problemas musculares graves. Deverá trabalhar de forma condicionada nos próximos dias, não sendo opção para o jogo deste fim-de-semana.

Luis Filipe Vieira\Jorge Nuno Pinto da Costa – O jornal A Bola referiu na sua edição em papel que os dois dirigentes terão almoçado juntos na Mealhada depois da reunião de presidentes de clubes profissionais realizada em Coimbra na 2ª feira.

Luis Duque é efectivamente o candidato que ambos apoiam para a presidência da Liga de Clubes.

Manchester United – A equipa britânica anunciou que o antigo guarda-redes do Barcelona Victor Valdés vai treinar-se durante algumas semanas com o plantel às ordens de Louis Van Gaal. O guarda-redes continua livre. Valdés continua a recuperar de uma lesão contraída em Março, existindo a possibilidade de assinar pela equipa de Manchester.

Luis Suarez

Luis Suárez – Véspera de superclássico em Espanha. O Barcelona soube por intermédio do TAS e da FIFA que pode utilizar Luis Suárez no jogo contra o Real Madrid. Luis Enrique confirmou na conferência de imprensa desta manhã que o uruguaio encontra-se em boas condições físicas e será opção para o jogo que se irá realizar amanhã pelas 18 horas espanholas (17h portuguesas) no Santiago Bernabéu.

Em entrevista ao Sport, o jogador confessou que nunca mais irá morder um adversário, referindo que foram milhares as pessoas que lhe perguntaram se o voltaria a fazer ou se estaria arrependido do acto cometido no Mundial perante Giorgio Chiellini.

Andrea Agnelli – O presidente da Juventus aplaudiu a decisão tomada em Assembleia Geral de accionistas do Inter que visa tornar Massimo Moratti presidente honorário do clube milanês, apesar de já não ser o principal accionista da equipa (agora é o indonésio Erick Thorir).

Inter de Milão – Walter Mazzarri pediu à direcção milanesa a contratação do lateral direito do Bayer de Leverkusen Giulio Donati. Donati tem tido uma utilização intermitente no plantel dos farmacêuticos, partilhando a titularidade com a outra opção para o sector, o croata emprestado pela Roma Tim Jedjav. Donati poderá sair de Leverkusen por perto de 6 milhões de euros. Mazzarri deverá pretender utilizar o jogo como ala direito, num flanco no qual tem como opções Yuto Nagatomo (também poderá fazer o flanco esquerdo, pertencente a Dodô), Danilo D´Ambrosio e Hugo Campagnaro (actualmente lesionado, mas uma opção válida para aquele flanco apesar de jogar preferencialmente como central exterior direito no esquema de 3 centrais de Mazzarri).

 

 

breves #28

Liga de Clubes – A repetição do acto eleitoral para a direcção do organismo já tem uma nova data marcada: 27 de Outubro. Um dos candidatos no primeiro acto eleitoral, entretanto anulado, já anunciou que não irá concorrer no novo acto eleitoral. O ex-presidente do Nacional da Madeira Rui Alves (o vício jurídico na candidatura de Rui Alves encontrava-se no facto de não ter sido esclarecida a saída da SAD nacionalista, entretanto efectuada em prol de Margarida Camacho) anunciou hoje que não irá submeter-se a novo escrutínio.

Num comunicado divulgado durante o dia de hoje, Rui Alves afirma as razões que o levaram a construir um projecto para a direcção do organismo e esclarece que desiste do novo acto eleitoral porque o presidente da mesa da AG da Liga (Carlos Deus Pereira) não soube interpretar as diferenças entre inelegibilidades e incompatibilidade de candidatura ao cargo à luz dos estatutos do organismo.

Parece-me claro, pelo conhecimento de causa que o presidente do Nacional parece demonstrar em relação à injusta distribuição de verbas que é realizada no futebol português, em específico pela Liga de Clubes, uma das bandeiras programáticas de outro candidato, neste caso do seu actual presidente em funções (Mário de Figueiredo) que o voto do Nacional nas próximas eleições deverá cair neste.

albania

Federação Albanesa – O presidente da Federação Albanesa de Futebol pretende uma investigação séria e independente aos factos ocorridos na terça-feira em Belgrado no Sérvia vs Albânia. O líder do futebol albanês afirmou que os jogadores da dita selecção “foram alvo do lançamento de um pedaço de betão, pedras, moedas e isqueiros” antes e durante o decorrer da partida em Belgrado por parte dos adeptos sérvios assim como alvo de gritos estridentes por parte destes a desejar a morte aos Albaneses. Armando Duka afirma que acima de qualquer outra suspeita, os seus jogadores foram vítimas de um comportamento racista, xenófobo e violento por parte dos adeptos sérvios, realçando que aquando da saída da equipa para os balneários, alguns jogadores foram agredidos por agentes de segurança e outros agentes da Federação Sérvia que se encontravam à entrada para o túnel de acesso aos balneários.

Michel Platini – Mais uma ideia louca capaz de estragar o futebol do líder da UEFA. Platini defende que as equipas possam fazer 5 substituições durante a partida. Por um lado concordo com a ideia mas por outro lado é uma ideia que poderá fomentar o anti-jogo, sendo que, nesta ideia, advoga a possibilidade das equipas fazerem duas substituições ao intervalo e 3 durante o decorrer do jogo.

O líder da UEFA também defendeu hoje no lançamento do livro de sua autoria “Parlons Football”, onde de resto apresenta estas e outras tantas ideias para “revolucionar” o futebol, a existência de um cartão branco, um novo cartão que serviria de punição intermédia entre o amarelo e o vermelho, garantindo uma sanção de 10 minutos ao jogador ao qual fosse exibido esse cartão por constantes protestos contra a actuação do árbitro. Este cartão, segundo o presidente da UEFA, servirá somente para estes propósitos que se estão a tornar, segundo palavras do próprio “uma epidemia no futebol mundial”. Não considero também uma ideia válida. Para punir estes actos já existe o cartão amarelo. Basta apenas que os árbitros sejam mais rigorosos no acto de mostrar o cartão a quem prevarique constantemente no decurso das partidas e alguma coragem para expulsar os jogadores que continuem a protestar com veemência depois de receberem um amarelo.

