A fantástica selecção de sub-21

A selecção de sub-21 está de parabéns pela conquista obtida em Paços de Ferreira ao apurar-se pela 9ª vez para o europeu da categoria desde a sua criação em 1978!

Em primeiro lugar, Rui Jorge está de parabéns. O seleccionador português fez um trabalho fantástico, mesmo quando a Selecção A lhe foi roubando atletas fruto das suas necessidades ao longo dos últimos meses (Bruma, João Mário, André Gomes, William Carvalho, Ricardo Horta, Cedric, Ivo Pinto, Anthony Lopes, Ruben Vezo, Rafa, Ivan Cavaleiro), manteve um discurso coerente assente na prosecução de um objectivo que tinha que ser atingido a qualquer custo (a qualificação), moralizou as tropas de que dispôs em redor desses objectivos e no final conseguiu o melhor de dois mundos: a qualificação só com vitórias (a bom da verdade, esta Holanda mostrou muito mais no jogo de Paços de Ferreira do que no jogo de Alkmaar e vendo bem as coisas esteve bastante perto em duas ocasiões de liderar a qualificatória por golos fora) e o desenvolvimento ao mais alto nível de jogadores que, a meu ver, terão quase todos o seu espaço na próxima geração da selecção A.  Pode-se até dizer que esta equipa até fica melhor sem os jogadores que entretanto deixaram de participar no trajecto por terem subido aos AA, mas, para uma fase-de-qualificação daquele nível de exigência, não levar o trio do meio-campo que a Selecção A “roubou” à selecção de sub-21 poderá considerar-se um crime.

A turma portuguesa desenvolveu-se, ganhou experiência internacional, praticou um futebol vistoso e mereceu por inteiro esta qualificação pelo futebol desenvolvido, pelo brilhantismo individual demonstrado por alguns dos seus actores (Bernardo Silva foi sem dúvida aquele que demonstrou mais talento neste trajecto) e pelo trabalho desenvolvido no plano mental. Mesmo a um passo da eliminação quando a Holanda vencia, os jogadores portugueses souberam quase sempre dar a volta por cima e encontrar forças para vencer o jogo.

Esperemos que a caminhada vitoriosa se mantenha na República Checa. Depois deste prodigioso apuramento, é difícil não esconder a ambição que rodeia esta selecção: vencer o Europeu que será disputado no próximo mês de Junho naquele país do centro da europa. No entanto, é preciso ter noção da realidade que esta selecção irá encontrar na República Checa: assim como nós temos um leque de jogadores a jogar ao mais alto nível em grandes ligas europeias e até em grandes clubes europeus (alguns deles são opções regulares em clubes que estão no topo das principais ligas europeias e em clubes que disputam a champions), as outras selecções também os tem e, até tem jogadores muito mais calejados ao nível de experiência internacional como são os casos de Federico Bernardeschi (Itália\Fiorentina), Ter Stegen (Alemanha\Barcelona), Jonas Hoffman (Mainz\Borussia de Dortmund\Alemanha), Bernd Leno (Alemanha\Bayer Leverkusen), Max Meyer (Schalke\Alemanha), Nemanja Radoja (Sérvia\Celta de Vigo), Lucas Andersen (Dinamarca\Ajax), John Guidetti (Celtic\Manchester City\Suécia), Luke Shaw (Manchester United\Inglaterra), Tom Ince (Crystal Palace\Inglaterra) ou a dupla do Tottenham Eric Dier e Harry Kane. Isto não contando com a possibilidade de virmos a ter no Europeu jogadores cujas idades ainda permitem jogar esta competição, mas que já passaram há muito para as selecções principais dos seus países como são os casos de  Milos Jojic e Lazar Markovic (Sérvia), Skodran Mustafi, Erik Durm, Mathias Ginter, Leon Goretzka, Emre Can (Alemanha), Pierre-Emile Hojbjerg e Youssuf Poulsen (Dinamarca) ou Calum Chambers e Raheem Sterling (Inglaterra). Este europeu será sem dúvida a rampa de lançamento de muitos talentos para a alta roda do futebol europeu.

Momentos #37

O médio ofensivo do Swansea Gylfi Sigurdson “protagonizou” uma das maiores surpresas da jornada internacional de hoje ao apontar os 2 golos que derrotaram a Holanda no jogo disputado em Rejkjavik. A selecção Holandesa, agora orientada por Guus Hidink perdeu pela 2ª vez nesta fase de qualificação. Na 1ª jornada já tinha perdido na República Checa que hoje venceu por 4-2 no Casaquistão a selecção local. Islândia e República Checa lideram o grupo com 9 pontos, mais 6 que a Holanda que é 3ª com 3.

Há quanto tempo é que a Holanda não perdia 2 jogos numa fase de qualificação para uma grande competição internacional?

