Tempos e Resultados – Euro 2016

Findas as duas jornadas europeias realizadas nos últimos dias, é hora de olhar para as classificações dos grupos:

euro 6

Com 3 jornadas disputadas no Grupo A, a Holanda terá forçosamente que vencer na próxima jornada que irá disputar em Novembro para amenizar os estragos provocados pelas duas derrotas somadas em três jogos frente à República Checa e Islândia, fora. Na próxima jornada, os Holandeses recebem a Letónia enquanto a Turquia (no último lugar do grupo) também terá que fazer pela vida frente ao Casaquistão em Istambul. A República Checa recebe a Islândia em Praga com a liderança do grupo no horizonte. Quem vencer a partida não só isola-se no comando do grupo como conseguirá manter ou aumentar a diferença pontual em relação à Holanda, a principal candidata à vitória no grupo.

No Grupo B, Gales lidera com 7 pontos. Os galeses irão à Bélgica jogar contra uma selecção que concedeu à 2ª jornada um empate frente a outro candidato ao apuramento, a Bósnia Herzegovina. A Bósnia irá a Telavive defrontar a selecção Israelita que para já conta com um dos melhores marcadores da fase de apuramento, o avançado do Austria de Viena Omer Damari com 4 golos. Damari tem os mesmos golos de Gylfi Sigurdson (Islândia) e Robert Lewandowski (Polónia).

Israel e Bélgica tem um jogo em atraso por disputar.

euro 7

No Grupo C, a Espanha recebe a Bielorussia a 15 de Novembro. A Ucrânia terá uma deslocação fácil ao Luxemburgo enquanto a Eslováquia terá uma deslocação também fácil à Macedónia. Eslováquia, Espanha e Ucrânia serão sem dúvida as selecções capazes de lutar pelos dois lugares que dão apuramento directo para o Europeu.

Grupo D

Grupo com muitas surpresas. Depois da Alemanha ter concedido uma derrota na 2ª jornada frente à Selecção Polaca (exibição incrível de Lewandowski), a 3ª jornada do grupo trouxe mais duas surpresas: a Alemanha empatou frente à sensacional Irlanda em casa enquanto a Polónia viu fugir-lhe a liderança isolada do grupo com um empate frente à reveladora Escócia que também pretende imiscuir-se na luta pelos lugares de apuramento.

O golo de Toni Kroos no empate da Mannschaft frente aos irlandeses.

Os 4 golos do empate a 2 bolas entre Polónia e Escócia.

Na próxima jornada em Novembro, a Polónia vai a Tiblissi jogar contra a Geórgia. Escócia e Irlanda disputam um derbi Celta em terreno escocês com a Escócia a espreitar os lugares de apuramento directo caso vença os Irlandeses. Os Irlandeses tem sido catapultados para os primeiros lugares graças às boas exibições de Robbie Keane. A Alemanha recebe Gibraltar, esperando-se uma vitória fácil por parte dos comandados de Joachim Low.

euro 8

No Grupo E, a Inglaterra lidera com 3 vitórias em 3 jogos. A Suiça conquistou na terça os seus primeiros 3 pontos em 3 jornadas ao derrotar a selecção de São Marino naquele país encostado ao território italiano. Vida difícil para a selecção orientada por Vladimir Petkovic. Seria uma catástrofe a Suiça não se qualificar neste grupo sabendo de antemão que esta geração suiça estará no seu prazo de maturidade no França´16, ou seja, capaz de lutar por uma posição nas meias-finais (mínimo) do Europeu.

Na próxima jornada, os Suiços terão que ganhar à Lituânia para recuperar a desvantagem que tem na tabela classificativa. A Inglaterra poderá cimentar a sua liderança na recepção em Wembley à Eslovénia. A Estónia poderá chegar-se aos primeiros lugares do grupo caso vença como se prevê a equipa de São Marino.

No Grupo F, a Irlanda do Norte lidera de forma surpreendente um grupo que tem como cabeças-de-série a Grécia e a Roménia. Os Norte-Irlandeses bateram a Grécia por 2-0 fora. A selecção Grega ainda só somou 1 ponto em 9 possíveis. A Roménia distanciou-se da Finlândia ao bater os finlandeses em Helsinquia por 2-0.

Na próxima jornada, a Grécia recebe em Atenas as Ilhas Faroes. A Irlanda do Norte tem um enorme teste de fogo às suas capacidades na deslocação à Roménia. Finlândia e Hungria tentarão colar-se às primeiras do grupo no jogo que terá lugar em Budapeste no belíssimo Estádio Nacional Ferenc Puskas.

euro 9

No grupo G, liderado pela Áustria, prevê-se uma 4ª jornada de decisões. Será provavelmente o grupo mais renhido de todos os grupos de qualificação. A selecção austriaca recebe a selecção russa em Viena, podendo cavar uma diferença pontual assinalável de 5 pontos caso vença. A Suécia tem uma deslocação bastante difícil a Montenegro.

