breves #32

Liga dos Campeões – Na sequência da exposição do Sporting à UEFA, o organismo já fez chegar em comunicado à direcção do Schalke 04 a manifestação promovida pelos leões. A SAD do Sporting Clube de Portugal queixou-se à UEFA da arbitragem do russo Serguei Karasev na partida em questão, manifestando todo o interesse em uma de duas soluções: a repetição do jogo ou a indeminização (por parte da UEFA ou do clube adversário) em 500 mil euros, valor a que o Sporting tinha direito caso o erro de arbitragem no lance da bola na de Jonathan Silva não fosse cometido. O empate na Champions League vale precisamente a atribuição de um prémio pecuniário no respectivo valor. A direcção do Schalke está a estudar a situação, tendo um dos seus mais altos dirigentes feito um comentário irónico contra o sistema de árbitros de baliza inserido nas provas organizadas por aquele organismo. Horst Heldt criticou Michel Platini, afirmando que o líder da UEFA está de parabéns porque o sistema “realmente funciona”.

A repetição da partida será a meu ver um facto praticamente impossível. Nunca naquela competição, dados os erros de arbitragem grosseiros que foram praticados em tantas partidas, algumas delas em fases muito adiantadas da prova (lembro-me daquele Chelsea vs Barcelona ou do roubo descarado que foi a passagem do Borussia de Dortmund às meias-finais em 2013 naquela eliminatória contra o Málaga com 2 erros de arbitragem escandalosos cometidos a favor da equipa alemã nos minutos finais da partida da 2ª mão; no ano passado, aconteceu uma situação semelhante em Amesterdão num Ajax vs Milan com a marcação de um penalty fantasma que deu o empate ao Milan no último minuto) ocorreu existir uma repetição de uma partida por culpa de um erro de arbitragem grosseiro. A repetição da partida seria a criação de um fenómeno novo da prova, fenómeno ao qual a UEFA manifesta-se completamente contra, apesar dos incentivos que tem manifestado ao fairplay ao longo dos anos de existência da competição.

Por outro lado, a “ficção jurídica” de um empate (não-desportivo) por intermédio de uma indeminização de meio milhão de euros, aplaude-se do ponto de vista financeiro mas desvirtua por completo o objectivo da verdade desportiva e camufla os erros cometidos pela arbitragem, não sancionando quem deve ser sancionado. Ou seja, neste caso, os 6 árbitros presentes na partida.

A UEFA já anunciou que vai decidir na terça-feira o protesto apresentado pelo Sporting. Um porta-voz da UEFA explicou à Lusa que a queixa tem por base  o artigo 50 do regulamento disciplinar da entidade que tutela o futebol europeu e que enquadra três alíneas: «Erro evidente do árbitro, clara violação das regras por parte do árbitro com influência decisiva no resultado final» e ainda «qualquer outro incidente que tenha influência decisiva no resultado».

 O Sporting também já respondeu às declarações de Jorge Jesus. O treinador do Benfica lamentou-se que o clube também já foi prejudicado gravemente nas provas da UEFA (referindo-se à eliminatória de há 2 anos frente ao Chelsea nos quartos-de-final e ao jogo de Leverkusen da edição desta época). Bruno de Carvalho aproveitou as declarações para afirmar que o Sporting está disponível para conversar “seja com quem for” em prol de uma visão comum para melhorar o futebol português.

Liga Europa –

As cenas são lamentáveis. Há muito que o hooliganismo dos adeptos britânicos não se fazia sentir na Europa. Os adeptos do Everton envolveram-se em escaramuças com os adeptos do Lille e com a polícia daquela cidade, antes e depois do jogo da Liga Europa que opôs as duas equipas (empate a 0 bolas). Tudo deverá começado na quarta-feira quando um grupo afecto aos Ultras do Lille atacou violentamente várias dezenas de adeptos da equipa inglesa numa zona de esplanadas da cidade. A resposta dos ingleses não demorou muito, provocando um autêntico cenário de batalha durante a tarde e noite de ontem.

O comportamento verificado pelos adeptos dos dois clubes está a ser investigado pela UEFA. O organismo poderá executar sanções contra os dois clubes, sanções essas que podem ir desde a punição básica de realização de jogos à porta fechada para os mesmos ao impedimento expresso de venda de bilhetes para os adeptos dos dois clubes nos jogos que terão que realizar fora.

