A fantástica selecção de sub-21

A selecção de sub-21 está de parabéns pela conquista obtida em Paços de Ferreira ao apurar-se pela 9ª vez para o europeu da categoria desde a sua criação em 1978!

Em primeiro lugar, Rui Jorge está de parabéns. O seleccionador português fez um trabalho fantástico, mesmo quando a Selecção A lhe foi roubando atletas fruto das suas necessidades ao longo dos últimos meses (Bruma, João Mário, André Gomes, William Carvalho, Ricardo Horta, Cedric, Ivo Pinto, Anthony Lopes, Ruben Vezo, Rafa, Ivan Cavaleiro), manteve um discurso coerente assente na prosecução de um objectivo que tinha que ser atingido a qualquer custo (a qualificação), moralizou as tropas de que dispôs em redor desses objectivos e no final conseguiu o melhor de dois mundos: a qualificação só com vitórias (a bom da verdade, esta Holanda mostrou muito mais no jogo de Paços de Ferreira do que no jogo de Alkmaar e vendo bem as coisas esteve bastante perto em duas ocasiões de liderar a qualificatória por golos fora) e o desenvolvimento ao mais alto nível de jogadores que, a meu ver, terão quase todos o seu espaço na próxima geração da selecção A.  Pode-se até dizer que esta equipa até fica melhor sem os jogadores que entretanto deixaram de participar no trajecto por terem subido aos AA, mas, para uma fase-de-qualificação daquele nível de exigência, não levar o trio do meio-campo que a Selecção A “roubou” à selecção de sub-21 poderá considerar-se um crime.

A turma portuguesa desenvolveu-se, ganhou experiência internacional, praticou um futebol vistoso e mereceu por inteiro esta qualificação pelo futebol desenvolvido, pelo brilhantismo individual demonstrado por alguns dos seus actores (Bernardo Silva foi sem dúvida aquele que demonstrou mais talento neste trajecto) e pelo trabalho desenvolvido no plano mental. Mesmo a um passo da eliminação quando a Holanda vencia, os jogadores portugueses souberam quase sempre dar a volta por cima e encontrar forças para vencer o jogo.

Esperemos que a caminhada vitoriosa se mantenha na República Checa. Depois deste prodigioso apuramento, é difícil não esconder a ambição que rodeia esta selecção: vencer o Europeu que será disputado no próximo mês de Junho naquele país do centro da europa. No entanto, é preciso ter noção da realidade que esta selecção irá encontrar na República Checa: assim como nós temos um leque de jogadores a jogar ao mais alto nível em grandes ligas europeias e até em grandes clubes europeus (alguns deles são opções regulares em clubes que estão no topo das principais ligas europeias e em clubes que disputam a champions), as outras selecções também os tem e, até tem jogadores muito mais calejados ao nível de experiência internacional como são os casos de Federico Bernardeschi (Itália\Fiorentina), Ter Stegen (Alemanha\Barcelona), Jonas Hoffman (Mainz\Borussia de Dortmund\Alemanha), Bernd Leno (Alemanha\Bayer Leverkusen), Max Meyer (Schalke\Alemanha), Nemanja Radoja (Sérvia\Celta de Vigo), Lucas Andersen (Dinamarca\Ajax), John Guidetti (Celtic\Manchester City\Suécia), Luke Shaw (Manchester United\Inglaterra), Tom Ince (Crystal Palace\Inglaterra) ou a dupla do Tottenham Eric Dier e Harry Kane. Isto não contando com a possibilidade de virmos a ter no Europeu jogadores cujas idades ainda permitem jogar esta competição, mas que já passaram há muito para as selecções principais dos seus países como são os casos de  Milos Jojic e Lazar Markovic (Sérvia), Skodran Mustafi, Erik Durm, Mathias Ginter, Leon Goretzka, Emre Can (Alemanha), Pierre-Emile Hojbjerg e Youssuf Poulsen (Dinamarca) ou Calum Chambers e Raheem Sterling (Inglaterra). Este europeu será sem dúvida a rampa de lançamento de muitos talentos para a alta roda do futebol europeu.

Crónica #19 – Holanda sub21 0-2 Portugal Sub-21

Rui Jorge e os seus comandados estão de parabéns! A Selecção de Sub-21 deu hoje em Alkmaar um passo de gigante rumo ao Euro 2015 na República Checa ao vencer categoricamente a selecção da casa por 2-0.