O presidente da UEFA também defendeu a possibilidade dos juízes de baliza entrarem dentro do campo para avaliar mais decisões do que aquelas que se passam na grande área assim como advogou a necessidade de eliminar com a “tripla penalização” (penalty, expulsão directa e suspensão) sempre que um jogador indiferenciado travar um oponente na área como último defesa. Esta última ideia é absolutamente ridícula constituíndo-se quase como um benefício para os infractores.

Michel Platini 2 – O presidente da UEFA aproveitou a ocasião para lançar umas farpas à perpetuação de Blatter na presidência da FIFA: “A FIFA funciona muitas vezes como uma máquina eleitoral ao serviço da manutenção de um homem. (…) É a sua principal característica (…) Não virá desta longa prática do poder uma vontade e uma capacidade de o conservar a todo custo?”

“A FIFA prospera graças ao maná que representa o Campeonato do Mundo de futebol, a cada quatro anos, mas ao mesmo tempo tem as federações [na mão] através da redistribuição deste mesmo maná. “Com mais de quatro mil milhões de dólares em receitas geradas pelo Mundial de 2014, não é normal que o programa Goal (investimentos em infraestruturas) tenha um orçamento anual ridículo, abaixo dos 40 milhões de dólares” – criticou com toda a razão o líder da UEFA. Acrescento mais: com 40 milhões de dólares, quase todos cativos para investimentos em infra-estruturas nos países mais desenvolvidos na modalidade quando deveriam ser investidos na sua maioria nos países que não possuem (boas) infra-estruturas para a prática desportiva.

William Carvalho –

william

O site italiano TuttoMercato publicou hoje uma notícia que dá conta do interesse do Milan no trinco leonino. Segundo o referido site, Adriano Galliani estará disposto a arranjar 35 milhões para fazer uma proposta ao Sporting pelo internacional português. O passe de William Carvalho está na posse do Sporting (60%) e pelo fundo Sporting Portugal Fund, fundo que era até há bem pouco tempo detido e gerido pela Espirito Santo Fundos de Investimento, agora pertença do Novo Banco. Foi este o fundo que adquiriu 40% dos direitos de económicos do jogador em Agosto de 2011 já sob a presidência de Godinho Lopes por 400 mil euros. O Sporting ainda não conseguiu negociar a recompra desta percentagem dos direitos económicos do jogador que tem contrato com a equipa leonina até 2018 e uma clásula de rescisão (não-negociável por Bruno de Carvalho numa possível transferência para outro clube) de 45 milhões de euros.

APAF – José Fontelas Gomes afirmou hoje que a Liga de Clubes se comprometeu a pagar os 25% dos salários em falta (desde Setembro) e prémios de jogo aos árbitros dos escalões profissionais.

Liga de Clubes 2 – A Liga de Clubes vive com enormes carências financeiras. O organismo não tem os seus orçamentos relativos a esta e à temporada passada aprovados pelos clubes. Gasta cerca de 12 milhões de euros na organização das provas oficiais que organiza (Liga e Taça da Liga), menos 9 milhões que as suas receitas.

Rolando – O Inter tentou negociar com o FC Porto nos últimos dias a desvinculação do central português. Rolando quer sair do FC Porto visto que não é opção para Lopetegui. Falou-se da possibilidade de ser emprestado na reabertura de mercado ao West Bromwich Albion da Premier League, equipa onde joga actualmente Silvestre Varela.

O director-geral do Inter Piero Ausilio não chegou a bom porto nas negociações com a SAD Portista: “”Rolando tem 29 anos e contrato até 2016. O FC Porto não o liberta e eu não pretendo voltar a negociar com eles” – disse o dirigente nerazzurri ao TuttoSport.

Selecção Romena – Apesar do 2º lugar do grupo de apuramento para o Euro 2016 e da conquista de 7 pontos em 9 possíveis, Victor Piturca e a Federação Romena decidiram terminar por mútuo acordo o contrato do treinador com a Federação Romena sem justificação aparente, poucos dias após o empate contra a Hungria (1-1) e a vitória na Finlândia (0-2). Lazlo Boloni, Cosmin Contra e Dan Petrescu são os 3 grandes candidatos à posição de seleccionador romeno.

Under-21 Premier League Internacional Cup – Já estão lançadas as bases para a primeira grande competição internacional no escalão de sub-21. A competição irá disputar-se em Inglaterra em Janeiro. FC Porto e Benfica são os únicos representantes lusos na prova que irá contar com a participação de clubes como Chelsea, Norwich, Manchester City, Schalke 04, Leicester, Borussia de Moenchagladbach, Fulham, West Ham, Everton, Sunderland, SV Eindhoven, Celtic e Villarreal.

Daniel Wass – O antigo jogador dinamarquês do Benfica Daniel Wass (passou pelo clube da Luz sem ter feito qualquer jogo oficial), jogador do Evian da Ligue 1, despertou a cobiça de Brandon Rodgers e José Mourinho. O defesa\médio direito está em alta neste início de temporada.

Lucas Ocampos – O Daily Mail dá conta que o Chelsea estará interessado no argentino que o Mónaco recrutou em 2012 ao River Plate. Os Blues estarão dispostos a oferecer 22 milhões de euros ao clube monegasco já na reabertura de mercado em Janeiro.

Dante – A viver na Alemanha há 8 anos, o central do Bayern de Munique revelou que pretende tornar-se cidadão alemão. Quero tornar-me alemão. Gostaria de permanecer na Alemanha após o fim da carreira e isso seria mais fácil se tivesse passaporte” – o jogador aproveitou também a entrevista concedida ao Bild para afirmar que não tem certeza do seu regresso à selecção. Com Dunga no comando técnico da selecção, o central nunca mais voltou a ser convocado.

thiago alcantara

Thiago Alcântara – O jogador espanhol do Bayern de Munique sofreu uma nova lesão queo irá retirar dos relvados por um longo e indeterminado período de tempo. O médio voltou a sofrer a mesma lesão que já o tinha retirado dos relvados por vários meses (e impedido de participar no campeonato do mundo) ou seja, uma rotura parcial do ligamento interno do joelho direito. Foi submetido a uma intervenção cirurgica na terça-feira e irá enfrentar um longo período de recuperação. O jogador afirmou nas redes sociais que vai continuar a lutar para regressar em grande aos relvados.