Crónica #19 – Holanda sub21 0-2 Portugal Sub-21

Rui Jorge e os seus comandados estão de parabéns! A Selecção de Sub-21 deu hoje em Alkmaar um passo de gigante rumo ao Euro 2015 na República Checa ao vencer categoricamente a selecção da casa por 2-0.

Apostando num 4x4x2 losango, o seleccionador nacional aproveitou o excelente momento de forma de Bernardo Silva para o colocar na posição 10 em detrimento de Rafa. O jogador do Sporting de Braga jogou como médio interior direito, num meio-campo onde para além deste e de Silva alinharam Sérgio Oliveira como médio interior esquerdo e Ruben Neves como 6. Sem poder contar com Tiago Ilori para o eixo da defesa, Rui Jorge deu a titularidade a Paulo Oliveira e Ruben Vezo. Os dois centrais portugueses fizeram uma exibição quase irreprensível, sendo apenas incomodados por Elvis Manu e Luc Castaignos nos primeiros minutos.

A tarde de glória da turma das quinas começaria com um sobressalto. Logo aos 4″, numa fase em que as equipas aproveitavam os primeiros minutos para assentar o seu jogo e estudar-se mutuamente, Elvis Manu haveria de aparecer ao primeiro poste a rematar à trave da baliza de José Sá após um grande trabalho individual do lateral esquerdo Jetro Willems. O lateral seria uma das figuras da partida durante os primeiros 20 minutos. A subir com confiança no flanco, sem medo de ir para cima de Ricardo Esgaio, Willems colocou alguns cruzamentos na área que causaram algum perigo à baliza portuguesa.
No minuto seguinte, a turma das quinas iria responder com um grande remate do nosso lateral-esquerdo Raphael Guerreiro para uma defesa apertadíssima de Warner Hahn. Guerreiro tentou finalizar com um remate em força depois de uma rapida investida pelo flanco.

Desde cedo que Portugal pôs em prática o modelo que iria derrotar esta equipa holandesa: fechando muito bem os flancos não permitiu que tanto o lateral Willems como o extremo Elvis Manu como o extremo-direito Anwar El Ghazy pudessem criar situações de desequilíbrio pelas alas. No meio-campo, uma pressão efectiva sobre o médio defensivo Nathan Aké (jogador das reservas do Chelsea) e sobre Adam Maher obrigaram os centrais holandeses a longas trocas de bola ainda no seu meio-campo e impediram que os holandeses progredissem no terreno ao impedir que estes dois jogadores (os cérebros da equipa holandesa) tocassem no esférico através do corte de linhas de passe. Recuperando rapidamente a bola no miolo, os Ruben Neves, Sergio Oliveira e Bernardo Silva começaram a incutir muita dinâmica e muito critério na construção de jogadas ofensivas, aproveitando as boas subidas no terreno dos dois laterais portugueses e a ajuda que os avançados (Ivan Cavaleiro e Ricardo) iam dando nos 2 flancos. Foi por exemplo de uma combinação na esquerda entre Raphael Guerreiro e Ivan Cavaleiro que nasceria por exemplo o lance do penalty que iria dar o primeiro golo à equipa lusitana.

Antes desse momento, onde Bernardo Silva trocou as voltas ao central holandês Sven Van Beek, obrigando-o a rasteirá-lo dentro da área, já Ivan Cavaleiro tinha feito um 8 do central do Feyenoord. Ao minuto 15 ganhou-lhe uma disputa pela bola em velocidade pelo corredor esquerdo, passou-o ganhando a linha e só não inaugurou o marcador porque foi lesto a atirar à baliza de Hahn com angulo reduzido. O central haveria de se redimir da falha com um corte providencial quando o jogador do Deportivo (emprestado pelo Benfica) se preparava para rematar.

A pressão portuguesa sobre Aké e Maher durou 35 minutos. Só a partir deste minuto até ao intervalo é que a Holanda começou a construir jogadas de ataque com pés e cabeça. Aké conseguiu finalmente iniciar as transições para o meio-campo português enquanto Maher começou a pensar o jogo holandês através da sua precisão no passe. Quando estes dois passaram a ter mais jogo, a Holanda criou perigo junto da baliza de José Sá. Tendo como referência de ataque Luc Castaignos (leva 6 golos na Liga Holandesa ao serviço do Twente) o jogo holandês neste período foi mecanicizado para servir bem o seu ponta-de-lança. Ganhando uma interessante sequência de cantos (os holandeses foram matreiros nos cantos ao colocar um ou mais jogadores na pequena área a estorvar a acção de José Sá; o guarda-redes do Marítimo B conseguiu resolver quase todos os lances onde foi chamado a intervir) os holandeses tentaram colocar a bola em condições para o poder de fogo do jogador do Twente. Contudo, este nem sempre se posicionou no sítio certo para receber a bola em condições de finalizar e quando o fez teve à frente um Paulo Oliveira inspirado a negar-lhe oportunidades. O jogador do Sporting confirmou que está a passar por um bom momento de forma e que pretende agarrar a titularidade no clube leonino e na selecção de sub-21.