FC Porto –

lopetegui

As declarações do treinador do Porto na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Arouca:

“Não acredito em verdades absolutas. Tratamos sempre de apresentar a equipa que achamos que vai ser melhor para cada jogo em específico. Não queremos terminar a primeira volta com cinco pontos de vantagem, queremos é ganhar a Liga e para isso traçamos um caminho e queremos seguir nele. Estamos bem na Champions e cada onze depende das necessidades de cada jogo. Todos no FC Porto são iguais. Há uns que jogam mais, mas isso não garante nada”.

A rotatividade do plantel será, portanto, para manter. Essa mesma rotatividade de plantel é a principal crítica dos adeptos ao trabalho do espanhol no comando técnico do clube. Aproveitando as declarações de Jackson Martinez, nas quais o colombiano pedia aos adeptos para não assobiarem os jogadores (referindo no entanto que compreende o descontentamento destes), o espanhol aproveitou o momento para frisar que prefere “ser assobiado” em detrimento dos jogadores.

Servia

Euro 2016\UEFA – A UEFA anunciou em comunicado oficial a decisão pendente para a reunião de ontem em relação aos acontecimentos do Sérvia vs Albânia e as respectivas sanções que as cenas mereceram por parte da Comissão de Controlo de Ética e Disciplina daquele organismo.

Pelo facto dos albaneses terem abandonado o terreno de jogo e se terem recusado a jogar, os albaneses perderam o jogo por 0-3 sendo ainda multados em 100 mil euros. Os Sérvios vencem ficticiamente a partida visto que os 3 pontos também lhes serão subtraídos pelos actos cometidos por jogadores e adeptos. (Justiça salomónica). Os sérvios também foram multados em 100 mil euros e punidos com 2 jogos à porta fechada, jogos que serão cumpridos frente à Dinamarca e Arménia. Nenhum jogador das duas selecções foi punido com jogos de castigo.

Juventus – O clube italiano anunciou a renovação de Paul Pogba até 2019. O jogador irá auferir um ordenado líquido de 4,5 milhões de euros por temporada, 3 vezes mais do que aquele que auferia no clube de Turim até hoje.

Sporting – Shikabala ainda não compareceu em Alvalade mas reapareceu publicamente no Cairo num jogo de futebol de 5 com estrelas mediáticas daquele país. O jogador também informou que tem a sua mansão à venda, facto que pode indiciar que o Sporting não lhe tem pago o ordenado. O jogador está sob alçada disciplinar do clube de Alvalade.

Marco Silva continua a preparar a recepção ao Marítimo para a 8ª jornada da Liga. Islam Slimani será a grande ausência da partida do lado da equipa lisboeta. O departamento médico do Sporting reavaliou o estado físico do jogador, concluíndo que este não abandonou a partida frente ao Schalke por problemas musculares graves. Deverá trabalhar de forma condicionada nos próximos dias, não sendo opção para o jogo deste fim-de-semana.

Luis Filipe Vieira\Jorge Nuno Pinto da Costa – O jornal A Bola referiu na sua edição em papel que os dois dirigentes terão almoçado juntos na Mealhada depois da reunião de presidentes de clubes profissionais realizada em Coimbra na 2ª feira.

Luis Duque é efectivamente o candidato que ambos apoiam para a presidência da Liga de Clubes.

Manchester United – A equipa britânica anunciou que o antigo guarda-redes do Barcelona Victor Valdés vai treinar-se durante algumas semanas com o plantel às ordens de Louis Van Gaal. O guarda-redes continua livre. Valdés continua a recuperar de uma lesão contraída em Março, existindo a possibilidade de assinar pela equipa de Manchester.

Luis Suarez

Luis Suárez – Véspera de superclássico em Espanha. O Barcelona soube por intermédio do TAS e da FIFA que pode utilizar Luis Suárez no jogo contra o Real Madrid. Luis Enrique confirmou na conferência de imprensa desta manhã que o uruguaio encontra-se em boas condições físicas e será opção para o jogo que se irá realizar amanhã pelas 18 horas espanholas (17h portuguesas) no Santiago Bernabéu.