John O´Shea – O internacional irlandês de 33 anos, capitão do Southampton, renovou com o clube até 2017.

William Gallas –

gallas

O defesa francês anunciou hoje o final da carreira ao L´Equipe. Aos 37 anos, Gallas estava a jogar no Perth Glory da Liga Australiana. O polivalente defesa formado nas escolas do Racing Colombes 92 de Paris e no Centro Técnico Nacional de Formação Francesa de Clairefontaine jogou ao mais alto nível durante 19 anos no Caen, Marselha, Chelsea, Arsenal, Tottenham e Perth Glory. Foi internacional sub-20, sub-21 e AA pela França por 98 vezes (84 delas AA). Ganhou a Ligue 2 pelo Caen em 1996, 2 Premier League ao serviço do Chelsea com José Mourinho (Gallas chegou a ter problemas com Mourinho pelo facto de não querer actuar como defesa esquerdo), uma Taça da Liga pelo Chelsea em 2005, uma Supertaça Inglaterra em 2005 e uma Taça das Confederações pela Selecção Francesa em 2003. Viveu os seus tempos áureos como jogador a central (era impetuoso, muito agressivo, forte no jogo aéreo, muito faltoso mas também muito irregular) no Arsenal de Wenger entre 2006 e 2010.

Juventus – O TuttoSport adiantou em primeira mão ontem que os históricos proprietários da Juventus (a família Agnelli sob a responsabilidade de Andrea Agnelli) pretendem adquirir o controlo de uma SAD em Portugal para servir de clube satélite da Juve. Aproveitando as potencialidades que o futebol português oferece no desenvolvimento de jogadores com potencial, existe uma hipótese da família Agnelli assumir o controlo de um clube da 1ª liga para rodar jogadores por empréstimo da Juve, colocar jogadores extra-comunitários sem espaço nos quadros do clube de Turim ou contratar e rodar jovens talentos que tem saído da formação nacional. O site aponta o Belenenses e o Boavista como possíveis candidatos à recepção de uma proposta por parte dos holders do grupo FIAT. A família Agnelli terá 5 milhões para investir a curto prazo no clube que adquirir. O Granada, clube detido pela família Pozzo (detentora também da SPA da Udinese) é outra das hipóteses que estará a ser equacionada.

CAN – Mesmo apesar do Ministério do Desporto Marroquino ter enviado para a Confederação Africana de Futebol um pedido de adiamento para a competição (que se irá disputar em Janeiro e Fevereiro naquele país) por causa da epidemia de Ébola que tem assolado todo o continente, a entidade que tutela o futebol africano prometeu analisar o pedido no dia 2 de Novembro na reunião que irá ter lugar na Argélia mas afiançou que este não terá grandes probabilidades de diferimento.

A Organização da Prova, a cargo do Ministério do Desporto Marroquino, veio hoje afirmar que a prova não se irá realizar em território marroquino devido à epidemia.

“Vimo-nos obrigados a retirar-nos como sede da Taça de África das Nações de 2015, com efeito imediato, com o intuito de preservar a saúde dos nossos cidadãos. estamos dispostos a assumir as consequências”, declarou uma fonte do Ministério dos Desportos de Marrocos ao portal Supersport. A organização deu 3 soluções à CAF: adiar a prova para 2016, assumir a realização da prova de 2017 ou renunciar totalmente e assumir as consequências ao nível desportivo. A renúncia pode implicar uma sanção que impeça selecções e clubes marroquinos de participar nas provas organizadas pela CAF durante 6 anos.

Marrocos também detém neste momento os direitos de organização do Campeonato do Mundo de Clubes no próximo mês de Dezembro. Contudo, como a prova não deve ser afectada por um fluxo migratório considerável de cidadãos oriundos de países a braços com fortes surtos epidémicos, esta não está em risco.

Crónica #17 – Juventus 3-2 AS Roma

Empatadas na liderança da prova com 15 pontos após 5 jornadas, totalmente vitoriosas no que ao plano doméstico concerne, Juventus e Roma enfrentaram-se num primeiro tira-teimas em Turim. Com um record de golos de 10-0 para a Juve em 5 jogos e 9-1 para a Roma, esperava-se o melhor de dois mundos, futebolísticamente falando: um interessante jogo de ataque entre duas equipas com uma mentalidade diferente (a Juve de Allegri é uma equipa que privilegia acima de tudo equilíbrio enquanto a Roma de Garcia é claramente uma equipa de ataque) no qual as defesas também pudessem firmar os seus créditos. O jogo cumpriu os requisitos do primeiro objectivo mas não cumpriu os objectivos do 2º, pois apesar de Mbiwa por exemplo, ter sido um dos melhores da Roma em campo, 3 dos 5 golos da partida foram alcançados da marca de grande penalidade a castigar faltas na área. No final da partida fiquei com a sensação que são as únicas equipas capazes de lutar pelo título da Serie A

Os dois treinadores puderam contar com quase todo o plantel disponível para o embate. Do lado da Juve, Max Allegri não contou com nenhuma ausência de peso dentro do seu plantel. Já Rudy Garcia apenas não pode contar com os lesionados Daniele De Rossi e Kevin Strootman. Allegri fez alinhar o seu onze-tipo, esquematizado no habitual 3x5x2. Rudy Garcia também não modificou o onze que tem apresentado nos últimos jogos da equipa Romana, voltando a encher o meio-campo com Seydou Keita e Raja Naingollan e um tridente de ataque formado por Iturbe, Gervinho e Francesco Totti. Na baliza Romana voltou a jogar o jovem polaco Lukasz Skorupski.

