breves #32

Liga dos Campeões – Na sequência da exposição do Sporting à UEFA, o organismo já fez chegar em comunicado à direcção do Schalke 04 a manifestação promovida pelos leões. A SAD do Sporting Clube de Portugal queixou-se à UEFA da arbitragem do russo Serguei Karasev na partida em questão, manifestando todo o interesse em uma de duas soluções: a repetição do jogo ou a indeminização (por parte da UEFA ou do clube adversário) em 500 mil euros, valor a que o Sporting tinha direito caso o erro de arbitragem no lance da bola na de Jonathan Silva não fosse cometido. O empate na Champions League vale precisamente a atribuição de um prémio pecuniário no respectivo valor. A direcção do Schalke está a estudar a situação, tendo um dos seus mais altos dirigentes feito um comentário irónico contra o sistema de árbitros de baliza inserido nas provas organizadas por aquele organismo. Horst Heldt criticou Michel Platini, afirmando que o líder da UEFA está de parabéns porque o sistema “realmente funciona”.

A repetição da partida será a meu ver um facto praticamente impossível. Nunca naquela competição, dados os erros de arbitragem grosseiros que foram praticados em tantas partidas, algumas delas em fases muito adiantadas da prova (lembro-me daquele Chelsea vs Barcelona ou do roubo descarado que foi a passagem do Borussia de Dortmund às meias-finais em 2013 naquela eliminatória contra o Málaga com 2 erros de arbitragem escandalosos cometidos a favor da equipa alemã nos minutos finais da partida da 2ª mão; no ano passado, aconteceu uma situação semelhante em Amesterdão num Ajax vs Milan com a marcação de um penalty fantasma que deu o empate ao Milan no último minuto) ocorreu existir uma repetição de uma partida por culpa de um erro de arbitragem grosseiro. A repetição da partida seria a criação de um fenómeno novo da prova, fenómeno ao qual a UEFA manifesta-se completamente contra, apesar dos incentivos que tem manifestado ao fairplay ao longo dos anos de existência da competição.

Por outro lado, a “ficção jurídica” de um empate (não-desportivo) por intermédio de uma indeminização de meio milhão de euros, aplaude-se do ponto de vista financeiro mas desvirtua por completo o objectivo da verdade desportiva e camufla os erros cometidos pela arbitragem, não sancionando quem deve ser sancionado. Ou seja, neste caso, os 6 árbitros presentes na partida.

A UEFA já anunciou que vai decidir na terça-feira o protesto apresentado pelo Sporting. Um porta-voz da UEFA explicou à Lusa que a queixa tem por base  o artigo 50 do regulamento disciplinar da entidade que tutela o futebol europeu e que enquadra três alíneas: «Erro evidente do árbitro, clara violação das regras por parte do árbitro com influência decisiva no resultado final» e ainda «qualquer outro incidente que tenha influência decisiva no resultado».

 O Sporting também já respondeu às declarações de Jorge Jesus. O treinador do Benfica lamentou-se que o clube também já foi prejudicado gravemente nas provas da UEFA (referindo-se à eliminatória de há 2 anos frente ao Chelsea nos quartos-de-final e ao jogo de Leverkusen da edição desta época). Bruno de Carvalho aproveitou as declarações para afirmar que o Sporting está disponível para conversar “seja com quem for” em prol de uma visão comum para melhorar o futebol português.

Liga Europa –

As cenas são lamentáveis. Há muito que o hooliganismo dos adeptos britânicos não se fazia sentir na Europa. Os adeptos do Everton envolveram-se em escaramuças com os adeptos do Lille e com a polícia daquela cidade, antes e depois do jogo da Liga Europa que opôs as duas equipas (empate a 0 bolas). Tudo deverá começado na quarta-feira quando um grupo afecto aos Ultras do Lille atacou violentamente várias dezenas de adeptos da equipa inglesa numa zona de esplanadas da cidade. A resposta dos ingleses não demorou muito, provocando um autêntico cenário de batalha durante a tarde e noite de ontem.

O comportamento verificado pelos adeptos dos dois clubes está a ser investigado pela UEFA. O organismo poderá executar sanções contra os dois clubes, sanções essas que podem ir desde a punição básica de realização de jogos à porta fechada para os mesmos ao impedimento expresso de venda de bilhetes para os adeptos dos dois clubes nos jogos que terão que realizar fora.

FC Porto –

lopetegui

As declarações do treinador do Porto na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Arouca:

“Não acredito em verdades absolutas. Tratamos sempre de apresentar a equipa que achamos que vai ser melhor para cada jogo em específico. Não queremos terminar a primeira volta com cinco pontos de vantagem, queremos é ganhar a Liga e para isso traçamos um caminho e queremos seguir nele. Estamos bem na Champions e cada onze depende das necessidades de cada jogo. Todos no FC Porto são iguais. Há uns que jogam mais, mas isso não garante nada”.

A rotatividade do plantel será, portanto, para manter. Essa mesma rotatividade de plantel é a principal crítica dos adeptos ao trabalho do espanhol no comando técnico do clube. Aproveitando as declarações de Jackson Martinez, nas quais o colombiano pedia aos adeptos para não assobiarem os jogadores (referindo no entanto que compreende o descontentamento destes), o espanhol aproveitou o momento para frisar que prefere “ser assobiado” em detrimento dos jogadores.