Em entrevista ao Sport, o jogador confessou que nunca mais irá morder um adversário, referindo que foram milhares as pessoas que lhe perguntaram se o voltaria a fazer ou se estaria arrependido do acto cometido no Mundial perante Giorgio Chiellini.

Andrea Agnelli – O presidente da Juventus aplaudiu a decisão tomada em Assembleia Geral de accionistas do Inter que visa tornar Massimo Moratti presidente honorário do clube milanês, apesar de já não ser o principal accionista da equipa (agora é o indonésio Erick Thorir).

Inter de Milão – Walter Mazzarri pediu à direcção milanesa a contratação do lateral direito do Bayer de Leverkusen Giulio Donati. Donati tem tido uma utilização intermitente no plantel dos farmacêuticos, partilhando a titularidade com a outra opção para o sector, o croata emprestado pela Roma Tim Jedjav. Donati poderá sair de Leverkusen por perto de 6 milhões de euros. Mazzarri deverá pretender utilizar o jogo como ala direito, num flanco no qual tem como opções Yuto Nagatomo (também poderá fazer o flanco esquerdo, pertencente a Dodô), Danilo D´Ambrosio e Hugo Campagnaro (actualmente lesionado, mas uma opção válida para aquele flanco apesar de jogar preferencialmente como central exterior direito no esquema de 3 centrais de Mazzarri).

 

 

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O rei vai nu!

Ocorridas quase 24 horas da vergonha que aconteceu em Gelsenkirchen, não consigo de maneira nenhuma compreender a razão que tem motivado o silêncio da UEFA. Para uma instituição que apregoa aos sete ventos os valores do respeito e do fairplay no futebol, a omissão e a não-responsabilização dos actos cometidos que toda a europa repudiou e criticou, só me pode fazer concluir que no fim de contas, as bandeiras apregoadas por aquele organismo são puros clichés que só servem para serem inscritos nos galhardetes que são distribuídos nos jogos organizados pela instituição e prestar uma falsa mensagem a todos os agentes e adeptos.

O principal responsável da vergonha que se passou não é o árbitro da partida mas sim o próprio líder da UEFA, ao permitir que uma equipa participante na competição seja patrocinada pela mesma entidade que é uma das principais patrocinadoras da prova. Todos, inclusive, o árbitro da partida podem, dentro de algumas horas, dias, desculpabilizar-se pelos 3 erros cometidos em prejuízo do Sporting. Indesculpável será, para sempre, a promiscuidade existente entre o Schalke 04 e a organização do evento por uma via comum. O que aconteceu ao Sporting em Gelsenkirchen leva-me a uma pergunta básica, pergunta essa que deverá ser transversal à maioria dos adeptos de futebol em Portugal: até que ponto é que os patrocinadores da Champions League não são eles próprios o lobby interessado em delinear todas as fases da prova em prol do seu interesse próprio? Outras perguntas ocorreram-me de imediato na cabeça: e se o prejudicado fosse o Real Madrid ou o Bayern de Munique? Não teriam os dois clubes força necessária para conseguirem a repetição do jogo junto do organismo? As Federações Alemã e Espanhola não teriam tomado imediatamente uma posição forte junto do organismo ao invés de se manterem no silêncio como a Portuguesa? Valerá a pena para os clubes pequenos participar numa competição que está a ser completamente viciada em prol dos mais poderosos?

Michel Platini parece mais interessado em estragar o futebol com as suas visões loucas do que aplicar as modificações que o futebol moderno exige: para bem do futebol, a decisão humana dos árbitros de baliza, agentes susceptíveis pela condição humana de errar tantas ou mais vezes que o trio de arbitragem, deve ser modificada em prol da tecnologia e da fiabilidade do videoárbitro (nos mesmos moldes da sua bem sucedida aplicação em outras modalidades como o rugby). A promiscuidade de interesses não atinge apenas a relação entre jogadores, empresários e fundos. Concerne também a existência de patrocinadores comuns entre competições e clubes que disputam essas mesmas competições.