No Grupo H, Croácia e Itália ainda não perderam qualquer ponto. A Noruega é 3ª. Na próxima jornada, a Itália recebe a Croácia num dos jogos que irá ajudar a estabelecer quem é que vence o grupo. A Noruega vai ao Azerbeijão tentar não perder o contacto com os dois da frente.

Grupo I

Euro 10

O grande golo de Cristiano Ronaldo, a materializar a fantástica acção individual e cruzamento de Ricardo Quaresma na direita foi um autêntico balão de oxigénio para as aspirações nacionais em marcar presença na maior prova europeia de selecções. Os dois resolveram com um lance de génio um jogo que parecia talhado ao empate.

Servia

O jogo que seria realizado entre a Sérvia e a Albânia na terça-feira foi interrompido antes do final da primeira parte devido a vários acontecimentos que revelaram a tensão que os dois países tem acumulado durante duas décadas. Recordo que a Albania foi uma das Repúblicas que se tornou independente após a queda da antiga Federação Jugoslava.

O jogo de Belgrado foi antecedido de vários episódios: seria a primeira vez que as duas selecções se iriam encontrar após a queda da Federação Jugoslava. Os órgãos de comunicação social dos dois países incitaram ao ódio durante toda a semana. Os adeptos albaneses estavam impedidos de viajar pela UEFA para impedir que a situação fugisse ao controlo, e não seria de prever mais do que provocações ou insultos. A UEFA alertou as entidades policiais servias para deter todos os adeptos albaneses que tentassem entrar no estádio. Só que, mesmo fora do estádio, alguém encontrou uma forma de incendiar o ambiente: o intervalo aproximava-se quando um drone, que segundo informações da polícia sérvia citada pela Associated Press terá sido lançado a partir de uma igreja perto do estádio, sobrevoou o relvado com um estandarte da denominada “Grande Albânia”, um projecto nacionalista que pretende reunir todas as comunidades albanesas num território mais alargado do que o actual território albanês. Essas mesmas comunidades vivem na Sérvia, na Croácia, na Bósnia e no Kosovo.

A ocorrência provocou um enorme mal estar nas duas comitivas, assistindo-se a cenas de pugilato no relvado e nas bancadas depois de um jogador sérvio ter puxado o drone com a bandeira para o chão.

Os jogadores albaneses foram obrigados a correr rapidamente para os balneários em virtude da chuva de cadeiras e objectos que os adeptos servios arremessavam das bancadas.

A UEFA já reagiu ao incidente com a abertura de um processo disciplinar. O delegado da UEFA ao jogo Harry Been já relatou a situação no seu relatório, podendo sair daquele organismo uma sanção disciplinar exemplar para todos os intervenientes da partida: os sérvios já são reincidentes em desacatos. Na fase de qualificação para o Mundial de 2014, mais precisamente na recepção à Croácia, a Federação Sérvia já tinha sido multada por mau comportamento dos seus adeptos aquando do hino croata. O processo de investigação lançado pela UEFA terá em conta todos os acontecimentos, desde o lançamento de objectos para o relvado por parte do público sérvio à acção individual de todos os jogadores envolvidos nas escaramuças e ao facto da selecção albanesa se ter recusado a jogar após os incidentes. Os castigos a serem aplicados vão desde a anulação da partida à subtracção de todos os pontos conquistados pelas duas equipas (4 pela Albânia, 1 pela sérvia) sem prejuízo ou benefício de terceiros, à obrigação das duas selecções terem que jogar os seus restantes compromissos em casa em campo neutro. Alguns jogadores de ambas as selecções também podem sofrer castigos internacionais que vão dos 2 aos 8 jogos. A Comissão de Controlo, Ética e Disciplina na UEFA irá reunir-se no próximo dia 23 de Outubro para avaliar os resultados da investigação que ordenou e decidir sobre as sanções a aplicar ou não aplicar às duas federações.

A UEFA também fez chegar em comunicado que não colocou qualquer entrave ao sorteio destas soluções por razões políticas, como por exemplo o fez com as selecções de Azerbeijão, Espanha, Gibraltar e Arménia. Segundo o organismo: “Por razões políticas, o Azerbaijão não pode calhar com a Arménia e a Espanha não pode jogar contra Gibraltar”, divulgou na altura o organismo que tutela o futebol europeu. Um porta-voz da UEFA, citado pelo diário britânico The Guardian, defendia a decisão: “Não havia razão clara para separar as duas equipas.”

Já o presidente da UEFA realçou que o organismo deverá ter que efectuar um mea-culpa na situação porque talvez existissem razões que motivassem a situação que se veio a verificar. O principal dirigente daquele organismo afirmou que a tensão política existente entre os dois países poderia ser prejudicial à partida. Recorrendo a um exemplo, Platini afirmou que caso o drone transportasse uma bomba e não uma bandeira albanesa, o incidente de Belgrado poderia ter tomado proporções dramáticas.

Os Ministérios que tutelam a pasta do desporto dos dois países trocaram imensas acusações durante o dia de ontem.

Antevisão – Quem são e como jogam os dinamarqueses?