Servia

Euro 2016\UEFA – A UEFA anunciou em comunicado oficial a decisão pendente para a reunião de ontem em relação aos acontecimentos do Sérvia vs Albânia e as respectivas sanções que as cenas mereceram por parte da Comissão de Controlo de Ética e Disciplina daquele organismo.

Pelo facto dos albaneses terem abandonado o terreno de jogo e se terem recusado a jogar, os albaneses perderam o jogo por 0-3 sendo ainda multados em 100 mil euros. Os Sérvios vencem ficticiamente a partida visto que os 3 pontos também lhes serão subtraídos pelos actos cometidos por jogadores e adeptos. (Justiça salomónica). Os sérvios também foram multados em 100 mil euros e punidos com 2 jogos à porta fechada, jogos que serão cumpridos frente à Dinamarca e Arménia. Nenhum jogador das duas selecções foi punido com jogos de castigo.

Juventus – O clube italiano anunciou a renovação de Paul Pogba até 2019. O jogador irá auferir um ordenado líquido de 4,5 milhões de euros por temporada, 3 vezes mais do que aquele que auferia no clube de Turim até hoje.

Sporting – Shikabala ainda não compareceu em Alvalade mas reapareceu publicamente no Cairo num jogo de futebol de 5 com estrelas mediáticas daquele país. O jogador também informou que tem a sua mansão à venda, facto que pode indiciar que o Sporting não lhe tem pago o ordenado. O jogador está sob alçada disciplinar do clube de Alvalade.

Marco Silva continua a preparar a recepção ao Marítimo para a 8ª jornada da Liga. Islam Slimani será a grande ausência da partida do lado da equipa lisboeta. O departamento médico do Sporting reavaliou o estado físico do jogador, concluíndo que este não abandonou a partida frente ao Schalke por problemas musculares graves. Deverá trabalhar de forma condicionada nos próximos dias, não sendo opção para o jogo deste fim-de-semana.

Luis Filipe Vieira\Jorge Nuno Pinto da Costa – O jornal A Bola referiu na sua edição em papel que os dois dirigentes terão almoçado juntos na Mealhada depois da reunião de presidentes de clubes profissionais realizada em Coimbra na 2ª feira.

Luis Duque é efectivamente o candidato que ambos apoiam para a presidência da Liga de Clubes.

Manchester United – A equipa britânica anunciou que o antigo guarda-redes do Barcelona Victor Valdés vai treinar-se durante algumas semanas com o plantel às ordens de Louis Van Gaal. O guarda-redes continua livre. Valdés continua a recuperar de uma lesão contraída em Março, existindo a possibilidade de assinar pela equipa de Manchester.

Luis Suarez

Luis Suárez – Véspera de superclássico em Espanha. O Barcelona soube por intermédio do TAS e da FIFA que pode utilizar Luis Suárez no jogo contra o Real Madrid. Luis Enrique confirmou na conferência de imprensa desta manhã que o uruguaio encontra-se em boas condições físicas e será opção para o jogo que se irá realizar amanhã pelas 18 horas espanholas (17h portuguesas) no Santiago Bernabéu.

Em entrevista ao Sport, o jogador confessou que nunca mais irá morder um adversário, referindo que foram milhares as pessoas que lhe perguntaram se o voltaria a fazer ou se estaria arrependido do acto cometido no Mundial perante Giorgio Chiellini.

Andrea Agnelli – O presidente da Juventus aplaudiu a decisão tomada em Assembleia Geral de accionistas do Inter que visa tornar Massimo Moratti presidente honorário do clube milanês, apesar de já não ser o principal accionista da equipa (agora é o indonésio Erick Thorir).

Inter de Milão – Walter Mazzarri pediu à direcção milanesa a contratação do lateral direito do Bayer de Leverkusen Giulio Donati. Donati tem tido uma utilização intermitente no plantel dos farmacêuticos, partilhando a titularidade com a outra opção para o sector, o croata emprestado pela Roma Tim Jedjav. Donati poderá sair de Leverkusen por perto de 6 milhões de euros. Mazzarri deverá pretender utilizar o jogo como ala direito, num flanco no qual tem como opções Yuto Nagatomo (também poderá fazer o flanco esquerdo, pertencente a Dodô), Danilo D´Ambrosio e Hugo Campagnaro (actualmente lesionado, mas uma opção válida para aquele flanco apesar de jogar preferencialmente como central exterior direito no esquema de 3 centrais de Mazzarri).

 

 

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Momentos #47

A genialidade de Marco Reus (regressou esta semana à competição após um período de paragem de algumas semanas devido a lesão) confirmou a quase assegurada classificação do Borússia de Dortmund para a próxima fase da prova. Reus é de facto um jogador de excepção na forma em como joga e faz jogar toda a equipa do Dortmund através do flanco esquerdo (contra o Galatasaray também assumiu muito bem uma posição central atrás de Pierre Emerick Aubemeyang) e na sua capacidade de remate de fora da área. Em virtude do facto de não ter aceite a segunda proposta de renovação que os responsáveis do Dortmund lhe apresentaram há 2 semanas atrás e de supostamente ter uma cláusula no seu actual vínculo com o clube da Vestefália que poderá permitir sair no Verão de 2015 (a 1 ano do fim de contrato) pelo valor de 25 milhões de euros, Réus está a aguçar meia europa a avançar para a sua contratação.