O Sporting Clube de Portugal pode queixar-se da subtracção de 4 pontos: um penalty que ficou por marcar em Alvalade frente ao Chelsea que poderia dar o empate ao clube português e os 3 pontos de Gelsenkirchen. Tomo portanto como ponto de partida para a derrota a própria expulsão de Maurício:
– O primeiro amarelo mostrado ao central brasileiro é justíssimo. O segundo amarelo é forçadíssimo. Se aquela carga por trás, longe da baliza, numa disputa pelo ar é passível de cartão amarelo, pois então, poucos centrais são aqueles que deverão por essa europa fora terminar os 90 minutos. Bruno Alves é o exemplo mais claro. Per Mertesacker (Arsenal), Leonardo Bonucci (Juventus), David Luiz (PSG) Sergio Busquets (Barcelona), Pepe (Real Madrid) e Omer Toprak (Leverkusen) são alguns dos centrais que abordam o mesmo tipo de lance com a mesma abordagem de Maurício. E quase sempre, nunca são sancionados com cartão nessas abordagens faltosas. Tudo isto me faz crer, tendo em conta a sólida exibição que Maurício estava a realizar, que Sergei Karasaev sabia perfeitamente que ia condicionar a excelente partida que o Sporting estava a realizar para equilibrar a contenda com a expulsão do central.
– No lance do segundo golo do Schalke, dou de barato pela posição de Huntelaar que é muito difícil ao assistente tirar o fora-de-jogo.- O lance do penalty é uma discussão disparatada e tendenciosa. O árbitro de baliza, responsável pela decisão, tinha o campo totalmente aberto para ver Jonathan Silva (de braços abertos e bem afastados da cabeça) cortar o esférico de forma legal.

Errar é humano. Cometer um erro é humano. Outra história é cometer 3 erros que beneficiam uma equipa. Outra história é, como pudemos observar, a falta de critério de Sergei Karasev. Numa falta vulgar como a de Maurício, praticada por tantos sem consequências disciplinares, o russo não teve pejo em expulsar. Em dois outros lances perigosos passíveis de amarelo, em um não marcou uma falta à entrada da área de Nani e noutro (falta dura de Sarr sobre Obasi na direita) marcou falta mas não sancionou o lateral do Sporting com o devido amarelo. Nas faltas a meio-campo do Schalke, algumas delas a travar iniciativas em contra-ataque, nenhum cartão saiu do bolso do árbitro russo para fazer cumprir as leis do jogo e as indicações da UEFA para essas circunstâncias do jogo.

A equipa leonina está de parabéns pelo jogo que realizou. Com 11 jogadores em campo, foi uma equipa muito organizada defensivamente, bem posicionada quando quis pressionar alto e condicionar a saída de jogo por parte dos centrais e do trinco Neustadter, capaz de recuperar muitas bolas a meio-campo e de suster a pressão exercida pela equipa alemã após o golo do Nani. Ofensivamente, circulou muito bem o esférico e teve a sorte de atingir o primeiro golo da partida num canto.

Depois da expulsão de Maurício, o Sporting voltou a provar que com menos 1 unidade consegue jogar para ganhar em qualquer campo do mundo. A equipa voltou a comportar-se de acordo com a tónica que tem sido desenvolvido por Marco Silva: mostrou resiliência e fé quando em desvantagem, organização, ambição (quando tentou pressionar alto) e cautela quando não tirava partido da pressão alta, descendo imediatamente as linhas para se reorganizar no seu meio-campo e tentar travar da maneira possível os ataques da equipa germânica. Patrício comete um erro imperdoável no primeiro golo, William não estava bem posicionado na jogada que deu o segundo e os centrais do Sporting estavam a dormir no lance do terceiro ao deixar Howedes cabecear à vontade. No entanto, a equipa de Marco Silva foi à luta. Adrien e William fizeram um jogo excepcional. Para além de terem aguentado o meio-campo com firmeza e insustentável cansaço nos minutos finais da partida, ainda tiveram forças para ir lá à frente fazer jogar, pressionar e apontar o golo que daria um pontinho precioso à equipa (no caso de Adrien). Carillo e Nani fecharam as alas como puderam e o peruano foi uma das unidades mais in do Sporting. Quando a equipa parecia não ter forças para reagir, o peruano sempre que teve bola na esquerda ou na direita manifestou garra para correr com a bola na sua posse e driblar os defensivamente fracos laterais do Schalke. Nani poderia ter feito melhor em várias situações: quando o jogo estava 2-3 poderia ter aproveitado um lance no qual entra na área mas não conseguiu ser expedito a rematar.