Até que, findo o maior momento de pressão dos holandeses à nossa área, Bernardo Silva brindou os milhares de portugueses que viram o jogo no Estádio e na TV com a jogada do encontro. Derrubado por Van Beek (se até então o central estava a jogar sobre brasas, a partir do momento em que recebeu o amarelo, o central do Feyenoord nunca mais se recompôs e permitiu alguns lances ofensivos de Cavaleiro e Mané na 2ª parte para não fazer falta e assim ser expulso da partida; um desses lances foi o do 2-0).

Sérgio Oliveira não tremeu na marca dos onze metros e deu vantagem a Portugal ao cair do pano do primeiro tempo.

No início do 2º tempo o seleccionador holandês tentou promover uma alteração com a saída do lateral direito do Ajax Ruben Ligeon para a entrada para a mesma posição Joshua Brenet. A ideia do seleccionador holandês era colocar um homem num dos flancos capaz de sair a jogar pelas alas de forma a “driblar” a enorme pressão que a selecção portuguesa ia incutindo na saída de bola dos holandeses pelo corredor central.

Contudo, tudo se manteve e a selecção portuguesa continuou cómoda no jogo. Logo aos 26 segundos do segundo tempo, Ricardo foi buscar uma bola ao flanco direito e cruzou para o lado oposto onde apareceu Sérgio Oliveira solto de marcação a atirar de primeira ao lado da baliza de Hahn. 2 minutos passados, Ivan Cavaleiro voltou a ganhar a linha a Van Beek pela esquerda. Num movimento muito parecido com o que tinha feito na primeira parte, permitiu a defesa da tarde a Hahn. O guardião holandês ia conseguindo evitar males maiores.

A equipa portuguesa conseguiu anular os jogadores mais perigosos da Holanda (Elvis, Maher, Castaignos, Willems não subiu tanto no terreno a partir dos 20 minutos) foi mais pressionante, mais rápida sobre a bola, mais criativa (excelente envolvimento de Bernardo, Cavaleiro e Guerreiro no lado esquerdo e de Ricardo e Esgaio no lado direito).
Ao nível defensivo, destacou-se a excelente coordenação defensiva dos defesas portugueses que permitiu colocar os avançados holandeses em fora-de-jogo em todas as situações em que o seu meio-campo tentava isolá-los nas costas da defensiva portuguesa.

Portugal voltaria a ameaçar o 2º golo aos 58″ por intermédio de Raphael Guerreiro. O lateral do Lorient fez uma nova incursão pela esquerda seguida de um potente remate para defesa de Hahn.

Rui Jorge sentia que a qualquer momento poderia marcar mais um golo e resolver a eliminatória. Aos 63″ o seleccionador refrescou o ataque com a entrada de Mané para o lugar de Cavaleiro, posicionando-se o jogador do Sporting no lugar do jogador do Deportivo, ao lado de Ricardo na frente de ataque. Se a Holanda ainda ameaçou o empate por intermédio de Castaignos nesse mesmo minuto (bem servido na área pela esquerda, recebeu de costas para a baliza e não conseguiu melhor porque José Sá foi rápido a fechar-lhe o ângulo de remate), Mané haveria de resolver (creio) a eliminatória com um lance de mestre no qual recebeu um lançamento de Raphael Guerreiro a meio do terreno, passou por Van Beek (condicionado com um amarelo, o central do Feyenoord não quis fazer falta para não arriscar o segundo), passou pelo meio de 3 jogadores holandeses para entrar na área e na cara de Hahn atirou cruzado em arco para o 2º golo da equipa portuguesa, estabelecendo o resultado final de 2-0.

Resultado merecidíssimo para a equipa de Rui Jorge. Os sub-21 portugueses conseguiram em Alkmaar meio-bilhete para a fase final do Euro 2015 na República Checa, bastando para tal gerir a vantagem obtida no jogo de Paços de Ferreira. Uma das ilações que pude tirar deste jogo é que a selecção de sub-21 decerto não deverá precisar dos reforços que estão ao serviço da AA. Como é sabido William Carvalho, João Mário e André Gomes poderão dar o seu contributo a esta selecção no europeu que se disputa em Junho do próximo ano. Contudo, Ruben Neves, Sérgio Oliveira, Rafa e Bernardo Silva deram conta do recado (o jogador do Braga foi o único que teve uma prestação menos conseguida neste jogo em virtude de estar a jogar fora da posição que lhe é habitual e com funções e rotinas de jogo bastante diferentes daquelas que tem em Braga) promovendo uma pressão asfixiante que não permitiu aos holandeses pegar no jogo em qualquer momento da partida e, ofensivamente, colocando enorme velocidade nos processos de transição e circulação de bola. O médio do Porto não se coibiu de tentar o passe longo por várias vezes ao longo da partida assim como Bernardo Silva foi letal no 1×1 e na oferta de linhas de passe tanto aos seus colegas do meio-campo como aos laterais e avançados. Com a sua enorme disponibilidade física, o jogador formado no Benfica apareceu muito bem em todos os corredores, oferecendo linhas de passe aos companheiros e muita criatividade.

