Tempos e Resultados – Ligas Europeias

La Liga

Em Espanha, toda a gente já está a fervilhar por causa do clássico da próxima jornada. No Warm-Up para o grande jogo do próximo fim-de-semana, Ronaldo voltou a superar-se no Cidade de Valência na goleada infligida pelo Real ao Levante enquanto Messi marcou na vitória folgada do Barcelona frente ao Eibar por 3-o e encurtou para 2 golos a distância que o separa do recorde do histórico Telmo Zarra. Caso marque 2 ou 3 golos no Bernabéu, Messi poderá até parar a partida por breves momentos para ser homenageado como co-detentor do record de golos na Liga Espanhola ou até detentor do novo recorde a bater. Pelo meio, o Real terá que receber o Liverpool para a Champions assim como o Barcelona terá que disputar também uma partida. Nada que tire o sono a Ancelotti e seus pares dado o percurso mediocre que os Reds tem vindo a executar neste início de temporada. O clássico está definitivamente na cabeça de madridistas e catalães.

O maior destaque da 8ª Jornada da Liga Espanhola foi a vitória do Deportivo sobre o ascendente Valência no Riazor. A equipa de Victor Fernandez fez uma primeira parte de sonho, mostrando ter espantado durante as duas semanas de pausa toda a insegurança defensiva que vinha demonstrando até então. Aproveitando as falhas da defensiva e do meio-campo Valenciano, na hora de atirar à baliza, os Galegos não perdoaram e puseram na tabela classificativa a primeira mancha no percurso imaculado da equipa de Nuno Espírito Santo. O treinador português tratou de afirmar na conferência de imprensa que a “equipa não perderá duas vezes seguidas”.

Fortíssimo continua o Sevilla. A equipa de Unai Emery aproveitou a derrota do Valência para ascender à 2ª posição do campeonato a 3 pontos do Barça. Carlos Bacca e Kevin Gameiro deram a vitória por 2-0 no terreno do levante.
Para Lopetegui ver foi o empate do Athletic no San Mamés a 1 bola frente ao Celta de Vigo. Aduriz colocou os bascos na liderança aos 6″. Nolito empatou na 2ª parte.
Com dois golos no El Madrigal, o internacional Nigeriano Uche colocou o Villareal de Marcelino Garcial Toral em lugares europeus. Sem ganhar continua o Córdoba.

liga espanhola 4

Na próxima jornada teremos o clássico. Real Madrid e Barcelona defrontam-se no Bernabéu no Sábado pelas 17 horas (hora portuguesa). O Valência recebe o Elche, o Sevilla recebe o Villareal e o Atlético fará uma curta deslocação aos arredores para defrontar o Getafe no Coliseum Alfonso Perez.

Málaga e Rayo Vallecano defrontam-se no Rosaleda. Em caso de vitória de uma das equipas e derrota do Villareal ou Celta, uma delas poderá ascender aos lugares europeus. Prevê-se uma luta interessante pelo 6º lugar na Liga Espanhola entre estas equipas e, possivelmente a Real Sociedad e Athletic de Bilbao se ambas começarem a inverter os péssimos resultados que tem realizado. São duas equipas com enorme valor que tem capacidade para mais.

Premier League

liga inglesa 3

No campeonato de terras de Sua Majestade, os 3 da frente à partida para a 8ª jornada venceram os seus desafios. West Ham e Liverpool também venceram, reaproximando-se da frente e aproveitando para ultrapassar o Manchester United que não foi além de um empate em Birmingham perante o West Bromwich Albion de Silvestre Varela e Georgios Samaras. O Arsenal voltou a baquear, desta vez em casa frente ao Hull. Recapitulemos:

Jogo com muitas cores e muitos sabores. O Manchester City vs Tottenham tinha tudo para ser um daqueles jogos épicos que só a Liga Inglesa nos consegue proporcionar. Pressão asfixiante (melhor, rolo ofensivo) do Manchester City tanto no ataque como a pressão à saída da bola do Tottenham garantiu o primeiro golo. Yaya Touré na encruzilhada quase sempre. Um erro crasso de Fernando permitiu aos homens de Pocchettino restabelecer o empate logo a seguir por Christian Eriksen. Já sonhava com um 3-3 ou um 4-4 ou um 4-5 para o Tottenham.

Até que dois penaltis assinalados por John Moss (o primeiro deles é completamente inventado pelo árbitro) deram a Kun Aguero uma tarde de sonho no Emirates com um poker e com a liderança (partilhada) da lista de melhores marcadores da competição com Diego Costa. Ambos tem 9 golos apontados em 8 jornadas.

