Momentos #34

Ao 7º jogo pela Roja, Diego Costa logrou marcar o seu primeiro golo num jogo na noite em que Andrés Iniesta tornou-se capitão da selecção espanhola à sua 102ª internacionalização, Juan Bernat apontou o seu primeiro golo pela selecção na sua 1ª internacionalização e o ex-benfiquista Rodrigo estreou-se pela referida selecção. A Espanha é agora 2ª no Grupo C com 6 pontos atrás da “invencível” Eslováquia (derrotou a Bielorussia por 3-1 em Minsk) e com os mesmos pontos da Lituânia que perdeu 2-0 em Ljublana frente à Eslovénia.

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Momentos #29

Será preciso recuar na história 8 anos (7 de Outubro de 2006) para verificar a última derrota espanhola numa fase de apuramento para uma grande competição internacional por selecções. Nesse ano, durante a campanha para o Euro 2008, europeu de boa memória para o povo espanhol pela primeira das 3 vitórias consecutivas em grandes provas internacionais, a Selecção Sueca bateu a selecção espanhola no Rasunda Stadium em Estocolmo por 2-0 com jogos de Johann Elmander e Marcus Allback. Faziam parte da selecção espanhola, selecção orientada pelo falecido Aragonés, jogadores como Iker Casillas, Sérgio Ramos, Andrés Iniesta, Cesc Fabrègas, David Silva (todos eles em actividade; deste lote apenas Reyes não figura neste momento nos convocados de Del Bosque) e outros que deixaram de ser opção (na actualidade) para a Roja ou já terminaram carreira como Victor Valdés, Xavi, David Villa, David Guiza, José Antonio Reyes, Fernando Torres, Joan Capdevilla, Luis Garcia, Fernando Morientes, Albert Riera, David Albelda, Carles Puyol, Juanito, Angulo, Antonio Puerta (infelizmente falecido durante uma partida do Sevilla poucos meses mais tarde) Antonio Lopez ou Pablo Ibanez.

Essa fase de qualificação haveria de ser muito difícil para a equipa de Aragonés, apesar da Espanha se ter tornado campeã europeia. A selecção espanhola perdeu na Irlanda do Norte por 3-2, perdeu na Suécia por 2-0 e concedeu um empate na Islândia a 1 bola. A vitória no grupo seria carimbada apenas nas últimas duas jornadas com 2 exibições categóricas: uma frente à Suécia no Bernabéu (vitória por 3-0 na penúltima jornada; esta vitória permitiu aos espanhóis suplantar os suecos na liderança do grupo) e outra frente à Irlanda do Norte na última jornada com um golo de Xabi num jogo disputado nas Canárias.

Na Eslováquia, a selecção espanhola concedeu a primeira derrota em fases de apuramento nos últimos 8 anos. Muitas responsabilidades para Casillas e para a sua defesa nos dois golos eslovacos. O guarda-redes do Real Madrid tem jogado sob brasas em virtude das imensas críticas que a imprensa lhe tem feito. A imprensa espanhola catalogou esta derrota com uma vergonha nacional. Já hoje, no Luxemburgo, principado onde a Roja jogará frente à selecção local na próxima semana, Cesar Azpilicueta afirmou que os jogadores espanhóis tem que revelar união no momento menos positivo que estão a atravessar e fazer uma autocrítica ao seu desempenho. 

A selecção Eslovaca aproveitou o deslize. A turma de Kucka, Hamsik, Skrtel e Stoch é uma das selecções que tenderá em aproveitar o alargamento do campeonato europeu a 24 equipas para poder marcar presença pela primeira vez na prova. Recordo que a Eslováquia apurou-se historicamente para o Mundial de 2010 na África do Sul.

Momentos #7 – Penalty à panenka de Sérgio Ramos

Podem acusá-lo de tudo: de dar cacete à descarada e em fartura, de ser péssimo no jogo para as suas costas, de ser duro de rins quando tem um adversário rápido pela frente, de aliviar bolas sem nexo para a entrada da área nos cantos adversários, de falhar penaltys decisivos… mas o que é certo é que em alguns momentos Sérgio Ramos faz esquecer todos os seus maus momentos. Clássico à panenka na vitória Espanhola por 5-1 frente à modesta Macedónia no arranque de qualificação para a Roja no Grupo C.

Paco Alcacer do Valência estreou-se a marcar pela selecção espanhola.

Nos jogos desta noite, não existiram surpresas de maior: a Inglaterra bateu a Suiça no país helvético por 0-2. Roy Hodgson manteve a aposta na espinha dorsal da equipa que visa construir para este novo ciclo, dando a titularidade a John Stones na direita, mantendo Phil Jones e Tim Cahill como a dupla de centrais e fazendo alinhar numa das alas Fabian Delph do Aston Villa.