Apostando num 4x4x2 losango, o seleccionador nacional aproveitou o excelente momento de forma de Bernardo Silva para o colocar na posição 10 em detrimento de Rafa. O jogador do Sporting de Braga jogou como médio interior direito, num meio-campo onde para além deste e de Silva alinharam Sérgio Oliveira como médio interior esquerdo e Ruben Neves como 6. Sem poder contar com Tiago Ilori para o eixo da defesa, Rui Jorge deu a titularidade a Paulo Oliveira e Ruben Vezo. Os dois centrais portugueses fizeram uma exibição quase irreprensível, sendo apenas incomodados por Elvis Manu e Luc Castaignos nos primeiros minutos.

A tarde de glória da turma das quinas começaria com um sobressalto. Logo aos 4″, numa fase em que as equipas aproveitavam os primeiros minutos para assentar o seu jogo e estudar-se mutuamente, Elvis Manu haveria de aparecer ao primeiro poste a rematar à trave da baliza de José Sá após um grande trabalho individual do lateral esquerdo Jetro Willems. O lateral seria uma das figuras da partida durante os primeiros 20 minutos. A subir com confiança no flanco, sem medo de ir para cima de Ricardo Esgaio, Willems colocou alguns cruzamentos na área que causaram algum perigo à baliza portuguesa.
No minuto seguinte, a turma das quinas iria responder com um grande remate do nosso lateral-esquerdo Raphael Guerreiro para uma defesa apertadíssima de Warner Hahn. Guerreiro tentou finalizar com um remate em força depois de uma rapida investida pelo flanco.

Desde cedo que Portugal pôs em prática o modelo que iria derrotar esta equipa holandesa: fechando muito bem os flancos não permitiu que tanto o lateral Willems como o extremo Elvis Manu como o extremo-direito Anwar El Ghazy pudessem criar situações de desequilíbrio pelas alas. No meio-campo, uma pressão efectiva sobre o médio defensivo Nathan Aké (jogador das reservas do Chelsea) e sobre Adam Maher obrigaram os centrais holandeses a longas trocas de bola ainda no seu meio-campo e impediram que os holandeses progredissem no terreno ao impedir que estes dois jogadores (os cérebros da equipa holandesa) tocassem no esférico através do corte de linhas de passe. Recuperando rapidamente a bola no miolo, os Ruben Neves, Sergio Oliveira e Bernardo Silva começaram a incutir muita dinâmica e muito critério na construção de jogadas ofensivas, aproveitando as boas subidas no terreno dos dois laterais portugueses e a ajuda que os avançados (Ivan Cavaleiro e Ricardo) iam dando nos 2 flancos. Foi por exemplo de uma combinação na esquerda entre Raphael Guerreiro e Ivan Cavaleiro que nasceria por exemplo o lance do penalty que iria dar o primeiro golo à equipa lusitana.

Antes desse momento, onde Bernardo Silva trocou as voltas ao central holandês Sven Van Beek, obrigando-o a rasteirá-lo dentro da área, já Ivan Cavaleiro tinha feito um 8 do central do Feyenoord. Ao minuto 15 ganhou-lhe uma disputa pela bola em velocidade pelo corredor esquerdo, passou-o ganhando a linha e só não inaugurou o marcador porque foi lesto a atirar à baliza de Hahn com angulo reduzido. O central haveria de se redimir da falha com um corte providencial quando o jogador do Deportivo (emprestado pelo Benfica) se preparava para rematar.

A pressão portuguesa sobre Aké e Maher durou 35 minutos. Só a partir deste minuto até ao intervalo é que a Holanda começou a construir jogadas de ataque com pés e cabeça. Aké conseguiu finalmente iniciar as transições para o meio-campo português enquanto Maher começou a pensar o jogo holandês através da sua precisão no passe. Quando estes dois passaram a ter mais jogo, a Holanda criou perigo junto da baliza de José Sá. Tendo como referência de ataque Luc Castaignos (leva 6 golos na Liga Holandesa ao serviço do Twente) o jogo holandês neste período foi mecanicizado para servir bem o seu ponta-de-lança. Ganhando uma interessante sequência de cantos (os holandeses foram matreiros nos cantos ao colocar um ou mais jogadores na pequena área a estorvar a acção de José Sá; o guarda-redes do Marítimo B conseguiu resolver quase todos os lances onde foi chamado a intervir) os holandeses tentaram colocar a bola em condições para o poder de fogo do jogador do Twente. Contudo, este nem sempre se posicionou no sítio certo para receber a bola em condições de finalizar e quando o fez teve à frente um Paulo Oliveira inspirado a negar-lhe oportunidades. O jogador do Sporting confirmou que está a passar por um bom momento de forma e que pretende agarrar a titularidade no clube leonino e na selecção de sub-21.