Frente à Albânia Morten Olsen montou a sua selecção num 4x4x2 clássico, fazendo alinhar Kasper Schmeichel na baliza, um quarteto defensivo composto por Peter Ankersen na direita, Simon Kjaer e Andreas Bjelland no centro e Nicolas Boilesen na esquerda; William Kvist como elemento mais recuado de um meio-campo partilhado com Christian Eriksen, Pierre-Emile Hojberg na direita e Michael Krohn-Deli na esquerda, atrás de dois avançados: o jovem de 20 anos do RB Leipzig Yousouf Poulsen e do ponta-de-lança Niklas Bendtner.

O modelo de jogo desta selecção dinamarquesa é praticamente o mesmo desde que Morten Olsen chegou ao comando técnico da selecção em 2000: é uma selecção que gosta de praticar um futebol muito objectivo, muito directo para a área onde quase sempre tem um ponta-de-lança de grande envergadura física capaz de batalhar imenso no jogo aéreo com os centrais adversários e finalizar em potência. Se no passado Morten Olson contou com grandes avançados\pontas-de-lança como John Dahl Tomasson (este mais técnico, com características similares às que tinha João Vieira Pinto na selecção com Nuno Gomes ou Pauleta) ou Ebbe Sand (este tinha uma estampa física enorme e um fantástico poder de finalização) desde 2006 que apostou quase somente em Niklas Bendtner, sendo neste momento o jogador do Wolfsburg uma das maiores referências desta selecção. Apesar de Bendtner estar a passar ao lado daquela que poderia ser uma carreira muito interessante no futebol europeu, o jogador de 26 anos costuma fazer grandes jogos pela selecção. Leva a título de curiosidade 24 golos em 61 internacionalizações.

Simon Kjaer é o patrão desta defesa. O central de 25 anos, agora no Lille da Ligue 1, capitaneia esta selecção com a força física que lhe é característica. É um central duríssimo, forte na marcação, eficaz no desarme, forte no jogo aéreo (tanto defensivo como ofensivo) mas, é um jogador algo lento de movimentos quando o adversário tenta passar por ele em velocidade, facto que o obriga a cometer muitas faltas no solo. Cristiano Ronaldo e a nossa selecção poderão tirar partido da lentidão do central dinamarquês através de rápidas desmarcações do internacional português para as suas costas (é lento a ir ao encalce do adversário quando a bola é bombeada para as suas costas) ou através de 1×1 rápidos em contra-ataque. Se Cristiano tentar esta vertente no jogo de amanhã poderá condicionar muito cedo a sua acção caso consiga arrancar um cartão amarelo ao central.

Pela esquerda há que ter em atenção às subidas de Nicolas Boilesen. O lateral do Ajax é um lateral que gosta muito de subir pelo flanco esquerdo, flanco onde tentará combinar várias vezes com Krohn-Deli de forma a poderem colocar bolas para Bendtner. É um lateral que tem uma enorme capacidade de cruzamento.

No meio-campo, William Kvist é um jogador muito possante. Capaz de dar muita luta à batalha de meio-campo e de fazer as essenciais dobras aos laterais quando estes sobem no terreno, é o jogador que garante equilíbrio a um meio-campo de criativos: Christian Eriksen é o cérebro de toda a acção ofensiva desta equipa. Sobejamente conhecido de muitos, é o estratega desta equipa. A Selecção Portuguesa não só deverá pressioná-lo constantemente através dos homens da linha média (Tiago e João Moutinho, visto que Eriksen gosta de descair para o lado esquerdo) como em nenhuma altura do jogo deverá recorrer à falta à entrada da área, quer em zona central quer em zonas mais descaídas para os flancos porque Eriksen é um exímio marcador de bolas paradas, tanto directas para a baliza como para a área. Os dinamarqueses são fortíssimos no jogo aéreo. Eriksen também é um rematador interessante de meia distância.

Nas alas Michael Krohn-Deli é um jogador capaz de construir jogadas de perigo através dos seus cruzamentos para área assim como Pierre-Emile Hojbjerg. O jovem jogador do Bayern de Munique é um jogador muito vertical: tendo bola na direita, tenderá a passar em velocidade por Eliseu e cruzar para Bendtner ou Youssuf Poulsen. Este último é um jogador muito móvel, que gosta de vir buscar muito jogo às alas e sair rapidamente no contragolpe em velocidade.

No banco de suplentes, Morten Olsen irá dispor de soluções praticamente iguais aquelas que tem em campo: Lasse Schone é um jogador bastante parecido com Eriksen. É outro jogador mortífero muito eficaz no capítulo do passe e até costuma ser mais mortífero que Eriksen quando solicita os avançados com passes a rasgar na área. Também é um jogador que gosta de ter bola e pensar o jogo ofensivo da sua equipa, tarefa que desempenha no Ajax. Remata muito bem de meia distância, sendo também um interessante marcador de bolas paradas. Thomas Kahlenberg é uma opção válida para render Krohn-Deli na esquerda ou Hojberg na direita, sendo um criativo a jogar nas alas. Simon Poulsen é um lateral esquerdo de propensão ofensiva (é algo inseguro a defender) enquanto Jakob Poulsen é a solução mais efectiva para o lugar de Kvist.