Momentos #45

O primeiro golo do Atlético de Madrid frente aos Suecos do Malmo é uma autêntica obra de arte. Futebol ofensivo muito positivo. A equipa de Madrid está a dar-se muito bem em ataque organizado, contra equipas que estão neste momento a adoptar contra si o mesmo modelo que deu frutos para a equipa de Simeone na temporada transacta.  O resultado de 5-0 fez transparecer que o Atlético de Madrid não teve dificuldades vencer a partida. Muito pelo contrário. A equipa espanhola conseguiu tal resultado fruto de uma capacidade tremenda de furar as profundas linhas defensivas dos suecos com um jogo de paciência construído através de rapidíssimas combinações entre os seus jogadores de ataque.

Crónica #21 – CSKA Moscovo 2-2 Manchester City

A vida do Manchester City no denominado grupo da morte complicou-se imenso depois do empate concedido ontem na Arena Khimki em Moscovo. À porta fechada, cumprindo o 2º jogo dos 3 obrigados pela UEFA por mau comportamento sistemático dos seus adeptos, o CSKA aproveitou para conquistar os primeiros pontos na prova perante uma equipa inglesa que começou a gerir muito cedo a vantagem acumulada no primeiro tempo. Afirmativo também será dizer que o empate se sucedeu graças a um erro de arbitragem no lance que origina o penalty que garante o empate à equipa orientada por Leonid Slutsky nos derradeiros minutos da partida.

Leonid Slutsky repetiu o mesmo onze e o mesmo modelo de jogo que tinha aplicado perante o Bayern na jornada anterior. Com um meio-campo em losango, voltou a apostar em Alexei Berezutski no vértice mais recuado desse meio-campo, Natcho no vértice mais adiantado no apoio a Ahmed Musa e Roman Eremenko, o sérvio Zoran Tosic na direita e Georgi Milanov na esquerda, devidamente apoiados pelas incursões dos laterais Schennikov e Mario Fernandes.
Já Manuel Pellegrini fez alinhar o seu onze base. Perante a ausência de Frank Lampard (contraiu uma lesão na coxa frente ao Tottenham) Pellegrini destacou Kun Aguero no apoio a Dzeko numa equipa que é impulsionada essencialmente pelos seus grandes motores no meio-campo: Fernando e Yaya na pressão defensiva, recuperação de bola e circulação do esférico e David Silva como o construtor de jogo. James Milner suplantou Jesus Navas na direita do ataque. O espanhol só viria a alinhar no segundo tempo.

O jogo teve duas partes distintas: na primeira, o Manchester City assumiu as despesas de jogo como habitual o faz, perante uma equipa russa a defender em bloco baixo pressionante à zona e a tentar sair em contra-ataque através de lançamentos do israelita Bebras Natcho para a corrida de Ahmed Musa na frente do terreno. Até aos 70″ pode-se dizer que Musa foi quase sempre muito bem anulado tanto por Kompany como por Mangala. Imperiais no desarme, perderam concentração nos minutos finais e permitiram que o CSKA recuperasse no marcador quando nada o fazia prever.

A equipa russa até entrou melhor no jogo com duas situações de perigo causadas por dois remates de meia-distância que sairam perto da baliza defendida por Joe Hart. Em aceleração rápida, Natcho tentou servir Roman Eremenko em velocidade para as contas de Kompany. Atento, o belga cortou para a frente permitindo um remate de Ahmed Musa que saiu por cima da baliza de Joe Hart. Poucos minutos mais tarde, Zoran Tosic tentou a sua sorte. A bola saiu ao lado da baliza da equipa de Pellegrini.
A partir daí, o Manchester City foi colocando em prática o seu típico carrossel. Recuperado esférico a meio-campo, David Silva quase sempre ofereceu linha de passe aos dois homens mais recuados do meio-campo e tratou de começar a tentar furas as linhas compactas da defesa profunda dos russos. A actuar mais descaído pela esquerda, o internacional espanhol tentou criar superioridade nesse flanco com Kun Aguero e Kolarov de forma a proporcionar, através de rápidas combinações oportunidades para o argentino dentro da área ou maior à-vontade para o sérvio tentar colocar a bola a jeito da finalização de Edin Dzeko na área. Muito atentos, os experientes centrais do CSKA (Serguei Ignashevic e Vasiliy Berezutski) não deram espaço ao sérvio para receber bolas na área. Nos únicos erros de posicionamento, pressão e marcação que cometeram surgiriam os 2 golos da equipa de Manchester.