Até que, findo o maior momento de pressão dos holandeses à nossa área, Bernardo Silva brindou os milhares de portugueses que viram o jogo no Estádio e na TV com a jogada do encontro. Derrubado por Van Beek (se até então o central estava a jogar sobre brasas, a partir do momento em que recebeu o amarelo, o central do Feyenoord nunca mais se recompôs e permitiu alguns lances ofensivos de Cavaleiro e Mané na 2ª parte para não fazer falta e assim ser expulso da partida; um desses lances foi o do 2-0).

Sérgio Oliveira não tremeu na marca dos onze metros e deu vantagem a Portugal ao cair do pano do primeiro tempo.

No início do 2º tempo o seleccionador holandês tentou promover uma alteração com a saída do lateral direito do Ajax Ruben Ligeon para a entrada para a mesma posição Joshua Brenet. A ideia do seleccionador holandês era colocar um homem num dos flancos capaz de sair a jogar pelas alas de forma a “driblar” a enorme pressão que a selecção portuguesa ia incutindo na saída de bola dos holandeses pelo corredor central.

Contudo, tudo se manteve e a selecção portuguesa continuou cómoda no jogo. Logo aos 26 segundos do segundo tempo, Ricardo foi buscar uma bola ao flanco direito e cruzou para o lado oposto onde apareceu Sérgio Oliveira solto de marcação a atirar de primeira ao lado da baliza de Hahn. 2 minutos passados, Ivan Cavaleiro voltou a ganhar a linha a Van Beek pela esquerda. Num movimento muito parecido com o que tinha feito na primeira parte, permitiu a defesa da tarde a Hahn. O guardião holandês ia conseguindo evitar males maiores.

A equipa portuguesa conseguiu anular os jogadores mais perigosos da Holanda (Elvis, Maher, Castaignos, Willems não subiu tanto no terreno a partir dos 20 minutos) foi mais pressionante, mais rápida sobre a bola, mais criativa (excelente envolvimento de Bernardo, Cavaleiro e Guerreiro no lado esquerdo e de Ricardo e Esgaio no lado direito).
Ao nível defensivo, destacou-se a excelente coordenação defensiva dos defesas portugueses que permitiu colocar os avançados holandeses em fora-de-jogo em todas as situações em que o seu meio-campo tentava isolá-los nas costas da defensiva portuguesa.

Portugal voltaria a ameaçar o 2º golo aos 58″ por intermédio de Raphael Guerreiro. O lateral do Lorient fez uma nova incursão pela esquerda seguida de um potente remate para defesa de Hahn.

Rui Jorge sentia que a qualquer momento poderia marcar mais um golo e resolver a eliminatória. Aos 63″ o seleccionador refrescou o ataque com a entrada de Mané para o lugar de Cavaleiro, posicionando-se o jogador do Sporting no lugar do jogador do Deportivo, ao lado de Ricardo na frente de ataque. Se a Holanda ainda ameaçou o empate por intermédio de Castaignos nesse mesmo minuto (bem servido na área pela esquerda, recebeu de costas para a baliza e não conseguiu melhor porque José Sá foi rápido a fechar-lhe o ângulo de remate), Mané haveria de resolver (creio) a eliminatória com um lance de mestre no qual recebeu um lançamento de Raphael Guerreiro a meio do terreno, passou por Van Beek (condicionado com um amarelo, o central do Feyenoord não quis fazer falta para não arriscar o segundo), passou pelo meio de 3 jogadores holandeses para entrar na área e na cara de Hahn atirou cruzado em arco para o 2º golo da equipa portuguesa, estabelecendo o resultado final de 2-0.