A selecção Holandesa terá que fazer pela vida se quiser ir ao Europeu da categoria. A equipa de Adrie Koster deixou a equipa portuguesa jogar a seu belo prazer no seu meio-campo, revelou muita intranquilidade nos processos de transição quando pressionada e muita intranquilidade defensiva no eixo central da defesa. Van Beek foi, como se diz na gíria, papado de todas as maneiras. Karim Rekik pareceu ser mais esclarecido e mais eficaz, mas, a bom da verdade, Ricardo não foi tão irrequieto quanto Ivan Cavaleiro ou Carlos Mané, facto que facilitou a vida ao central holandês. O seu organizador de jogo Adam Maher escondeu-se em demasia entre as linhas portuguesas. Nathan Aké foi vaporizado pela eficácia da pressão portuguesa. Ao não ter jogo nos pés, obrigou invariavelmente a sua equipa a tentar sair pelas alas e a despejar o máximo de bolas que conseguissem despejar para a área à procura de Castaignos. O extremo-esquerdo Elvis Manu acabou por ser o único esclarecido dentro desta equipa holandesa. O extremo do Feyenoord tentou ganhar a linha várias vezes a Ricardo Esgaio de forma a servir Castaignos na área. Aproveitando algum espaço dado pelo lateral do Sporting construiu na esquerda um par de oportunidades que Castaignos não soube aproveitar.

Quid Iuris, LvG?

Moyes

Os adeptos do Liverpool aproveitaram o mau momento do rival Manchester United no momento da visita destes a Anfield Road para ironizarem o então treinador dos Red Devils.

A passagem pelo comando técnico da selecção Holandesa serviu, acima de tudo, para Louis van Gaal voltar a cimentar o seu estatuto no futebol mundial. Finalista vencida em 2010, depois de um Euro 2012 para esquecer, o agora treinador do Manchester United fez um trabalho que decerto poderá dar frutos em 2016 e 2018. Renovando parte dos quadros desta selecção, não teve problemas em lançar muitos jogadores nos momentos-chave da vida da selecção e fez acreditar que a Holanda poderá vencer novamente uma grande competição internacional de selecções no futuro. Jogadores como Tim Krul, Jasper Cilessen, Bruno Martins Indi, Urby Emanuelson, Leroy Fer, Georginio Wijnaldum, Memphis Depay, Kevin Strootman, Daley Blind, Daryl Janmaat, Stefan de Vrij, Ron Vlaar, Jeremain Lens, Jonathan De Guzman, Jordy Claasie já são indiscutíveis convocados desta selecção. Serão diminuidos quando os mais velhos Dirk Kuyt, Klaas-Jan Huntelaar, Nigel de Jong Arjen Robben, Wesley Sneijder e Robin Van Persie, três históricos da Laranja Mecânica moderna ditarem o seu adeus à selecção. A estes deveremos juntar Rafael Van der Vaart, um histórico que neste momento está arredado da sua selecção fruto de degredantes temporadas realizadas em Hamburgo. Contudo, o futebol holandês tem uma enorme facilidade em renovar-se. Já existem talentos na antecâmara da formação holandesa capazes de pegar de estaca nos seus clubes e nas variadas selecções holandesas capazes de acrescentar talento a esta selecção. Falo de nomes como Ricardo Vishna, Terence Kongolo, Joel Veltman, Ricardo van Rhijn, Luuk de Jong, Ruben Schaken, Siem de Jong, Marco van Ginkel, Jean Paul Boetius, Luciano Narsingh ou Quincy Promes. Pelo meio ainda existe uma geração perdida de jogadores que não se afirmou na selecção principal A mas que a qualquer momento, catapultados por boas temporadas desportivas nos seus clubes poderão voltar ao lote de convocáveis desta selecção. Stijn Schaars, Maarten Stekelenburg, Ibrahim Affelay, Eljero Elia, Ola John, Gregory van der Wiel, Ryan Babel, Joris Mathisen, Ricky Van Wolfswinkel ou Jeffrey Bruma perderam-se pelo caminho, fruto de temporadas em que andaram claramente apagados, mas são jogadores com potencial para rebentar novamente e viver uma 2ª vida dentro do futebol holandês.