Como soluções ofensivas de banco, Martin Olsen dispõe de Lasse Vibe e Martin Braithwaite. Apesar de serem jogadores bastante diferentes de Poulsen e Bendtner (Vibe até costuma dar-se melhor no lado direito do ataque apesar de também poder jogar no centro do terreno) são jogadores com apetência para finalizar. O jogador do Toulouse (Braithwaite marcou 11 golos na edição passada da Ligue 1) não se encontra na melhor forma neste início de temporada, não tendo sido utilizado por Martin Olsen no empate de sábado frente à Albânia. O golo que deu o empate aos dinamarqueses em terras albanesas foi precisamente apontado aos 81″ por Lasse Vibe.

O que é que deve fazer a selecção em Copenhaga?

– Iniciar a partida com posse de bola para retirar o habitual ímpeto inicial que os dinamarqueses demonstram nos primeiros minutos dos jogos em casa.
– Pressionar Christian Eriksen. Não deixando o jogador do Tottenham ter bola, a equipa portuguesa limita os processos ofensivos da equipa dinamarquesa.
– Evitar faltas no último terço.
– Sair em velocidade em contra-ataque. Tanto Danny como Nani deverão aproveitar o espaço em vazio deixado pelas subidas dos laterais dinamarqueses para criar desequilíbrios pelas alas em contra-ataque. Ronaldo deve tentar incutir velocidade pelo eixo central.
– Os laterais portugueses devem impedir ao máximo o jogo que os dinamarqueses fazem pelo corredor para estancar o número de bolas que estes tentam colocar para Bendtner finalizar. Para isso, tanto os alas como os médios interiores devem ajudar a fechar nas alas para impedir superioridade numérica dos dinamarqueses pelos flancos.
– Controlar a partida através da posse de bola. Os dinamarqueses odeiam equipas que gostam de circular bola no seu meio-campo. A qualquer momento concederão um espaço para a equipa portuguesa criar desequilíbrios.
– Ganhar o máximo numero de faltas aos centrais contrários. Não só para Ronaldo ter hipótese de almejar a baliza de Schmeichel como para condicionar a actuação dos centrais. Em dia sim de Ronaldo, caso um dos centrais dinamarqueses seja punido bastante cedo no jogo com um amarelo, estes podem desorientar-se com as constantes movimentações do Português, tornando a missão da equipa portuguesa muito mais fácil no plano ofensivo.
– Lançar rapidamente todas as situações passíveis de transição rápida. A equipa portuguesa é muito mais rápida que a dinamarquesa, povoa com mais homens as zonas centrais e tem jogadores capazes de lançar os 3 da frente nas costas da defensiva contrária assim que recuperam a bola a meio-campo. Ronaldo será mais rápido a chegar às bolas que Kjaer ou Bjelland. Danny e Nani poderão ter muito espaço para jogar nas alas em contra-ataque. Em ataque organizado será de esperar que tanto Krohn-Deli como Hojbjerg desçam para ajudar os seus laterais.
– Ricardo Carvalho e Pepe não poderão dar um milimetro de espaço de Niklas Bendtner. Se o derem, o dinamarquês não irá perdoar muitas oportunidades de finalização.

Momento do dia

Dificilmente este momento vai passar despercebido ao mundo, logo após a intervenção do capitão da selecção, foi um corropio de Tweets e publicações no Facebook sobre o assunto. Já antes desta intervenção, Cristiano Ronaldo ao ser-lhe pedido para comentar uma notícia que havia saído no referido órgão de comunicação social tinha destratado essa mesma publicação, poucos minutos depois deu-se este acontecimento caricato. É caso para dizer que se querem respeito devem dar-se ao respeito!

breves #25

Galatasaray – Correu a notícia durante o dia de hoje pela imprensa europeia que Wesley Sneijder e outros jogadores do Galatasaray pretendem sair do clube devido a salários em atraso.

Não é a primeira vez que este incidente afecta a vida do clube turco. Nos últimos 15 anos, o clube presidido por Unai Aysal tem vivido muitos altos e baixos na sua vertente financeira, facto que tem feito com que aposte imenso na contratação de estrelas em final de carreira quando tem objectivos ambiciosos (e capital para investir) e, passado 1 ou 2 anos, volte à estaca zero.

A geração de Mario Jardel por exemplo foi afectada por um dos m0mentos baixos do clube ao nível financeiro. O jogador assinou na altura pelo Sporting a troco de 5 milhões de euros porque o Galatasaray não cumpria as suas obrigações perante o plantel.

Barcelona – O clube catalão aderiu hoje ao denominado Pacto Nacional pelo Direito de Decidir (PNDD), uma plataforma que congrega mais de 3500 entidades e associações regionais da Catalunha que apoiam a causa independentista do povo catalão. Recordo que há 2 dias atrás, o presidente da Liga de Clubes Espanhóis Javier Tebas afirmou que caso o povo catalão decida pela independência da região, nenhum clube catalão poderá jogar na Liga Espanhola.