O árbitro da partida foi Gianluca Rocchi. Rocchi teve o condão de ajuizar quase certeiramente todos os lances passíveis de actuação da arbitragem num jogo em que os jogadores complicaram imenso a vida ao experiente árbitro italiano fiorentino de 41 anos, quer no campo das acções técnicas quer no campo das acções disciplinares, com uma postura muito faltosa e sobretudo muito quezilenta. Sentindo a tensão do momento, na minha opinião, o árbitro tentou preservar o jogo com 11 jogadores de cada lado até ao fim. Agindo com assertividade nos 3 penaltis que assinalou (o da Roma foi assinalado por indicação do auxiliar) e nas expulsões de Alvaro Morata e Kostas Manolas, Rocchi descomplicou um jogo difícil e teve critério. Dúvidas apenas restaram no lance do primeiro penalty assinalado à Juve, no sentido em que não ficou por esclarecer o posicionamento de Maicon quando cortou o livre de Pirlo com o braço. Depois de ver as imagens televisivas por várias vezes, parece-me que o jogador corta em cima da linha de grande área, havendo lugar à marcação do castigo máximo.

A Juventus iniciou o jogo por cima, como de resto lhe competia pelo facto de estar a jogar em casa. Correndo o risco de deixar muito espaço no miolo para o meio-campo da equipa romana circular a bola em progressão (Naingollan por exemplo foi ávido a fazê-lo) a equipa da casa tratou de montar o cerco à baliza adversária nos primeiros minutos, tanto ofensiva como defensivamente, através de um jogo mais vocacionado para o poder de fogo de Fernando Llorente e de uma pressão asfixiante a todo o terreno que não deixava a Roma sair a jogar a partir de trás.
Só a partir dos 16 minutos é que o meio-campo romano começou finalmente a desempenhar a sua função distributiva, tendo para efeito os seus jogadores que sair de um jogo posicional estático para um jogo posicional muito móvel, no qual até Gervinho e Totti por exemplo, vieram bastas vezes a meio-campo procurar jogo e oferecer linhas de passe aos companheiros com bola. Nesta primeira parte, a Roma tomou um ascendente maior na partida quando Pjanic começou a pegar no jogo e a variar a bola entre flancos à procura de alguém capaz de criar desequilíbrios pelas alas. Quase sempre esse desequilibrador foi Gervinho, se bem que, no primeiro tempo Iturbe aproveitou bem as subidas de Asamoah e a falta de comunicação entre o ganês e Chiellini (tanto Chiellini como Cáceres tem a obrigação de fechar as alas quando os alas estão mais balanceados no ataque) e teve algum espaço para atacar o flanco ou flectir para dentro na folga de espaço existente nas costas do ganês que o central não cobriu com a sua atenção ao eixo central onde Totti e Gervinho tentavam atrair as marcações sempre que a bola era jogada pelo flanco direito da Roma.

A primeira grande oportunidade para a Juve viria apenas ao minuto 21 num lance em que Bonucci, sentindo-se confortável a transitar o meio-campo com bola aplicou um dos seus portentosos passes longos para uma incursão de Marchisio à área. Recebendo a bola do seu central com conta, peso e medida, o médio distribuidor da Juve conseguiu soltar-se da oposição de 2 jogadores romanos e atirou cruzado para fora da baliza da Roma.

Defensivamente, a Roma foi baixando o bloco para defender o intenso jogo entre linhas que a Juve gosta de incutir durante as partidas. Totti teve a missão neste primeiro tempo de ser o homem mais avançado da equipa romana, quase sempre posicionado junto de Andrea Pirlo. Na primeira parte foi comum ver o histórico capitão a perseguir Pirlo e a tentar anular o seu efeito construtivo. A pressão de Totti a Pirlo fez com que Seydou Keita e Naingollan conseguissem interceptar alguns passes a meio-campo. No entanto, foi precisamente num lance em que Totti derrubou Pirlo no flanco esquerdo a 30 metros da baliza que surgiu o lance que iria dar o primeiro golo aos bianconeri: Pirlo cobrou a falta e atirou à barreira da Roma. Maicon saiu da barreira para abordar o lance e, apesar de ter a cara para trás, cortou a bola com o braço. Rocchi assinalou de imediato penalty e Tevez não falhou na cara de Skorupski com um penalty clássico: guarda-redes para a direita, bola para a esquerda. Num primeiro momento, como o jogador brasileiro tem a cara para trás e tenta proteger a mesma com o uso do braço, pensa-se que o lance não foi intencional. Contudo, nota-se num 2º momento que Maicon já tinha saído da barreira com o intuito de proteger a sua baliza com um acto fora das regras. Os jogadores da Roma protestaram muito com o árbitro da partida, mas, ao fim ao cabo, deveriam mostrar mais no ataque do que aquilo que estavam a mostrar até então. Do banco da Roma, Rudy Garcia fez para o árbitro o gesto de um “violinista” como que a dizer que os beneficiados em itália são sempre os mesmos. O gesto valeu-lhe imediata expulsão do banco de suplentes.

O jogo recomeçou e a Roma balanceou-se mais no ataque muito por graças da velocidade de pensamento de Raja Naingollan. O belga fez uma enorme exibição: recuperou bolas a meio-campo, deu velocidade aos processos de jogo da equipa através da rapidez com que pensou e executou cada lance onde teve a bola nos pés e pelas suas rápidas incursões pelo corredor central. À passagem da meia-hora seria numa falta dura de Marchisio sobre o belga de origem indonésia que a Roma chegaria à igualdade: livre batido para a área e, após o corte de um defesa da Juve, o árbitro assistente comunicou com o árbitro principal e viu aquilo que Rocchi não viu – um puxão ostensivo (e infantil, diga-se) de Stephen Lichsteiner a Francesco Totti longe do sítio para o qual Pjanic bateu o livre. A cena digna de um wrestler valeu o empate aos Romanos e como se o erro de Lichsteiner não fosse completamente despropositado só por si, valeu um cartão amarelo a Leonardo Bonucci por protestos. Francesco Totti também levou um amarelo depois de ter comemorado o golo junto dos adeptos da Roma.

Depois da abertura de hostilidades, o jogo ficou quentinho e cheio de picardias. Melhor, menos bem jogado e bem mais durinho. Tevez e Holebas protagonizaram uma cena (o grego derrubou o argentino numa disputa no ar e o argentino respondeu com um empurrão no solo) que levaria os 22 jogadores a envolver-se numa troca de empurrões e palavras mais azeda.