Quando me disseram por sms não queria acreditar. Ronald Koeman está a fazer um bom trabalho no Saint Mary´s Stadium mas, o Sunderland não é o Boavista. Tem John O´Shea, Vito Mannone, Wes Brown, Leonardo Vergini, Sebastien Coates, Lee Cattermole (um dos mais duros trincos do futebol britânico), Sebastian Larsson, Jack Rodwell, Adam Johnson, Ricky Alvarez, Emmanuele Giaccherini, Steven Fletcher, Danny Graham, Jozy Altidore. Em suma, um plantel cheio de internacionais, maior parte deles veteranos nestas andanças e com qualidade à brava para fazer um campeonato tranquilo.

8ª jornada, 8 pontos do Sunderland, 8 golos marcados, no dia dez(oito). Parecia destinado a ser uma tarde de glória para os Black Cats de Ronald Koeman, Graziano Pellè, José Fonte, Victor Wanyama, Morgan Schneiderlin, Dusan Tadic e Sadió Mane. 8-0 sem espinhas a uma equipa sem alma durante os 90 minutos. O holandês está a realizar um trabalho formidável com uma equipa que foi reconstruída de novo (dos 14 participantes do lado dos Black Cats, 7 são reforços da equipa para esta temporada) e arrisca-se a criar uma expectativa enorme junto da massa adepta do clube: no 3º lugar a 6 pontos da liderança com 3 de avanço sobre West Ham, 4 sobre Liverpool, 6 sobre o United sem que o United de Van Gaal e o Liverpool de Rodgers tenham um trajecto vitorioso continuo no tempo e 5 sobre o Arsenal que tarda em encontrar-se em jogos a contar para a Premier League, é absolutamente normal que os adeptos do Southampton, dada a qualidade da equipa, comecem a acreditar que é possível voltar a fazer história e lutar pela Champions League.

Impróprio para cardíacos. Quando Eduardo Vargas fez o empate naquela jogada linda, Harry Redknapp levantou os braços porque pensava que se tratava do golo que iria ditar um empate… Muito longe disso! O árabe do video fartou-se de gritar pelo Mario (Balotelli) mas quem haveria de dar a vitória ao Liverpool seria Steven Caulker, num dia muito azarado para a turma londrina. 4 golos em 8 minutos! Final de loucos!

Só ao 24º jogo pelo United, na 2ª época ao serviço do clube, veríamos o melhor de Marouane Fellaini pelo Manchester United. O belga apontou o seu primeiro golo pelo clube mas, tal golo, assim como o golo apontado por Daley Blind aos 87″ apenas seriam suficientes para impedir a derrota no Haythorns frente ao WBA. Silvestre Varela não constou na lista de convocados da equipa inglesa.

Na próxima jornada, a 9ª, teremos como grande jogo da jornada a recepção do Manchester United ao Chelsea na tarde de domingo pelas 16h. A equipa de Van Gaal terá forçosamente que ganhar se quiser ter algumas aspirações ao título inglês nesta temporada. Terá uma semana para preparar o jogo ao invés do Chelsea que, como se sabe, amanhã defrontará o Maribor em Stamford Bridge para a Champions League. Mourinho deverá utilizar a partida para rodar jogadores com menos minutos de jogo de forma a fazer a gestão de plantel que se adequa a este nível de competição.

O Manchester City terá uma difícil deslocação a Londres para enfrentar um moralizado West Ham. Podem dizer o que disserem deste futebol musculado de Sam Allardyce bem ao estilo britânico. Tem resultado. O Liverpool recebe o Hull City. A equipa de Jelavic já provou ser capaz de se bater taco a taco com qualquer equipa do campeonato. Ao Arsenal tentará regressar às vitórias no terreno do desmoralizado Sunderland, capitalizando os estragos que a goleada sofrida em Southampton possam ter feito no balneário comandado pelo uruguaio Gus Poyet. O Tottenham recebe o Newcastle com olhos num lugar europeu.

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Tempos e resultados – Ligas Europeias

Liga portuguesa 3

Na Liga Portuguesa, os 3 grandes somaram os 3 pontos. O Sporting venceu em Penafiel por 4-0 com uma exibição categorica na 2ª parte e esteve quase a recuperar 2 pontos a Benfica e FC Porto.
Na Luz contra o Arouca, a equipa benfiquista viu Jonas marcar o seu primeiro golo na suada vitória frente ao Arouca, conseguida também no 2º tempo. No Dragão, o Porto também teve que puxar dos galões para derrotar um Braga que merecia muito mais que a derrota pelas claríssimas oportunidades de golo que construiu durante os 90 minutos.