Aos 28″ quando o City tomava conta das operações mas não conseguia ser uma equipa capaz de articular jogo entre linhas em velocidade de forma a furar a organizada defensiva russa, surge o primeiro golo da partida num lance em que a equipa de Manchester, neste caso David Silva, capitulou dois erros do meio-campo e da defesa russa: recebendo solto no corredor central um passe de Yaya Touré, não foi pressionado num primeiro momento por Berezutski e teve uma enorme liberdade, num segundo momento sobre uma tentativa de pressão macica dos 2 centrais que saíram ao seu encontro para matar a investida de picar a bola por cima dos defensores para a brilhante desmarcação de Dzeko. O bósnio, isolado na cara de Akinfeev foi altruísta e tocou para o lado para o golo de Kun Aguero.
O golo sofrido pelos moscovitas não os alertou para a necessidade de mudar o estilo de abordagem. A equipa campeã russa continuou a praticar a sua defesa baixa e a entregar as despesas do jogo à equipa visitante. Os ingleses voltaram ao jogo de paciência, capitulando um novo erro da defesa russa aos 37″ quando Yaya Touré viu Dzeko a desmarcar-se na área e cruzou para o 2º poste. O bósnio amorteceu de forma inteligente para o remate de Kun Aguero que seria empurrado por James Milner à boca da baliza. 3 falhas de marcação evidentes neste 2º golo por parte da defensiva russa.
No minuto seguinte, a equipa de Manuel Pellegrini poderia até ter enterrado o jogo quando, servido com um cruzamento rasteiro muito tenso de Kolarov na esquerda, Edin Dzeko não foi capaz de empurrar para o 3º da equipa. Todavia, foi bem estorvado por Ignashevic, não existindo qualquer motivo para grande penalidade. A bola ainda sobrou para o 2º poste onde apareceu James Milner a atirar ao poste.

Ao intervalo, a vantagem justificava-se pela assumpção das despesas de jogo por parte do City e pela manifesta capitalização dos dois erros defensivos cometidos pelos homens da casa.

Insatisfeito, Leonid Slutsky tratou de mexer ao intervalo com a entrada de Seydou Doumbia para o lugar de Alexei Berezutski. Apesar de não ter sido muito pressionante durante a primeira parte, Slutsky teve que alterar a geometria do meio-campo e arriscar com a saída do seu médio defensivo (passou Natcho para a sua posição, recuou Eremenko para a posição 10 e tirou Milanov da esquerda para a posição 8; Milanov rendeu muito mais nesta posição com a sua fabulosa capacidade de passe do que tinha rendido na esquerda; é um jogador que tem muitas dificuldades em criar desequilíbrios nas alas porque não tem 1×1) colocando Ahmed Musa na esquerda (na tentativa de inventariar um flanco esquerdo rápido com as subidas do lateral Schennikov) e Doumbia na frente de ataque, se bem, que em vários momentos da 2ª parte Doumbia trocou de posição com Musa para causar desgaste junto de Vincent Kompany.

Manuel Pellegrini deu a vitória como adquirida e, talvez menosprezando uma possível reacção do CSKA deverá ter pedido aos jogadores que adormecessem o jogo através da posse e circulação de bola no meio-campo adversário. Tal estratégia veio a provar-se como errada. A entrada de Doumbia e a passagem de Milanov para o centro do terreno vieram dar outra dinâmica ofensiva ao meio-campo da equipa da casa que paulatinamente viu ser-lhe atribuída a posse dentro do meio-campo dos ingleses. Doumbia foi um autêntico quebra cabeças quer para Fernando quer para os centrais. Se Kompany e Mangala demonstravam imensa segurança na anulação do avançado até aos 70″ quer através da recuperação de bolas sempre que este ou Musa tentavam um 1×1, quer no desarme limpinho e seguro, com muita ajuda de Pablo Zabaleta que, no flanco mais fraco do City limitou-se literalmente a praticar acções defensivas, pode-se dizer que a partir dos 70″, a partir do momento em que o City começou a perder o meio-campo (tornaram-se menos pressionantes, facto que levou Pellegrini a reforçar aquele sector do terreno com a entrada de Fernandinho aos 77″) dá-se um crescimento exponencial do CSKA, motivado pela redução da desvantagem aos 64″ num lance em que Eremenko furou o bloco defensivo do city com um passe a rasgar para a área aproveitando a desmarcação rápida de Musa perante a passividade de Kompany e Musa, na área, endossou de forma serena o esférico para o coração da área onde apareceu Doumbia a ser mais forte que Mangala.

A equipa do City tentou responder com mais velocidade no jogo e mais posse dentro do meio-campo russo. Silva deu a entender mais uma vez que estava ali para ajudar a construir o 3º da equipa e Pellegrini reagiu aos estimulos vindos da necessidade de matar a partida com uma substituição que visava refrescar o flanco direito com a entrada do vertical Jesus Navas, passando Milner para a esquerda. O médio-ala inglês não foi capaz de ganhar muitas batalhas individuais contra o assertivo (defensivamente) Schennikov.