Diego Reyes – O Jornal O Jogo veiculou hoje que o central mexicano poderá estar de saída do Dragão. PSV e América são os interessados no jogador.

CR7

Jorge Mendes – O empresário afirmou hoje à CADENA SER que o jogador português irá retirar-se no Real Madrid. “Está cada vez melhor e vai continuar a evoluir até aos 40 anos. Está muito feliz no Real Madrid, vai continuar a bater todos os recordes e retirar-se no clube blanco”

Matias Suarez

Benfica – Segundo a edição de hoje do Jornal O Jogo, o avançado argentino de 26 anos Matias Suarez está referenciado pelo clube da Luz para reforçar o plantel em Janeiro. Suarez será o alvo que Jorge Jesus pretende para reforçar o último sector do terreno. Suarez tanto pode actuar como avançado ou extremo, revelando características muito interessantes para essas duas posições do terreno: é um interessante finalizador mas não se resume a isso. É um jogador que gosta de ter bola nas linhas, desequilibrar com o seu rapidíssimo drible e\ou finalizar\assistir o ponta-de-lança. O jogador leva 43 golos em 142 partidas disputadas pela equipa Belga desde 2008. Já foi considerado o melhor jogador da Liga Belga em 2011\2012. Esteve perto de assinar pelo Arsenal nesse ano (os clubes não chegaram a acordo quanto ao valor a pagar pelos londrinos) e pelo CSKA em 2011 (falhou nos testes médicos).

Thierry Henry –

Henry

O histórico avançado gaulês pôs fim às dúvidas que persistiam na imprensa desportiva Norte-Americana ao afirmar que não pretende renovar com os New York Red Bull. PSG e Mónaco estão interessados em ter o veterano de 37 anos nas suas fileiras. Henry estará disposto a voltar ao clube que o lançou para a alta roda do futebol. O jogador deixou a liga francesa no final da temporada 98\99.

Doyen Sports\Sporting – O Jornal Record publicou hoje que o fundo de investimento Doyen Sports (responsável pela aquisição de 75% do passe de Marcos Rojo aquando da sua transferência para Alvalade por 3 milhões de euros) colocou uma acção judicial contra o clube leonino no TAS (Tribunal Arbitral do Desporto, com sede na Suiça) para receber o valor correspondente a 75% da venda do jogador para o Manchester United (cerca de 15 milhões de euros). O Manchester United já pagou a primeira tranche acordada no negócio no valor de 10 milhões de euros, tendo agendado o 2º pagamento para Dezembro. A Doyen Sports também fez chegar à redacção de vários órgãos de comunicação social portugueses a informação que interpôs junto da justiça portuguesa uma providência cautelar que visa congelar todas as receitas da SAD leonina até que o TAS julge o diferendo entre as duas entidades.

Bruno de Carvalho – Semear o ódio sem necessidade nenhuma. Reprovável.

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Como sócio do Sporting Clube de Portugal, não gosto de ver os adeptos dos rivais a escarnecerem o nosso clube sem um argumento minimamente plausível. Não sou fã da crítica baixa assim como não sou fã do recrudescimento do ódio no futebol motivado por questiúnculas baixas e sem fundamento argumentativo. O que o presidente do Sporting está a fazer, para além de populismo, tem um único termo: baixaria. Está a descer o nível e está a prejudicar cada vez mais o clube junto de terceiros com a sua falta de educação. No momento em que o nosso clube esteja por baixo, os dirigentes e adeptos dos rivais irão decerto alimentar-se destas palavras para dar troco.

Fernando Santos – Ideias base deixadas pelo seleccionador nacional na sua primeira conferência de imprensa de antevisão a uma partida:

“O relacionamento tem sido ótimo entre todos. O ambiente tem sido excelente. As pessoas não têm de ser todas amigas e numa equipa de futebol nunca tens toda a gente no mesmo sítio a brincar. Mas tem havido total adesão de todos”

“O António – é assim que se diz em português – é um jogador que já está habituado. É mais um como é Patrício ou Beto, e podem ser Eduardo ou José Sá, que ainda ontem jogou. Está perfeitamente integrado”

“Muitas equipas estão a pagar por isso, se olharmos para os resultados da primeira jornada. Se isto é tão fácil que toda a gente vai… a verdade é que não vão todos. Atenção porque isto criou expectativas maiores. Desta forma, equipas que não podiam chegar ao Euro agora acreditam que podem. Temos é de lutar para ser primeiros e os outros que resolvam o problema deles”

“Qualquer das equipas nacionais tem uma grande responsabilidade quando entra em campo, representa um país. As pessoas estão longe do país e – eu também já fui emigrante – as coisas duplicam na carga emocional. Portanto envergar esta camisola será sempre de grande responsabilidade. Não vou poupar jogadores amanhã para terça-feira, mas durante o jogo poderei refrescar a equipa. É um adversário fortíssimo, um confronto feroz no bom sentido, com duas equipas a quererem ganhar. Vai ser um grande espetáculo e estaremos aqui de corpo inteiro, a querer levar o nome de Portugal bem longe”