A abrir a jornada, o Guimarães solidificou o excelente arranque de liga que está a realizar (os vimaranenses ainda só perderam 7 pontos em 7 jornadas) com uma vitória esclarecedora sobre o Boavista de Petit. A turma boavisteira vinha de 3 jogos sem perder.

Sem ganhar na Liga continuam Penafiel e Gil Vicente. Os homens de Barcelos empataram frente ao Estoril. A turma de José Couceiro também não está a conseguir transpor para o plano doméstico os bons resultados que tem conseguido na Europa onde, venceu categoricamente na quinta-feira o Panathinaikos na Amoreira.

Na próxima jornada, daqui a 3 semanas (primeiro teremos pausa para selecções e na semana seguinte irá disputar-se a 3ª eliminatória da Taça) o Sporting irá receber em Alvalade o Marítimo, o Benfica terá uma deslocação difícil ao estádio Axa para defrontar o Braga enquanto o FC Porto tem uma deslocação também muito difícil ao pesado terreno do Arouca.

Facto digno de registo é também o número de golos que se tem marcado em média nos jogos da Liga nas primeiras 7 jornadas: 2,46 golos por jogo. Numero fantástico para uma liga que era acusada há alguns anos atrás de ser uma das ligas europeias mais deficitárias neste capítulo.

liga espanhola 3

A nota de destaque óbvia da 7ª jornada da Liga Espanhola vai para a vitória do Valência sobre o Atlético de Madrid no jogo realizado no sábado no Mestalla. André Gomes marcou um dos golos (que grande golo, diga-se) na vitória dos chés contra os colchoneros.

Destaque também para a vitória do Barcelona no terreno do Rayo em Santa Maria de Vallecas (arredores de Madrid), vitória que permitiu aos catalães manter a liderança da prova e ampliar a diferença pontual para o campeão em título de 2 para 5 pontos.

No encerramento da jornada, Cristiano Ronaldo brindou o Bernabéu com mais uma exibição de gala coroada numa goleada por 5-0 frente ao calamitoso Athletic de Bilbao de Iker Muniain e Ernesto Valverde. Quem viu a partida na qual CR7 apontou mais um hat-trick (tem mais de 2 golos de média por jogo na Liga; 6\13) ficou com a ideia que Ronaldo poderia ter logrado marcar muitos mais, tal foi a apetência ofensiva demonstrada pelo português durante os 90 minutos.
A equipa de Valverde continua a varrer o anûs da Liga Espanhola, podendo estar para breve a demissão do técnico espanhol do comando dos bascos nesta que seria esperada a época de afirmação do clube basco na Liga Espanhola e nas competições europeias.

Destaque ainda para o fantástico empate a 3 bolas entre Eibar e Levante num jogo em que os bascos tiveram a vitória nas mãos por duas vezes e para a goleada imposta pelo Sevilla ao Deportivo no Sanchez Pizjuan por 4-1 no domingo de manhã, vitória que permite à equipa de Emery continuar a morder os calcanhares de Valência e Barcelona. A Liga espanhola está de facto muito equilibradíssima no topo da tabela, com 5 equipas separadas por apenas 5 pontos.

Na próxima jornada, dentro de 2 semanas, o Real Madrid vai ao Cidade de Valência defrontar o “aflito” Levante, o Athletic de Bilbao tentará reverter a série de maus resultados contra o Celta (a equipa de Vigo é para já uma das equipas sensação do campeonato em conjunto com o Sevilla) no San Mamés, o Barcelona recebe o Eibar em Camp Nou, o Valência vai a casa do facilmente transponível Deportivo (19 golos averbados em 7 jogos; dá quase uma média de 3 por jogo) enquanto o Sevilla vai ao terreno do Elche.

liga inglesa 2

Na Premier League, o principal destaque vai para a vitória do Chelsea por 2-0 sobre o Arsenal, afundando os Gunners na tabela classificativa (estão fora dos lugares europeus).

Em Old Trafford, assistiu-se ao primeiro jogo que Radamel Falcao decidiu a favor do United frente ao sempre difícil Everton de Roberto Martinez.

O City venceu em Birmingham o Aston Villa por 2-0 com dois golos tardios de Kun Aguero e Yaya Touré enquanto o Liverpool voltou às vitórias em Anfield Road frente ao West Bromwich Albion por 2-1.