Falsa ilusão…

O CSKA procurava mais que a derrota:
– aos 74″ Serguei Ignashevic esteve perto do empate. Livre batido na esquerda por Natcho, coloca a bola quase milimetricamente na cabeça do central Ignashevic num lance estudado. Caso tivesse chegado à bola, como estava solto de marcação, poderia ter ali feito o empate.
– dois minutos depois, nova bola colocada entre linhas do City pelo flanco direito (Mario Fernandes para Roman Eremenko) permitiu o remate ao avançado finlandês ao lado da baliza de Joe Hart. Num lance muito identico ao do primeiro golo da equipa da casa, Eremenko não tomou a melhor opção. Se tivesse rodado e visto a entrada de Musa e Doumbia teria feito uma jogada identica à que o nigeriano fez no lance do primeiro golo.
Até que, aos 84″, o golpe de teatro consumou-se com o lance que iria originar a grande penalidade convertida por Natcho. Belo cruzamento da esquerda em direcção a Seydou Doumbia (acabaria por ser substituído minutos mais tarde por causa de problemas físicos; foi alvo de algumas entradas duras no 2º tempo) e este, de forma inteligente, acusou o contacto defensivo de Kolarov para, na minha opinião, ludibriar o árbitro da partida e cavar uma grande penalidade, que, se fosse eu a ajuizar, jamais marcaria. O israelita Natcho converteu a grande penalidade e garantiu o primeiro ponto aos russos na competição.

Manuel Pellegrini ainda tentou reagir com a entrada de Stevan Jovetic nos minutos finais, mas, já era tarde para o montenegrino tentar amenizar os estragos. A equipa do CSKA até acabou por cima da partida, oferecendo-me a ilusão que se o jogo tivesse mais 10 minutos decerto o venceria.

Na alta competição a este nível todos os erros são aproveitados. Na Champions, nenhum treinador deverá dar um resultado como garantido. O City atrasou-se na corrida aos oitavos-de-final com o 2º empate da prova em 3 jogos (derrota em Munique) apesar de ter beneficiado da derrota da Roma frente ao Bayern. Será imperioso para a equipa de Manchester vencer o próximo encontro da contenda e esperar que o Bayern vença novamente a Roma no jogo que se irá disputar na Allianz-Arena.

 

O rei vai nu!

Ocorridas quase 24 horas da vergonha que aconteceu em Gelsenkirchen, não consigo de maneira nenhuma compreender a razão que tem motivado o silêncio da UEFA. Para uma instituição que apregoa aos sete ventos os valores do respeito e do fairplay no futebol, a omissão e a não-responsabilização dos actos cometidos que toda a europa repudiou e criticou, só me pode fazer concluir que no fim de contas, as bandeiras apregoadas por aquele organismo são puros clichés que só servem para serem inscritos nos galhardetes que são distribuídos nos jogos organizados pela instituição e prestar uma falsa mensagem a todos os agentes e adeptos.

O principal responsável da vergonha que se passou não é o árbitro da partida mas sim o próprio líder da UEFA, ao permitir que uma equipa participante na competição seja patrocinada pela mesma entidade que é uma das principais patrocinadoras da prova. Todos, inclusive, o árbitro da partida podem, dentro de algumas horas, dias, desculpabilizar-se pelos 3 erros cometidos em prejuízo do Sporting. Indesculpável será, para sempre, a promiscuidade existente entre o Schalke 04 e a organização do evento por uma via comum. O que aconteceu ao Sporting em Gelsenkirchen leva-me a uma pergunta básica, pergunta essa que deverá ser transversal à maioria dos adeptos de futebol em Portugal: até que ponto é que os patrocinadores da Champions League não são eles próprios o lobby interessado em delinear todas as fases da prova em prol do seu interesse próprio? Outras perguntas ocorreram-me de imediato na cabeça: e se o prejudicado fosse o Real Madrid ou o Bayern de Munique? Não teriam os dois clubes força necessária para conseguirem a repetição do jogo junto do organismo? As Federações Alemã e Espanhola não teriam tomado imediatamente uma posição forte junto do organismo ao invés de se manterem no silêncio como a Portuguesa? Valerá a pena para os clubes pequenos participar numa competição que está a ser completamente viciada em prol dos mais poderosos?

Michel Platini parece mais interessado em estragar o futebol com as suas visões loucas do que aplicar as modificações que o futebol moderno exige: para bem do futebol, a decisão humana dos árbitros de baliza, agentes susceptíveis pela condição humana de errar tantas ou mais vezes que o trio de arbitragem, deve ser modificada em prol da tecnologia e da fiabilidade do videoárbitro (nos mesmos moldes da sua bem sucedida aplicação em outras modalidades como o rugby). A promiscuidade de interesses não atinge apenas a relação entre jogadores, empresários e fundos. Concerne também a existência de patrocinadores comuns entre competições e clubes que disputam essas mesmas competições.