(anotamento meu)

Com uma qualificação exemplar, apanágio da Laranja Mecânica nos últimos 30 anos, o Mundial de Selecções foi um autêntico teste às capacidades técnicas e à capacidade férrea de liderança de Louis van Gaal. Com uma selecção forte mas não favorita à conquista do torneio, muitos duvidaram das capacidades deste grupo constituído por uma mistura de veteranos consagrados e jovens talentos do futebol holandês. Com um modelo assente num modelo táctico difícil de assimilar para grande parte dos jogadores mundiais (3x4x2x1) e uma identidade de jogo apoiada numa filosofia ofensiva e de circulação de bola, muitos consideravam que a selecção holandesa neste mundial poderia ser a maior catástrofe da história das selecções holandesas. Com paciência e muito trabalho (trabalhar com selecções obriga, pelo pouco tempo que os seleccionadores passam com os jogadores que dispõem, a metodologias de treino mais objectivas do que aquelas que são aplicadas nos clubes) Louis van Gaal aplicou as suas ideias no conjunto de 23 que levou ao Brasil. Perante um clima iminente de crispação (há quem tenha referido que Van Gaal pegou-se com Wesley Sneijder após a recusa do médio do Galatasaray em cumprir as missões em campo que o treinador lhe exigia) e que já no Brasil, Robin Van Persie recusou-se a treinar durante 2 dias e Arjen Robben andou pegado em vários treinos com Bruno Martins Indi dada a violência que o actual central do Porto tratava de aplicar ao frágil joelho do extremo do Bayern de Munique. Se problemas existiram na comitiva holandesa, nenhuns foram evidenciados em campo: a Laranja Mecânica esmagou com uma exibição de gala a Espanha campeã mundial por 5-1 num jogo colectivo memorável, bateu a Austrália, empatou com o Chile, seguiu em frente para a fase a eliminar e com maior ou menor dificuldade apenas haveria de cair nas meias contra a Argentina… de cabeça bem erguida! O 3º lugar dos holandeses no brasil, confirmou as excelentes fases-finais que os holandeses tem feito nos últimos 35 anos e deitou as sementes para um futuro que se apresenta risonho sob a batuta de outro grande mestre holandês: Guus Hidink.

E van Gaal voou para mais um desafio em Manchester.

A era Moyes…

David Moyes era naturalmente um delfim de Ferguson. As campanhas realizadas no Everton do técnico escocês, um mediano central que mal se aguentou enquanto jovem num plantel do Celtic, e que cumpriu grande parte da sua carreira em equipas de escalões secundários do futebol inglês (jogando durante 1 temporada na Premier League) não passaram despercebidas a Sir. Alex Ferguson. Apesar de nunca ter sido tornada pública qualquer tentativa de influência do técnico escocês na escolha do seu compatriota, há muitos anos o nome de Moyes era indicado pela imprensa como o favorito de Ferguson para continuar o seu legado assim que este decidisse reformar-se.

De legado em legado, o próprio Moyes sabe perfeitamente o que é construir um legado. Durante 13 anos no Everton, conseguiu transformar um clube na altura falido, no qual os melhores jogadores estavam no mercado (casos mais claros eram Abel Xavier, Alessandro Pistone, Thomas Gravesen), candidato nº1 à descida ao champions numa equipa aguerrida com excelentes resultados desportivos. O Everton chegou a ser 4º na Premier na temporada 045, feito que lhe valeu uma ida à pré-eliminatória da Champions em 056, num ano que poderia ter sido de ouro para as equipas inglesas na competição com a inserção de 5 equipas (as 4 apuradas pela via do campeonato mais a equipa campeã europeia em título, o Liverpool) e caso, obviamente, o Arsenal se tivesse sagrado rei europeu naquela final perdida nos últimos minutos contra o Barcelona de Rijkaard.

Escolhido para saber separar as águas do legado Ferguson e construir o seu próprio legado, Moyes recusou sempre ter sido escolhido para efectuar um período de transição calmo e tranquilo. Contudo, a direcção de Manchester não teria talvez as mesmas ideias para o treinador. Na era Ferguson, com ou sem artistas, os títulos haveriam de aparecer, mesmo nas temporadas em que a equipa não tinha a melhor das performances. Na era Moyes, o manager escocês apercebeu-se rapidamente que o seu carisma não seria igual ao do seu compatriota e apercebeu-se das falhas de plantel que de certo modo eram superadas pelo carisma, pela paixão e pela intensidade que Ferguson incutia nos jogadores. Pediu reforços à direcção, principalmente para o sector defensivo, sector no qual Ferguson nos últimos anos tinha perdido algum tempo a superar os défices existentes pela caducidade física dos seus principais esteios (Nemanja Vidic, Rio Ferdinand, Patrice Evra) com um certo toque de experimentalismo injectado através de sangue novo (Chris Smalling, Phil Jones, Johnny Evans, Fábio e Rafael da Silva) contratado a peso de ouro no que diz respeito por exemplo ao antigo central\lateral-direito do Fulham e ao antigo central do Blackburn Rovers, este último “menino” para 22 milhões de euros!