“Pressão sobre ele vai haver sempre, mas não afeta nada a Seleção. A “Cristiano-dependência existirá sempre e não faz mal a ninguém, nem a ele nem aos outros, nem vai influenciar o jogo. É o melhor jogador do Mundo e é um motivo de grande orgulho ter um jogador assim. Espero dele isso mesmo, que traga a sua grande capacidade, profissionalismo e ambição de vencer, como já trouxe e vai continuar a trazer…”

Jaime Pacheco – O treinador Português já está no Cairo para assinar pelo histórico Zamalek, equipa que foi treinada no passado por Manuel Cajuda. Pacheco irá dar um novo rumo à sua carreira no Egipto depois de um interregno de quase 2 anos. A última equipa que o português orientou foram os chineses do Beijing Guoan, equipa na qual conseguiu a promoção à Superliga Chinesa de Futebol. O treinador não orienta um clube de primeira liga desde a temporada 2008\2009 (Belenenses).

uchebo

Boavista – O clube axadrezado confirmou hoje a contratação a custo zero com inscrição imediata do nigeriano Michael Uchebo. O nigeriano de 24 anos é internacional pelo seu país por 4 vezes, tendo figurado nos eleitos das Super Águias no Mundial do Brasil. Durante a sua curta carreira jogou no Enogu Rangers da Nigéria, VVV Venlo da Holanda e Cercle de Brugge. No clube belga marcou 7 golos em 55 jogos durante 2 temporadas.

Valência – O antigo futebolista Rufete, agora director-geral do Valência afirmou que o clube ché vai ao mercado com força no mês de Janeiro para reforçar o plantel treinado por Nuno Espírito Santo. As declarações proferidas pelo agora director do clube valenciano indicam que poderá ter existido uma alteração de objectivos por parte do clube ché, dispondo-se a direcção da SAD a atacar alguns alvos de mercado referenciados pelo treinador para tentar ir o mais longe possível na Liga Espanhola, não descartando a luta pelo título caso a equipa continue a somar vitórias e boas exibições como as que tem somado nestas primeiras jornadas.

Raul – É notícia na Marca. O jogador já está a treinar-se em Nova Iorque.

O jogador irá alinhar pela equipa Norte-Americana depois de ter expirado o seu vínculo com os qataris do All-Sadd. A mítica equipa que em 1977 albergou grande estrelas da história do futebol como Franz Beckenbauer, Carlos Alberto e Pelé, ou por onde também passaram Gerd Muller, Cruyjff ou Eusébio, é a campeã da NASL (uma das várias ligas norte-americanas de futebol) e pretende “subir” à MLS o mais rapidamente possível, havendo para já uma proposta de entrada junto da MLS, entidade que organiza a principal liga de futebol profissional dos Estados Unidos.

O histórico jogador espanhol será companheiro de equipa do nosso conhecido Rovérsio (jogou em Portugal no Gil Vicente e Paços de Ferreira de 2004 a 2008) e do antigo internacional espanhol naturalizado Marcos Senna, actualmente com 38 anos.

 

 

 

Momentos #28

Naquele momento em que Silvestre Varela encheu o pé com convicção e deu uma nova vida à nossa Selecção na campanha disputada na Polónia e Ucrânia.

Os dinamarqueses já nos tinham vencido em Copenhaga na última jornada da ronda de qualificação, atirando-nos para um playoff que seria disputado frente à Bósnia (também em virtude da vitória obtida pelos suecos naquele preciso dia frente à Selecção Holandesa, resultado que permitiu à turma nórdica arrebatar a posição de 2º melhor classificado de todos os grupos de qualificação). Em Lviv, os comandados de Morten Olsen estiveram a um passo de nos eliminar do Europeu, num jogo em que a nossa selecção entrou muito bem na partida com 2 golos no primeiro tempo (Pepe e Postiga) mas viria a permitir que Niklas Bendtner complicasse as coisas com dois golos ao minuto 41 e 80.

Vindo do banco aos 84″ num autêntico acto de desespero de Paulo Bento (o seleccionador trocou Meireles por Varela, passando a jogar num 4x2x4 com uma frente de ataque alargada – Varela, Postiga, Nelson Oliveira, Cristiano Ronaldo – numa altura em que os dinamarqueses poderiam ter chegado facilmente ao golo da vitória), o então jogador do Porto (agora por empréstimo aos ingleses do WBA; não convocado por Fernando Santos para este duplo compromisso) fez o 3-2 que nos permitiria sonhar com a qualificação frente à Holanda na derradeira partida do grupo.

Passados 2 anos, não tenho dúvidas em afirmar que este golo de Silvestre Varela é um dos golos mais importantes da história do nosso futebol.