O Sporting Clube de Portugal pode queixar-se da subtracção de 4 pontos: um penalty que ficou por marcar em Alvalade frente ao Chelsea que poderia dar o empate ao clube português e os 3 pontos de Gelsenkirchen. Tomo portanto como ponto de partida para a derrota a própria expulsão de Maurício:
– O primeiro amarelo mostrado ao central brasileiro é justíssimo. O segundo amarelo é forçadíssimo. Se aquela carga por trás, longe da baliza, numa disputa pelo ar é passível de cartão amarelo, pois então, poucos centrais são aqueles que deverão por essa europa fora terminar os 90 minutos. Bruno Alves é o exemplo mais claro. Per Mertesacker (Arsenal), Leonardo Bonucci (Juventus), David Luiz (PSG) Sergio Busquets (Barcelona), Pepe (Real Madrid) e Omer Toprak (Leverkusen) são alguns dos centrais que abordam o mesmo tipo de lance com a mesma abordagem de Maurício. E quase sempre, nunca são sancionados com cartão nessas abordagens faltosas. Tudo isto me faz crer, tendo em conta a sólida exibição que Maurício estava a realizar, que Sergei Karasaev sabia perfeitamente que ia condicionar a excelente partida que o Sporting estava a realizar para equilibrar a contenda com a expulsão do central.
– No lance do segundo golo do Schalke, dou de barato pela posição de Huntelaar que é muito difícil ao assistente tirar o fora-de-jogo.- O lance do penalty é uma discussão disparatada e tendenciosa. O árbitro de baliza, responsável pela decisão, tinha o campo totalmente aberto para ver Jonathan Silva (de braços abertos e bem afastados da cabeça) cortar o esférico de forma legal.

Errar é humano. Cometer um erro é humano. Outra história é cometer 3 erros que beneficiam uma equipa. Outra história é, como pudemos observar, a falta de critério de Sergei Karasev. Numa falta vulgar como a de Maurício, praticada por tantos sem consequências disciplinares, o russo não teve pejo em expulsar. Em dois outros lances perigosos passíveis de amarelo, em um não marcou uma falta à entrada da área de Nani e noutro (falta dura de Sarr sobre Obasi na direita) marcou falta mas não sancionou o lateral do Sporting com o devido amarelo. Nas faltas a meio-campo do Schalke, algumas delas a travar iniciativas em contra-ataque, nenhum cartão saiu do bolso do árbitro russo para fazer cumprir as leis do jogo e as indicações da UEFA para essas circunstâncias do jogo.

A equipa leonina está de parabéns pelo jogo que realizou. Com 11 jogadores em campo, foi uma equipa muito organizada defensivamente, bem posicionada quando quis pressionar alto e condicionar a saída de jogo por parte dos centrais e do trinco Neustadter, capaz de recuperar muitas bolas a meio-campo e de suster a pressão exercida pela equipa alemã após o golo do Nani. Ofensivamente, circulou muito bem o esférico e teve a sorte de atingir o primeiro golo da partida num canto.

Depois da expulsão de Maurício, o Sporting voltou a provar que com menos 1 unidade consegue jogar para ganhar em qualquer campo do mundo. A equipa voltou a comportar-se de acordo com a tónica que tem sido desenvolvido por Marco Silva: mostrou resiliência e fé quando em desvantagem, organização, ambição (quando tentou pressionar alto) e cautela quando não tirava partido da pressão alta, descendo imediatamente as linhas para se reorganizar no seu meio-campo e tentar travar da maneira possível os ataques da equipa germânica. Patrício comete um erro imperdoável no primeiro golo, William não estava bem posicionado na jogada que deu o segundo e os centrais do Sporting estavam a dormir no lance do terceiro ao deixar Howedes cabecear à vontade. No entanto, a equipa de Marco Silva foi à luta. Adrien e William fizeram um jogo excepcional. Para além de terem aguentado o meio-campo com firmeza e insustentável cansaço nos minutos finais da partida, ainda tiveram forças para ir lá à frente fazer jogar, pressionar e apontar o golo que daria um pontinho precioso à equipa (no caso de Adrien). Carillo e Nani fecharam as alas como puderam e o peruano foi uma das unidades mais in do Sporting. Quando a equipa parecia não ter forças para reagir, o peruano sempre que teve bola na esquerda ou na direita manifestou garra para correr com a bola na sua posse e driblar os defensivamente fracos laterais do Schalke. Nani poderia ter feito melhor em várias situações: quando o jogo estava 2-3 poderia ter aproveitado um lance no qual entra na área mas não conseguiu ser expedito a rematar.

Aplausos também para as exibições de Cedric (falhou apenas no lance do segundo golo mas acertou em cheio no cruzamento para o 2º poste no golo de Adrien) e Jonathan Silva. O jovem argentino tem um futuro promissor pela frente. Aguentou Obasi como pode (não é fácil defender este nigeriano pela simplicidade como usa e abusa da sua rapidez para ganhar a linha de fundo) e conseguiu ter forças para subir no terreno, executar venenosos cruzamentos para a baliza de Fahrmann e ainda pressionar no último terço nos momentos em que a defensiva do Schalke aliviava bolas para o seu flanco, de modo a recuperar rapidamente a bola e executar uma nova vaga para a área. Paulo Oliveira e Sarr também fizeram interessantes exibições: o primeiro não teve medo de Huntelaar e o francês juntou à capacidade de sair bem a jogar quando a equipa precisou que ele conduzisse o esférico, 2 ou 3 cortes providenciais que evitaram males maiores.