Resultado merecidíssimo para a equipa de Rui Jorge. Os sub-21 portugueses conseguiram em Alkmaar meio-bilhete para a fase final do Euro 2015 na República Checa, bastando para tal gerir a vantagem obtida no jogo de Paços de Ferreira. Uma das ilações que pude tirar deste jogo é que a selecção de sub-21 decerto não deverá precisar dos reforços que estão ao serviço da AA. Como é sabido William Carvalho, João Mário e André Gomes poderão dar o seu contributo a esta selecção no europeu que se disputa em Junho do próximo ano. Contudo, Ruben Neves, Sérgio Oliveira, Rafa e Bernardo Silva deram conta do recado (o jogador do Braga foi o único que teve uma prestação menos conseguida neste jogo em virtude de estar a jogar fora da posição que lhe é habitual e com funções e rotinas de jogo bastante diferentes daquelas que tem em Braga) promovendo uma pressão asfixiante que não permitiu aos holandeses pegar no jogo em qualquer momento da partida e, ofensivamente, colocando enorme velocidade nos processos de transição e circulação de bola. O médio do Porto não se coibiu de tentar o passe longo por várias vezes ao longo da partida assim como Bernardo Silva foi letal no 1×1 e na oferta de linhas de passe tanto aos seus colegas do meio-campo como aos laterais e avançados. Com a sua enorme disponibilidade física, o jogador formado no Benfica apareceu muito bem em todos os corredores, oferecendo linhas de passe aos companheiros e muita criatividade.

A selecção Holandesa terá que fazer pela vida se quiser ir ao Europeu da categoria. A equipa de Adrie Koster deixou a equipa portuguesa jogar a seu belo prazer no seu meio-campo, revelou muita intranquilidade nos processos de transição quando pressionada e muita intranquilidade defensiva no eixo central da defesa. Van Beek foi, como se diz na gíria, papado de todas as maneiras. Karim Rekik pareceu ser mais esclarecido e mais eficaz, mas, a bom da verdade, Ricardo não foi tão irrequieto quanto Ivan Cavaleiro ou Carlos Mané, facto que facilitou a vida ao central holandês. O seu organizador de jogo Adam Maher escondeu-se em demasia entre as linhas portuguesas. Nathan Aké foi vaporizado pela eficácia da pressão portuguesa. Ao não ter jogo nos pés, obrigou invariavelmente a sua equipa a tentar sair pelas alas e a despejar o máximo de bolas que conseguissem despejar para a área à procura de Castaignos. O extremo-esquerdo Elvis Manu acabou por ser o único esclarecido dentro desta equipa holandesa. O extremo do Feyenoord tentou ganhar a linha várias vezes a Ricardo Esgaio de forma a servir Castaignos na área. Aproveitando algum espaço dado pelo lateral do Sporting construiu na esquerda um par de oportunidades que Castaignos não soube aproveitar.

breves #25

Maxwell – O lateral esquerdo do PSG decidiu comunicar durante esta quarta-feira a sua retirada da selecção brasileira. Aos 33 anos, o jogador somou 10 internacionalizações AA pela canarinha e 8 pela selecção olímpica (sub-23). Foi durante muitos anos suplente de Roberto Carlos e Marcelo no escrete. Em virtude da sua avançada idade (o próximo mundial já o irá apanhar com 37 anos) e da nova vaga de jogadores para a posição (Felipe Luis, Dodô, Marcelo, Alex Sandro), o lateral achou conveniente anunciar a sua despedida de uma selecção na qual foi durante muitos anos covocado mas não utilizado.

“Aos 33 anos e com a concorrência que se tem, a seleção para mim acabou”, disse o jogador em declarações à France Bleu. Na mesma entrevista, o lateral brasileiro não confirmou se ficará no plantel de Laurent Blanc até ao final da temporada. Com contrato até 2015, o jogador deu a entender a hipótese de regressar ao futebol brasileiro visto que o mercado no Brasil continua aberto até final de Março: “Vamos ver em fevereiro. Talvez este seja o fim, talvez a gente continue. Isso vai depender do desejo do clube e, talvez, das propostas que eu tenho. Por enquanto, eu quero ficar focado para jogar bem e estar fisicamente pronto e disponível para o treinador”

Mario Balottelli – O jogador italiano brindou-nos ontem com uma das suas típicas tiradas de humor. O italiano respondeu às críticas de que tem sido alvo em Inglaterra. Muitos tem questionado os motivos que levaram o Liverpool a contratá-lo. O avançado respondeu na sua página na rede social facebook: “Sou 99% anjo mas aquele 1%”

Vitor Damas –

Se fosse vivo, o histórico guarda-redes do Sporting e da Selecção Nacional faria ontem 67 anos. Para a memória, fica uma das melhores defesas da sua carreira e, quiçá, da história da selecção nacional.