No meio-campo semelhante problema: Paul Scholes retirou-se de vez após ter feito mais meia-época a pedido de Ferguson. Giggs entretanto passado para o miolo do terreno. Carrick em declínio. Wayne Rooney cada vez mais um 10 dada a perda da rapidez que sempre o caracterizou. Até o homemade Tom Cleverley, jogador cujas características andam longe da ribalta a que a formação de Manchester sempre nos habituou, aposta de Moyes desde o início da época, literalmente amarelou perante as oportunidades no onze titular que o escocês lhe concedeu. Jogo ineficaz nas alas com actores para todos os gostos: Ashley Young, um velocista, Nani, prendia o jogo da equipa, António Valência, muita velocidade, tem dias no cruzamento, demasiada verticalidade e mecanicidade em ganhar as linhas e centrar, ou seja, demasiado previsível para os adversários que tivessem a missão de defender aquele flanco; um japonês inadaptado chamado Shinji Kagawa e um brasileiro fracasso de nome Anderson que Ferguson nunca conseguiu moldar à semelhança de Scholes; um avançado de nome Robin van Persie a contas com muitos problemas físicos após a sua época de ouro na Premier League. Eram precisos reforços.

Mas os reforços não vieram como Moyes queria. Veio o man of confidence Marouane Fellaini de Liverpool. O Belga passou o ano no estaleiro e não era bem aquilo que se pretendia para dar estabilidade e poder de choque ao meio-campo. O Belga é demasiado ofensivo para ocupar aquela posição. E o Manchester perdia e varria a metade da tabela durante o início do Outono. A jogar mal, mal e porcamente, e a perder sem fim. Em Janeiro veio Mata. Caríssimo. 45 milhões. E o Espanhol, vendido como salvador da pátria, pouco ou nada acrescentou como se previa a uma equipa ferida de Morte. Morte. David Moyes, altamente crucificado pela imprensa, eliminado de forma precoce da Champions, seria também ele ferido de morte. Giggs assumiu até ao final da temporada.

Nem tudo foi mau na era Moyes. O escocês catapultou para o seu onze o jovem Belga (de ascedência Kosovar e Albanesa) Adrien Januzaj, jovem talento lapidado na formação do clube (iniciou a carreira futebolística num dos clubes satélites do Manchester, o Antuérpia), imediatamente feito mais talento do que aquilo que é de facto (apesar de poder vir a ser um grande jogador dos tempos modernos) dado ter dado um raio de esperança ao trabalho do escocês com os golos que evitaram em diversas situações calamidadades maiores.

Here Comes the Man

Conferência de imprensa de Louis Van Gaal aquando da sua apresentação enquanto treinador do Man. United.

LvG deixou no ar a ideia que não vinha para Manchester fazer turismo ou ser mais um treinador de transição. O respeito pelo prestígio do clube de Manchester, beliscado por uma das piores temporadas dos últimos 3o anos, merecia o melhor. Se a direcção do clube de Manchester praticamente deu a entender que Moyes seria a transição controlada para uma realidade melhor, van, entrou de forma serena em Manchester para se voltar a projectar como um grande treinador de clubes.

Apostado em mudar a forma de trabalhar do clube do Norte de Inglaterra, Louis Van Gaal entrou a matar em Manchester com um conjunto de atitudes e regras que abalaram os velhos sistemas do clube britânico:

– Desde logo, tratou de referir que implementaria o mesmo sistema táctico que deu frutos na selecção holandesa. Desde os seus tempos do Ajax que o treinador, apesar de conservador na sua forma de ser e estar na vida, provou que é um gambler. Não se importa de aceitar desafios complexos em situações específicas complexas da história da equipa que vai treinar. Arrisca e pelo facto de apostar constantemente é um vencedor. Arriscou em Munique e quase tudo venceu. Arriscou na selecção holandesa e saiu como um autêntico vencedor apesar da 3ª posição. Em Manchester não se coibiu de, com os presentes, começar a trabalhar num 3x4x2x1 num clube habituado ao clássico 4x4x2 de Ferguson, num futebol habituado ao classicismo do 4x3x3, ao Kick and Rush que ainda hoje é utilizado pelos mais ortodoxos british como Tony Pulis, Sam Allardyce, num futebol que só nos últimos 15 anos, graças ao trabalho de treinadores estrangeiros como José Mourinho ou Arsene Wenger, começou a acordar para outras realidades tácticas, para diversos estilos de jogo (do cautelismo de Mourinho ou Rafa Benitez, ao futebol-arte do Arsenal do francês, passando pelos latinismos de Gus Poyet.

O Manchester jogaria um futebol ofensivo assente na circulação de bola. Ponto final. Mais uma vez se demonstrou que LvG é aquele tipo de treinador que gosta de controlar e massacrar se assim for necessário. É também um daqueles treinadores que gosta de uma circulação ofensiva rápida, de preferência ao primeiro toque. Não se importa de sofrer 4 se a equipa marcar 5. Contudo, teve necessidade em reforçar a esburacada defesa que recebeu dos seus antecessores.

– Modificou a metodologia de trabalho do clube em pequenos pormenores –

– Para que os jogadores se habituassem às condições de inverno dos relvados ingleses, durante a pré-época mandou cortar a relva dos campos do centro de estágios do clube ao estilo de Old-Trafford e mandou esburacar um dos campos para ali simular aquele campo de batalha na preparação física dos atletas, melhorando o seu nível de resistência logo no início da temporada e optimizando a sua capacidade de jogar em terrenos com alta propensão para o aparecimento de lesões.