Freddy Montero não tem de forma alguma o poder de choque de Slimani. O colombiano correu muito, pressionou muito e sempre que a equipa tentou colocar-lhe a bola em desespero soube estar no sítio certo para a receber e endossar de imediato para um companheiro sob pressão. Não tenho a menor dúvida em afirmar que se o Sporting tivesse o argelino em campo na altura do 3-3, uma ou duas bolas bem colocadas para a área do Schalke poderiam ter dado a vitória.

Quanto à equipa do Schalke, confesso que esperava mais. A solidez defensiva deixa a desejar. Dois laterais muito fracos do ponto de vista defensivo, facilmente permeáveis no 1×1. Benedikt Howedes é o único da defensiva que mantem a concentração durante os 90 minutos. Nas alas, é só potência de contra-ataque. Tanto Draxler pela esquerda como Obasi pela direita são jogadores que gostam de ter bola em transições rápidas: o alemão quase sempre tenta flectir para o meio em velocidade de forma a tentar desmarcar Huntelaar (quase sempre em fora-de-jogo. O holandês faz um truque de ilusão que engana os assistentes, colocando-se quase sempre à frente da linha defensiva num primeiro momento para num segundo momento, aquando do passe recuar rapidamente e dar a sensação que estava em linha) enquanto o nigeriano é um jogador vertical que, como referi, usa e abusa da velocidade para passar pelos adversários. Qualquer lateral com rapidez de movimentos e agilidade e uma marcação cerrada que não permita espaço ao nigeriano para colocar o seu drible, anula-o facilmente. Kevin-Prince Boateng é uma anedota daquilo que era nos tempos do Milan. Neustadter é um jogador interessante mas não é totalmente ineficaz no passe. Max Meyer esteve pouco tempo em jogo para mostrar aquilo que é: um 10 puro, fantasista. Os ausentes Joel Matip, Leon Goretzka, Jefferon Farfán e Tranquilo Barnetta dão outra consistência defensiva e ofensiva à equipa: o camaronês é fortíssimo no jogo aéreo, o internacional alemão cobre mais espaços que Hoger e dá outra dinâmica à circulação de bola e pensamento ofensivo da equipa, o peruano é dotado de recursos técnicos que Chinedu Obasi não possui e o internacional suiço é um jogador que acrescenta mais poder de fogo de meia-distância ao ataque da equipa orientada por Roberto Di Matteo.

As contas são fáceis de fazer. Sendo realista, o Sporting precisa de bater o Schalke em Alvalade (a equipa demonstrou argumentos que me fazem acreditar que esse será o desfecho final do jogo de Alvalade) e precisa que aconteça um de dois cenários:
– vence o Maribor e o Chelsea em Stamford Bridge e espera que o Schalke escorregue na deslocação à Eslovénia ou na deslocação a Inglaterra.
– vencendo o Schalke, vence o Maribor e espera que os alemães não consigam melhor que 1 ponto nessas duas deslocações. Imperiosa será a vitória frente aos alemães daqui a duas semanas.

breves #30

Liga dos Campeões 1 – São esperados 2500 adeptos do Athletic de Bilbao na Invicta para assistir à partida que irá opor a equipa portuguesa à equipa basca. Nas imagens televisivas que vi há pouco no telejornal da SIC vi que em duas partes distintas da cidade do Porto, as esplanadas dos cafés e restaurantes estavam repletas de simpáticos adeptos daquele clube do País Basco.

FC Porto – A SAD portista anunciou que a equipa de futebol terá um novo patrocínio nas camisolas na próxima temporada. A PT irá deixar de patrocinar a equipa em Junho de 2015. O patrocínio da PT, renovado em 2011, garantia aos cofres do clube da invicta um pacote mínimo de 14,6 milhões de euros por 4 temporadas, acrescido de prémios adicionais variáveis dependentes da performance desportiva da equipa. O Novo Banco também irá reformular a sua posição como Sponsor. O administrador da SAD Portista reiterou que as fontes de financiamento da SAD portista no dito banco continuam irrepreensíveis, ao contrário do Benfica, cuja conta caucionada de 70 milhões foi fechada por decisão de Vitor Bento, entretando demitido do banco por iniciativa própria.

FC Porto 2A SAD do Porto apresentou o relatório de contas respeitante ao exercício desportivo 13\14. Esta pode ser consultada em detalhe no site da CMVM. O administrador dos Dragões explicou o insucesso financeiro da época transacta pelo facto das vendas de Mangala e Defour só se terem realizado após 30 de Junho devido ao Mundial, pelo facto de não ter sido contabilizada uma receita de 10 milhões da Liga dos Campeões pelo facto do clube não ter entrado directamente na prova e pela redução de proveitos operacionais (receitas). O capital próprio dos dragões também desceu para números negativos, daí que se tenha justificado o recurso a um fundo de investimento para arrecadar parte do valor investido na contratação de Brahimi por exemplo.