Sami Khédira

khedira

O internacional alemão de 30 anos pretende rescindir com o Real Madrid durante o mês de Outubro ou poderá ser vendido na reabertura do mercado caso as partes não cheguem a um acordo. Os madrilenos poderão aceitar esta proposta visto que o jogador deixou de ser opção para Carlo Ancelotti e é um jogador caro para os cofres merengues, auferindo cerca de 5,5 milhões anuais. O jogador ainda tem um valor de mercado fixado actualmente nos 15 milhões de libras. O Independent noticiou ontem que o Arsenal estará disposto a oferecer um contrato de 100 mil euros por semana para ter o alemão em Janeiro. Faltará portanto aos Gunners chegar a acordo com o Real Madrid depois das negociações terem sido interrompidas no Verão.

O Corrière Dello Sport em Itália afirma na sua edição (9 de Outubro) que o Milan entrou na corrida pelo internacional alemão, podendo estar a convencer o jogador a desvincular-se do clube espanhol de modo a assinar a custo zero pela equipa milanesa ainda antes da reabertura de mercado.

Lionel Messi\Liga Espanhola – Um dia depois de afirmar que Barcelona e Espanyol não jogarão a Liga Espanhola caso o povo catalão opte pela independência da região no próximo referendo, o presidente da Liga de Clubes Espanhola Javier Tebas afirmou que caso Lionel Messi bata nas próximas jornadas o record de Telmo Zarra (lenda do Athletic de Bilbao entre 1940 e 1955, até hoje o melhor marcador de sempre da história da Liga Espanhola com 251 golos) frente a Eibar ou Real Madrid (no Bernabéu; o argentino precisa de 3 golos para bater o record) não descarta a hipótese de um dos jogos parar caso o argentino consiga marcar o golo 252º, mesmo que isso aconteça em pleno Santiago Bernabéu no jogo que irá opor as duas equipas dentro de 3 semanas.

Na minha opinião, a ideia é simplesmente estapafurdia, e, como não deixaria de ser, está apenas a alimentar o ódio entre os dois clubes.

Selecção de sub-21 – A nossa selecção de esperanças joga amanhã pelas 17:30 em Alkmaar a primeira mão do tudo ou nada (leiam-se playoffs) de qualificação para o Europeu de 2015 na República Checa.

Rui Jorge volta a uma cidade onde foi muito feliz. O seleccionador nacional fazia parte da equipa leonina que eliminou o AZ Alkmaar no antigo De Hout (entretanto nasceu outro estádio em 2006) nas meias-finais da Taça UEFA desse ano. O seleccionador nacional afirmou hoje na habitual conferência de imprensa que está optimista quanto a um bom resultado, descartando desde já ter vindo à Holanda para jogar para o empate.

Rui Jorge não poderá contar com Bruma, Edgar Ié, Gonçalo Paciência e Tiago Ilori por lesão. Já o seleccionador holandês não irá contar com Marco Van Ginkel (AC Milan; emprestado pelo Chelsea) e Memphis Depay (PSV) por lesão. Apesar do extremo já pertencer à selecção A, foi equacionada a sua utilização na equipa de esperanças.

O benfiquista Ola John deverá ser titular na selecção holandesa.

Quem sucede a Paulo Bento?