Quem ocupou uma vaga nos lugares europeus nesta 7ª jornada foi o Tottenham de Mauricio Pocchettino, precisamente, após ter vencido a anterior equipa do técnico argentino, o Southampton de José Fonte. A realizar um excelente campeonato (3ºs com 13 pontos), os Saints viram a sua cavalgada na tabela interrompida pelo Tottenham graças a um golo do “cérebro da nova máquina” de Pochettino, o dinamarquês Christian Eriksen, adversário de Portugal na caminhada para o Euro 2016. Esperemos que Eriksen faça uma péssima exibição frente à turma das quinas no jogo da próxima semana.

Na próxima jornada, como a Premier League tem equipas expcecionais para nos dar um jogo grande por jornada, teremos como cabeça-de-cartaz o jogo que vai opor o Manchester City ao Tottenham no City of Manchester. As duas equipas estão separadas por 3 pontos na tabela classificativa. Os Citizens são segundos a 5 pontos do líder Chelsea. Os Spurs, sextos na tabela, poderão galgar mais lugares caso vençam na grande cidade industrial inglesa.
O Arsenal recebe o Hull City no Emirates. O croata Nikica Jelavic é um homem a ter em conta pela frágil defesa dos Gunners. O croata leva 4 golos em 7 jogos. O Chelsea joga um derby de Londres frente ao Crystal Palace enquanto Liverpool e United vão respectivamente aos terrenos de QPR (lanterna vermelha) e West Bromwich Albion.

liga italiana 2

Na Liga Italiana, a Juventus tornou-se a única equipa invicta no campeonato à 6ª jornada devido ao facto de ter derrotado a outra que mantinha o mesmo estatuto, a AS Roma de Rudy Garcia. Os Romanos não contarão com o técnico francês no banco na recepção ao Chievo na próxima jornada.

A Fiorentina bateu categoricamente o Inter por 3-0 no Artemio Franchi enquanto o Milan aproximou-se dos primeiros lugares com a vitória sobre o Chievo por 2-0 no San Siro. A Sampdoria continua a dar cartas nesta Serie A com uma vitória pela margem mínima (golo do internacional italiano Manolo Gabbiadini) sobre a Atalanta de Bérgamo.

Na próxima jornada, os jogos grande serão disputados entre Fiorentina e Lazio em Firenze e Inter e Napoli. Ambas as equipas precisam de vencer para ascenderem novamente aos lugares europeus. A Juventus irá a Sassuolo cilindrar a equipa de Eusébio Di Francesco. O lugar do antigo internacional italiano no clube da Emília-Romagna está novamente em risco. Não será de admirar que em caso de derrota contra a equipa de Turim, o presidente do clube Carlo Rossi perca a paciência com o técnico e, dentro de mês e meio, caso o novo treinador não apresente resultados, volte novamente a contratar o técnico despedido. É recorrente em Itália existirem essas situações de técnicos que são despedidos e readmitidos várias vezes após o despedimento daqueles que os sucederam.

O Milan vai ao terreno do Hellas Verona de Luca Toni e Javier Saviola, equipa que mesmo apesar de ter perdido o seu maior artista (na temporada passada) Juan Manuel Iturbe para a AS Roma (adquirido ao FC Porto e vendido à equipa Romana) tem ameaçado lutar pelos lugares europeus. O Hellas é uma equipa muito experiente, composta por jogadores como Luca Toni, Javier Saviola, Rafa Marquez, Lazaros Christodoupoulos, Panagiotis Tachsidis, Nenê (ex-Nacional da Madeira) ou Bosko Jankovic.

Marselha

On-fire na Ligue 1 continua o Marselha de Marcelo Bielsa. A equipa de Marselha perdeu recentemente Mathieu Valbuena para o Dinamo de Moscovo, mas, pelos vistos tal transferência não abalou uma equipa que gosta de atacar com lascividade e pressionar alto durante grande parte do jogo, como de resto gosta El Loco, alcunha ganha por Bielsa na argentina devido ao facto das suas equipas falharem nos momentos-chave por causa do pressing a todo o campo que o argentino pretende por em marcha em todas as equipas que orienta durante 70 minutos.

Na 9ª jornada, a equipa de Bielsa foi a Caen vencer a equipa local por 2-1 com mais um golo (tardio mas salvador) de André-Pierre Gignac aos 93 minutos a dar os 3 pontos à equipa que tem como lema “droit au but” – “directos ao objectivo” – de serem campeões novamente, claro.