UEFA Youth League – Os sub-19 do Porto somaram o 2º triunfo na fase-de-grupos da prova ao baterem o Athletic de Bilbao por 2-0. Os dragões lideram o seu grupo com 7 pontos e só precisam de vencer o Athletic em Espanha dentro de duas semanas para garantirem o apuramento para os oitavos de final. Em Gelsenkirchen, a equipa do Sporting perdeu por 3-0 frente ao Schalke e terá obrigatoriamente que vencer os 3 jogos que lhe restam para ter hipóteses de se apurar.

di matteo

Liga dos Campeões 2 – O novo treinador do Schalke é o italiano Roberto DiMatteo, treinador que já obteve uma vitória na prova em 2012 ao serviço do Chelsea. O treinador italiano afirmou na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que espera encontrar um “Sporting a alinhar em 4x3x3 com uma cuidada circulação de bola e muito perigo vindo de acções individuais”. Interrogado sobre o facto de já ter vencido a prova por uma vez enquanto treinador, o antigo internacional italiano afirmou que “já não pensa nisso” porque “é passado e já lá vai”.

Cedric\Mais Futebol – Oportuno, a redacção do Mais Futebol brindou-nos hoje com uma interessante reportagem sobre Cedric no seu regresso à cidade onde nasceu: Gelsenkirchen. Para ler.

Bayern de Munique – Continua a pesca da equipa bávara em Dortmund. Depois de Gotze e Lewandowski, Karl-Heinze Rummenigge, novo presidente do Bayern, afirmou que o clube estará disposto a bater a clásula de 25 milhões de euros que está prevista para o final da próxima temporada no contrato de Marco Reus. Real, Arsenal, Barcelona, City e Juventus também estão de olho na possibilidade de poderem contratar o jogador por essa via.

UEFA – Michel Platini esteve presente durante esta manhã em Roma na reunião de Ministros do Desporto (o Estado Português foi representado pelo Secretário de Estado Emídio Guerreiro) para falar com os ministros do sector dos 28 sobre as novas regras do Fair Play Financeiro da UEFA. Segundo os rumores que correm na imprensa mundial, o líder da UEFA pediu aos mesmos e ao novo comissário europeu responsável pela pasta do Desporto que auxiliassem o organismo que preside a lutar pela proibição dos fundos de investimento no futebol através da criação de legislação europeia ou até nacional que proíba a sua actuação no espaço europeu ou nacional.

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Sunderland – O guarda-redes italiano Vito Mannone foi a voz do descontentamento numa atitude que é tantas vezes repetida em situações análogas no futebol inglês. O guardião afirmou que irá falar com os seus colegas para “pagarmos o valor dos bilhetes e das viagens até Southampton. É difícil para nós, mas para eles também. Atirámos a toalha ao chão depois de sofrermos o primeiro golo. Perdemos por 8-0, mas não perdemos oito jogos por 1-0. Vamos aguentar esta derrota e seguir em frente”

Liga dos Campeões 3 – Dentro de hora e meia inicia-se o primeiro jogo da jornada de hoje. O CSKA recebe em Moscovo, em campo neutro (Estádio Khimki) à porta fechada (2º jogo de castigo dos 3 impostos pela UEFA após os desacatos de Roma na primeira jornada da fase-de-grupos).

Harry Redknapp\Adel Taarabt – O jogador marroquino não tem sido opção no QPR, último classificado da Premier League com apenas 4 pontos conquistados em 8 jornadas. O veterano treinador arrasou o jogador no final da partida contra o Liverpool: “Taarabt não está lesionado. Ele não está em forma. Não apresenta condição física que lhe permita jogar futebol. Ele jogou nas reservas recentemente e eu consigo correr mais do que ele. Não posso apostar nele. Não posso continuar a proteger pessoas que não querem correr ou treinar, que estão 19 quilos a mais. O que posso continuar a dizer, continuem a ganhar 60 ou 70 mil libras por semana e não treinem?”

Luis Suárez – O avançado do Barcelona explicou em declarações ao Sport que temeu pela sua carreira nos dias a que se seguiram à célebre mordidela em Chiellini. O uruguaio afirmou que se retirou com a família, reflectiu e pediu perdão pelo sucedido. Temeu que o Barcelona recuasse na sua contratação, mostrando-se muito feliz pelos catalães não o terem feito.

Chievo Verona – A derrota com a Roma por 3-0 ditou o afastamento de Eugénio Corini, histórico jogador do clube, do comando técnico da equipa. Rolando Maran é o novo treinador da equipa que se encontra em 18º lugar da Série A, o primeiro da despromoção, e de um plantel que conta com as presenças de jogadores como os guarda-redes Francesco Bardi ou veterano (ex-Real Madrid) Albano Bizarri, os centrais Dario Dainelli e Alessandro Gamberini, o esloveno Valter Birsa, o agressivo finlandês Perperim Hetemaj, os argentinos Ezequiel Schelotto e Maxi Lopez ou os avançados Sergio Pelissier e Alberto Paloschi.

Bruno Alves –

O presidente do Fenerbahce Aziz Yildrim mostrou-se furioso com a expulsão de Bruno Alves no derby de Istambul frente ao Galatasaray devido à entrada bárbara tão habitual no central português sobre o suiço Blerim Dzemaili. A expulsão do português ajudou à derrota por 1-0 frente ao eterno rival com golo do “insatisfeito” Wesley Sneijder. O incidente motivará, segundo o presidente do Fenerbahce, uma multa pesada para evitar novos actos de indisciplina dentro do clube.