O defesa actuou…

Aos 35″ e 40″ minutos, o central Mapou Mbiwa (que exibição fantástica deste internacional francês com origem na República Central Africana) negou o 2º golo da Juve na sequência de dois livres batidos por Andrea Pirlo: no primeiro, negou o golo quase certo a Pogba com uma antecipação de cabeça. No segundo, tirou o golo a Tevez no ressalto de um mau alivio da defensiva Romana para os pés de El Apache. O central revelou imensa coragem ao oferecer o corpo ao morteiro que o argentino tinha disferido. Impecável no jogo aéreo e no desarme, o central que a Roma contratou ao Newcastle foi um dos homens em destaque na equipa Romana. Só não me arrisco a dizer que foi o homem do jogo da turma de Rudy Garcia porque Gervinho tinha planos para fazer mais e melhor até ao final da partida.

Faria 3 minutos depois: bola na esquerda, recepção de Gervinho, flecção em progressão do costa-marfinense para o miolo e um fabuloso passe para a diagonal de Iturbe perante a passividade da defensiva bianconera. O argentino não desperdiçou aquela bola e consumou a reviravolta no marcador aos 43″.
Com o gás todo, o costa-marfinense voltou a enfrangalhar a muralha defensiva da Juve com um rapidíssimo lance em contragolpe pela esquerda no qual deixou Cáceres para trás (o uruguaio não aguentou o esforço de perseguição ao costa-marfinense e reabriu a lesão na coxa que o tem impedido de contribuir mais para a equipa no último mês; já é a 2ª vez no espaço de poucas semanas que sai a queixar-se da coxa) correu meio-campo com a bola sem qualquer pressão vinda de um jogador da Juve, flectiu para o meio e atirou por cima da baliza de Buffon. Se o compatriota de Didier Drogba, a cumprir a 2ª época em Roma depois de uma experiência frustrante em Londres tinha dado outro destino ao seu remate, a Juve dificilmente voltaria a re-entrar na discussão da partida…

Como reentrou naquela falta inútil

de Pjanic sobre Pogba num lance em que Seydou Keita ainda estava à frente do francês e poderia facilmente ter anulado a investida do jogador da Juve. Tevez não perdoou e voltou a colocar a bola no lado esquerdo da baliza da Roma, desta vez com um remate mais puxado ao ângulo, restabelecendo a igualdade a 2.

Na 2ª parte, o jogo recomeçou com a substuição que imperava no lado da Juve. Ogbonna voltou a substituir Cáceres a meio de um partida já que o uruguaio saiu ainda antes do fim da primeira parte directamente para os balneários.

Depois de uma primeira parte intensa, o jogo baixou de ritmo. A diminuição do ritmo de jogo permitiu, por exemplo, que Paul Pogba entrasse na partida. Até aos 55″ o francês mal se viu na partida e quando pode ter a bola nos pés encostado ao lado esquerdo do ataque da Juve, congelou todas as investidas ofensivas da Vecchia Signora. Aos 50″ rematou por cima da baliza da Roma e 5 minutos depois, tomando o gosto, recebendo à entrada da área um passe de Marchisio por entre as linhas defensivas da Roma, passou pelo meio de 2 defensores romanos baqueando ao terceiro com um remate desconchabado para a linha lateral.

A Roma voltou a pegar na partida, temporariamente, a partir deste lance. Com um futebol muito simples, bem flanqueado e com diversas soluções promovidas pelas investidas individuais de Gervinho na esquerda, pela variação de jogo constante feita por Pjanic e pela rapidez de processos e soluções promovida por Naingollan, os Romanos voltaram a incomodar a baliza de Gigi Buffon quando Gervinho na esquerda arrancou em velocidade para ganhar a linha de fundo a Ogbonna e tocou para trás para Pjanic com o bósnio totalmente solto de marcação a atirar para defesa de Buffon. A Roma poderia começar a lamentar-se do seu triste fado: só perdeu em Turim porque foi uma equipa incapaz de fazer capitular a Juventus em dois momentos chave: o lance de Gervinho após o 2-1 e este de Pjanic que decerto iria quebrar os níveis anímicos da equipa da casa.

Prevendo a possibilidade de vencer em Turim, Rudy Garcia arriscou e fez entrar Florenzi para o lugar de Iturbe. O internacional italiano sub-21 poderia dar a dinâmica aquele flanco que Iturbe já não estava a dar, aproveitando a maior tendência de Asamoah para subir no terreno e o facto de Giorgio Chiellini já ter um amarelo. Allegri respondeu com a entrada de Morata.

O espanhol haveria de ficar ligado a uma das incidências negativas da partida com a expulsão após entrada duríssima sobre Manolas, a que o grego, à boa maneira dos gregos não se deixou ficar e respondeu com um empurrão seguido de uma cabeçada ao antigo jogador do Real Madrid. Pelo meio, o internacional espanhol haveria de cabecear à trave após cruzamento de Stephen Lichsteiner na direita. Foi o único registo ofensivo de destaque do suiço na partida. Nota-se que ainda não tem a melhor das formas físicas ao não promover a correria intensa e a capacidade de cruzamento que promove no lado direito do ataque da Juve e que tantas assistências para golo criou naquele flanco com o seu verticalíssimo jogo.

Até que, baralhando e dando novamente, aos 85″ veio o momento do jogo: numa combinação entre Vidal (entrado no jogo minutos antes para o lugar de Andrea Pirlo) e Tevez, o argentino rodopiou sobre Manolas já em desequilíbrio e rematou para corte do grego para canto. Do canto, a defesa romana haveria de aliviar a bola para o centro do terreno onde apareceu Leonardo Bonucci a finalizar de forma espectacular com um volley que daria os 3 pontos e a liderança isolada do campeonato à 6ª jornada para a equipa de Allegri. Não foi de espantar portanto, os efusivos festejos que o central da Juve efectuou assim que o árbitro da partida deu esta por terminada.