Gignac deu 3 pontos fulcrais à equipa marselhesa numa jornada em que:

– Os Girondinos de Bordéus perderam no terreno do Reims por 1-0. O cabo-verdiano Odair Fortes marcou o único golo de uma partida onde os girondinos de Tiago Ilori não conseguiram meter velocidade nos seus processos ofensivos para ultrapassar a muralha defensiva do Reims. Esta equipa do Reims, apesar de ocupar um modesto 16º lugar na tabela classificativa da Ligue 1 é uma equipa que gosta de jogar essencialmente num bloco defensivo baixo e sair rapidamente no contra-ataque por intermédio dos flancos, ora pelo cabo-verdiano Odair Fortes (em minha opinião, o jogador mais dotado tecnicamente da equipa) ora pelo flanco contrário onde se posiciona o internacional cabo-verdiano Benjamin Moukandjo.

– No grande jogo da jornada, o PSG perdeu mais 2 pontos (já são 12 os perdidos no total deste campeonato à 9ª jornada pela turma de Laurent Blanc no campeonato) ao empatar com o Mónaco de Leonardo Jardim no jogo grande da jornada disputado no Parc des Princips:

As falhas da defensiva parisiense deverão estar neste momento a incomodar o sossego do seu treinador.

Na próxima jornada, o PSG irá ao terreno do Lens, o antepenúltimo classificado da Ligue 1 enquanto o Mónaco recebe o Evian, o Marselha o sempre difícil Toulouse e o Bordeus o Caen. À espreita por um lugar nas competições europeias estão o Lyon e o Montpellier (de jogadores como Geoffrey Jourdain, Hilton, Siaka Tiéne, Lucas Barrios, Victor Montaño), duas equipas que irão jogar entre si na 10ª jornada.

liga alemã

Na Liga alemã destaque para mais uma goleada do Bayern de Munique por 4-0 frente Hannover, vitória que reforça o estatuto de líder dos bávaros numa jornada em que o Dortmund de Klopp voltou a perder no Westfallen Arena, desta feita frente ao modesto Hamburgo. O Hamburgo venceu pela primeira vez na Liga ao fim de 7 jornadas e está, imagine-se apenas a 3 pontos do Borussia de Dortmund. Outro dos contenders, o Bayer de Leverkusen empatou em casa contra o Paderborn a 2 bolas.

Na próxima jornada, o Bayern de Munique recebe a traiçoeira equipa do Werder Bremen. Os homens de Robin Dutt estão no último lugar com 4 pontos fruto de 4 empates e 3 derrotas. São uma equipa que gosta essencialmente de jogar em contra-ataque. O Bayer de Leverkusen vai ao terreno do Estugarda (a equipa orientada por Armin Veh ainda só ganhou por 1 vez este ano; tem jogadores como Gotoku Sakai, Karim Haggui, Moritz Leitner, Oriol Romeu, Christian Gentner, Adam Hlousek, Filip Kostic ou o avançado sérvio Vedad Ibisevic) enquanto o Borussia de Dortmund terá forçosamente de ganhar no terreno do Colónia.

Momentos #25

Durante o Arsenal vs Chelsea, Wenger não foi de modas. De forma repetitiva, Mourinho saiu fora da área técnica que lhe é destinada. O francês não gostou e decidiu descarregar (num gesto muito pouco habitual tendo em conta a sua gentle forma de estar no futebol) todo o seu ódio ao treinador português.

breves #20

Bruno de Carvalho –

bruno de carvalho 3

Na visita realizada hoje ao Nucleo Sportinguista de Elvas, o presidente do Sporting abordou o clássico de ontem, disparando em todas as frentes contra FC Porto e Benfica:

«Só por infelicidade é que o Sporting não venceu o jogo de ontem. O FC Porto pensava que vinha a Alvalade e eram favas contadas, mas nós não somos o BATE Borisov. Parece que se recuperou a velha máxima de ´quem não chora não mama`. Os que prevaricam acabam por ser ilibados»

«Dá-me vontade de rir quando vejo dirigentes do FC Porto falarem de arbitragem e, do outro lado da Segunda Circular, o `limpinho limpinho´ também continua bem vivo”

Liga Apertura (México)

Nem só de pokers vive Cristiano Ronaldo. Durante a madrugada de hoje, a contar para o Apertura da Liga Mexicana, o ala internacional mexicano Miguel Layún (jogador que confesso não perceber como é que ainda não veio jogar para um clube europeu) marcou 4 golos ao Santos Laguna, equipa que é orientada pelo português Pedro Caixinha na vitória por 4-1 da equipa da capital mexicana.

Chelsea

Chelsea

A equipa de Mourinho aplicou 3 sem resposta ao Aston Villa em Stamford Bridge. Os Blues mantem a liderança isolada da Premier League.

