Momentos #45

O primeiro golo do Atlético de Madrid frente aos Suecos do Malmo é uma autêntica obra de arte. Futebol ofensivo muito positivo. A equipa de Madrid está a dar-se muito bem em ataque organizado, contra equipas que estão neste momento a adoptar contra si o mesmo modelo que deu frutos para a equipa de Simeone na temporada transacta.  O resultado de 5-0 fez transparecer que o Atlético de Madrid não teve dificuldades vencer a partida. Muito pelo contrário. A equipa espanhola conseguiu tal resultado fruto de uma capacidade tremenda de furar as profundas linhas defensivas dos suecos com um jogo de paciência construído através de rapidíssimas combinações entre os seus jogadores de ataque.

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Markus Rosenberg

Já não é um jogador jovem, conta com os seus 32 anos e com um currículo modesto na Europa do futebol. Deu os primeiros passos para a bola no Malmö e hoje voltou a fazer história nesse que é o clube do seu coração, afinal nunca o Malmö tinha conseguido marcar um golo na Champions e Markus foi o primeiro a consegui-lo, como se isso não bastasse, foi o primeiro a bisar na prova com a camisola azul bebé dos nórdicos.
A história começa em Janeiro de 2001 quando Markus Rosenberg subiu de junior à equipa principal do Malmö, talvez um dos jovens mais talentosos que a formação dos Suecos tivera até então. Durou 3 anos este enlace e a escassez de jogos fez com que o jovem Rosenberg pedisse para sair, foi emprestado ao Halmstads. Em Janeiro de 2005 voltou a casa, mas em Julho o talento do miúdo que era a esperança para suceder a Henrik Larsson na selecção Sueca, despertou o interesse do Ajax que prontamente o levou para a Holanda. Durou 2 anos esta aventura e no pico da carreira o Werder Bremen quis e levou para a Alemanha o matador nórdico, numa transferência que valeu 5M€, uma pechincha.
Após a aventura Alemã a sua carreira estagnou, foi emprestado ao Racing Santander, foi para a Premier League para o WBA numa transferência livre e por fim, no último Verão voltou a casa para ajudar o Malmö, o seu clube do coração a garantir o acesso à Champions.
No maior desafio da sua carreira, Rosenberg respondeu positivamente logo no seu primeiro jogo após regresso, onde entrou logo com um brilhante golo que haveria de colocar o Malmö na fase de grupos da Champions. Hoje, voltou a deixar os adeptos nórdicos em delírio, além de ter apontado o primeiro golo de sempre da equipa na Champions, bisou e deu a primeira vitória na Liga Milionária, só por isto já valeu a pena o seu regresso ao clube do coração e mais importante que isso, esta é a prova que o coração e o amor incondicional a um clube ainda vale um pouco mais que os milhões de ordenado que se ganham por aí…

Momentos #10

Grupo A – Olympiacosa 3-2 Atlético de Madrid

No Piréu, os gregos do Olympiacos continuam a manter o impecável registo que construído nas últimas edições da prova. O regressado Mitroglou marcou um golo espantoso (regressou ao Olympiacos 9 meses depois de ter sido vendido para o Fulham por 13 milhões de euros) e o holandês Ibrahim Affelay, desaparecido desde que foi adquirido pelo Barcelona há uns anos atrás, voltou a dar um ar da sua graça num jogo em que a defesa do Atlético de Madrid (principalmente Siqueira e Godin) foram mais permissivos e permeáveis do que o normal.

Grupo A – Juventus 2-0 Malmo.

No novo Dell´Alpi, o apache Carlos Tevez selou com génio a vitória tranquila da Juventus perante os suecos do Malmo. Pode-se dizer que dadas as situações de perigo criadas pela equipa bianconeri, os suecos, estreantes na Champions, resistiram até onde puderam.

Grupo C

Mónaco 1-0 Bayer Leverkusen

No Louis II no Mónaco, aconteceu a grande surpresa da jornada de ontem. A frágil equipa monegasca bateu o Bayer de Leverkusen por 1-0 com golo de João Moutinho. A equipa orientada por Roger Schmidt pode queixar-se apenas de si própria: os alemães dispuseram de 5 ocasiões flagrantes de golo mas não aproveitaram nenhuma.

Grupo D

Borussia de Dortmund 2-0 Arsenal

Ciro Immobile já começou a mostrar serviço a Jurgen Klopp. A portentosa arrancada protagonizada pelo antigo avançado do Torino, melhor marcador da Série A na temporada passada, mandou ao fundo a talentosa armada de Arsène Wenger. O italiano marcou assim o seu 1º golo de carreira na champions, 2º na temporada, começando a justificar os 16 milhões dispendidos à Juve e Torino (era detido em co-propriedade pelos dois clubes) pela sua contratação bem como os 7 milhões de euros anuais que aufere em Dortmund.