– Mandou enxertar árvores altas e cercas em redor do centro de estágios para evitar que os adversários ou os jornais pudessem recolher informações dos treinos da equipa.

– Nos treinos, van Gaal mostrava uma atitude passivo-agressiva perante os jogadores: ensinando e berrando ao mesmo tempo, elogiando e ironizando, não se coibindo de molestar verbalmente o jogador quando este não cumpria na exactidão o pretendido nos exercícios elaborados.

– Nos estágios, van Gaal estudou a personalidade de cada um dos atletas e passou a vigiar tudo: as refeições, os divertimentos nos quartos, as pessoas com quem falavam durante o estágio, as visitas da família, os penteados, os carros, as roupas que os atletas usavam, não se coibindo de fazer alterações nestes hábitos dos jogadores.

– Criou uma database no clube no qual só ele tem acesso com toda a informação que acumula.

Criou uma ambição – vencer.

falcao 3

Mostrou-se insatisfeito com a equipa que recebeu e pediu reforços à direcção. Custe o que custar. A política de transferências de Van Gaal privilegiou a entrada de atletas capazes de enquadrar no seu sistema táctico, reforçando-se com critério. Pode-se afirmar que van Gaal partiu em vantagem quando comparados os milhões em abundância que lhe foram concedidos pela direcção em relação com os milhões concedidos a David Moyes. Contudo, LvG teve critério na sua utilização. Definiu como objectivos a contratação de um central, de um ala esquerdo capaz de ser mais defensivo do que ofensivo, de um médio ofensivo capaz de criar desequilíbrios nos 3 corredores e de mais um avançado finalizador.

O central foi Marcos Rojo, jogador que tanto pode jogar no eixo de 3 defesas idealizado pelo holandês como a ala esquerdo. Neste pingue-pongue, levou consigo Daley Blind por 14 milhões de libras, pagas ao Ajax. Blind tanto poderá ser o ala esquerdo defensivo que van Gaal pretende para defender bem o lado mais utilizado pelas equipas da Premier para atacar como tem versatilidade necessária, resistência e qualidade de passe curto para ser trinco, função que de resto já desempenhou no Ajax. Assim sendo, Rojo jogará a central ou no lado esquerdo quando a equipa pretender jogar ofensivamente por aquele flanco (como o antigo jogador do sporting joga na selecção argentina) e Blind será o ala esquerdo quando a equipa precisar de fechar muito bem aquela ala ou trinco quando Carrick estiver off e Rojo jogar mais balanceado no ataque, visto que a táctica implementada precisa que dois membros do meio-campo façam as devidas compensações às alas. Já o jovem internacional Luke Shaw será utilizado quando a equipa pretender jogar com um ala capaz de defender bem o seu flanco e atacar ainda melhor. Capicce?

Utilizando preferencialmente Phil Jones e Johnny Evans (o contratado Guillermo Varela irá procurar o seu espaço e rentabilizar as oportunidades que van Gaal lhe possa dar) como companheiros do argentino no central, Rafael da Silva terá uma missão ofensiva no flanco direito, aproveitando a sua hábil velocidade e a forma como aparece a apoiar o ataque naquele flanco no último terço.

No meio-campo, Van Gaal optará tendencialmente por um sistema de 2: um trinco (Carrick ou Blind) e um transportador de jogo. Essa função poderá ser bem desempenhada por Marouane Fellaini, se o Belga estiver disposto a ser aquele médio cheio e completo que era no Everton, ou seja, aquele médio capaz de iniciar a primeira fase de construção e facilmente aparecer em terrenos mais adiantados a utilizar a sua capacidade de meia-distância, de apoio às unidades ofensivas e de incursão na área, onde de resto, tem um excelente jogo de cabeça. Em todo o caso Van Gaal fez questão de ir buscar um dos 8 mais talentosos do futebol mundial. Nada mais nada menos que o basco Ander Herrera, jogador capaz de pensar na perfeição toda a manobra ofensiva da equipa através da sua tremenda capacidade de passe, tanto curto como longo. Numa abordagem mais pragmatica, Van Gaal também estará disposto a executar a evolução de Rooney no terreno, colocando o 10 a jogar numa posição intermédia entre o típico 8 e o 10, tamanho e medida do que fazia Paul Scholes na era Ferguson ou Wesley Sneijder na selecção holandesa, papel que de resto o actual jogador do Galatasaray nunca soube interpretar bem na selecção. Ou seja, o internacional inglês terá como funções vir atrás receber jogo, distribuir para os flancos e aparecer a finalizar. O internacional inglês também poderá ser utilizado atrás dos pontas-de-lança ao lado do DiMaria. Teorizando a ideia de Van Gaal, deverá o internacional inglês nesta fórmula ser um 2º avançado, ficando DiMaria com um papel muito semelhante aquele que Robben tinha na selecção Holandesa, ou seja, um vagabundo no ataque do United, incumbido de criar jogo e, aproveitando o trabalho que Mourinho fez com o jogador em Madrid, acelerá-lo a meio-campo e ainda servir de primeiro bloco de pressão alta (como Van Gaal de resto gosta para ter bola e dominar as partidas), papel onde o argentino encaixa como sabemos muito bem. Este sistema só funcionará se as alas estiverem muito bem entregues à subida dos laterais. Contudo, o argentino poderá encaixar o seu jogo no flanco fraco, ou seja, no flanco onde o ala terá apenas missões defensivas.