Aplausos também para as exibições de Cedric (falhou apenas no lance do segundo golo mas acertou em cheio no cruzamento para o 2º poste no golo de Adrien) e Jonathan Silva. O jovem argentino tem um futuro promissor pela frente. Aguentou Obasi como pode (não é fácil defender este nigeriano pela simplicidade como usa e abusa da sua rapidez para ganhar a linha de fundo) e conseguiu ter forças para subir no terreno, executar venenosos cruzamentos para a baliza de Fahrmann e ainda pressionar no último terço nos momentos em que a defensiva do Schalke aliviava bolas para o seu flanco, de modo a recuperar rapidamente a bola e executar uma nova vaga para a área. Paulo Oliveira e Sarr também fizeram interessantes exibições: o primeiro não teve medo de Huntelaar e o francês juntou à capacidade de sair bem a jogar quando a equipa precisou que ele conduzisse o esférico, 2 ou 3 cortes providenciais que evitaram males maiores.

Freddy Montero não tem de forma alguma o poder de choque de Slimani. O colombiano correu muito, pressionou muito e sempre que a equipa tentou colocar-lhe a bola em desespero soube estar no sítio certo para a receber e endossar de imediato para um companheiro sob pressão. Não tenho a menor dúvida em afirmar que se o Sporting tivesse o argelino em campo na altura do 3-3, uma ou duas bolas bem colocadas para a área do Schalke poderiam ter dado a vitória.

Quanto à equipa do Schalke, confesso que esperava mais. A solidez defensiva deixa a desejar. Dois laterais muito fracos do ponto de vista defensivo, facilmente permeáveis no 1×1. Benedikt Howedes é o único da defensiva que mantem a concentração durante os 90 minutos. Nas alas, é só potência de contra-ataque. Tanto Draxler pela esquerda como Obasi pela direita são jogadores que gostam de ter bola em transições rápidas: o alemão quase sempre tenta flectir para o meio em velocidade de forma a tentar desmarcar Huntelaar (quase sempre em fora-de-jogo. O holandês faz um truque de ilusão que engana os assistentes, colocando-se quase sempre à frente da linha defensiva num primeiro momento para num segundo momento, aquando do passe recuar rapidamente e dar a sensação que estava em linha) enquanto o nigeriano é um jogador vertical que, como referi, usa e abusa da velocidade para passar pelos adversários. Qualquer lateral com rapidez de movimentos e agilidade e uma marcação cerrada que não permita espaço ao nigeriano para colocar o seu drible, anula-o facilmente. Kevin-Prince Boateng é uma anedota daquilo que era nos tempos do Milan. Neustadter é um jogador interessante mas não é totalmente ineficaz no passe. Max Meyer esteve pouco tempo em jogo para mostrar aquilo que é: um 10 puro, fantasista. Os ausentes Joel Matip, Leon Goretzka, Jefferon Farfán e Tranquilo Barnetta dão outra consistência defensiva e ofensiva à equipa: o camaronês é fortíssimo no jogo aéreo, o internacional alemão cobre mais espaços que Hoger e dá outra dinâmica à circulação de bola e pensamento ofensivo da equipa, o peruano é dotado de recursos técnicos que Chinedu Obasi não possui e o internacional suiço é um jogador que acrescenta mais poder de fogo de meia-distância ao ataque da equipa orientada por Roberto Di Matteo.

As contas são fáceis de fazer. Sendo realista, o Sporting precisa de bater o Schalke em Alvalade (a equipa demonstrou argumentos que me fazem acreditar que esse será o desfecho final do jogo de Alvalade) e precisa que aconteça um de dois cenários:
– vence o Maribor e o Chelsea em Stamford Bridge e espera que o Schalke escorregue na deslocação à Eslovénia ou na deslocação a Inglaterra.
– vencendo o Schalke, vence o Maribor e espera que os alemães não consigam melhor que 1 ponto nessas duas deslocações. Imperiosa será a vitória frente aos alemães daqui a duas semanas.