Crónica #9 – AC Milan 0-1 Juventus

milan

Depois de duas vitórias consecutivas, uma delas categóricas por 6-3 ao Parma, os adeptos rossoneri decidiram brindar a entrada da equipa no primeiro clássico da época com uma mensagem muito bonita: “Un anno di rabbia per tornare grandi” ou como quem traduz para português “Um ano de raiva para voltar a ser grande”

O regresso de Allegri a San Siro

Era um dos focos de interesse da partida. Mais de meio ano depois, Massimiliano Allegri voltou a San Siro, desta feita para jogar contra a última equipa que orientou antes da Juve e pela qual foi campeão na época 2010\2011. Allegri foi provavelmente um dos mais injustiçados treinadores do Milan. No ano que se seguiu ao scudetto pela turma milanesa, foi traído pela direcção de Galiani, que, num piscar de olhos lhe tirou as estrelas da equipa com Zlatan Ibrahimovic e Thiago Silva à cabeça. A estes dois seguiram-se Antonio Cassano, Jerome Boateng, Alberto Aquilani ou Andrea Pirlo. Allegri foi despedido e readmitido várias vezes por Galiani e por Silvio Berlusconi, vivendo durante pelo menos 2 anos sob constante ameaça de despedimento. Até que na época passada, os terríveis resultados da equipa levaram a que a direcção do Milan finalmente cortasse as vazas ao treinador e o substituísse por um dos seus maiores criticos, o holandês Clarence Seedorf.

Vencendo nas 2 primeiras jornadas da Série A, o jogo de San Siro servia de teste às reais capacidades desta nova equipa de Milão comandada pelo histórico (nas duas equipas) Pipo Inzaghi.

Com várias ausências por lesão ou castigo, casos do guarda-redes contratado ao Real Madrid Diego Lopez, dos centrais Mexés, Alex ou Daniele Bonera, e dos médios Riccardo Montolivo (o playmaker da equipa) e Michael Essien, o antigo avançado da Squadra Azzurra foi obrigado a mudar no onze, principalmente no eixo da defesa, posições que sem impedimentos de maior são ocupados normalmente por Cristian Zapata e Philip Mexes.
Inzaghi fez então alinhar num sistema táctico 4x3x3: Christian Abbiati, Mattias DeSciglio na esquerda, Cristián Zapata e Adil Rami no eixo defensivo e Ignazio Abate na esquerda, um meio-campo em triângulo constituído por Nigel De Jong como médio mais recuado, Andrea Poli na direita e Sulley Muntari na esquerda; na frente do ataque, Keisuke Honda voltou a ocupar o lugar de extremo-direito (falta claramente um extremo direito a esta equipa; Inzaghi estará à espera que Bonera regresse de lesão para meter o central\lateral no posto de lateral-direito de forma a subir Abate no terreno), Jeremy Menez na esquerda e Stephen El-Sharaawy na frente do ataque.

Já Max Allegri não pode contar para esta partida com o cérebro Andrea Pirlo e com o defesa Andrea Barzagli. Arturo Vidal recuperou a tempo de dar o seu contributo na partida mas começou o jogo no banco. Alinhando basicamente no esquema herdado por António Conte (actual seleccionador italiano), a Juventus alinhou com: Gigi Buffon; o habitual eixo de 3 centrais constituído por Giorgio Chiellini, Leonardo Bonucci e Martin Caceres, Stephen Lichsteiner como ala direito, Kwadwo Asamoah como esquerdo; um meio-campo em triangulo invertido constituído por Cláudio Marchisio (com funções de organização de jogo), Paul Pogba como médio interior esquerdo e Roberto Pereyra (emprestado pela Udinese) no direito e um ataque formado pela dupla Fernando Llorente e Carlitos Tevez. Em destaque durante a semana passada, o argentino detonou os estreantes suecos do Malmo na 1ª jornada da Liga dos Campeões com 2 golos. El Apache está a passar por um grande momento de forma e também, pode-se dizer, por um grande momento da sua carreira em Turim.

Estava claramente à espera de um jogo mais aberto. A Juventus acabou por sair vencedora porque de facto foi a única equipa que criou oportunidades de golo para merecer os 3 pontos perante uma equipa de Milão que é bastante organizada, defende bem, sai relativamente bem em contra-ataque (ora por Menez, ora por El-Shaarawy) mas revela alguma dificuldade para fazer circular a bola em ataque organizado, principalmente quando está a ser pressionada a toda a largura do terreno e alguma lentidão no seu sector de meio-campo.

O grande Nicola Rizzoli, na minha opinião o melhor árbitro do mundo, deu inicio a uma partida onde a Juventus quis mandar no jogo de imediato através da posse de bola. Cedo se percebeu que a equipa do Milan iria tentar conter a turma bianconera através de uma defesa baixa muito bem organizada, com alguma pressão executada ao portador do esférico e com algumas marcações individuais (casos de Poli a Pogba ou Muntari a Roberto Pereyra), esperando por uma oportunidade para sair em rápidas acções em contra-ataque com poucos jogadores. Por norma, com os 3 da frente. Descurando pressão ao construtor de jogo (Claudio Marchisio) a estratégia de Inzaghi passava por não deixar que tanto o francês como o argentino articulassem o jogo vindo do seu 8 para a frente de ataque, de forma a obrigar a equipa de Allegri a praticar um jogo mais directo (para Llorente; contudo tanto Zapata como Rami são jogadores com skills no jogo aéreo) ou para as alas à procura da velocidade dos dois alas da equipa, devidamente cobertos pelos laterais do Milan (assumiram durante toda a partida uma missão totalmente defensiva) devidamente ajudados por Honda e por Nigel De Jong. O Holandês foi novamente incansável. Correu milhas para dar estabilidade defensiva no miolo dos rossoneri.

Já na maneira de defender da Juve, Allegri não mexeu uma única palha em relação ao sistema construído por Conte. Com Bonucci a controlar El-Shaarawy, Chiellini tinha a responsabilidade de marcar Honda enquanto Cáceres teria que anular Menez, permitindo que os seus alas adoptassem uma postura mais ofensiva.
A equipa piemontese tratou imediatamente de pressionar alto para obstruir a saída de jogo do Milan, fazendo uma marcação apertada ao primeiro construtor de jogo, o holandês Nigel De Jong. Com DeJong altamente condicionado, sem que Zapata seja aquele central que goste de sair a jogar (o colombiano esteve muito certinho no primeiro tempo quando foi chamado a intervir tanto em antecipação a Tevez ou Llorente sempre que solicitados, tanto no desarme) a equipa do Milan não conseguiu assentar o seu jogo.