 

Foto do dia

lampard

He is a Man City player. Maybe I am too pragmatic in football but he decided to come to a competitor of Chelsea and love stories are obviously over. He did his job as the super-professional he is and he scored. This is England, and this is Chelsea. Chelsea people can never forget what people have done at this club. It happened with me when I met Chelsea with Inter, and it happened with Lamps.” – José Mourinho sobre o golo que Lampard marcou ao Chelsea.

 

Premier League 5ª Jornada – Aston Villa x Arsenal & West Ham x Liverpool

Aston Villa x Arsenal

Um dos jogos que acompanhei durante a tarde desportiva foi o Aston Villa x Arsenal. A equipa de Paul Lambert estava a fazer, até à data do jogo, um campeonato de sonho. Com 3 vitórias e 1 empate, logo atrás do Chelsea na liderança da Premier League e embalados de uma vitória fora frente ao Liverpool (1-0), é o melhor começo do Villa desde a longínqua época de 98/99.

O Arsenal ainda não perdeu para a Liga, mas teve um começo de campeonato algo atribulado: uma vitória em casa frente ao Crystal Palace com um golo nos últimos minutos (2-1), 3 empates consecutivos (um deles frente ao Manchester City em casa), e exibições pouco convincentes. Tiveram a primeira derrota oficial da época frente ao Dortmund para a Liga dos Campeões (0-2 fora), e seria de esperar um jogo complicado frente a um Villa em bom momento.

Wenger optou por deixar no banco Alexis Sanchez e Jack Wilshere, titulares habituais. Para os seus lugares entraram Arteta e Oxlade-Chamberlain. Mas o desenho táctico indicava que Ozil estava de volta à sua melhor posição: a número 10 (finalmente!), com Cazorla a cair mais vezes nos flancos. Já Paul Lambert, surpreendentemente e talvez com medo do meio-campo do Arsenal, colocou Sanchez a titular e relegou Charles N’Zogbia para o banco.

O jogo começou com o Aston Villa por cima. O meio-campo do Arsenal entrou muito adormecido e o Villa estava motivado depois do último resultado. Fabian Delph (em grande forma) e Tom Cleverley estavam a estancar o meio-campo dos Gunners e a puxar a equipa para a frente. Agbonlanhor sempre muito activo, não deu uma bola por perdida e os defesas centrais do Arsenal tiveram algumas dificuldades inicialmente. Contudo, aos poucos e poucos, o Arsenal impôs o seu jogo e equilibrou a contenda, mesmo sem criar muito perigo. Mas em 5 minutos, um jogo que se assumiu difícil para o Arsenal, tornou-se fácil. Um excelente passe de Ramsey apanhou a desmarcação de Ozil que, na cara de Brad Guzan não perdoou. Estava feito o 1-0. Mas sem tempo para respirar, uma excelente jogada de futebol do Arsenal culminou no primeiro golo de Danny Welbeck pela camisola dos Gunners, e 2-0. Como se não bastasse, após 2 minutos, Cissokho (ex-FC Porto) faz um auto-golo na tentativa de parar um cruzamento do adversário. E 3-0. O jogo parecia completamente decidido.

Na segunda parte, tivémos um jogo antítese da Premier League: aborrecido e sem grandes motivos de interesse, mas muito por culpa do Aston Villa. Se há algo que treinador do A. Villa revelou hoje foi a sua falta de capacidade para assumir planos tácticos diferentes consoante a partida. Deu a sensação de que o Villa entrou para jogar de uma forma específica durante os 90 minutos, quando se assistiu a um Villa, na segunda parte, a entregar a bola ao Arsenal e assumir o bloco baixo que tinha até ao 0-0. Infelizmente, pouco mais há a contar do jogo na segunda parte.

Os Gunners, sem terem feito um jogo muito convincente, valeu pelos 5 minutos onde decidiram a partida, e a partir daí foi gestão da posse com muita tranquilidade. Os pupilos de Arsene Wenger tiveram 68% (!) da posse de bola, o que demonstra bem o controlo total que tiveram deste jogo do início ao fim. Com esta vitória sobem temporariamente ao 4º lugar da classificação, com 9 pontos. Já este Villa parece-me uma equipa com alguma falta de soluções no banco, um onze razoável que dará para lutar por um campeonato tranquilo, e nada mais. Paul Lambert trouxe a estabilidade que faltava ao clube desde a saída de Martin O’Neil, mas é preciso algo mais para lutar pelas competições europeias.

West Ham x Liverpool

O outro jogo de interesse desta tarde realizou-se 2 horas e meia depois, e opôs frente-a-frente os comandados de Sam Allardyce frente ao Liverpool. O West Ham não tem tido um começo fácil, com 2 derrotas caseiras (0-1 Tottenham; 1-3 Southampton), 1 empate fora (Hull 2-2) e vitória forasteira frente ao Crystal Palace (3-1). As equipas de Big Sam costumam subir de rendimento com o avançar da temporada, portanto não é completamente inesperado este início, embora estejam a mostrar um nível ofensivo bastante acima do esperado, e comparativamente com a época anterior.