Crónica #12 – Villareal 0-2 Real Madrid

Poucos dias antes de mais um embate para a Champions frente ao Ludogorets da Bulgária, o Real Madrid foi ao El Madrigal, estádio do Villareal bater a equipa da casa com 2-0 (mais um golo de Ronaldo) descomplicando com alguma facilidade um jogo que historicamente costuma ser muito difícil para a equipa merengue e, no caso do jogo de hoje, um jogo em que a turma orientada por Marcelino Garcial Toral vendeu muito cara a derrota com um estilo de jogo bastante ofensivo que causou alguns sobressaltos à baliza de Iker Casillas.

Marcelino Garcia Toral promoveu alguma rotação no plantel fazendo entrar no onze formado em 4x4x2 clássico Sérgio Asenjo na baliza, um quarteto defensivo composto por Mario, Matteo Musachio, Victor Ruiz e Gabriel; Bruno e Trigueros no meio-campo, Cani na direita, Moi Gomez à esquerda e uma frente de ataque composta pelo argentino Lucas Vietto na companhia do nigeriano Uche. No banco ficaram por exemplo habituais titulares desta equipa como Tomas Pina ou Giovanni dos Santos.

Já Carlo Ancelotti, sem poder contar com Pepe, voltou a fazer alinhar o seu onze base depois de ter colocado Keylor Navas, Illaramendi e Isco no jogo contra o Elche.

Nos primeiros minutos da partida assistimos a uma entrada de rompante da equipa do Villareal. Com processos de jogo que denotam bastante trabalho, a equipa de Toral começou o jogo a circular a bola de forma rápida a meio-campo com interessantes aberturas para os flancos onde Cani e Mario de um lado e Mói Gomez do outro tentaram por variadíssimas vezes colocar a bola na área através de cruzamentos.
No entanto, a primeira situação de perigo seria a favor do Real Madrid pelo inevitável Cristiano Ronaldo aos 4″. Gananhando a frente a Mario no flanco esquerdo, o português tirou o lateral do caminho em flecção para o centro e tentou um remate em potência que haveria de ser desviado por um adversário para canto. Do canto surgiu uma bola na área que Sérgio Ramos parou com o braço antes de chutar para o fundo das redes de Sérgio Asenjo. Undiano Mallenco invalidou de imediato o golo mas não viu no lance um empurrão de Musacchio a Raphael Varane que impediu o central francês de atacar a bola.

A conseguir ganhar as segundas bolas a meio-campo e com um sentido de distribuição apuradíssimo, tanto Bruno como Cani como Trigueros começaram a inventar algumas situações de perigo para a baliza de Casillas. Aos 7″ Uche chegou a obrigar o guardião internacional espanhol a uma defesa apertadíssima num lance em que tentou tirar Varane do caminho. O guarda-redes do Real Madrid teve 2 minutos depois que sacudir de forma muito pouco ortodoxa um cruzamento de Mario na direita com os pés. Creio que o guarda-redes espanhol quis com este toque pouco ortodoxo naquela zona do terreno sair imediatamente a jogar para Marcelo. No entanto, pôs em risco a sua baliza caso o chuto fosse parar aos pés de algum jogador do Villareal. Aos 12″ Varane teve que cortar inextremis um remate de fora-da-área de um jogador do Villareal que mudou de trajectoria devido a um desvio de Kroos. Casillas estava batido no lance.

Aproveitando o facto de Kroos e Modric estarem no centro do terreno e de Cristiano Ronaldo não ajudar a fechar o flanco direito, a equipa dos arredores de Valência começou a canalizar o seu jogo para o flanco direito.

O avião do regresso…

Ao minuto 16 passou sobre o El Madrigal um avião com um banner onde se lia “Come Home Ronaldo – United Reel”, porventura encomendado por adeptos do Manchester United.

O jogo continuou com alguma intensidade. A equipa do Real respeitou a entrada mais agressiva da equipa do Real e demorou algum tempo a entrar no jogo e a criar jogo ofensivo. Perante a confiança que os construtores do Villareal estavam a demonstrar ao conseguirem evitar a pressão exercida sobre si no meio-campo pelo tridente de meio-campo do Real, Kroos e Modric foram obrigados a pegar mais na bola. Nesta fase da partida, faltava alguma rapidez ao jogo de passes da equipa de Ancelotti a meio-campo facto que facilitava não só a organização defensiva do Villareal como a intercepção de passes a meio-campo que quase sempre eram aproveitadas pelos jogadores do submarino amarillo para sair rapidamente em contra-ataque e tentar colocar bolas nas costas dos centrais madridistas para o poder de aceleração dos seus dois velozes homens da frente. Valeu Raphael Varane aos merengues: muito atento ao longo de toda a partida, não falhou um corte ou um desarme quando foi chamado a intervir na sua raia de acção. Foi traído uma ou duas vezes pelas movimentações de Vietto mas, na globalidade do seu rendimento, foi um dos melhores em campo no El Madrigal.