A primeira ocasião de perigo viria aos 6″ com o argentino Roberto Pereyra a rematar de fora-da-área em zona central, sem aparente pressão de um homem do Milan por cima da barra de Christian Abbiati. Com um início de jogo algo faltoso (num lance aéreo Cáceres saltou por cima de Menez e cravou-lhe os pitons na zona da bacia) desde logo se evidenciou uma luta em particular que haveria de marcar toda a partida (Marchisio\Muntari; o ganês e o italiano disputaram com rispidez muitas bolas a meio-campo, cometendo ambos muitas faltas. Com o decorrer da partida, o italiano assentou o seu jogo e foi dele que nasceram os principais lances de perigo dos bianconeri enquanto o ganês ficou-se apenas pelo jogo faltoso. Prendendo em demasia a bola a meio-campo com as suas acções individuais algo inconsequentes, é imperceptível a razão pela qual o antigo jogador do Portsmouth ainda tem lugar no plantel deste Milan. Mesmo com Allegri, Muntari rendia muito mais jogando à frente do terreno dada a sua apetência para aparecer na área ou à entrada desta a finalizar jogadas.
O jogo foi decorrendo com alguns nervos de parte a parte, com muitos passes falhados e sem que uma equipa se evidenciasse. Se do lado milanês Jeremy Menez aparecia nos primeiros 20 minutos em todo o lado (a carregar a equipa para a frente em transições rápidas pela zona frontal, na esquerda e em tarefas defensivas), do lado da Juve era sobretudo Roberto Pereyra quem criava linhas de passe aos colegas perante uma equipa de Milão muito bem organizada.

Uma das raras ocasiões de golo dos milaneses viria ao minuto 27″ quando Muntari cruzou da esquerda para a área onde apareceu Honda entre Chiellini e Bonucci a cabecear para defesa em voo de Gigi Buffon. O japonês foi bem estorvado num momento limite por Chiellini. A partir deste lance, os rossoneri voltaram a entregar a posse à Juve, evidenciando-se a partir daí Claudio Marchisio no pensamento de jogo dos homens de Turim.

À passagem da meia-hora, Marchisio picou a bola para a entrada da área para um esforço construído pela excelente entrada de Roberto Pereyra na área, o argentino amorteceu com um toque subtil para trás, permitindo a entrada de Tevez na cara de Abbiati. O veterano guarda-redes da equipa de Milão resolveu com uma defesa para canto. Circulando a bola com mais paciência, a Juve ameaçava: aos 33″ Roberto Pereyra tabela à entrada da área com Llorente e remata para defesa para o lado de Abbiati. Neste preciso minuto, Allegri teve que mexer pela primeira vez na equipa tirando Caceres devido a um problema físico (o uruguaio estava a ser o mais agressivo e o mais invasivo dos centrais da equipa quando tinha bola) para a entrada de Angelo Ogbonna.

Poucos minutos depois a Juventus voltou a carregar, tendo como o verdadeiro carregador de piano Claudio Marchisio: primeiro picou a bola de zona central para a área, apanhando a desmarcação perfeita de Bonucci. O central tentou enganar o guardião milanês com um pente no esférico mas a bola saiu por cima. Creio que se Bonucci tem feito apenas uma simulação para deixar passar o passe tenso de Marchisio, Abbiati estaria batido. Um minuto depois seria o próprio Marchisio a ensaiar a meia distância com a bola a ir embater com estrondo no poste direito da baliza do AC Milan. Neste lance, o remate foi permitido graças a um bloqueio legal de Llorente a Zapata. Num movimento dentro da lei, o espanhol passou à frente do central não deixando que este fosse fazer oposição ao remate do seu companheiro de equipa.

Até ao intervalo, o Milan tentou responder através de um remate na direita de Jeremy Menez que levou Buffon a defender tal bola rápida como mandar os manuais de instrução dos guarda-redes, ou seja, com os punhos para os lados.
Ao intervalo, apesar de não ter jogado um futebol vistoso, a Juve já justificava a vantagem perante um Milan ultradefensivo e um bocado vazio de ideias no ataque.

Se a primeira parte foi pouco intensa, o ritmo do início da 2ª haveria de cair ligeiramente. Desaparecido na primeira parte, Paul Pogba colocou mais à esquerda junto à linha. Com outra atitude, se na primeira parte Marchisio acrescentara mais objectividade à equipa, na 2ª, Pogba acabaria por ser decisivo nos 3 pontos conquistados pela Juve em Milão.

Num primeiro momento, aos 58″ Pogba recuperou uma bola a meio-campo a Muntari, numa daquelas situações em que o ganês se mostrou lesto a soltar a bola em terrenos proibidos e rematou com algum perigo à baliza de Abbiati. O seu remate haveria de ser desviado por um defensor.
Num segundo momento, o francês começou a por a sua inteligência em campo para abalar as fortes estruturas defensivas da equipa de Inzaghi com processos ofensivos simples, ora tentando acções individuais de 1×1 na esquerda, ora iniciando um carrossel de tabelinhas com Tevez, Marchisio e Pereyra a meio-campo para furar rapidamente o povoadíssimo miolo milanês. Não deixando o Milan sair de trás com pressão alta, facto que obrigou a equipa milanesa a bombear bolas para a frente à procura essencialmente de Menez (tudo muito confortável para os centrais da Juve), a equipa de Allegri tratou de montar a teia onde Pogba foi a aranha-mestre de tudo quando Marchisio colocou em Pogba à entrada da área e o francês, arrastando consigo 3 defensores que se encontravam nas suas imediações libertou nas costas para a entrada de Tevez já na área e consequente remate triunfal na cara de Abbiati. Cínica as always esta equipa da Juve só precisou de apanhar o primeiro erro de posicionamento dos defensores milaneses na 2ª parte para marcar o único golo da partida.