Já o Liverpool continua uma equipa bastante inconsistente, à imagem do início do ano passado. Ora ganha, ora perde, e agora sem Luis Suarez, demonstra um futebol muito amorfo e dependente de 2/3 individualidades. Neste momento, o Liverpool não pode contar com Sturridge, para mim o melhor jogador inglês da atualidade, e a veia goleadora da equipa têm-se ressentido dessa falta. No seu lugar tem atuado Borini, sem convencer minimamente. Na última terça-feira, a equipa de Anfield Road teve imensas dificuldades para superar uma equipa bastante abaixo em termos individuais e coletivos (Ludogorets 2-1), o que também demonstra alguma incapacidade individual e coletiva neste momento. Alguns jogadores que foram comprados na silly season também ainda não parecem completamente adaptados à Premier League e ao estilo de jogo de Brendan Rogers (por exemplo, Markovic, Lallana, até mesmo Balotelli), e quando comparamos os plantéis de ataque ao top-4 da Premier, reparamos que o Liverpool tem um plantel, no global, muito inferior a Chelsea, City e United, e algo inferior a Arsenal.

Brendan Rogers promoveu uma ou outra alteração, tendo em conta o desgaste acumulado. Lucas Leiva foi a surpresa no onze, provavelmente para soltar Sterling e Henderson para funções mais atacantes. Manquillo, com exibições pouco convincentes, continuou a receber a confiança do treinador do Liverpool. Sakho, desta vez, começou no banco.

O West Ham surpreendou e chegou à vantagem muito cedo, logo aos 2′, num livre do lado direito, a bola pingou sem dificuldades ao segundo poste, onde um jogador encostou de cabeça para o centro da área, onde estava o central Reid completamente desmarcado, e que só teve que encostar para fazer o 1-0. Este golo teve um efeito anímico devastador no Liverpool, que se mostrou muito ansioso e sem conseguir construir jogo ofensivo de forma continuada. O West Ham aproveitava todas as oportunidades para contra-atacar, e aos 13′ voltou a marcar, através de um momento genial do extremo Sakho. Após conseguir entrar na grande área, fez um chapéu perfeito a Mignolet.

A verdade é que o West Ham estava a fazer o melhor jogo da época. Num bloco baixo e compacto, muito organizados, são eficientes quando contra-atacam e conseguem arranjar momentos de finalização exterior ou interior com relativa facilidade.

Já o Liverpool, 20 minutos iniciais medíocres. Chegou ao ponto de Brendan Rogers mudar a táctica aos 25′, com a entrada de Sakho para o lugar de Manquillo. Adaptou um 3-5-2 com Alberto Moreno na esquerda e Sterling no flanco direito. E foi mesmo Raheem Sterling, sempre irrequieto entre o flanco direito e o centro, que lá consegui marcar. Numa investida de Balotelli (muito mal durante o jogo todo), tentou rematar, a bola ressaltou em Reid e veio parar a Sterling, que à entrada da área mandou um remate potente, sem hipótese para Adrian. Estava feito o 2-1 e esperava-se um Liverpool pronto para arrancar para a reviravolta. Enganem-se. O Liverpool continuou amorfo, sem ideias, num 3-5-2 que parecia ainda pouco trabalhado para ser solução para os problemas da equipa.

Na segunda parte, saiu Lucas Leiva e entrou Lallana, ainda longe do patamar físico desejado. Contudo, a entrada de Lallana deu outra vivacidade ao meio-campo e à construção das jogadas do Liverpool, como sempre. Lallana transformou-se, nos primeiros 25 minutos da segunda parte, num verdadeiro motor e participou em diversas boas jogadas. Contudo, a equipa foi perdendo gás, o West Ham foi-se acomodando cada vez mais nas suas sete quintas. Até que aos 88′, já perto do fim e numa completa fase de desespero do Liverpool, um contra-ataque eficaz do West Ham, onde Downing encontrou Amalfitano, que tinha entrado na segunda parte, e que à entrada da área, finalizou de bica, à Romário, para o 3-1 final. Com esta vitória, o West Ham ultrapassa o Liverpool na classificação, ficando com 7 pontos, enquanto que os Reds ficam com 6 pontos, resultantes de 2 vitórias e 3 derrotas.