Quem não consegue marcar contra o Real, ao primeiro erro que cometa…

Foi precisamente na fase de maior ascendente do Villareal na partida que o Real selou o seu triunfo.
Aos 27″ uma fantástica acção de Vietto no meio dos dois centrais do Real dá ao argentino a possibilidade de atirar à baliza de Casillas. O argentino remata em arco por cima da baliza merengue. 2 minutos depois, um lance de insistência de Cani na esquerda faz a bola rodar até ao flanco direito onde aparece Mario a rematar cruzado para defesa de Casillas.

Até que Modric e Ronaldo puseram em campo a sua excelência. Aos 32″ Kroos endossa a bola ao croata à entrada da área, e ao mesmo tempo em que este recebe, Ronaldo atrai as marcações com um movimento na frente de um defensor e permite que o croata estoire em cheio na baliza de Asenjo que pouco podia fazer para parar o forte remate do croata. O movimento de Ronaldo, visível nas imagens, faz toda a diferença no lance.

O Villareal respondeu de imediato no minuto seguinte: uma fantástica decalage de passes do flanco esquerdo para o flanco direito muito bem contemporizada faz chegar a bola a Cani que cruza para cabeceamento de Vietto ao lado da baliza de Casillas. A equipa de Marcelino Toral acreditou que era possível chegar à igualdade até ao intervalo e num lance resultante de um canto que não é aproveitada pela equipa de amarelo, James recupera a bola e lança imediatamente Benzema em velocidade com um passe longo de excelência. O francês conquista o esférico a um defensor do Villareal, tira-o do caminho e serve Ronaldo no coração da área para o 2-o. Lance típico de contra-ataque do Real com o francês a demonstrar muita inteligência na forma em como parou a bola, viu a entrada dos companheiros da área, tirou o defensor do caminho e assistiu o português para o seu 10º golo na Liga.

A equipa do Villareal não baixou os braços e até ao intervalo criou 2 situações de perigo: a primeira num remate de meia-distância de Trigueros que Casillas defendeu com dificuldade para os pés de Vietto (em fora-de-jogo devidamente assinalado por um dos assistentes de Undiano Malenco; o argentino tentaria a emenda que seria defendida por Casillas) e num segundo em que o mesmo trigueros no coração da área responde a um cruzamento de Cani na esquerda com um potente remate que é desviado corajosamente pelo brasileiro Marcelo para canto. O corte do Brasileiro equivaleu literalmente a um golo da sua equipa. A bola de Trigueros levava selo de golo. A propósito, o médio ofensivo do Villareal foi uma das figuras desta primeira parte pela rapidez que incutiu nos processos de circulação da equipa com a sua simplicidade acções (receber e passar). Na segunda parte eclipsou-se e foi substituído.

Ao intervalo, apesar da maior agressividade e arrogância demonstrada pelo Villareal na abordagem ao jogo, era o Real quem capitalizava com dois pequenos erros da equipa da casa.

Na segunda parte, como seria de esperar, para não desgastar a equipa fisicamente, Ancelotti não teve problemas nenhuns em baixar as linhas da equipa e entregar as despesas de jogo ao Villareal, apostando em saídas rápidas no contra-ataque por intermédio de Ronaldo e Benzema.

Como tal, os únicos lances de perigo foram construídos pelo Villareal:
– aos 47″ uma triangulação pela esquerda permite a entrada do lateral Gabriel na área. O remate saiu torto. O lateral adaptado, central de origem não tem pé esquerdo.
– aos 51″ Cani centrou para a área e Lucas Vietto, rodeado de 4 adversários não teve espaço para colocar o seu remate. Contemporizou bem e entregou ao remate de Mario. Lucas Vietto esteve em destaque na segunda parte. Provou ser um jogador capaz de se movimentar facilmente na área e fora desta. Por várias vezes foi fora da área receber jogo da sua linha média e acelerar a circulação de bola para os flancos, arrastando consigo Varane ou Sérgio Ramos. É um jogador bastante interessante que tanto consegue aparecer na área a finalizar as jogadas como com as suas constantes saídas da área participa do processo ofensivo da equipa, dá-lhe mais rapidez e mais inteligência e arrasta defensores consigo para abrir espaços para o seu colega de ataque poder entrar.
O jogo diminuiu de ritmo. Marcelino Toral decidiu colocar em campo em poucos minutos os irmãos Giovanni e Jonathan da Silva e o extremo Espinoza. Jonathan da Silva veio dar mais velocidade à construção de jogo da equipa com processos de passe muito simples quase sempre ao primeiro toque. Já o seu irmão prendeu imenso o jogo com as suas tentativas de drible. Carvajal não lhe permitiu muitas veleidades no duelo individual. E a equipa da casa, apesar de estar bem instalada no meio-campo merengue não conseguiu até ao final da partida construir mais oportunidades de perigo. Ancelotti limitou-se a fazer a gestão de plantel com as entradas de Nacho para o lugar de lateral-esquerdo (Marcelo teve que ser assistido a um olho, provavelmente às lentes de contacto depois de ter levado com uma bola na cara numa disputa de bola) Asier Illaramendi e Isco.