Na frente, RVP e Falcao serão sinónimo de golos caso consigam voltar à sua melhor condição física. O Holandês parte em vantagem mas com as suas movimentações malucas, o colombiano poderá ser mais profícuo na estratégia colectiva que o holandês pretende para a equipa. Ao estar em constante movimentação na área e na entrada desta sempre que vai atrás receber jogo, o colombiano poderá ter o condão de arrastar consigo as defensivas e abrir espaços para os colegas que vem de trás, principalmente para DiMaria ou Rooney. Como Ander Herrera facilmente as coloca em desmarcação para a entrada de alguém na área, seja a que distância for, teremos todo o ataque do United a funcionar como um verdadeiro colectivo.

A pergunta que vocês neste momento deverão estar a fazer é a seguinte: onde é que entram nesta estratégia jogadores como Januzaj, Valência, Juan Mata, Anderson, Darren Fletcher ou Ashley Young?

A maleabilidade táctica de van Gaal começa na sua defesa. Como Blind pode saltar para o meio-campo e Rojo para uma posição mais central caso actue pela esquerda, Smalling ou Phil Jones podem jogar na direita e o 3x4x2x1 pode ser rapidamente desmanchado para um 4x3x3 clássico quando a equipa dele o precisar, em situação de apuros ou de pura ineficiência. Rapidamente van Gaal poderá voltar à forma clássica de colocar um criativo na esquerda (Januzaj), DiMaria nesse mesmo flanco ou um extremo vertical na direita (Valência), todos a jogarem directo para as grandes referências de área da equipa.

Já Mata, Ashley Young, Fletcher e Anderson parecem ser neste início de temporada, jogadores dispensáveis por van Gaal até prova em contrário. O treinador já admitiu que pretenderá reforçar a equipa com Arturo Vidal (Juventus) ou Kevin Strootman em Janeiro. O médio que custou 45 milhões de euros em Janeiro aos Devils poderá ser vendido ou servir de moeda de troca em qualquer um dos negócios. Anderson e Young serão emprestados em Janeiro e poucas oportunidades terão até lá nesta equipa. A Fletcher mais tarde ou mais cedo serão abertos os portões de saída do clube dado que é um jogador que não se enquadra minimamente com a filosofia de jogo do técnico holandês.

Realçar a formação do clube

Se no aperto de Munique, quando a equipa jogava mal e não vencia, e em Novembro o Bayern ocupava um modesto 8º lugar na Bundesliga da qual se tornaria campeão em 2010, quando era criticado por todos, inclusive pela direcção e o seu lugar estava por um fio, no desespero lançou van Gaal elementos que andavam pelas reservas do clube como Diego Contento, Holger Badstuber, David Alaba e Thomas Muller, pedras que se vieram a revelar basilares no sucesso da equipa bávara naquela temporada, em Manchester, van Gaal começou a premiar antecipadamente uma cultura de mérito junto dos jovens das reservas da equipa britânica. Assim sendo não será de estranhar que para além de Wilfried Zaha (já utilizado por Moyes na temporada passada) saltem de um momento para o outro jovens da formação como os avançados James Wilson, Will Keane ou Tom Lawrence, o central Michael Keane ou Reece James ou o médio Jesse Lingard.

Momentos #7

A grande surpresa da 1ª jornada da ronda de qualificação para o Europeu 2016 ficou marcada pela derrota da selecção Holandesa na República Checa. Não posso fazer uma crónica decente da partida porque confesso que só vi os últimos 20 minutos do mesmo. No entanto, interroguei-me sobre quando teria sido a última derrota da selecção holandesa numa fase de qualificação e descobri que a última derrota da agora selecção comandada pelo histórico Guus Hidink tinha sido a 11 de Outubro de 2011 numa derrota por 3-2 contra a Suécia em Estocolmo, na fase de qualificação para o euro 2012.

Em Gales, a selecção de Andorra esteve perto de conseguir um empate frente à selecção da casa, uma das possíveis beneficiárias do alargamento da fase final do europeu a 24 equipas. Andorra esteve a ganhar por 1-0 à selecção galesa (primeiro golo nos últimos 4 anos em provas oficiais) mas Gareth Bale e companhia viraram o jogo para 2-1, com o extremo do Real Madrid a lograr empatar a partida.