Grande jogo de Mark Noble no meio-campo do West Ham, para mim o MoM. O capitão é um verdadeiro líder, joga e faz jogar. Esteve também na assistência para o 2-0. Adrian (GR) muito seguro cá atrás, Reid e o Kouyate impecáveis no plano defensivo. Enner Valencia muito atrevido, mas algo inconsequente.

Já o Liverpool parece sem saída possível desta espiral descendente. A equipa apresenta dificuldades de construção notórias contra qualquer adversário, desde o Ludogorets até ao City. Nota-se que há jogadores sem qualidade para serem soluções (Manquillo, Lucas, Borini), outros fora do nível físico que se pretende (Sturridge, Lallana), outros que ainda não estão adaptados (Markovic, Balotelli) e outros que continuam a fazer erros a mais (Sakho, Lovren). Além disso, a atitude táctica de Brendan, um treinador que admiro muito, é no mínimo estranha. Parece que ainda procura encontrar a melhor solução para potenciar a sua equipa ao máximo, quando a pré-época já lá vai há cerca de 1 mês. Rogers tem de encontrar rapidamente uma forma de manter o mínimo de equilibrio da equipa, estabilizá-la emocionalmente e deixar os esquemas de 2 pontas de lança para um canto. Um 4-3-3 poderia resultar melhor e esconder as graves debilidades na construção da equipa do Liverpool. Notas positivas apenas para Alberto Moreno (flanco esquerdo sempre bem preenchido), Henderson (regular) e Sterling (não deu por barata a derrota).

breves #12

Benfica – José Mourinho confessou em entrevista que caso Anderson Talisca “obtivesse licença de trabalho, já estaria em Inglaterra”. O técnico português confessou ao Mais Futebol que o brasileiro contratado pelo Benfica ao Bahia foi desejado por várias equipas inglesas, segundo o técnico, algumas do topo do futebol daquele país. Porém, o facto do jogador não ser passível de obter neste momento uma licença de trabalho levou à desistência desses clubes na sua contratação. O treinador do Chelsea manifestou que um esteve bastante próximo de contratar o jogador mas só não o fez porque iria precisar que ele rodasse numa equipa de menor dimensão noutro campeonato até poder ser internacional brasileiro e ter a licença de trabalho para residir e trabalhar em Inglaterra.

Vitória de Guimarães –

white angels

Como um defensor do lema “support your local team”, por um lado tiro o chapéu ao espectáculo realizado pelos adeptos do Vitória de Guimarães no D. Afonso Henriques. A rivalidade contra as equipas do Minho e do Porto são sobejamente conhecidas de toda a gente. A massa adepta do Vitória é fiel, apaixonada e fervororosa, características que fazem dela uma das massas adeptas mais sui-géneris no futebol mundial. Este fervor não pode ser nada mais nada menos do que ultra positivo para os cofres do clube e para o desenvolvimento da marca Vitória de Guimarães, numa altura em que 60% dos clubes profissionais queixam-se constantemente nas reuniões da Liga dos obstáculos com que se deparam para ter assistências minimamente compostas nos jogos em casa e, consequentemente, receitas que permitam aos clubes ter um mínimo de viabilidade financeira.

Porém, não posso deixar de censurar e criticar as repetidas situações de mau comportamento e falta de civismo que são praticadas pelos adeptos deste clube ao longo dos anos. Por várias vezes, o Vitória já sofreu duras penalizações ao nível de utilização do seu estádio. Nenhuma das penalizações serenou a atitude violenta com que a sua claque hostiliza alguns jogos. Contra o Braga, contra a Académica, contra o Benfica, contra o Sporting, contra o Porto, contra o Boavista e até contra o modesto Beira-Mar sempre que a equipa aveirense se desloca à cidade berço, um adepto do clube visitante que se desloque aquele estádio para assistir serenamente à partida incorre no risco de ser agredido de forma barbara por adeptos locais. Se por um lado, é a paixão que atrai tantos vimaranenses ao estádio numa atitude que torna o clube viável do ponto de vista financeiro, por outro lado são claramente este tipo de atitudes que afastam as pessoas do espectáculo.

Selecção Nacional – O brasileiro Tite, treinador que se destacou no futebol brasileiro no comando de clubes como oInternacional de Porto Alegre (Copa Sul-Americana em 2009) e Corinthians (campeonato brasileiro em 2011, Libertadores em 2012, Campeonato do Mundo de Clubes e Recopa Sul-Americana em 2013) afirmou que foi sondado pela Federação Portuguesa de Futebol para substituir Paulo Bento. O brasileiro de 53 anos afirmou que ninguém lhe apresentou uma proposta concreta.