No Grupo G, a Suécia iniciou a campanha com um empate na Áustria.  Os austríacos inauguraram o marcador aos 7″ por intermédio da sua maior estrela (David Alaba), respondendo os suecos 5 minutos depois por Elkin. Zlatan Ibrahimovic participou de forma muito discreta na partida. Um dos melhores momentos protagonizados na partida pelo avançado do PSG deu-se na marcação de um canto quando ficou a olhar com cara de poucos amigos para Ruben Okotie quando o austríaco o empurrou em jeito de provocação.

A Rússia iniciou a campanha com uma goleada caseira frente ao Lichstenstein por 4-0.

Surpresa da noite foi a derrota caseira da Ucrânia por 1-0 frente à Eslováquia de Hamsik e Nemec. Os Ucranianos tiveram as melhores oportunidades de golo mas jogaram contra uma Eslováquia eficaz. Nos 2 remates feitos à baliza de Pyatov, os eslovacos lograram marcar em um com um golo do extremo\avançado Mak aos 17″

Crónica #1

França e Espanha iniciaram ontem no Estádio Nacional de França em Saint-Denis (arredores da capital francesa) um novo ciclo na sua história. No estádio nacional francês, os dois seleccionadores tiveram uma postura ambígua na abordagem ao jogo: apesar de já qualificada para o novo modelo do Europeu (será disputado por 24 equipas), a França de Deschamps, organizadora do evento, inserida virtualmente no Grupo I de Portugal (os gauleses jogarão amigavelmente c0ntra as equipas deste grupo) iniciou o seu ciclo sem surpresas de maior nos convocados, aproveitando o legado construído no último ciclo. Já Vicente Del Bosque, campeão europeu em título, começou a preparar a qualificação espanhola no Grupo C (cabeça-de-série de um grupo composto pela Ucrânia, Bielorussia, Eslováquia, Macedónia e Luxemburgo) com a inserção de algumas caras novas na Roja como é o caso dos bascos Mikel San José e Carlos Iturraspe (central e trinco do Athletic de Bilbao) Raul Garcia, poacher do Atlético de Madrid que só aos 28 anos logrou estrear-se internacionalmente pelo seu país.

Ambas as selecções começaram a demonstrar todo o futebol que pretendem por em prática no novo ciclo que se avizinha. Os espanhóis voltaram a ensaiar um estilo de jogo misto, formado pelo jogo em profundidade para Diego Costa (Del Bosque optou por colocar de início Raúl Garcia nas costas do hispano-brasileiro) com alguns toques “simeoneanos” no meio-campo, ou seja, a construção de jogadas em velocidade pelo miolo ao primeiro toque, jogo para o qual contribuíram os processos simples de um meio-campo formado por Busquets, Cazorla, Koke, Fabregas e Raúl Garcia.

Já Deschamps optou por alinhar com o seu onze-tipo (Koscielny foi o único elemento deste onze que não alinhou por lesão), reforçando o meio-campo com a presença do trio de peso gaulês (Pogba, Matuidi, Sissoko) atrás de um trio de avançados composto por Antoine Griezmann, Mathieu Valbuena e Karim Benzema. Não tenho a menor dúvida em afirmar que, após a renúncia de Franck Ribery aos bleus, este será o trio da frente que o antigo médio da Juventus, agora seleccionador francês, irá sincronizar no próximo ciclo de 2 anos. Samir Nasri voltou a não marcar presença na convocatória gaulesa.

A França esteve melhor na partida. Com um meio-campo muito profícuo a anular as investidas de um talentoso meio-campo espanhol, ao nível dos processos ofensivos gauleses, os 3 elementos do meio-campo gaulês repartiram entre si as transições para o ataque, colocaram muita velocidade no jogo (a França de Deschamps está muito bem oleada ao nível de combinações lateral-extremo e triangulações lateral-médio interior-extremo) e não se coibiram de aparecer junto aos extremos a combinar facilmente com eles. O golo gaulês aparece precisamente depois de uma triangulação de belo efeito na área, construída por Karim Benzema, Moussa Sissoko e Mathieu Valbuena. Aparecendo bem no espaço (a ideia inicial seria Benzema recolher aquela bola, deixar um espanhol para trás com uma finta de corpo e rematar) Loic Remy flectiu do flanco direito para o centro da área e inaugurou o marcador.

A selecção espanhola precisa de afinar processos no novo modelo de jogo que pretende instalar. Com muitos passes falhados a meio-campo e um jogo com linhas pouco objectivas e alguma falta de ideias (Diego Costa recuou várias vezes para vir buscar jogo a meio-campo), esta selecção espanhola tem muito trabalho pela frente nos próximos meses.