Inzaghi mexeu na equipa e no sistema táctico. Primeiro com a entrada do antigo jogador da Atalanta Bonaventura em campo para o lugar de El-Shaarawy (muito apagado), depois com a entrada de Torres para o lugar de Poli e Pazzini para o lugar de Honda, fazendo a equipa alinhar num 4x4x2 com Menez à direita, Bonaventura à esquerda e uma dupla de ponta-de-lanças constituída por Torres e Pazzini. Sem grandes efeitos práticos. Tanto o espanhol (entreante na equipa milanesa) como o extremo\avançado contratado à equipa de Bergamo foram inofensivos. Durante os 20 minutos finais, o Milan foi incapaz de esboçar uma reacção ao golo da Juve, não criando uma única jogada de perigo. Após o golo, Allegri jogou muito bem ao refrescar o flanco direito com a entrada do brasileiro Romulo para o lugar do apagadíssimo Steph Lichsteiner e com a entrada de Vidal para refrescar o miolo. O Chileno refrescou a batalha do meio-campo, secou Muntari e em dois lances ainda recebeu dois mimos (uma entrada a varrer que valeu o amarelo ao ganês e uma cotovelada) do jogador africano. Pelo meio, as duas equipas reclamaram ambas uma grande penalidade: a primeira num lance em que Rami protegeu o esférico de Pogba (o africano deixou-se cair à procura de mais) e noutra em que Jeremy Menez, ao tentar ultrapassar Claudio Marchisio com uma finta dentro da área aproveitou a estabelecidade posição do médio em sua oposição para tentar arrastar o pé junto do pé do adversário para cravar uma grande penalidade.

Vitória justa da Juventus perante um Milan que necessita de mais criatividade e acima de tudo de mais qualidade de soluções de plantel para poder finalmente regressar aos grandes exitos na Série A. Contudo, a equipa milanesa estará no bom caminho para conseguir sacar um lugar europeu nesta época.

Momentos #10

Grupo A – Olympiacosa 3-2 Atlético de Madrid

No Piréu, os gregos do Olympiacos continuam a manter o impecável registo que construído nas últimas edições da prova. O regressado Mitroglou marcou um golo espantoso (regressou ao Olympiacos 9 meses depois de ter sido vendido para o Fulham por 13 milhões de euros) e o holandês Ibrahim Affelay, desaparecido desde que foi adquirido pelo Barcelona há uns anos atrás, voltou a dar um ar da sua graça num jogo em que a defesa do Atlético de Madrid (principalmente Siqueira e Godin) foram mais permissivos e permeáveis do que o normal.

Grupo A – Juventus 2-0 Malmo.

No novo Dell´Alpi, o apache Carlos Tevez selou com génio a vitória tranquila da Juventus perante os suecos do Malmo. Pode-se dizer que dadas as situações de perigo criadas pela equipa bianconeri, os suecos, estreantes na Champions, resistiram até onde puderam.

Grupo C

Mónaco 1-0 Bayer Leverkusen

No Louis II no Mónaco, aconteceu a grande surpresa da jornada de ontem. A frágil equipa monegasca bateu o Bayer de Leverkusen por 1-0 com golo de João Moutinho. A equipa orientada por Roger Schmidt pode queixar-se apenas de si própria: os alemães dispuseram de 5 ocasiões flagrantes de golo mas não aproveitaram nenhuma.

Grupo D

Borussia de Dortmund 2-0 Arsenal

Ciro Immobile já começou a mostrar serviço a Jurgen Klopp. A portentosa arrancada protagonizada pelo antigo avançado do Torino, melhor marcador da Série A na temporada passada, mandou ao fundo a talentosa armada de Arsène Wenger. O italiano marcou assim o seu 1º golo de carreira na champions, 2º na temporada, começando a justificar os 16 milhões dispendidos à Juve e Torino (era detido em co-propriedade pelos dois clubes) pela sua contratação bem como os 7 milhões de euros anuais que aufere em Dortmund.

 

Breves #5

Benfica – A Benfica SAD comunicou hoje à CMVM a opção de compra de 85% da parte que não detinha da Benfica Stars Funds, fundo que será extinto no final deste mês.  A 31 de Julho, a carteira de jogadores detida pela Benfica Stars Fund, um fundo de mercado mobiliário fechado, estava cifrada em 50,4 milhões de euros contendo 15% dos direitos económicos de Nico Gaitán, 50% de Ruben Amorim, 10% de Franco Jara, 30% dos direitos económicos de Maxi Pereira, 40% dos direitos económicos de Sidnei, 20% dos direitos económicos do sérvio Filip Djuricic, 25% do sérvio Miralem Sulejmani, 25% do avançado Nélson Oliveira e 20% do uruguaio Urretaviscaya.

FC Porto – O médio Casemiro revelou ontem ao Jornal O Jogo que já se sente bem adaptado no clube azul e branco e na cidade do Porto, referindo que a transferência para o FC Porto não foi um passo atrás mas sim “3 passos para a frente”

Manchester United 1 – A imprensa inglesa aponta que os Red Devils poderão estar a preparar uma investida por Cristiano Ronaldo. O regresso de CR7 a Manchester é muito desejado pela direcção do clube e por Louis van Gaal. A proposta que a equipa de Manchester deverá fazer à equipa madrilena deverá rondar os 68 milhões de euros.

Manchester United 2 – Na sequência do altíssimo valor dispendido pela equipa de Manchester nas transferências de Falcão e Angel DiMaria, José Mourinho questionou o cumprimento das regras de fairplay financeiro por parte da equipa de Manchester. Porém, é de relembrar ao técnico português que a equipa do Norte de Inglaterra terá um encaixe fortíssimo nas suas receitas no próximo verão quando entrar em vigor o patrocínio com a Adidas. A equipa de Inglaterra afirmou que irá receber da marca alemã perto de 200 milhões de euros a pronto no próximo verão pelo contrato assinado de 4 temporadas com a marca de equipamentos desportivos, sendo que esses 200 milhões entram directamente para as receitas acumuladas na próxima temporada.

Manchester United 3\PSG – Apesar do mercado estar fechado, Louis van Gaal já pensa na abertura em Janeiro. Para o efeito, o holandês deseja dois reforços: o holandês Kevin Strootman da Roma (desejado também pelo PSG; surgiu hoje um rumor que o PSG estará disposto a dar 22 milhões de euros pelo internacional holandês mais o jovem médio Rabiot; jogador que já pediu para sair do clube parisiense) e o médio da Juventus Arturo Vidal. Para conseguir os dois médios, van Gaal e a direcção de Manchester pretendem vender já em Janeiro Juan Mata, extremo\avançado adquirido em Janeiro ao Chelsea por 45 milhões de euros.