Muito pouco se tem falado na sucessão do seleccionador nacional e o pânico já começa a rondar os comentadores desportivos e os programas da nossa praça, afinal vamos para uma quinzena sem seleccionador e daqui a três semanas há jogos importantes para a selecção.
Na altura que a bomba caiu surgiram algumas hipóteses de sucessão do mercado nacional, nomeadamente José Peseiro, Vitor Pereira, Fernando Santos, Manuel José, Rui Jorge e poucos mais vieram à baila das conversas típicas pós saída de Paulo Bento. Mas o grave da situação é que a poeira assentou e com a poeira também o tema sucessão se ficou. No entanto os oportunistas apareceram (leia-se Roberto Mancini) e tudo volta à tona. Urge-se encontrar uma solução e em Itália já se fala na imprensa que a FPF está mesmo a negociar com o Italiano, que a meu ver é curto para ser seleccionador e só o quer para incluir no seu currículo que treinou Cristiano Ronaldo, além de querer mandar mais umas farpas a José Mourinho.
José Peseiro continuou com o seu cargo no Al-Whada e a menos que os cofres da FPF estejam dispostos a compensar a diferença, dificilmente este será o próximo seleccionador.
Vitor Pereira é um nome interessante, actualmente sem clube, tem características que podem ajudá-lo a suceder a Paulo Bento, mas falta-lhe talvez alguma experiência a mais para atingir este patamar, no entanto será a opção mais óbvia e provável.
Fernando Santos é um sonho quase impossível. O treinador terá de cumprir um castigo de 8 jogos e privar a equipa do técnico em jogos importantes e onde é preciso ganhar como é preciso água para beber pode não agradar aos dirigentes. No entanto este seria o homem que reuniria o perfil ideal para ser neste momento o seleccionador português.
Manuel José o eterno homem que aparece sempre que uma vaga se abre na selecção ou num dos grandes de Lisboa. Reclama para si o facto de ser o melhor treinador português desde que venceu tudo com o Al-Ahli do Egipto, inclusivé chegou a dizer que era melhor que Mourinho. Reconheço-lhe mérito, mas o seu tempo já lá vai.
Rui Jorge seria a escolha económica, o homem que está ao leme dos sub-21 demonstrou que com jovens é bom e a necessitar-se de uma revolução seria a escolha óptima por já conhecer a matéria prima que tem à sua disposição para a renovação, no entanto privar a caminhada excelente dos sub-21 rumo ao Europeu da categoria seria um enorme erro, pelo que esta opção nem deveria ser ponderada.

Em breve saberemos quem será o próximo homem forte da selecção nacional, eu aposto Vitor Pereira, os Italianos apostam Mancini, para bem de todos espero estar no cavalo certo!

Paulo Bento abandona a selecção nacional

O Seleccionador nacional rescindiu hoje com a Federação Portuguesa de Futebol. Não existia a meu ver outra opção. Depois do voto de confiança manifestado pelo presidente do organismo na renovação contratual assinada pelo técnico antes da participação da Selecção Nacional no Mundial e do novo voto de confiança manifestado após o desastre desta mesma participação, após a derrota da selecção frente à Albânia, o seleccionador não reunia condições para permanecer no cargo. O ciclo da selecção terá forçosamente que ser renovado por um novo seleccionador, com outra metodologia de trabalho, com outras ideias e outro nível de ambições.

Apesar da imprensa avançar com o nome do actual seleccionador dos sub-21 Rui Jorge como o novo seleccionador nacional (apesar do bom trabalho que está a realizar neste escalão, Rui Jorge não é para mim a pessoa mais indicada para o cargo dada a sua parca experiência enquanto treinador no escalão de séniores) creio que a melhor opção para a FPF é a contratação de um reputado técnico estrangeiro com experiência ao comando de selecções. O único nacional capaz, a meu ver, de realizar um bom trabalho é Fernando Santos, não sendo o antigo seleccionador grego uma má escolha para o cargo. No entanto, neste momento estão sem colocação treinadores que cumprem a observância deste requisito como Gerardo Tata Martino (antigo seleccionador paraguaio; Newells old Boys e Barcelona), Alberto Zaccheroni (antigo seleccionador do Japão) ou Radomir Antic (antigo seleccionador sérvio).

Alguma imprensa portuguesa inclui também na lista de potenciais candidatos ao cargo os nacional Manuel José e Vitor Pereira.

Breves #7 – Paulo Bento de saída?

Saiu há algumas horas atrás um rumor que especulava sobre o futuro de Paulo Bento no comando técnico da selecção nacional. A informação prestada dá conta de um ambiente de algum descontentamento no seio da estrutura da FPF, tendo um dos seus vice-presidentes ameaçado demitir-se caso o presidente não demita o seleccionador nacional após o voto de confiança que manifestou publicamente no seu trabalho, voto esse que foi traído no primeiro jogo da ronda de qualificação para o Euro 2016 frente à Albânia.

Especula-se que o desempenho do seleccionador estará a ser escrutinado na sede da FPF, podendo ser demitido ainda esta semana. Os nomes de Fernando Santos, Vitor Pereira, Rui Jorge e Manuel José estão a ser veículados por alguns órgãos de comunicação social da especialidade como os substitutos de Bento no comando técnico da selecção nacional.